WSOP
WSOP: Jimmy Setna e Jason James vencem o Evento #75 Tag Team; Georgios Skarparis conquista o Evento #78
A dupla canadense e o jogador cipriota conquistaram seus primeiros braceletes

A WSOP começou a se aproximar do seu final, mas vários campeões ainda estão sendo definidos na série. Na última semana, mais dois deles foram conhecidos nos Eventos #75 e #78. Ou melhor: três, já que um deles, o Tag Team, é jogado em dupla. Jimmy Setna e Jason James foram a dupla a se dar bem por lá, enquanto Georgios Skarparis também entrou pra lista.
Evento #75 US$ 1.000 Tag Team
Um dos torneios mais movimentados da grade da WSOP, o Evento #75 US$ 1.000 Tag Team rendeu o primeiro bracelete para a dupla canadense formada por Jimmy Setna e Jason James. Os dois jogadores passaram por um field de 1.437 entradas e garantiram o prêmio de US$ 190.910, US$ 95.405 para cada integrante.
Um detalhe bem legal é que Setna e James fizeram mesa final juntos na WSOP em 2023. Foi no Evento #86, vencido pelo peruano Diego Ventura. Desta vez, jogando juntos, os dois terminaram no lugar mais alto do pódio e se tornaram campeões de WSOP. Na mesa final, os brasileiros Marcos Exterkotter e Henry Fischer marcaram presença, ficando em oitavo.
“Estou nas nuvens”, disse Jason James após o título. “Esse bracelete é ainda mais legal porque posso compartilhá-lo com um amigo”, continuou o jogador. Jimmy Setna, por sua vez, foi sucinto nas palavras: “é incrível”, descreveu o canadense.
Confira a premiação da mesa final:
1° – Jimmy Setna/Jason James (Canadá) – US$ 190.910
2° – Aaron Thomas/Burcu Dagli (EUA) – US$ 127.254
3° – Mark Bagin/Kevin Bagin (EUA) – US$ 91.234
4° – Richard Ali/Patsy Altomari (EUA) – US$ 66.238
5° – Joshua Hopkins/Charles Honkonen (Canadá) – US$ 48.708
6° – Jason Wheeler/Anthony Nardi (EUA) – US$ 36.282
7º – Sheraton Hall/Malcolm Trayner (Austrália) – US$ 27.382
8° – Marcos Exterkotter/Henry Fischer (Brasil) – US$ 20.942
9° – Toby Boas/Angel Boas (EUA) – US$ 16.232

Evento #78 US$ 1.000 Mini Main Event

Georgios Skarparis
O cipriota Georgios Skarparis também vai voltar da edição de 2024 com uma joia na coleção. O jogador ganhou o seu primeiro bracelete no Evento #78, o US$ 1.000 Mini Main Event, e conseguiu dois feitos em um só. Além de ser campeão e receber US$ 554.925 como premiação, ele cumpriu uma promessa feita a si mesmo.
Skarparis superou um field de 6.706 entradas para se tornar campeão de WSOP e, após o feito, ele fez questão de homenagear o aluno e amigo Kyriakos Oxinos, que faleceu em 2023. Emocionado, ele dedicou o título à memória de Oxinos e foi fortemente aplaudido por outro de seus alunos, o também cipriota Nikolas Kiourtzides, eternizando o momento.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Georgios Skarparis (Chipre) – US$ 554.925
2º – Alexandre Barbaranelli (Itália) – US$ 369.994
3º – Mikhail Zavoloka (Rússia) – US$ 276.695
4º – Kyle Williamson (EUA) – US$ 208.444
5º – Dirk Bruns (Alemanha) – US$ 158.191
6º – Joshua Prager (EUA) – US$ 120.950
7º – Kaihung Hu (EUA) – US$ 93.171
8º – Stefan Widmer (Suíça) – US$ 72.316
9º – Hunter Frey (EUA) – US$ 56.557
Para conferir todos as atualizações da WSOP 2024, acesse o Instagram do Mundo Poker
Confira o episódio #73 do Poker de Boteco com Thiago Grigoletti:
WSOP
Ausente da WSOP há quase 10 anos, Charlie Carrel revela motivo: prisão no passado e banimento dos Estados Unidos
O jogador não participa da série por conta de um episódio em 2017
Charlie Carrel ficou conhecido como um dos principais jogadores do poker online na última década, mas o jogador inglês não é visto na WSOP já há quase 10 anos. Sua última participação na principal série de poker do mundo foi em 2017 e, desde então, sua ausência não tinha um motivo conhecido.
Nesta semana, porém, a explicação foi a público pelo próprio jogador. E o motivo é mais complicado do que se imagina: Charlie Carrel está impedido de entrar nos Estados Unidos e, consequentemente, impossibilitado de disputar a maior série de poker do mundo.
Em um vídeo publicado no Youtube, Carrel revelou uma história até certo ponto pesada. Ele foi preso em 2017 nos Estados Unidos por conta do porte de drogas. De acordo com o próprio jogador, ele estava em um período de uso contínuo de drogas e, em uma de suas idas aos Estados Unidos, foi parado na imigração.
O agente da alfândega acabou revistando a bagagem de Carrel e encontrou três comprimidos rosas em um frasco. Isso foi o suficiente para ser encaminhado para uma prisão em Nevada. Ele passou apenas uma noite preso, mas essa passagem foi o suficiente para impedi-lo de voltar até hoje. Gesso!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:
WSOP
Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série
O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados
A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.
Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.
O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.
Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.
Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:
“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.
Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.
Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.
Boa sorte a todos no draft e na série”
Re: @25kfantasy not sure what/if I’ll play. Currently been denied to wear a patch, which I believe can lead to disqualification at the tournament directors discretion.
I imagine, as with a lot of other players, this will complicate things. I understand and respect WSOP is more… pic.twitter.com/GrkEXEF83I
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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