KSOP
“Quase impossível sozinho”: Alisson Piekazewicz abre o jogo e detalha importância das pools para o sucesso nos high stakes
O craque concedeu uma longa entrevista que será divulgada em duas partes

O KSOP GGPoker South America recebeu alguns dos principais nomes do poker brasileiro nos últimos dias. Com torneios de buy-ins antes até mesmo impensáveis para o país há algum tempo atrás, a série realizada em Balneário Camboriú reuniu craques do mais alto gabarito do cenário nacional.
Um dos nomes que marcou presença no evento foi Alisson Piekazewicz, um dos melhores jogadores do país – e do mundo – na atualidade. Dono de mesas finais de GGMillion$, de diversos títulos nos principais torneios online e também com vários excelentes resultados no circuito ao vivo, o “heyalisson” reservou um tempo da sua passagem para uma entrevista exclusiva com o Mundo Poker.
Em uma conversa longa e muito detalhada, o profissional falou sobre diversas faces de sua carreira. O conteúdo foi tão rico que o Mundo Poker decidiu dividir a entrevista em duas partes. Na primeira delas, Alisson refletiu sobre o sucesso da sua carreira ao longo do tempo e o momento atual.
Hoje integrante de uma pool que conta com Felipe Boianovsky, Pedro Padilha e Gabriel Tavares, Alisson Piekazewicz deu uma aula sobre o quanto estar em uma dessas pools é importante no momento atual da carreira e do poker em geral, dizendo ser “quase impossível” conquistar tantas coisas sozinho.
Para completar, o craque paranaense ainda cravou: como grupo de jogadores, o Brasil está a frente do restante do mundo. A principal barreira, no entanto, segue sendo a moeda. Fora isso, porém, ele citou diversos nomes que não deixam a desejar sobre nenhum jogador do mundo.
A primeira parte da entrevista pode ser conferida na íntegra abaixo e vale ler cada palavra. A segunda parte, que tem um capítulo especial sobre a primeira participação do jogador na Triton, por exemplo, sairá nos próximo dias.
Confira a primeira parte da entrevista:
Mundo Poker: Alisson, hoje você é reconhecido como um dos melhores jogadores do país. Se você pudesse resumir, quais você considera que foram os fatores que te tornaram esse jogador de hoje?
Alisson: Eu acho que é mais a questão da experiência mesmo, de estar jogando tanto tempo. Eu jogo profissionalmente desde 2012, eu acho, então são 13 anos. Tem alguma coisa no poker que eu sinto que você consegue entender depois de muitas milhões de mãos jogadas. Principalmente online, porque a diferença de quantidade de mãos que a gente joga online e quantidade de mãos que a gente joga live é absurda. Por conta disso, a gente acaba se colocando em muito mais situações diferentes que a gente não está acostumado e isso vai deixando a gente confortável nelas. Acho que esse é um dos pontos.
Outro, falando uma questão mais individual minha, eu acho que eu foco muito em estar tranquilo, em jogar de uma forma relaxada e divertida. De uma forma que eu não esteja pressionado, que o jogo não me traga um estresse. Eu busco que seja algo prazeroso de fazer e não algo que eu encare como um trabalho, que talvez me traga um retorno financeiro, mas que me afete pessoalmente. Tanto se eu estou jogando online como se eu estou jogando live. Acho que live faz um pouco mais de diferença por várias questões. Porque é um jogo social e você tem algumas informações que você não tem online. Mas online também.
Mundo Poker: O Brasil sempre foi muito forte em times de poker, mas recentemente as pools ficaram frequentes, principalmente para os jogadores high stakes. Você acha que essa aproximação é crucial pra atingir novos níveis? E o que conta mais, estudar com pessoas que são as melhores do ramo ou diminuir a variância com a divisão dos ganhos?
Alisson: Esse é talvez o terceiro ponto que eu não falei na resposta anterior. Mas eu acho que para jogar o mais caro possível, que é o que a gente está fazendo hoje, eu acho que é essencial você estar estável financeiramente e ter o bankroll necessário para jogar. E levando em consideração o tamanho dos buy-ins hoje em dia, é quase impossível você fazer isso sozinho. Talvez nem valha a pena. Então é aí que entram as pools. Eu acho que um elemento essencial para jogar High Stakes é você estar em pelo menos um grupo, ou pelo menos swapar bastante, vender bastante.
