WSOP
Com 8 ITMs na WSOP, Marcelo Giordano comemora desempenho, fala sobre o field e até 2-7: “me preparei”
Ele foi o 1º brasuca a fazer FT nesta WSOP
Com cerca de 20 dias da edição da WSOP 2019 concluídos, alguns jogadores brasileiros despontaram como grandes destaques nesse período. Sem dúvida, um deles é o paulista Marcelo Giordano. O profissional foi o primeiro brasuca a fazer mesa final nesta WSOP, levando o grande prêmio de US$ 55.869.
O excelente 5º lugar no Evento #12 serviu como combustível para Giordano continuar em busca de resultados significativos. Era só um indício do que estava por vir. O craque já conseguiu incríveis oito ITMs na série, número que muitos jogadores renomados mundialmente ainda estão longe de alcançar.
Além da mesa final, outro desempenho importante do regular foi no tradicional Marathon da WSOP, torneio com buy-in de US$ 2.620 e blinds com 100 minutos de duração. Giordano deu mais uma aula de poker, mas acabou caindo na reta final, em 22º lugar, levando US$ 13.780 pela atuação.
Inclusive, o oitavo ITM dele ainda nem foi consumado. Isso porque ele segue vivo no Evento #44, o US$ 1.500 NLH Bounty. Para ter ideia do ótimo momento que Giordano vive, ele aparece momentaneamente na 67ª colocação no ranking da WSOP. Regularidade que fala, né?
O Mundo Poker conversou com o craque. Ele falou sobre a fase, motivos do bom desempenho, do field e até sobre o ITM no 2-7! Confira:
Mundo Poker: O que dizer desse início espetacular na WSOP com oito ITMs?
Giordano: Realmente eu estou muito feliz, muito feliz mesmo. Já consegui ultrapassar a marca do ano passado, que eu fiquei só 30 dias. Foram 7 ITMs, contando com Venitian e Wynn. Agora são 8 só de WSOP. Esse começo vem sendo muito melhor que eu esperava, óbvio que eu esperava uma coisa boa, só que não tão boa assim. Acho que estou colhendo a minha preparação, estou runnando bem, ganhando um ou outro flip principal, escapando de uns coolers contra.
Mundo Poker: O primeiro resultado, que deu grande retorno financeiro, ajudou na sequência que veio depois de que forma? Confiança, tranquilidade?
Giordano: Com certeza. Confiança e tranquilidade não só financeira, mas na mente também. Uma coisa reflete na outra. Você jogar confiante, acaba diminuindo a pressão, você joga o que sabe, não deixa de fazer uma jogada por estar pressionado ou coisa do tipo, isso pode atrapalhar. Não pode deixar a pressão influenciar. Um resultado bom no começo praticamente livrou minha reta inteira aqui.
Mundo Poker: Você acha que “pegou”o field da WSOP? Tipo, achou um jeito de jogar contra a turma daí?
Giordano: Pode ser. Eu estou muito acostumado a jogar live. Eu grindo um pouquinho online, mas sou jogador de live mesmo. Eu já tenho muito timing do torneio. Sabe quando o jogador de futebol fala do tempo de bola, da sequência de jogo? É isso. Eu tenho o tempo das fichas, dos blinds, de estrutura, de estar acostumado de como mais ou menos as coisas vão acontecer, de como o field se comporta em muitas situações. Dá pra tirar proveito. Esse grande número de ITMs e retas se deve a isso. Eu me preparei, planejei. Mesmo se eu tivesse começado mal, eu ainda estaria confiante. Faz parte do jogo.
Mundo Poker: Você consegui até resultado no 2-7? Tá jogando mais os mixed-games, estudando? Conta pra gente!
Giordano: Eu comecei a jogar o 8-Game no ano passado. Eu sempre gostei muito dos mixed-games, mas só no final do ano passado que comecei a me aprofundar. O que eu que eu mais gosto de jogar é o 2-7. Tinha acabado de cair do Marathon, caí em 22o, torneio de seis dias, estava no quarto já, mega cansado. Depois de pegar uma premiação razoável, dá vontade de jogar. E já tava no penúltimo nível do Dia 1 do 2-7 e quis engatar. Tava confiante, bem de cabeça. Foi algo muito por hobby também. Fui mais pensando em brincar mesmo. Field menor, mais chance de chegar num bracelete… fui com essa intenção de colocar em prática o que venho estudando. Fiz reta final, consegui aprender bastante, jogar contra os melhores do mundo na modalidade dá sempre pra pegar bastante do jogo deles. Fui uma experiência sensacional, fiquei em 32o. Me deu vontade de aprender ainda mais.
WSOP
Ausente da WSOP há quase 10 anos, Charlie Carrel revela motivo: prisão no passado e banimento dos Estados Unidos
O jogador não participa da série por conta de um episódio em 2017
Charlie Carrel ficou conhecido como um dos principais jogadores do poker online na última década, mas o jogador inglês não é visto na WSOP já há quase 10 anos. Sua última participação na principal série de poker do mundo foi em 2017 e, desde então, sua ausência não tinha um motivo conhecido.
Nesta semana, porém, a explicação foi a público pelo próprio jogador. E o motivo é mais complicado do que se imagina: Charlie Carrel está impedido de entrar nos Estados Unidos e, consequentemente, impossibilitado de disputar a maior série de poker do mundo.
Em um vídeo publicado no Youtube, Carrel revelou uma história até certo ponto pesada. Ele foi preso em 2017 nos Estados Unidos por conta do porte de drogas. De acordo com o próprio jogador, ele estava em um período de uso contínuo de drogas e, em uma de suas idas aos Estados Unidos, foi parado na imigração.
O agente da alfândega acabou revistando a bagagem de Carrel e encontrou três comprimidos rosas em um frasco. Isso foi o suficiente para ser encaminhado para uma prisão em Nevada. Ele passou apenas uma noite preso, mas essa passagem foi o suficiente para impedi-lo de voltar até hoje. Gesso!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:
WSOP
Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série
O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados
A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.
Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.
O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.
Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.
Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:
“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.
Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.
Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.
Boa sorte a todos no draft e na série”
Re: @25kfantasy not sure what/if I’ll play. Currently been denied to wear a patch, which I believe can lead to disqualification at the tournament directors discretion.
I imagine, as with a lot of other players, this will complicate things. I understand and respect WSOP is more… pic.twitter.com/GrkEXEF83I
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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