WSOP
Brasil termina WSOP 2022 com desempenho incrível e 24 aparições em mesas finais na série; confira o resumo
Os brasileiros deram show e o país foi o quinto com mais ITMs com 364
A WSOP 2022 acabou e vai deixar saudade para muitos jogadores brasileiros. O país teve um desempenho impressionante na série. Entre 88 torneios presenciais e outros 13 virtuais disputados na WSOP.com, foram 24 aparições em mesas finais nesta edição da série mundial. O líder, como de costume, foi o craque Yuri Martins.
O embaixador do partypoker e principal nome do poker brasileiro na atualidade anotou quatro mesas finais. Ele foi o quarto colocado do Evento #29 (US$ 1.500 2-7 Lowball Draw), quinto no Evento #38 (US$ 10.000 NL 2-7 Lowball Draw Championship), vice-campeão do badalado Evento #56 (US$ 50.000 Poker Players Championship) e sexto no Evento #76 (US$ 1.979 Poker Hall of Fame Bounty).
Além de Yuri, apenas João Simão conseguiu emplacar mais de uma mesa final. O campeão do Evento #53 (US$ 5.000 Mixed NL Hold’em; PL Omaha) teve uma WSOP dos sonhos e já tinha arrumado uma grande forra com o quarto lugar do Evento #21 (US$ 1.500 Monster Stack). O outro bracelete do país na série foi com Pedro Bronfman no Evento #38 (US$ 10.000 2-7 Lowball Draw Championship).
Dessas 24 aparições em mesas finais, quatro delas tiveram dois brasileiros disputando a mesma FT. Aconteceu no título de Bronfman com Yuri em 5º, no de João Simão com Dante Goya em quarto e também no Evento #64 com as presenças de Vivi Saliba e Rafael Mota, além do Evento #68 que contou com a dupla do Midas Team Daniel Almeida e Ramon Kropmanns.
No fim das contas, o Brasil emplacou 364 ITMs na WSOP 2022, porém, curiosamente, esse número foi inferior ao da WSOP 2019 quando foram obtidos 383 ITMs. Houve uma melhora do Brasil no quadro geral por países mesmo com o número abaixo nessa comparação. Em 2019, fomos o 7º colocado, enquanto neste ano subimos para o 5º lugar.
No Evento #81, vale lembrar que Caio Almeida terminou com o 9º lugar, mas para a WSOP ele não foi oficialmente um finalista, pois o torneio era disputado no formato 8-handed. Além dos já citados, entraram na história do circuito neste verão os jogadores Murilo Figueredo, Alen Fillipi, Walter Ripper, André Akkari, Elias Neto, Renan Bruschi, Fabiano Kovalski, Léo Alcântara, Sérgio Braga, Felipe Mojave, Francisco Baruffi e Vinícius Escossi.
Confira todos os finalistas detalhadamente:
Evento #07 – US$ 1.500 Omaha Hi-Lo 8 or Better
Entradas: 1.086
4º colocado – Murilo Figueredo – US$ 80.671

Murilo Figueredo
Evento #21 – US$ 1.500 Monster Stack NLH
Entradas: 6.501
4º colocado – João Simão – US$ 341.095

Joao Simao
Evento #29 – US$ 1.500 2-7 Lowball Draw
Entradas: 437
4º colocado – Yuri Martins – US$ 37.379

Yuri Martins
Evento #37 – US$ 1.500 MILLIONAIRE MAKER
Entradas: 7.961
7º colocado – Alen Fillipi Alencar – US$ 178.515

Evento #38 – US$ 10.000 NL 2-7 Lowball Draw Championship
Entradas: 121
1º colocado – Pedro Bromfman – US$ 294.616
5º colocado – Yuri Martins – US$ 71.315

Evento #49 – US$ 2.000 NL Hold’em
Entradas: 1.977
5º colocado – Walter Ripper – US$ 133.129

Walter Ripper
Evento #52 – US$ 2.500 Nine Game Mix 6-Handed
Entradas: 456
2º colocado – André Akkari – US$ 135.848

