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WSOP: Pedro Bromfman passa por estrelas na FT, crava o Evento #38 e garante o primeiro bracelete para o Brasil em 2022

Jogador saiu com o prêmio de US$ 294.616 e se tornou o primeiro brasileiro a vencer no Bally’s

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Pedro Bromfman

Era madrugada no Brasil, mas muita gente ainda acompanhava a trajetória dos brasileiros na grande decisão do Evento #38 da WSOP. Por lá, dois representantes iam em busca de conquistar o primeiro bracelete do país na edição e, depois de várias horas jogando no mais alto nível, Pedro Bromfman conseguiu um feito histórico e trouxe o título para o país.

Jogador recreativo que vive em Hollywood, Pedro se deslocou até Las Vegas para jogar alguns dos eventos de Mixed Games e, depois de quase não participar do #Evento 38, o No-Limit 2-7 Single Draw, de US$ 10.000, o compositor, que tem no currículo trilhas sonoras de filmes como Tropa de Elite e Narcos, acabou campeão da WSOP em uma performance inesquecível.

Pedro Bromfman esteve entre os líderes durante quase todo o Dia Final e terminou a competição no lugar mais alto do pódio, levando o maior prêmio que já recebeu até então: US$ 294.616. Para chegar ao título, o brasileiro enfrentou um field estreladíssimo de 121 entradas, durante três dias de competição.

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No último desafio, o Dia Final, Pedro enfrentou alguns dos maiores nomes do poker mundial. Para se ter noção do tamanho do feito, ele deixou para trás, por exemplo, Phil Hellmuth, bolha da FT, Eli Elezra, tetra campeão da WSOP, Farzad Bonyadi, campeão do torneio em 2021, Alex Livingston, já campeão na edição e Cary Katz, dono de quase US$ 35 milhões em ganhos no live.

E não foi só. Pedro Bromfman enfrentou outras duas lendas do poker até o título. Na decisão, o craque Yuri Martins também esteve presente, mas acabou deixando a disputa na quinta colocação e ficou com US$ 71.315. Já o último rival a ser superado foi Scott Seiver, também campeão na edição, mas que não foi páreo no heads-up, vendo Bromfman sair com o histórico bracelete.

“É surreal para mim. Não sou um jogador de poker profissional. Acho que meus melhores amigos são jogadores de poker profissionais. Eu jogo muito poker. É quase como um segundo emprego para mim, mas este é o meu jogo favorito. Eu provavelmente joguei mais deste jogo do que a maioria das pessoas neste field, e é inacreditável”, disse Pedro, sem conter a emoção.

A mesa final foi composta por estrelas do poker live

“Eu quase não joguei este evento. Foi no Dia dos Pais. Minha filha teve uma peça de teatro hoje. Eu não deveria jogar. Eu devo ir. Mas eu estava me sentindo horrível por perder essa oportunidade. E eu disse que você sabe o quê? Eu vou jogar, e talvez eu perca no primeiro dia. E aí só vou para casa. Mas eu não fiz isso”, seguiu o campeão.

A vitória de Bromfman foi dominadora. Sempre com ficha, o único a colocá-lo em dificuldades foi Seiver, que eliminou vários dos adversários na reta final. Chegando a um heads-up equilibrado, o brasileiro conseguiu se impor contra o craque americano e rapidamente abriu vantagem. No primeiro dos all-ins que poderiam encerrar o jogo, Pedro Bromfman conseguiu vencer a mão e concluiu o torneio de maneira especial.

O jogador carioca se tornou o primeiro brasileiro vencer um torneio da WSOP no novo local, o cassino Bally’s, e se juntou ao grupo de donos de bracelete no Brasil. Essa foi a 18ª conquista de WSOP para o país, sendo a oitava contando apenas torneios ao vivo. Congratz!

Confira a premiação da mesa final:

1º – Pedro Bromfman (Brasil) – US$ 294.616
2º – Scott Seiver (Estados Unidos) – US$ 182.086
3º – Cary Katz (Estados Unidos) – US$ 131.362
4º – Alex Livingston (Canadá) – US$ 96.104
5º – Yuri Martins (Brasil) – US$ 71.315
6º – Farzad Bonyadi (Estados Unidos) – US$ 53.687
7º – Eli Elezra (Israel) – US$ 41.011

Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:

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Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série

O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados

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Patrick Leonard
Patrick Leonard

A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.

Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.

O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.

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Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.

Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:

“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.

Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.

Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.

Boa sorte a todos no draft e na série”

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker

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A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.

Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.

Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.

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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.

O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.

Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.

A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026

O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa

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Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.

Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.

Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.

“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.

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Shaun Deeb

A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.

“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.

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Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:

“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.

Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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