KSOP
“É diferente”: Alisson Piekazewicz destrincha experiência na Triton e elogia evolução dos eventos de poker no Brasil
O craque concedeu uma longa entrevista dividida em duas partes

O KSOP GGPoker South America recebeu alguns dos principais nomes do poker brasileiro nos últimos dias. Com torneios de buy-ins antes até mesmo impensáveis para o país há algum tempo atrás, a série realizada em Balneário Camboriú reuniu craques do mais alto gabarito do cenário nacional.
Um dos nomes que marcou presença no evento foi Alisson Piekazewicz, um dos melhores jogadores do país – e do mundo – na atualidade. Dono de mesas finais de GGMillion$, de diversos títulos nos principais torneios online e também com vários excelentes resultados no circuito ao vivo, o “heyalisson” reservou um tempo da sua passagem para uma entrevista exclusiva com o Mundo Poker.
Em uma conversa longa e muito detalhada, o profissional falou sobre diversas faces de sua carreira. O conteúdo foi tão rico que o Mundo Poker decidiu dividir a entrevista em duas partes. Na primeira delas, Alisson refletiu sobre o sucesso da sua carreira ao longo do tempo e o momento atual. Você pode conferir essa entrevista imperdível clicando aqui.
Já na Parte 2, Alisson Piekazewicz comentou a evolução do poker brasileiro com eventos tão grandes como o KSOP GGPoker o BSOP, projetou o futuro e, com detalhes, explicou o que faz a Triton ser considerada o melhor evento de poker do mundo hoje em dia. Você pode conferir todos os detalhes na entrevista abaixo.
Confira a segunda parte da entrevista com o “heyalisson”:
Mundo Poker: Falando do Brasil, nós estamos aqui no KSOP GGPoker South America. Estrutura gigante, torneios com buy-ins bem altos. Logo teremos um torneio com buy-in de R$ 500.000 em São Paulo, o que era inimaginável há pouco tempo. Como você enxerga essa evolução do cenário nacional no poker live?
Alisson Piekazewicz: Primeiro, eu fico surpreso. Quando a gente começou a jogar, ganhar R$ 100 mil só aconteceria no maior torneio que tivesse. Agora esse é o buy-in do torneio. Então, realmente, o poker mudou de uma forma muito interessante. Eu vejo isso com bons olhos. A gente coloca o Brasil no mapa do mundo do poker pra todo mundo do mundo ir jogar. E pra mim, como um jogador regular desses jogos, eu fico mais feliz ainda, porque eu não preciso viajar tanto, tão longe, pra ter um jogo tão bom quanto lá, desses que a gente tá acostumado a ir na Europa, nos Estados Unidos, ou mesmo na Ásia, né? Eu fico feliz e espero que todos eles vinguem. Espero que a gente continue tendo esses torneios.
Mundo Poker: Falando de eventos fora do Brasil, você jogou a Triton pela primeira vez recentemente. Como é a experiência por lá?
Alisson: Lá é realmente diferente. Assim, acho que é impressionante como não tem nenhum torneio que chega próximo da experiência de jogar um Triton. Porque acho que são várias questões. Você é realmente tratado de uma forma diferente, é como se você estivesse indo em um restaurante e sendo muito bem tratado. É isso, só que é um torneio de poker. Eles têm um cuidado super especial com cada detalhe das coisas, desde o feltro, até a carta que vai sendo usada, até as pessoas, a forma que o torneio é constituído.
E eu acho que a principal questão é a de você ter uma pessoa ali atrás anotando todas as mãos. Você sente como se fosse um torneio online, mas ao vivo. Porque a mão literalmente acabou de acabar, você pode pegar seu celular, olhar o aplicativo e você vai ver exatamente o que aconteceu na mão. Isso é maravilhoso pro jogador. É como se você estivesse jogando um torneio ao vivo, mas você tem todas as informações online.
Por exemplo, principalmente em situações de bolha, é um negócio absurdo, porque você consegue saber exatamente quais são os stacks shorts, em qual posição na mesa eles estão, ou seja, em quantas mãos eles vão ser big, em quantas mãos vão ser small, em quantas mãos eles vão ficar blinded out. E isso melhora a experiência de jogo de uma forma absurda. Além de você ter acesso a todos os registros das outras mesas ao mesmo tempo. Então você consegue ver os pots grandes que aconteceram, e consegue ver o que está acontecendo no torneio. Você consegue pegar coisas que, se você está jogando um torneio ao vivo normalmente, você não consegue.
Acho que outra coisa também é essa questão do tratamento, de se preocuparem muito com a individualidade de cada um. Por exemplo, teve uma questão que eu achei muito legal. Todo mundo que joga o Main Event da Triton ganha um presente. Esse ano era uma necessaire, um caderno, uma caneta e uma camisa. Só que essas coisas eram feitas de couro e eu sou vegano. Eu nem sei como eles sabiam que eu era vegano, mas eles separaram uns kits que eram as mesmas coisas, só que comportando a minha individualidade. Então, essas questões de tratar você de uma forma diferente, individual, cada um, eu achei bem interessante. Cativa o jogador.