Eu tive uma questão interessante, porque eu jogava relativamente caro antes da pandemia, para os padrões da época, e aí na pandemia eu parei de jogar e os buy-ins explodiram. Quando eu voltei, os buy-ins eram muito maiores do que eu estava acostumado. E eu lembro muito bem a diferença que faz você estar jogando de certa forma pressionado, ou jogar um buy-in muito mais alto do que você está acostumado. Aquilo te afeta de alguma forma, acho que é meio que inegável. Por isso, estar nesse lugar estável financeiramente faz com que você consiga tomar as melhores decisões sem ter essa questão do dinheiro afetando.
E aí tem uma outra questão que eu acho que tudo fica melhor em comunidade. Não só no poker, mas qualquer coisa que você junte mais pessoas para que você tente fazer o mesmo objetivo vai fazer as coisas ficarem mais fáceis, mais leves, mais divertidas e com menos esforço, porque o esforço acaba sendo compartilhado de certa forma. Além de ter a questão de você ter exposição a pontos de vista muito diferentes do seu. Talvez quando você está sozinho ou quando você tem um coach só, você acaba ficando meio engessado. Você segue só uma linha. Os quatro têm um estilo diferente e você abre a sua mente no sentido de eu acho que isso é o melhor, mas essa pessoa acha que é outra coisa. Você também consegue entender o ponto de vista de outras pessoas quando está jogando.
Mundo Poker: E você consegue entender a dimensão das coisas que vocês como pool conseguiram esse ano?
Alisson: A gente nunca para pra pensar, na verdade. As coisas vão acontecendo e a gente só aproveita. Mas é engraçado, porque o Piv é meu amigo de longa data e acho que também rolou um processo entre a gente. Porque eu sempre grindei MTT, O Piv era jogador de cash. O Padilha é alguém que sempre jogou MTT, sempre jogou mais caro, e eu até brinco com ele, porque ele provavelmente era um dos adversários mais difíceis de enfrentar. Eu acho que no fim das contas, quando eu recebi o convite dos dois, eu senti que iria dar certo, porque eu sinto que a gente meio que se completa, num certo sentido, de jogar poker. O Piv é alguém mais técnico e alguém que tem esse background do cash game, do deep stack, então ele tem essa pegada mais teórica. O Padilha é alguém que vem mais do grind, alguém mais de exploits, de grindar bastante e de aprender muito jogando. É claro que ele é muito bom teoricamente hoje em dia, mas ele vem desse lugar mais de grind, de volume. Eu sou alguém que fica no meio do caminho dos dois. Eu tenho meu background teórico mas, ao mesmo tempo, muito da minha experiência vem de jogar muitas mãos. E agora a gente tem o nosso quarto elemento, que é o Tavares, que é alguém mais novo, com bastante apetite. Ele traz uma outra pegada dessa galera mais nova. Todos se complementam de alguma forma. Eu acho que hoje em dia a gente está bem feliz em como as coisas estão caminhando.
Mundo Poker: Você acha que as únicas barreiras para poker brasileiro competir de igual pra igual em séries como a Triton são só a geográfica e a moeda?
Alisson: Com certeza, com certeza absoluta. A barreira geográfica, a questão de as viagens serem muito longas, e a moeda, sim. Porque, afinal de contas, você precisa das duas coisas. Ainda acho que é mais a questão do bankroll mesmo e da possibilidade de vender action. Inclusive, eu acho que tem uma galera que conseguiria, mas não quer se dispor. Enfim, a maior parte das pessoas que hoje em dia são o topo, por assim dizer, têm outras responsabilidades na vida. Elas têm filhos, por exemplo, e aí, para fazer uma viagem, tem que mudar toda a sua vida. Eu ainda não tenho filhos, então, para mim, é um pouquinho mais tranquilo.
Já a questão de barreira técnica, com certeza não. O antigo 9Tales e alguns nomes que eu consigo lembrar de cabeça, tipo o Internett, o Kelvin, o Kovalski, o Crema, o próprio Will… Muitas vezes eu acho muito mais difícil jogar contra eles do que contra um jogador da Triton, por exemplo. Claro que vai ter uma ou outra exceção mas, basicamente, a gente como grupo de brasileiros não está nem um pouquinho atrás. Inclusive, eu sou o bairrista: estamos à frente. Eu digo que eu sou mais a gente. É só questão de ter dinheiro para jogar.
