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WSOP: João Simão abre o coração em entrevista emocionante após conquista do quarto bracelete da série
Mineiro falou sobre perda recente do pai, importância do tetra e mais
João Simão adicionou mais um tijolo com seu nome na bela construção que é a história do poker brasileiro. O mineiro venceu neste domingo o quarto bracelete de sua carreira, derrubando um field de 110 entradas para ficar com o título do cobiçadíssimo US$ 50.000 Pot-Limit Omaha High Roller, o Evento #55 da WSOP 2026. E o caminho até lá não foi fácil de várias maneiras.
Ainda extasiado com a vitória, que veio numa bela virada no heads-up contra o indiano Santhosh Suvarna, o brasileiro parou para falar com Augusto César e Guilherme Schiff, repórteres do Mundo Poker que estão presentes em Las Vegas para a cobertura da WSOP. Num papo rápido e carregado de emoção, João falou sobre a importância de vencer o bracelete no Dia dos Pais nos Estados Unidos, e tudo isso lidando com o falecimento recente de seu pai:
“É demais, surreal”, contou o mineiro. “Meu maior vício, meu maior prazer, o que mais me motiva é ser pai. Eu amo essa responsabilidade, parece que eu nasci pra ser pai. Me brilha os olhos cada tipo de função que eu tenho como pai, então vencer no Dia dos Pais é surreal para mim. Na hora que eu vi que esse torneio ia ter a mesa final no Dia dos Pais, eu senti uma coisa forte, disse que ia dar minha alma aqui porque eu quero muito conectar essas datas. E aí meu pai acabou morrendo há poucos dias, então foi ainda mais difícil. Me motivou ainda mais. Tive uma relação muito difícil com meu pai, mas eu queria dedicar pra ele essa vitória. Na verdade, eu espero que ele saiba que eu sempre perdoei ele. Minha família sempre soube disso, eu nunca tive mágoa. Quero dedicar pra ele essa vitória, que ele descanse em paz e esteja orgulhoso lá em cima”, abriu o coração.
Num field estreladíssimo e cheio de bons jogadores, João mais uma vez se sobressaiu. A fase é excelente: só nos últimos meses, ele soma múltiplos braceletes da WSOP, título na Super High Roller Series do BSOP Millions e também uma cravada no Super High Roller Bowl da PGT. O tetra, conquistado numa data especial, tem um gosto ainda especial.
“É um momento maravilhoso que eu tô vivendo. Por um lado, talvez gere um pouco menos de sentimento, porque numa fase ruim, quando vem uma grande vitória, parece que tira um peso gigante das costas. Numa fase maravilhosa, não tem essa sensação. Só que é uma data especial. E o tetra, né? Pra nós, brasileiros, gritar “é tetra!” é uma coisa muito gostosa. Esse é com certeza o bracelete mais especial que eu ganhei.”
Atualmente morando nos Estados Unidos, João não tem dúvida que a vivência em torneios ao vivo de maior calibre está lhe ajudando. “Com certeza! No poker ao vivo, eu tenho muito mais experiência. Eu sinto ainda jogadores excelentes que, quando chegam no poker ao vivo, sentem um pouco de dificuldade. O próprio fato da pressão: caras que tem bankroll infinito suando numa bolha de torneio de US$ 3k. A falta de vivência nesse momento faz com que as pessoas sofram nessas circunstâncias. O fato de eu viver isso frequentemente na PokerGO, na Triton, aqui, faz com que eu fique menos apegado no momento e consiga me concentrar no jogo”, concluiu.
E o bracelete número cinco? O mineiro disse que precisa de um dia de folga, mas que, a depender da grade—que inclui registros abertos no Poker Players Championship nesta segunda-feira—, ela pode esperar mais um pouco. “Eu preciso de um dia de folga, mas se tiver um torneio bom amanhã, eu já vou pro jogo, não tem cerimônia!”, finalizou o campeão.
Confira o Poker de Boteco #140 com Rafael Caiaffa:
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Rafael Caliman vai ao Dia Final do Salute to Warrios com 35 jogadores na briga pelo título
Competidores estão na briga pela forra de US$ 208.800 e o bracelete
Um dos torneios mais acessíveis da grade da WSOP está chegando perto dos finalmentes. O Salute to Warriors, com buy-in de US$ 500, viu o field de 4.478 entradas ser reduzido para apenas 35 jogadores depois de dois de muito poker. O Brasil tem um último “guerreiro” na disputa: o regular Rafael Caliman.