Alisson Piekazewicz em ação na Triton
Mundo Poker: Você já é acostumado a jogar torneios caros online, enfrentando nomes antigamente a gente só via a distância. Hoje já temos uma realidade diferente, mas tem algum nome que você encontrou ao vivo por lá que te deixou impactado de alguma forma?
Alisson: Nem sei se a palavra é impactar, mas eu acho que a pessoa que eu nunca tinha jogado e que eu joguei foi o Bryn Kenney. Mas justamente porque ele me deu um hero call absurdo, assim, que eu realmente não esperava. Não sei se impactar nesse sentido de dar medo, mas de pensar ‘caraca, ele é capaz de fazer isso’, sabe? E aí eu não sei se tem a questão de tell ou alguma coisa, algo que eu estou um pouquinho menos familiarizado.
Acho que o que mais eu fiquei surpreso é o quão amigável as pessoas foram comigo. Principalmente, talvez, alguns que às vezes a gente acha que tem uma imagem mais fechada. Me surpreendi positivamente nesse ponto, todos foram muito gentis comigo e sempre muito legais, Eu posso citar o Jonathan Jaffe, por exemplo, que a gente conversou um monte, o Seth Davies, o próprio Jason Koon. Todos foram muito cordiais.
Mundo Poker: Por fim, nós já falamos de diversos eventos ao vivo. Esse é um caminho que você gostaria de pegar com maior frequência ou o online ainda é onde está seu maior foco? E o que você está planejando pro futuro da sua carreira?
Alisson: Esse é um ano que eu particularmente foquei bastante em jogar. Principalmente em paradas ao vivo, assim. No momento que eu tô, pensando num curto prazo, eu vou aproveitar enquanto eu tenho energia e eu tenho vontade de estar presente nesses ambientes, de jogar e de ir pra esses lugares. Porque, inevitavelmente, a gente acaba mudando ao longo do tempo. E assim como teve uma época que eu era super focado em grindar, teve uma época que eu basicamente parei de jogar. E aí essa vontade voltou agora, então eu vou aproveitar enquanto eu tenho essa energia.
Então, pros próximos anos, eu pretendo comparecer a maior parte das grandes etapas que tiverem, tanto no Brasil quanto fora. Mas continuar jogando online, porque eu acho que é essencial pra me manter em alto nível. O jogo mais difícil é o online, e é onde a gente consegue, como eu comentei, jogar mais mãos possíveis. A ideia é alinhar os dois o máximo possível. Mas, claro, eu acho que em algum momento esse ritmo vai diminuir naturalmente. Por enquanto, vou desfrutar.
Confira o Poker de Boteco #116 com Elvis Renan “Catholão”:
KSOP
Encerramento do KSOP Circuit Amazônia acontece neste domingo com High Roller, Last Chance e Manaus Turbo Finale; confira
O evento começa às 14h no Centro de Convenções Vasco Vasques

