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Único brasileiro a ser “November Nine”, Bruno Foster avalia como positivas possíveis mudanças na WSOP: “é um momento mágico”

O jogador relembrou a ocasião especial vivida em 2014 e opinou a favor da volta do formato

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Bruno Foster

O anúncio oficial da grade da WSOP mexeu com a comunidade do poker ao redor do mundo. O principal ponto destacado é a mudança do formato do Main Event, o torneio mais aguardado de todo ano. Para esta temporada, a mesa final do Main Event ainda não tem data definida, o que indica que ela será jogada em uma data posterior ao término da série em Las Vegas.

Essa mudança remete aos tempos do saudoso November Nine, quando a WSOP realizava a famosa mesa final no mês de novembro. Dessa forma, a WSOP, junto com a mídia em geral, podia promover os nove finalistas, transformando aqueles jogadores em personagens conhecidos em todo o mundo. Esse formato durou de 2008 a 2016.

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No Brasil, o único a obter esse status foi Bruno Foster. Em 2014, Foster se tornou o primeiro brasileiro a alcançar a mesa final de um Main Event da WSOP em Las Vegas e ganhou pompas por isso. Ele virou um – eterno – November Nine e isso fez o seu nome se tornar referência no poker brasileiro posteriormente.

Bruno Foster culminou aquele momento inesquecível com um oitavo lugar conquistado em novembro de 2014, o que lhe rendeu aquela que é, até hoje, sua maior premiação na carreira. O brasileiro faturou US$ 947.172. Naquela ocasião, o campeão do Main Event foi o sueco Martin Jacobson, que saiu com US$ 10.000.000.

A magia do November Nine

Com propriedade única para falar sobre o assunto, Bruno Foster deu sua opinião ao Mundo Poker para falar sobre as recentes mudanças. Em primeiro lugar, ele relembrou a sensação de ser um November Nine, citando a expectativa criada em torno disso e a possibilidade de preparação para uma mesa final tão importante. De acordo com o jogador, aquilo era um momento mágico. Por isso, ele faz coro pela volta de um formato similar:

“Pra ser muito sincero, eu espero de coração que eles façam essa mudança, que essa possibilidade seja real. Ainda não tem a confirmação se vai ser como antigamente, mas eu realmente espero que eles façam isso porque, tanto para o poker, quanto para os jogadores, é realmente um momento mágico, sabe? Todo mundo fica aguardando, cria aquela expectativa. Os jogadores vivem ali dois, três meses desse momento surreal”, abriu Foster.

“Eu não sei se vai ser em novembro como era, mas se eles derem pelo menos um mês pros jogadores terem essa sensação, esse prazer de ensacar a ficha todo dia, viajar o mundo já sendo “november nine” antes de ter a mesa final, cria toda essa atmosfera, essa expectativa. Vão se criar muitas coisas ao redor disso. E tudo que se cria é muito positivo, muito bom. Tanto pro mundo do poker, pra mídia, pros negócios, quanto para os próprios jogadores”, completou.

E o jogador que mora em Natal-RN já garantiu: “eu joguei todos os Main Events desde 2014, sem exceção, mas se confirmada essa mudança, eu tô pegando bet que o Fostera vai fazer um back-to-back”. O caminho ele já sabe.

Foster com o rail brasileiro em 2014

O anúncio das transmissões gratuitas

Além do lado jogador, Bruno Foster tem vasta experiência na parte empresarial do poker. Organizador de eventos, o sócio do NPS PixBet também deixou sua opinião sobre o anúncio de transmissões diárias e gratuitas para a WSOP. Segundo Foster, isso é primordial hoje em dia.

“Eu enxergo isso da melhor forma possível. Eles já entenderam que as transmissões estão crescendo. Até pouco tempo, a gente não tinha a PokerGo, não tinha as transmissões como são. Só que o mundo digitalizou, evoluiu. Começaram a perceber que esse mundo (midiático) gera muita atenção e uma transmissão bem feita, com cartas reveladas, ganha o público. E nada melhor do que você assistir o maior torneio do mundo, no melhor lugar do mundo. Uma WSOP, em Las Vegas, com transmissões diárias e gratuitas, com cartas reveladas, muda o panorama disso”, projetou o jogador e empresário.

“Fico imaginando como serão as transmissões de poker daqui cinco anos. Você vê o tanto que a gente evoluiu nos últimos 10 anos, imagina o quanto vai evoluir nos próximos cinco? Então, acredito que eles estejam cada vez mais de olho nesse mercado, que é gigantesco, mas ainda pouco explorado. E não o torneio em si, mas a mídia, toda a parte técnica, toda a parte de emoção que o jogo traz. Você consegue ter isso através de uma boa transmissão, de campeões mundiais sendo formados ao vivo, de torneios valendo milhões de dólares. Isso traz mais pessoas para o mundo do poker, é um investimento certeiro”, concluiu Bruno Foster.

Confira o Poker de Boteco #127 com Marco Aurélio “Salsicha”:

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Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série

O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados

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Patrick Leonard
Patrick Leonard

A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.

Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.

O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.

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Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.

Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:

“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.

Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.

Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.

Boa sorte a todos no draft e na série”

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker

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A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.

Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.

Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.

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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.

O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.

Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.

A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026

O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa

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Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.

Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.

Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.

“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.

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Shaun Deeb

A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.

“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.

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Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:

“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.

Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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