Caliman emplacou um stack de 4.525.000 fichas, o equivalente a pouco mais de 11 big blinds. Pode parecer pouco, mas o torneio tem estrutura turbo e uma dobra muda completamente o cenário nesse tipo de estrutura. O chip leader é um nome extremamente conhecido do poker: Jamie Gold.
O norte-americano campeão do Main Event da WSOP de 2006 teve um dia extremamente feliz e terminou com 15.750.000 fichas. O segundo colocado é o indiano Jeevan Lobo, algoz do brasileiro Eduardo Nunes, segundo melhor brasileiro no field (36º – US$ 5.380) com stack de 14.900.000.
Algumas personalidades conhecidas seguem no páreo como Lukas Haefner (5.600.000), Alexis Gavin-Mather (4.300.000) e Wesley Chen (3.000.000). O torneio recomeça às 11 horas de Las Vegas (15h do Brasil) com os blinds em 200.000 / 400.000. Caliman e a turma já garantiram US$ 6.540, mas a briga é pela glória da forra de US$ 208.800.
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Pela primeira vez, Brasil soma dois braceletes com premiações milionárias na WSOP em uma única edição; confira
As cravadas de Yuri Dzivielevski e João Simão mostram a força crescente do cenário brasileiro na série mundia
Ao longo dos últimos anos, o Brasil vem ampliando de forma consistente o número de braceletes conquistados na WSOP, com uma presença cada vez maior de jogadores do país em Las Vegas e nas demais etapas da série. Neste ano, com as conquistas de Yuri Dzivielevski e João Simão, um feito expressivo passa a integrar o cenário nacional.
Após 18 anos desde a primeira vitória de Alexandre Gomes em Las Vegas, o país voltou a registrar duas premiações milionárias com braceletes da WSOP no mesmo recorte, evidenciando a evolução do poker brasileiro, especialmente no volume de jogadores atuando em torneios de alto buy-in.
Yuri Dzivielevski venceu o US$ 100.000 High Roller, faturando US$ 2.841.432, a maior premiação da sua carreira. Já João Simão conquistou o US$ 50.000 High Roller PLO, garantindo mais um resultado expressivo de US$ 1.368.700.
O desempenho não é por acaso: ambos estão entre os principais nomes brasileiros na série mundial e tendem a seguir ampliando a presença do país entre os campeões. No ano passado, durante a WSOP Paradise, os resultados já indicavam o que estava por vir.
Lá nas Bahamas, o Brasil também viveu um momento histórico, com diversas premiações relevantes e grande impacto no cenário internacional, especialmente nos torneios de buy-in mais elevados, realizados pela WSOP em parceria Triton Poker Series.
Agora, restando 23 dias de série em Las Vegas, a expectativa volta a crescer: será que o país ainda vai emplacar outra forra milionária? E mais: será que o tão aguardado Main Event desta vez vem para o Brasil? O Mundo Poker estará presente cobrindo cada detalhe dessa reta final.
Confira o Poker de Boteco #140 com Rafael Caiaffa:
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WSOP: Eelis Parsinnen adiciona mais um episódio em seu legado de Omaha e vence o Evento #47 US$ 25k PLO
Eelis embolsou US$ 2,1 milhões pelo título
Nenhuma lista dos melhores jogadores de Omaha do mundo estará completa se não tiver o nome do finlandês Eelis Parssinen. Um dos grandes craques da modalidade, Parssinen já venceu torneios de Omaha em praticamente todas as grandes séries do mundo, e veio mais um bracelete da WSOP na última semana.
O torneio foi o Evento #47, o US$ 25.000 Pot-Limit Omaha High Roller. Parssinen ficou com US$ 2.161.056 pelo título, a segunda maior forra de sua carreira—a primeira veio no título do Triton PLO Main Event em Monte Carlo, ainda em 2024.
O Evento #47 US$ 25k Pot-Limit Omaha High Roller somou 451 entradas, incluindo bons desempenhos para João Simão, que caiu em 17º (US$ 82.463), e Belarmino de Souza, que se despediu em 62º (US$ 50.447). Alex Foxen e Richard Gryko são outros nomes populares que estiveram na mesa final do torneio.
O US$ 50k Pot-Limit Omaha High Roller ficou com Simão, e a grade da WSOP ainda conta com o US$ 100k Pot-Limit Omaha High Roller a partir do dia 30 de junho, além do Pot-Limit Omaha Championship de US$ 10k no dia 26.
Confira o Poker de Boteco #140 com Rafael Caiaffa:
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