“A Febre dos Braceletes”: Como surgiu o bracelete da WSOP, quem teve a ideia e a evolução visual

Artigos vão destrinchar fatos históricos e personagens marcantes da história de 50 anos do bracelete

Benny Binion foi quem criou a WSOP e idealizou o bracelete
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O bracelete da WSOP é a grande obsessão do jogador de poker. Muito além de uma joia, ele representa prestígio, história e a eternização entre os grandes nomes do poker mundial. Ao longo das décadas, o bracelete atravessou transformações e em 2026 a criação da peça completa 50 anos.

Nesta nova série do Mundo Poker DOC, vamos revisitar a origem, as curiosidades, os personagens que ajudaram na febre dos braceletes e, claro, a história do Brasil nesse contexto.

#1 – A Origem

Olhar para um bracelete da WSOP hoje é enxergar o maior símbolo de conquista do poker mundial. Mas nem sempre foi assim. Nos primeiros anos da série criada em 1970, os campeões recebiam um troféu diferente: uma espécie de taça de prata. A premiação física inicial durou apenas cinco anos.

A mudança aconteceu em 1976. O responsável pela ideia foi o lendário Benny Binion, fundador da WSOP e uma das figuras mais visionárias da história do poker. Binion queria criar algo que diferenciasse o poker dos outros esportes e, ao mesmo tempo, pudesse ser usado pelos próprios jogadores. A lógica era simples: sentar na mesa usando um bracelete de campeão teria um impacto muito maior do que deixar um troféu em casa.

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A aceitação, inicialmente, foi curiosa. Na década de 70, joias masculinas estavam em alta nos Estados Unidos, o que ajudou a transformar a novidade em desejo. Mas como tudo que é novo, ainda não existia o desejo pela obsessão. Ninguém imaginava que aquele acessório se tornaria, décadas depois, o objeto mais sonhado do poker mundial.

Os primeiros modelos eram bem simples se comparados às peças atuais. Becky Binion, filha de Benny, chegou a descrever os braceletes da época como “pepitas de ouro achatadas”. O designer escolhido para produzir as joias foi o joalheiro de Las Vegas Mordechai Yerushalmi, que anos depois se tornaria praticamente sinônimo dos braceletes da WSOP. Na época, cada peça tinha valor estimado em cerca de US$ 500.

Bracelete de 2019 foi homenagem a 50 anos da WSOP

Os designers e a evolução do bracelete:

Mordechai Yerushalmi (1876 a 2004)

Primeiro designer da peça, o joalheiro de Lsas Vegas Yerushalmi exerceu a função por muitos anos. A saída dele aconteceu em 2004 quando os direitos da WSOP foram comprados pela Harrah’s Entertainment.

Gold and Diamond International (2005) 

A empresa de Memphis venceu uma licitação e foi a fornecedora das joias no ano de 2005.

Frederick Goldman (2006)

No ano seguinte, foi quem fabricou as joias e adicionou um componente importante. O bracelete passou a ter pedras mais preciosas e acabamento luxuoso. A de campeão do Main Event, vencida por Jamie Gold, tinha 259 pedras, 7,2 quilates de diamantes e 120 gramas de ouro branco e amarelo.

Corum (2007 a 2009)

Famosa relojoaria da Suíça, a Corum assumiu na sequência por três anos e deu seguimento ao bracelete com uma pegada mais luxuosa iniciada pela Goldman. Os campeões também recebiam um relógio da marca na época.

Bracelete de 2007 foi feito pela marca suíça Corum

OnTilt Designs (2010 e 2011)

Empresa australiana que venceu a concorrência da época para fabricar a peça. A ideia principal da marca era resgatar o visual pesado e clássico dos anos 70 e 80, mas sem perder o luxo. Quem desenhou a peça foi o designer americano Steve Soffa.

Jason of Beverly Hills (2012 a 2018)

Jason Arasheben, um dos designers de joias mais famosos do esporte americano, assumiu a função com sua empresa. Ele mudou o patamar visual e continuou incluindo pedras luxuosas com ainda mais afinco.

Jostens (2019 até hoje)

O bracelete hoje é feito em parceria com a Jostens, empresa americana especializada em anéis e troféus esportivos.

Bracelete é produzido pela Jostens desde 2019

O que vem por aí? 

#2 – 1982, o ano sem bracelete (19/05)

#3 – como o bracelete ajudou a potencializar lendas (20/05)

#4 – Phil Hellmuth, o homem que entendeu o valor do bracelete (21/05)

#5 – Bracelete online: banalização ou evolução natural? (22/05)

#6 – Alexandre Gomes, André Akkari e Yuri Martins: o primeiro, o mais midiático e o colecionador de braceletes (25/05)

#7 – Todos os braceletes do Brasil na WSOP (26/05)