A histórica etapa do KSOP Circuit Amazônia chegará ao fim neste domingo. Após longos seis dias de muito poker em Manaus, o evento contará com mais alguns campeões coroados no Centro de Convenções Vasco Vasques.
A principal atração do dia será o Dia Final do High Roller, após a coroação do Main Event na madrugada. O High Roller segue com inscrições abertas e será reiniciado às 14h, com entradas e reentradas permitidas até as 16h15. O buy-in é de R$ 7.500.
Iniciado no mesmo horário, o Last Chance é a outra oportunidade para os jogadores ainda garantirem um troféu no KSOP Circuit Amazônia. Com buy-in de R$ 750, o torneio promete agitar o salão, com inscrições abertas até as 17h50 deste domingo.
Fechando a etapa em grande estilo, o último torneio a começar no KSOP Circuit Amazônia será o Manaus Turbo Finale. A competição terá início às 17h, com buy-in de R$ 500 e inscrições abertas até as 19h15, encerrando oficialmente a programação do evento.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Jian Cardoso tem linda arrancada na mesa final, vence heads-up contra Jarbas Platini e é campeão do Main Event
O jogador embolsou a quantia de R$ 47.500

Manaus recebeu pela primeira vez um grande evento de poker de porte nacional como o KSOP Circuit e fez bonito, com vários jogadores marcando presença na etapa Amazônia do circuito. O foco principal dos competidores foi o Main Event, que teve o desfecho na madrugada deste domingo, com o título de Jian Cardoso.
O jogador de Manaus aproveitou o circuito em casa e brilhou ao superar um qualificado field de 144 entradas no valioso torneio de buy-in R$ 2.500. Como recompensa, garantiu o belo troféu e a forra máxima de R$ 47.500, colocando o poker do Norte do Brasil em evidência.
“Bom, primeiramente, obrigado pelas perguntas. Cara, para mim, tem um sentimento muito especial, principalmente por ser aqui na minha terra. E acho que hoje, mais do que nunca, teve algo mais especial ainda porque meu pai também foi campeão em um evento paralelo, então acabou que a gente fez a dobradinha. A gente nunca teve um evento dessa magnitude aqui, né? E ter pela primeira vez um evento com toda essa estrutura, todas as pessoas que participaram, tanto o Dedé quanto vocês do KSOP que trouxeram isso aqui para a gente, é muito legal. Espero que seja o primeiro de muitos também, então é muito gratificante”, disse o campeão.
Ao ser lembrado de que a dobradinha entre pai e filho já havia acontecido no KSOP em outra ocasião, com Joanello e seu pai Luiz conquistando títulos simultaneamente, o campeão destacou a felicidade de dividir esse momento especial com a família e, principalmente, com seu pai, Jean Emerson, campeão do Manaus Turbo KO.
“Com certeza. É como eu falei: tem um sentimento diferente, foi muito especial ver tudo isso. Ele também estava há um bom tempo sem jogar, então ver ele vindo para cá de novo, ainda que tenha sido, como você falou, um evento paralelo, me deixou muito feliz. O pessoal também ficou bastante contente. Meu pai é uma figura muito conhecida no meio do poker. Basicamente, ele foi o pioneiro aqui em Manaus, então fiquei muito feliz, o pessoal ficou feliz, ele está feliz, então é isso aí”, falou.

Com o título em mãos, Jian agora terá a oportunidade de frequentar mais vezes o KSOP em outras regiões do país. Porém, o manauara, que atualmente trabalha com agência de viagens, explicou que a rotina profissional acabou dificultando a presença constante nos eventos, apesar da forte ligação antiga com o poker competitivo.
“Eu já tentei, em uma época, ser jogador profissional de poker. Eu corria o circuito mesmo. Jogava online por times e tudo. Então, sempre foi uma coisa de que eu gostei bastante: ir para os eventos e viver esse ambiente. Fica um pouco difícil agora por conta do trabalho. Por coincidência, eu trabalho com agência de viagens, né? Então, agora que estou trabalhando, acaba ficando um pouco mais difícil viajar. Mas quem sabe? Vou me programar e, com certeza, quero participar de outras etapas”, finalizou.
A mesa final

