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Do home game à forra na WSOP: a trajetória de sucesso do empresário Jacques Ortega no poker; confira a entrevista
O empresário levou o maior prêmio brasileiro na série mundial em 2025
Empresário e jogador recreativo, o paulista Jacques Ortega foi um dos grandes destaques brasileiros na WSOP 2025. Ele alcançou um feito histórico ao garantir US$ 534.590 no tradicional evento Millionaire Maker, estabelecendo a maior premiação de um brasileiro nesta edição da série mundial.
Carismático e sempre amigável nas mesas, Jacques viveu um momento inesquecível em Las Vegas e voltou para São Caetano do Sul, em São Paulo, com os bolsos cheios e muitas histórias para contar. O Mundo Poker resolveu conhecer mais sobre sua trajetória e traz uma entrevista especial com Ortega, onde ele fala sobre o início no jogo, a experiência na WSOP e os planos para o futuro.
“Foi por convite de um amigo, num home game, e foi durante a pandemia, quando tudo estava fechado. Eu peguei gosto pelo jogo, me apaixonei, foi muito bom. Depois, quando as coisas começaram a reabrir, convidei esse mesmo amigo e fui jogar no H2. Fui bem logo nos primeiros torneios… aí já era, né? Peguei gosto, não largo mais”, contou.
Apesar da paixão pelo poker, Jacques mantém sua rotina como empresário no ramo da construção civil. “Sou empresário da construção civil. Tenho loja de materiais de construção e também trabalho com obras, construo prédios, casas, residências e comércios”, completou.

jacques ortega

Logo que começou a jogar torneios de forma mais regular, Jacques Ortega teve uma experiência marcante que reforçou sua paixão pelo jogo. Em sua primeira viagem com os amigos para disputar uma etapa fora de São Paulo, ele brilhou no KSOP Fortaleza:
“Depois de um ano jogando poker, fiquei em terceiro lugar no Main Event do KSOP Fortaleza, entre mais de 700 inscritos. Foi logo após a pandemia. Foi bem legal! E aí comecei a viajar. Não disputo todas as etapas do KSOP e do BSOP, mas sempre que posso, eu vou. Também jogo bastante no H2, principalmente o High Roller, e gosto muito do Rio, do KSOP no Sheraton, aquele hotel é demais.”

Mas as boas histórias de Jacques Ortega não param por aí. Ele também relembrou com carinho sua preparação para a estreia nos Estados Unidos, algo que quase não aconteceu por conta de um detalhe pra lá de recorrente entre jogadores:
“Em 2023, joguei um satélite do Main Event e ganhei um pacote para a WSOP. Eu nem tinha visto ainda! Corri para tirar, fui reprovado de primeira e entrei em desespero. Mas no mês seguinte tentei de novo, passei… e fui! No meu primeiro ano lá, já tive dois resultados muito bons: fiquei em 10º lugar no Salute, com mais de 4.300 entradas, e também cheguei em 89º no Colossus, que teve 16.000 inscritos. Foi muito bom mesmo”.
Com bons desempenhos, Jacques pegou o ritmo do que é disputar uma WSOP. Ele já fez dia 5 no Main Event, sendo eliminado em 180º no ano passado passado. Isso ficou evidente com o que foi visto durante a mesa final do Millionaire Maker, onde o bracelete passou perto.
Durante sua participação na WSOP 2025, Jacques Ortega viu o evento que lhe consagrou ficar marcado por uma polêmica envolvendo dois de seus adversários: Jesse Yaginuma e James Carroll. Ambos foram investigados por uma possível colaboração (chip dumping) para favorecer Yaginuma na busca por um bônus de US$ 1.000.000 oferecido pelo WPT Global, caso ele fosse campeão.
Ortega revelou que não teve qualquer envolvimento ou contato com os jogadores investigados: “sobre a investigação do Collusion, não conversei nada com eles. Fiquei sabendo só depois mesmo. Cara, é muito de cada um, né? Eu acho que o bracelete é o sonho de qualquer jogador. O prêmio já é muito bom por si só. Não sei se eu me venderia por isso… É muito dinheiro envolvido, claro, mas o bracelete te marca pro resto da vida. Você entra pra história da WSOP.”
Apesar de reconhecer que o suposto acordo não tenha prejudicado diretamente outros participantes, Jacques acredita que situações como essa tiram o brilho do torneio: “mesmo que não tenha prejudicado os outros jogadores, perde um pouco da magia, né? Pela primeira vez na história da WSOP não teve campeão. Isso tira o brilho. Eu não acho legal não. Sinceramente, acho que eu não faria esse tipo de acordo.”
Além do resultado histórico no Millionaire Maker, Jacques Ortega também viveu momentos inesquecíveis fora das mesas durante a WSOP 2025. O brasileiro foi surpreendido por uma onda de apoio vinda de amigos, jogadores do circuito e até de pessoas que ele sequer conhecia. Conhecido por seu carisma e simpatia nas mesas dos circuitos nacionais como KSOP e BSOP, falou sobre o impacto dessa energia:
“Cara, sobre a torcida… foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Onde eu andava, americano, canadense, argentino, uruguaio… todo mundo dando parabéns, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala, incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. A gente acaba entrando na emoção da torcida, né? Às vezes perde um pouco da concentração, especialmente na mesa final. Acho que não afetou meu resultado, mas talvez um pouco minha postura. Mesmo assim, foi sensacional. Fiz novos amigos ali, foi uma experiência muito top!”.

Jacques Ortega
Depois de uma trajetória de sucesso na WSOP 2025, o empresário e jogador recreativo Jacques Ortega já planeja as próximas aventuras no poker. Entre as metas, estão algumas etapas nacionais e a realização do sonho de jogar o EPT Barcelona, no próximo mês, acompanhando sua esposa Taciane, sua fiel escudeira nesta jornada.
“Eu vou jogar o EPT de Barcelona, está tudo certo. É um sonho para mim, assim como foi a WSOP. Agora a gente vai batendo novos sonhos, traçando novas metas, e eu vou atrás delas. Ainda não decidi, vou analisar e pensar. Quem sabe eu não vou para Bahamas jogar a WSOP Paradise”.
Para finalizar a entrevista, Jacques não esqueceu das pessoas mais próximas, principalmente sua família, que diariamente o apoia nos projetos como empresário no ramo de construção e também na busca por conquistas no poker:
“Cara, isso é para meus amigos, né? Meus amigos que torcem muito por mim, que estão sempre comigo. E… minhas filhas, né? Me acompanham, minha esposa. Porque acaba sendo um trabalho estressante, é cansativo, ninguém imagina o quanto é. Para eles, acabam indo, se divertem, passeiam, conhecem novos lugares, e isso é gratificante para nós, né? A gente está fazendo o que gosta. Por mais que seja muito cansativo, é gratificante também ver a família junto, curtindo, aproveitando. Eles torcem muito e entendem o nosso sofrimento, o dia a dia, a correria. Então é ainda mais especial para eles. Também tem meu sócio, que fica segurando as pontas enquanto estamos em viagem. Para mim, é a esposa e minhas filhas mesmo”, finalizou.
Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha:
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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating
Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.
Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.
Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.
Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.
No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.
Assista:
$1 MILLION POT!!! 💰💰💰
QUADS vs FULL HOUSE 😱@Mister_Keating ends the night in the most Alan Keating way possible pic.twitter.com/B0ZphXNRJ2
— Hustler Casino Live (@HCLPokerShow) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período
A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.
Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.
Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.
LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”
A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.
O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.
Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K
O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.
O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.
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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.
Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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