WSOP
Com experiência de morar nos EUA, Matu Lessa não crê em WSOP cancelada, mas vê chance de marca ruim: “pode impactar”
O craque confessou estar esperando novos rumos do coronavírus para decidir
A epidemia do coronavírus já virou assunto do poker há semanas quando a Triton Series, em Jeju, na Coréia do Sul, foi cancelada. De lá pra cá a preocupação com o vírus ficou ainda maior e um debate muito importante tomou conta da comunidade de poker: o que vai acontecer com a edição de 2020 da WSOP?
Muitas pessoas já declararam que não vão correr o risco de viajar para Las Vegas, cidade repleta de pessoas do mundo inteiro, para jogar o evento. Bruno Foster foi um dos nomes do poker brasileiro que declarou que a WSOP deveria cancelar o quanto antes para não prejudicar os jogadores. Para Mateus Lessa, por exemplo, isso não deve passar pela cabeça dos organizadores.
“É quase impossível que a WSOP cancele o evento. Os caras só tem a ganhar, mesmo que seja um fracasso de público, que caia drasticamente. Eles não tem porque deixar de ganhar o que dá para ser ganho. O investimento não é uma coisa de louco”, opinou Matu. Por outro lado, o paulista enxerga a possibilidade de uma “mancha” na história do torneio.
“Eles vão cair muito e isso pode impactar nos outros anos depois de uma sequência de crescente dos fields que eles conseguiram engatar. Para eles ter um field de Main Event com 5.000 entradas é muito ruim, mesmo que todo mundo saiba que é por causa do vírus”, disse Matu. Em 2019, o evento principal teve 8.596 jogadores, o segundo maior da história.
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O paulista também pensa que tem muita coisa para rolar até junho. “A coisa ainda tá se disseminando, acho que pra ter uma resposta mais definitiva que possa direcionar o que vai acontecer, a gente precisa aguardar o desenrolar desse mês”, falou o craque.
“Eu estou de stand-by. Hoje eu não iria, mas vou esperar o movimento para tomar a melhor decisão. Que é o que jogador de poker faz”.
Matu já morou nos Estados Unidos e acha que a possibilidade do cancelamento não vai causar um estrago tão grande entre quem está lá. “A galera, a grande maioria, joga cash game. Claro que perde o charme de não ter ou estar diminuído o maior evento do ano, mas não necessariamente vai ser uma preocupação. Impacta, mas não tanto assim”, analisou.
Até o momento, a WSOP não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade de cancelamento da série. No final da semana passada, inclusive, eles divulgaram um comunicado lembrando que faltam três meses para o evento.
WSOP
WSOP: Caio de Lucca puxa a lista no Dia 1B do Evento #18 US$ 1.500 Monster Stack; dois avançam no Evento #21
Muitos brasileiros garantiram continuidade em torneios da WSOP
O dia foi de mais brasileiros avançando em torneios da WSOP e dessa vez o grande destaque foi um forte representante em solo americano. Caio de Lucca, que mora nos Estados Unidos, passou com o maior stack do país no Dia 1B do Evento #18, o US$ 1.500 Monster Stack, e chega bem posicionado para o Dia 2.
Caio ensacou 326.500 fichas, liderando um grupo que conta com sete brasileiros: Breno Campelo (179.500), Paulo Gini (175.000), Jorge Ribeiro (103.500), Roberly Felicio (96.000), Gilberto Amaral (86.500) e Joseph Pacheco (68.000) também avançaram. O Dia 2B do torneio acontece nesta sexta-feira; ainda existem inscrições disponíveis no Monster Stack, e o Dia 3 vai acontecer na segunda-feira, 08 de junho.
LEIA MAIS: WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Outro evento que contou com boa participação brasileira foi o US$ 1.500 Pot-Limit Omaha Hi-Lo 8 or Better, o #21 da grade. Raphael Nogueira e Leandro Pacheco, o “Brasa”, estão entre os 173 que avançaram ao Dia 2. O field total foi de 1.093 entradas.
O Dia 2 retorna a partir das 17h do horário de Brasília, 13h do horário local. A bolha está bem próxima: serão 164 competidores premiados com pelo menos US$ 3.033. Além do cobiçado bracelete da WSOP, o campeão do torneio vai ficar com US$ 235.377.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Trio americanos garantiram seus primeiros braceletes na carreira.
Mais campeões foram conhecidos nos últimos dias da WSOP, em Las Vegas. A série vem trazendo muitas emoções nas mesas e os eventos vão tendo seus detentores de braceletes contemplados. Naseem Salem cravou o Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em. Philip Ardire levou o Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha e Antonio Vargas conquistou o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em.
Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em

