WSOP
De Esfandiari à Barbara Enright, confira oito curiosidades sobre a WSOP; versão online no GGPoker se aproxima
São torneios imperdíveis para você jogar na maior série de poker do mundo
A WSOP tem uma história riquíssima repleta de feitos impressionantes e curiosidades divertidas. Em 2020, será a primeira vez desde 1970 que não vai acontecer a série no verão americano, tradicionalmente realizado em Las Vegas nos meses de junho e julho. A solução encontrada foi criar uma super série online divida no WSOP.com (apenas parada os estados de Nevada e Las Vegas nos EUA) e no GGPoker (para o resto do mundo).
Restam três dias para o início tão aguardado no GGPoker e muitos fatos marcantes vieram à tona. Relembre algumas curiosidades do circuito e pontos que chegam para fazer história na versão online:
Curiosidade #1: O Evento de bracelete da WSOP Com o buy-in mais acessível
O valor de buy-in mais baixo para um evento de bracelete era US$ 500. Em 2017 teve um evento online na WSOP.com com buy-in de US$ 333 e em 2019, teve um Colossus com buy-in de US$ 400.
A WSOP Online de 2020 trará um evento de US$ 50 de buy-in: será o Evento #40: BIG 50 com $1M GTD. Ao economizar com esse evento, você também poderá participar do Evento #1: The Opener de $100 com $2M GTD e do Evento #53: WSOP MILLION$ de $100 com $2M GTD.
Curiosidade #2: 54 braceletes em jogo
Mesmo a WSOP tendo começado em 1970, foi só em 1976 que a WSOP começou a distribuir braceletes para os vencedores. Antes disso, os vencedores recebiam uma taça de prata e um troféu. Em 1975 eles melhoraram o prêmio e deram uma placa de prata.
A WSOP Online de 2020 trará um total de 85 eventos de bracelete, 54 dos quais estarão disponíveis no Natural8 e em todo o Network GGPoker.
Curiosidade #3: 8 Eventos de bracelete de PLO e 2 de Short Deck disponíveis
A variante Pot-Limit Omaha (PLO) foi introduzida à WSOP em 1984 enquanto o Short Deck Hold’em (6+) começou no ano passado. Desde então, essas variantes se tornaram mais populares, no Natural8 temos uma variedade de torneios e cash games de PLO e Short Deck.
A WSOP Online de 2020 terá um total de 8 eventos de bracelete de PLO e 2 Short Deck:
Curiosidade #4: As mulheres Desbravadoras
Apesar de várias mulheres terem ganho seus braceletes em eventos exclusivos para mulheres, Starla Brodie foi a primeira mulher a ganhar um bracelete WSOP em um evento aberto, isso aconteceu em 1979. No Evento #4: Mixed Doubles Seven Card Stud de US$ 600, ela e seu parceiro de time, o lendário jogador Doyle Brunson, conseguiram a vitória após bater um field com 25 entradas.
A primeira mulher a ganhar um evento regular aberto da WSOP foi Vera Richmond, que foi campeã do Evento #11: Limit A-5 Draw Lowball de US$ 1.000 em 1982. Foi seu primeiro e único Bracelete da WSOP mas ela inspirou e desbravou o caminho para que mais jogadoras de poker online seguissem seus passos.
Até hoje, nenhuma mulher foi campeã do Main Event da WSOP, mas em 1995, Barbara Enright se tornou a primeira mulher (e continua sendo a única) a chegar à mesa final de um Main Event da WSOP. Ela acabou ficando em 5° lugar com um prêmio de US$ 114.180.

Barbara Enright
Curiosidade #5: O começo e a beleza dos satélites
Os satélites foram introduzidos à WSOP em 1983, no mesmo ano em que Tom McEnvoy se tornou o primeiro vencedor do Main Event a ter se qualificado por satélite.
Os jogadores terão várias oportunidades de participar da action da WSOP Online de 2020 aproveitando os Satélites e eventos em Fases (Steps) disponíveis. Os buy-ins começam a partir de US$ 1 e já estão disponíveis no Natural8 para você jogar agora mesmo.
A WSOP Online de 2020 traz a WSOP Silk Road, uma série de torneios de limites baixos (micro-stakes) que permite aos jogadores ganhar tickets para eventos de bracelete por uma fração do custo. Os buy-ins vão de US$ 1,08 à US$ 21,60.
Curiosidade #6: A idade é apenas um número
Há uma diferença de idade de 63 anos entre o vencedor de bracelete mais jovem e o mais velho. Em 1988, Johnny Moss recebeu um belo presente de aniversário quando ganhou o Evento #8: Limit Seven Card Stud de US$ 1.500 aos 81 anos. Ele continuou jogando em todas as WSOP até 1995, quando tinha 88 anos.
O ano em que Johnny Moss ganhou seu bracelete foi o mesmo ano em que Annette Obrestad veio ao mundo.
Ela ganhou seu bracelete em 2007, no Evento #3: WSOP Europe Main Event – £10.000 No-Limit Texas Hold’em, se tornando a pessoa mais jovem a ganhar um bracelete, aos 18 anos de idade. Faltava apenas um dia para ela completar 19 anos. Parece que coisas boas acontecem pra quem faz aniversário durante a WSOP.

Annette Obrestad
Curiosidade #7: Recorde duplo de maior premiação
O jogador profissional de poker e ex-mágico profissional, Antonio “The Magician” Esfandiari, tem o recorde de premiação total mais alta na WSOP, somando US$ 22.365.691. Ele também detém o recorde de maior premiação em um único evento, no Evento #55 The Big One for One Drop No Limit Hold’em de US$ 1.000.000 em 2012, onde levou US$ 18.346.673.

Curiosidade #8: O Main Event da WSOP
O primeiro Main Event da WSOP em 1970 teve apenas 7 participantes e Johnny Moss foi coroado campeão sem ter que ganhar o torneio; ele foi eleito “o melhor jogador” por seus colegas. Nos anos 80, o número de participantes no main event subiu para 178 e no final dos anos 90 tinham quase 400 jogadores disputando a premiação total de US$ 4 milhões.
Em 2006 tivemos o maior número de participantes em um Main Event da WSOP, com 8.773 entradas, buy-in de US$ 10.000 e uma premiação total de inacreditáveis US$ 82.512.162. Desde então nenhum outro Main Event da WSOP superou o número de entradas visto em 2006, embora 2019 tenha chegado perto com 8.569 entradas, buy-in de US$ 10.000 e US$ 80.548.600 em prêmios.
Com a mudança do cenário ao vivo para o cenário online, será que o recorde será quebrado? O próximo Main Event da WSOP será em 30 de Agosto de 2020 com $25.000.000 GTD e buy-in de $5.000. Jogadores no Natural8 poderão participar de diversos Satélites normais e eventos em Fases (Steps), assim como em outros eventos e promoções paralelas que dão tickets para o Main Event.
WSOP
Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série
O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados
A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.
Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.
O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.
Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.
Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:
“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.
Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.
Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.
Boa sorte a todos no draft e na série”
Re: @25kfantasy not sure what/if I’ll play. Currently been denied to wear a patch, which I believe can lead to disqualification at the tournament directors discretion.
I imagine, as with a lot of other players, this will complicate things. I understand and respect WSOP is more… pic.twitter.com/GrkEXEF83I
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”
Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
WSOP
Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026
O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa
Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.
Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.
Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.
“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.
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Shaun Deeb
A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.
“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.
Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:
“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.
Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
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