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Heads-up do Millionaire Maker da WSOP tem suspeita de chip dumping por prêmio extra de US$ 1.000.000

Jogadas de Jesse Yaginuma e James Carroll viralizaram rapidamente

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Jesse Yaginuma e James Carroll
Jesse Yaginuma e James Carroll (Crédito: Austin Currington)

A maior bomba da WSOP 2025 aconteceu nesta quarta-feira (25) durante o heads-up do tradicional US$ 1.500 Millionaire Maker. O jogador Jesse Yaginuma foi o grande campeão depois de vencer James Caroll no duelo final, mas a comunidade do poker percebeu rapidamente um comportamento estranho nas jogadas entre eles. A dupla está sendo acusada de collusion e chip dumping (perder fichas deliberadamente para um adversário).

Yaginuma era um dos membros aptos do ClubWPT Gold a participar de uma promoção do site que paga US$ 1.000.000 extra para quem ganhar um bracelete na WSOP. Com o título do Millionaire Maker, ele ganhou o prêmio de US$ 1.255.180 e a forra milionária extra concedida pela promoção do ClubWPT Gold. O Evento #20 teve como campeão um jogador que também estava apto.

Só que para vencer o heads-up contra Carroll, ele precisou de uma virada pra lá de improvável quando tinha desvantagem de 14:1. O torneio tinha transmissão com cartas reveladas no canal PokerGO e os espectadores não demoraram para perceber as jogadas suspeitas.

Foram apenas 59 mãos para a super virada de Yaginuma acontecer. Ela veio sem nenhum all in com showdown e sem dobras no heads-up.

LEIA MAIS: Jacques Ortega termina na quarta colocação do Millionaire Maker e leva prêmio estrondoso na WSOP

O que teve de mais estranho?

A mão mais chamativa aconteceu depois de uma boa sequência de folds de Carroll no pré-flop. Os blinds eram 1.500.000 / 3.000.000, Jesse deu limp com e Carroll deu raise para 13.000.000 com , levando call. O flop veio e o agressor seguiu na força com aposta de 17.000.000, recebendo novo call.

O turn veio e ambos deram check. No river , Carroll soltou uma bomba de 57.000.000 e Yaginuma pagou para levar um potaço de 174.000.000 e virar o jogo, algo que parecia impossível depois de estar muito atrás meia hora antes. Na internet, a reação de Carroll após essa jogada, com um sorriso sem demonstrar incômodo, também foi ponto de questionamentos.

James Carroll

James Carroll e o sorriso esquisito após levar a virada

Outras mãos esquisitas

No mesmo nível de blinds, Yaginuma deu um limp com , James deu raise para 13.000.000 com e o futuro campeão deu outra para 32.000.000. Carroll largou rapidamente.

Outra chamativa foi um raise de Yaginuma para 8.700.000 com , 3-bet de Carroll para 23.000.000 com e 4-bet de Yaginuma de 42.000.000, fazendo Carroll foldar mais uma vez. Para piorar a situação, Carroll também protagonizou um open shove de com 13 big blinds.


Teoria do par ou ímpar

Para muitas pessoas, ficou evidente que quando Carroll apostava com tamanho de aposta de número ímpar era um blefe e quando ele apostava com número par ele tinha valor. Foram inúmeras situações como essa abaixo apontada pelo jogador Rob Kuhn, embaixador do ACR Poker, um dos primeiros a publicar sobre o ocorrido.

O que pode acontecer com eles?

A WSOP ainda não se posicionou, mas está explícito nas regras que casos de chip dumping (passar fichas deliberadamente para outro jogador) e collusion podem ser punidos severamente com desqualificação do torneio e também a perda de premiações financeiras.

Chip dumping e collusion estão destacados – entre outras condutas – na Seção IV (conduta do participante e integridade do torneio) no artigo 40.

As possíveis punições são essas:

  • Perda de fichas
  • Perda de prêmios em dinheiro
  • Exclusão de um evento ou de toda a WSOP
  • Perda do privilégio de participar de futuros eventos da WSOP
  • Exclusão do acesso às instalações do cassino e/ou todas as propriedades afiliadas

Na Seção VI (regras do poker), artigo 118, há o seguinte trecho: “Jogo ético: poker é um jogo individual. Soft play resultará em penalidades que podem incluir perda de fichas e/ou desqualificação. Chip dumping e outras formas de collusion resultarão em desqualificação”.

O que pode acontecer com Jacques Ortega?

Representante brasileiro na mesa final do Millionaire Maker, Jacques Ortega terminou a participação no quarto lugar para um prêmio de US$ 534.590.

Caso Yaginuma e Carroll sejam desqualificados do torneio, existe a chance, sim, de Ortega herdar duas colocações. Ele pode receber a premiação do segundo colocado de US$ 1.012.320 caso a perda do prêmio financeira seja viável se houver punição. O Mundo Poker não encontrou até o momento a consequência para o prize pool em caso de desqualificação nas regras da WSOP.

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Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

LEIA MAIS: Daniel Negreanu deixa escapar o primeiro ITM da WSOP Las Vegas ao ser eliminado com AA perto da bolha

Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira

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Perry Green (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.

Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.

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Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.

A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.

Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Las Vegas: José Carlos Brito é 5º colocado no US$ 1.100 NLH da Wynn Summer Classic e consegue belo prêmio; confira

O baiano faturou US$ 55 mil na série

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José Carlos Brito

O verão de Las Vegas reserva aos amantes do poker inúmeras oportunidades de forras. Nas séries de torneios realizadas nos cassinos, por exemplo, muitos jogadores aproveitam para aliviar a variância da WSOP. Nesse quesito, o Brasil já chegou chegando, com José Carlos Brito aprontando na Wynn Summer Classic.

O baiano foi um dos inscritos no US$ 1.100 NLH, que registrou um field de 855 entradas totais e foi um grande sucesso. José Carlos Brito encerrou sua participação na quinta colocação, garantindo uma bela premiação de US$ 55.640.

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Não é a primeira vez que José Carlos Brito se destaca na Wynn Summer Classic. Em sua viagem para Las Vegas no ano passado, o brasileiro terminou na quarta colocação do US$ 1.600 NLH Ultimate Bounty, resultado que lhe rendeu US$ 14.700 em premiação.

A Wynn Summer Classic será disputada até o dia 13 de julho, em paralelo à WSOP 2026. A expectativa é que José Carlos e outros brasileiros sigam conquistando grandes resultados nos diversos torneios da série. O Main Event, torneio mais caro do cronograma com buy-in de US$ 10.400, conta com um impressionante garantido de US$ 10 milhões.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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