Naseem Salem. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Mais um jogador conseguiu alcançar seu primeiro bracelete nesta edição da WSOP, em Las Vegas. Para isso, o americano Naseem Salem precisou passar por um field que contou com 627 entradas registradas. Além de sua primeira jóia da carreira na série mundial, Naseem faturou sua melhor premiação na carreira, que foi de US$ 1.084.964.
O player dos Estados Unidos contou com um jogo muito linear no último dia de torneio, no qual Naseem chegou com uma boa vantagem de fichas. Após ser campeão, o jogador destacou a importância do seu prêmio milionário e, além disso, a oportunidade de ter o respeito dos outros jogadores. O field do evento contou com grandes jogadores como Stephen Chidwick e Bernhard Binder.
Confira as premiações da mesa final:
1º – Naseem Salem (Estados Unidos) – US$ 1.089.964
2º – Alexis Cruz Martinez (Estados Unidos) – US$ 726.598
3º – Chad Lipton (Estados Unidos) – US$ 503.997
4º – Chris Brewer (Estados Unidos) – US$ 355.610
5º – John Racener (Estados Unidos) – US$ 255.306
6º – Roman Hrabec (Estados Unidos) – US$ 186.562
7º – Joey Weissman (Estados Unidos) – US$ 138.802
8º – Cliff Josephy (Estados Unidos) – US$ 105.178
LEIA MAIS: WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed
Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha

Philip Ardire. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Quando o destino bate à porta, não tem jeito. O americano Philip Ardire não tinha a intenção de jogar evento algum da WSOP, porém pensou melhor e se inscreveu no Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha. Por fim, Ardire superou 2.636 registros para alcançar o lugar mais alto do pódio, ficar com o título e o primeiro bracelete, além da quantia de US$ 171.589.
Ainda em estado de muita alegria, Philip Ardire comentou sobre sua conquista. “Nunca pensei que conseguiria chegar tão longe. Eu estava procurando o meu lugar, e o encontrei duas vezes, e depois disso, foi como se não houvesse mais volta. Foi uma boa experiência social, como eu acho que o poker deveria ser. As mesas de Omaha parecem ser mais sociais do que as de Hold’em em geral, eu acho”, falou.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Philip Ardire (Estados Unidos) – US$ 171.589
2º – Randy Jacks (Estados Unidos) – US$ 114.200
3º – Francisco Baruffi (Brasil) – US$ 82.928
4º – David Avina (Estados Unidos) – US$ 60.837
5º – Daniel Haywood (Austrália) – US$ 45.092
6º – Cole Gauthier (Canadá) – US$ 33.771
7º – Daniel Carter (Estados Unidos) – US$ 25.560
8º – Grantel Gibbs (Estados Unidos) – US$ 19.552
9º – Matthew Newcombe (Estados Unidos) – US$ 15.117
Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em

Antonio Vargas. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Primeiro bracelete e maior prêmio da carreira. Foi assim que o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em terminou para o americano Antônio Vargas, que superou 2.148 inscrições para se tornar campeão pela primeira vez na WSOP e embolsar o valor de US4 439.605. Com grande atuação, Antônio liderou o torneio de ponta a ponta, até ficar com o título.
Após ter em suas mãos sua primeira joia da série mundial na carreira, ainda não tinha caído a ficha do jogador. “Para ser honesto, provavelmente vou precisar de alguns dias para processar tudo isso. Tenho muita sorte de ter chegado tão longe e de ter conseguido vencer 2.200 pessoas neste evento. Então, é muita sorte e estou grato por ter conseguido fechar o torneio com chave de ouro.”
Confira a premiação da mesa final:
1º – Antônio Vargas (Estados Unidos) – US$ 439.605
2º – Kai Cohen (Estados Unidos) – US$ 292.916
3º – Kartik Ved (Índia) – US$ 211.817
4º – Michael Plesa (Canadá) – US$ 154.853
5º – Liubomyr Melnyk (Estados Unidos) – US$ 114.465
6º – Malcolm Franchi (França) – US$ 85.561
7º – Shawn Daniels (Estados Unidos) – US$ 64.681
8º – Scott Horvath (Estados Unidos) – US$ 49.459
9º – Yannick Capocetti (Argentina) – US$ 38.258
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed
O mineiro passou com 28 blinds
O craque João Simão vai colocar a bandeira brasileira em um Dia 2 importante nesta sexta-feira (05). Ao longo da quinta-feira, o mineiro disputou o Dia 1B do estrelado US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed e, ao término dos oito níveis programados, Simão se classificou para a próximo fase do torneio.
O Dia 1B teve um total de 166 entradas e foi paralisado com 53 jogadores ainda no field. João Simão terminou o dia com um stack de 282.000, quase duas vezes o stack inicial, e terá 28 blinds para a volta da competição. Na reta final do dia, ele perdeu um pote importante de KK x AA contra Jeremy Ausmus, que poderia fazer com que o brasileiro passasse ainda melhor.
Vários nomes de peso do cenário mundial seguem na briga no torneio, Evento #19 da série. Alguns exemplos são o casal Alex e Kristen Foxen, que passaram com 737.000 e 348.000, respectivamente, Artur Martirosian (728.000), Brian Rast (532.000), Teun Mulder (501.000) e Bernhard Binder (186.000).
O Dia 2 do US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed está programado para ser iniciado às 12h desta sexta, 16 horas do Brasil, com o registro aberto por mais um nível. Até agora, o torneio totaliza 247 entradas, chegando a quase US$ 6 milhões de prize pool. Os prêmios serão divulgados após o fim do período de inscrição e a disputa volta nos blinds 5.000 / 10.000.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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