Andre Akkari
Evento #53 – US$ 5.000 Mixed NL Hold’em; PL Omaha
Entradas: 788
1º colocado – João Simão – US$ 686.242
4º colocado – Dante Goya – US$ 219.472

Joao Simao
Evento #54 – US$ 500 SALUTE to Warriors
Entradas: 3.209
8º colocado – Elias Neto – US$ 20.824

Elias Neto
Evento #56 – US$ 50.000 Poker Players Championship
Entradas: 112
2º colocado – Yuri Martins – US$ 895.614

Yuri Martins
Evento #64 – US$ 600 PL Omaha Deepstack
Entradas: 2.858
5ª colocada – Vivian Saliba – US$ 52.795
8º colocado – Rafael Mota – US$ 24.250

Evento #65 – US$ 3.000 Freezeout NL Hold’em
Entradas: 1.359
6º colocado – Renan Bruschi – US$ 107.472

Evento #67 – US$ 10.000 Super Turbo Bounty
Entradas: 419
2º colocado – Fabiano Kovalski – US$ 384.116

Evento #68 – US$ 1.000 Million Dollar Bounty
Entradas: 14.112
8º colocado – Daniel Almeida – US$ 227.940
9º colocado – Ramon Kropmanns – US$ 180.316

Evento #71 – US$ 1.111 One More for One Drop
Entradas: 5.702
5º colocado – Leonardo Alcântara – US$ 145.892

Evento #73 – US$ 1.500 Razz
Entradas: 383
5º colocado – Sérgio Braga – US$ 25.198

Evento #76 – US$ 1.979 Poker Hall of Fame Bounty NL
Entradas: 865
6º colocado – Yuri Martins – US$ 46.791
Evento #79 – US$ 10.000 Razz Championship
Entradas: 139
5º colocado – Felipe Mojave – US$ 84.683

Evento #80 – US$ 600 Mixed NL Hold’em; PL Omaha Deepstack
Entradas: 2.107
4º colocado – Francisco Baruffi – US$ 54.172

Francisco Baruffi
Evento #88 – US$ 1.000 Super Turbo NL Hold’em
Entradas: 1.288
7º colocado – Vinícius Escossi – US$ 26.000

Vinicius Escossi
Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:
WSOP
Ausente da WSOP há quase 10 anos, Charlie Carrel revela motivo: prisão no passado e banimento dos Estados Unidos
O jogador não participa da série por conta de um episódio em 2017
Charlie Carrel ficou conhecido como um dos principais jogadores do poker online na última década, mas o jogador inglês não é visto na WSOP já há quase 10 anos. Sua última participação na principal série de poker do mundo foi em 2017 e, desde então, sua ausência não tinha um motivo conhecido.
Nesta semana, porém, a explicação foi a público pelo próprio jogador. E o motivo é mais complicado do que se imagina: Charlie Carrel está impedido de entrar nos Estados Unidos e, consequentemente, impossibilitado de disputar a maior série de poker do mundo.
Em um vídeo publicado no Youtube, Carrel revelou uma história até certo ponto pesada. Ele foi preso em 2017 nos Estados Unidos por conta do porte de drogas. De acordo com o próprio jogador, ele estava em um período de uso contínuo de drogas e, em uma de suas idas aos Estados Unidos, foi parado na imigração.
O agente da alfândega acabou revistando a bagagem de Carrel e encontrou três comprimidos rosas em um frasco. Isso foi o suficiente para ser encaminhado para uma prisão em Nevada. Ele passou apenas uma noite preso, mas essa passagem foi o suficiente para impedi-lo de voltar até hoje. Gesso!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:
WSOP
Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série
O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados
A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.
Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.
O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.
Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.
Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:
“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.
Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.
Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.
Boa sorte a todos no draft e na série”
Re: @25kfantasy not sure what/if I’ll play. Currently been denied to wear a patch, which I believe can lead to disqualification at the tournament directors discretion.
I imagine, as with a lot of other players, this will complicate things. I understand and respect WSOP is more… pic.twitter.com/GrkEXEF83I
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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