A decisão do torneio começou de forma insana, com mãos interessantes desde o início. O anfitrião Ademilson Costa, o “Dedé Bad Beat”, alcançou a decisão e, após perder boa parte do stack para Cristian Ribeiro, foi o primeiro eliminado.
O jogo seguiu com o chip leader do início da mesa final, Berg Junio, engatando em potes enormes e perdendo todas as fichas para Cristian Ribeiro, que acertou um flush no flop e levou o stack todo de Berg.
Depois disso, o jogo deu uma travada, até que a próxima vítima fosse Cristian. O militar da FAB acabou perdendo dois coolers enormes e se despediu contra Pilla, de QQ para AK, com o catarinense acertando dois reis no board.
Pilla não parou por aí. Na sequência, levou todas as fichas de Alisson Frank, com QQ contra A5, sem nenhum perigo, formando assim o 5-handed. E, logo, o churrilho enorme apareceu com AA contra o QJ de Alberto Serafim, com Pilla eliminando-o de forma tranquila, na 5ª colocação.
Ketson Freitas foi o próximo a se despedir, de TT contra o KT de Jian Cardoso. Leandro Pilla se despediu em terceiro, perdendo todas as fichas de K3 para QQ, formando o heads-up entre Jarbas Platini e Jian Cardoso.
O heads-up foi insano. Jian defendia o título para Manaus contra o cearense Jarbas Platini, do Bananas Poker Team. O duelo entre os dois só terminou em uma mão, onde o board mostrava JT753, e Jian tinha uma trinca de TT e conseguiu encaixar o all in contra T8 de Jarbas, sendo campeão do Main Event.

Confira a premiação completa:
1º – Jian Cardoso (Manaus-AM) – R$ 47.500*
2º – Jarbas Platini (Aracati-CE) – R$ 42.500*
3 – Leandro Pilla (Balneário Camboriú-SC) – R$ 45.000*
4 – Ketson Freitas (Porto Velho-RO) – R$ 21.560
5- Alberto Santana (Manaus-AM) – R$ 17.400
6- Alisson Frank (Porto Velho-RO) – R$ 14.000
7- Cristian Ribeiro (Manaus-AM) – R$ 11.300
8- Berg Silvestre (Manaus-AM) – R$ 9.100
9- Ademilson Costa”Dedé Bad Beat” (Manaus-AM) – R$ 7.500

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Dia 1 do High Roller tem venezuelano na ponta e Leidiane Rivolli em destaque; confira
O torneio terá inscrições abertas até às 16h15 deste domingo

O domingo será de muito poker no KSOP Circuit Amazônia, com os últimos torneios da grade sendo decididos. O principal deles será o High Roller, com buy-in de R$ 7.500, que teve o Dia 1 disputado neste sábado.
Com inscrições abertas até o início do Dia 2, muitos jogadores optaram por entrar apenas neste domingo, e o torneio registrou seis entradas no primeiro dia classificatório. O chip leader foi o venezuelano Jesus Mejja, que ensacou 210.000 fichas, exatamente o dobro do stack inicial.
Destaque também para a jogadora Leidiane Rivolli, que avançou com 155.000 fichas. Seu marido, Alex Testoni, o “Prefeito”, também garantiu classificação com 83.500. Completarão o Dia 2 o cantor Munhoz, embaixador do KSOP, com 82.500, e Cristiano Costa, que acumulou 68.500 fichas.
A expectativa é de mais entradas no Dia 2, que começa às 14h deste domingo e tem inscrições tardias até as 16h15. Os blinds voltam em 1.000 / 2.500 com big blind ante. O Dia Final também terá transmissão da MundoTV.
Confira o chip count completo:
| ogador | Chipcount | Cidade | UF | País | Mesa | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jesus Rafael Mejia Borges | 210.000 | Cumana | VEN | Venezuela | Mesa 2 | Posição 5 |
| Leidiane Rivolli De Oliveira | 155.000 | Ouro Preto Do Oeste | RO | Brasil | Mesa 2 | Posição 3 |
| Juan Alex Testoni | 83.500 | Ouro Preto Do Oeste | RO | Brasil | Mesa 2 | Posição 1 |
| Raphael Calux Munhoz Pinheiro | 82.500 | Campo Grande | MATO GROSSO DO SUL | Brasil | Mesa 2 | Posição 7 |
| Cristiano Pereira Costa | 68.500 | Manaus | AM | Brasil | Mesa 2 | Posição 4 |
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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