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Will Jaffe relembra conquista de bracelete e detalhes de heads-up contra Geraldo Campelo na WSOP 2012

O jogador venceu o Evento #54 há 12 anos em um heads-up acirradíssimo contra o brasileiro

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Em 2012, o Brasil só tinha dois braceletes da WSOP conquistados com Alexandre Gomes (2009) e André Akkari. Naquele ano, um vice-campeonato ficou bastante amargo na série quando Geraldo Campelo, lenda do poker curitibano, parou no heads-up do Evento #54 para um prêmio de US$ 300 mil. O carrasco do brasileiro acabou sendo o americano Will Jaffe, que relembrou a conquista com muito carinho em uma longa postagem no X.

A longa postagem feita por Will Jaffe contém detalhes bem interessantes sobre a conquista, como por exemplo um empréstimo de US$ 1.000 do buy-in após perder todo o dinheiro que havia levado para Las Vegas em sessões de cash game. Tudo conspirou ao favor do norte-americano, que venceu a competição e levou o único bracelete da carreira até hoje.

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Will Jaffe travou um duelo e tanto com Geraldo Campelo, que contou com muitas reviravoltas. A vitória só veio após dois dias de heads-up, que contou com uma paralisação após uma regra de horas imposta pela WSOP.

Na época, o cenário era muito diferente para o Brasil que ainda estava em crescimento e a cada mesa final alcançada por um representante na série mundial, a expectativa e torcida era altíssima para o número de joias aumentar. A derrota foi triste, mas marcou o início de muitas glórias para o cenário de poker brasileiro.

Confira abaixo:

“12 anos atrás eu joguei uma noite inteira de sessão de 5-5 PLO no rio e perdi todo o dinheiro restante que eu havia trazido para Las Vegas. Eu já tinha jogado 25 eventos naquele verão e quando estava saindo do cassino às 5 da manhã com meu colega de quarto, pedi a ele US$ 1.000 emprestado para que eu pudesse jogar o evento que começou ao meio-dia daquele dia. Ele estava tipo ‘vamos lá, cara, o que você está fazendo, vamos sair daqui’. Eu disse não, quero jogar, então ele me deu US$ 1.000.

Perguntei se ele queria comprar alguma ação e ele disse ‘Porra, não, olhe para você, cara’ Cheguei ao torneio com uma hora de atraso e literalmente peguei Ases na minha primeira mão e dobrei. Alguns dias depois eu estava jogando 3 handed com Joe Kuether e um brasileiro de 60 anos (Geraldo Campelo) por meio milhão de dólares. Joe tinha a maior parte das fichas em jogo e acertou tudo no pré-flop com a melhor mão contra o brasileiro.

Na época, eu estava torcendo para que ele o eliminasse para que eu pudesse ganhar um pay jump de seis dígitos, mas o brasileiro foi uma forte. Rapidamente percebi que isso era a melhor coisa que poderia ter acontecido porque agora, ele tinha a maior parte das fichas e Joe estava com poucas fichas.  Ele foi eliminado pouco tempo depois e agora eu estava jogando heads-up por US$ 500 mil e um bracelete contra um cara que poderia muito bem estar jogando seu primeiro torneio.

Minha esposa chegou e todos os meus amigos do poker estavam lá suando, muitos dos quais eu havia vendido porcentagens. Meu oponente também tinha uma enorme torcida com a grade completa de bandeiras brasileiras e cantos especializados. Era 4 de julho e parecia a Copa do Mundo dos degenerados ou algo assim. Eu estava esmagando-o e me sentindo incrível quando o chão anunciou que teríamos que parar de jogar naquela noite. Foi esmagador porque eu realmente o tinha nas cordas e estava completamente cheio de adrenalina, mas regras eram regras.

Voltei no dia seguinte e ele fez uma grande recuperação. Lembro-me de meu garoto TMoney me ligar no intervalo e dizer ‘ei, você quer pedir a ele para ver os números? Você está basicamente jogando um sit and go de 20bb por 180k’, mas esse pensamento nunca passou pela minha cabeça, e se esse brasileiro não fosse pedir um chop eu certamente não seria o único a fazê-lo. Antes que eu percebesse, ele me pegou, mas mantive minha cabeça no lugar e finalmente consegui vencer o torneio.  Que sensação incrível, nunca experimentei nada remotamente parecido com isso no poker e provavelmente nunca experimentarei novamente”.

Para conferir todos as atualizações da WSOP 2024, acesse o Instagram do Mundo Poker

Confira o episódio #73 do Poker de Boteco com Thiago Grigoletti:

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Ausente da WSOP há quase 10 anos, Charlie Carrel revela motivo: prisão no passado e banimento dos Estados Unidos

O jogador não participa da série por conta de um episódio em 2017

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Charlie Carrell
Charlie Carrel

Charlie Carrel ficou conhecido como um dos principais jogadores do poker online na última década, mas o jogador inglês não é visto na WSOP já há quase 10 anos. Sua última participação na principal série de poker do mundo foi em 2017 e, desde então, sua ausência não tinha um motivo conhecido.

Nesta semana, porém, a explicação foi a público pelo próprio jogador. E o motivo é mais complicado do que se imagina: Charlie Carrel está impedido de entrar nos Estados Unidos e, consequentemente, impossibilitado de disputar a maior série de poker do mundo.

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Em um vídeo publicado no Youtube, Carrel revelou uma história até certo ponto pesada. Ele foi preso em 2017 nos Estados Unidos por conta do porte de drogas. De acordo com o próprio jogador, ele estava em um período de uso contínuo de drogas e, em uma de suas idas aos Estados Unidos, foi parado na imigração.

O agente da alfândega acabou revistando a bagagem de Carrel e encontrou três comprimidos rosas em um frasco. Isso foi o suficiente para ser encaminhado para uma prisão em Nevada. Ele passou apenas uma noite preso, mas essa passagem foi o suficiente para impedi-lo de voltar até hoje. Gesso!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:

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Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série

O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados

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Patrick Leonard
Patrick Leonard

A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.

Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.

O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.

LEIA MAIS: Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.

Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:

“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.

Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.

Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.

Boa sorte a todos no draft e na série”

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker

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A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.

Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.

Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.

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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.

O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.

Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.

A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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