Confira o Poker de Boteco #116 com Elvis Renan “Catholão”:
KSOP
KSOP Iguazú terá torneios High Rollers todos os dias; confira a programação completa
O mais caro irá custar R$ 25.000 de buy-in
O KSOP vai desembarcar pela terceira vez em Puerto Iguazú, novamente no City Center Iguazú, a casa do circuito na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Entre os dias 3 e 9 de junho, o festival promete fortes emoções com torneios para todos os perfis de jogadores, especialmente para os amantes dos High Rollers.
Com uma grade recheada de competições mais caras, não faltarão opções para quem gosta desse tipo de disputa. Logo no primeiro dia, o High Roller Light, de R$ 7.500, surge como principal atração, com início na quarta-feira e decisão na quinta.
Ainda na quinta-feira, o KSOP promove mais um torneio de destaque: o High Roller One Day, com buy-in de R$ 10.000 e níveis de blinds de 25 minutos. Já na sexta-feira, as atenções se voltam para o Super High Roller, torneio de R$ 25.000, que contará com stacks iniciais de 100.000 fichas e blinds de 45 minutos.
No sábado, dia em que será conhecido o campeão do torneio mais caro da série, acontece também o PKO One Day, com buy-in de R$ 10.000 e blinds de 25 minutos, uma ótima oportunidade para os fãs de caçadas a bounties valiosos.
A principal competição entre os torneios de maior buy-in será o tradicional Championship, que chega a Iguazú com entrada de R$ 15.000 e garantido de R$ 1 milhão. Por fim, no último dia da etapa, o High Roller Last Chance fecha a programação com buy-in de R$ 10.000 e níveis de 20 minutos.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Puerto Iguazú terá R$ 3,5 milhões garantidos e grandes torneios em junho; confira
O evento ocorre entre os dias 3 a 9 de junho
Após o término da etapa Circuit de Manaus, o KSOP vai desembarcar mais uma vez em Puerto Iguazú, entre os dias 3 e 9 de junho, para a terceira parada válida pelo ranking de 2026. Por lá, estão programados torneios especiais, realizados no City Center Iguazú, com pelo menos R$ 3.5 milhões garantidos em premiações ao longo da etapa.
Começando pelo Main Event, torneio carro-chefe da série de buy-in R$ 4.000, que distribuirá uma premiação garantida de R$ 1 milhão, com cinco classificatórios ao longo dos dias. Outro torneio valioso da grade é o Warm-Up, com buy-in de R$ 1.000, que garante pelo menos R$ 300 mil em premiação aos participantes.
Já o Progressive K.O., de R$ 2.500, terá um garantido total de R$ 500 mil, também sendo disputado em classificatórios. Destaque também para o Iguazú Experience, com entradas de R$ 600 e R$ 100 mil garantidos. Fechando a lista dos torneios mais acessíveis em destaque, o Monster Mystery KO 6-Max terá buy-in de R$ 2.500 e premiação garantida de R$ 400 mil.
Por fim, a grade contará com diversos High Rollers, incluindo o Super High Roller, de R$ 25 mil de buy-in. Além disso, o tradicional Championship distribuirá R$ 1 milhão garantido, com entradas custando R$ 15 mil. Como sempre, o Mundo Poker estará presente para trazer todas as novidades diretamente da Argentina.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Jesus Mejia, da Venezuela, derrota Dennis Magaldi no heads-up e fica com título do High Roller
O venezuelano puxou R$ 61 mil

O KSOP Circuit Amazônia foi encerrado com grande sucesso após sete dias intensos de poker em Manaus. E o último torneio a conhecer seu campeão foi o tradicional High Roller, que reuniu um excelente público neste domingo. No fim das contas, a vitória ficou com Jesus Mejia.
O venezuelano de Cumaná, que viajou até Manaus para disputar o KSOP pela primeira vez ao lado dos amigos, não deu chances ao field de 26 entradas no torneio de R$ 7.500 e foi recompensado com uma premiação de R$ 61.300. “São muitos anos de trajetória. São 25 anos viajando. Panamá, República Dominicana, Colômbia, Brasil”, comentou o campeão.
Jesus também destacou sua relação antiga com o país e elogiou a estrutura do evento. “Eu venho ao Brasil muitas vezes, porque conhecemos ele há 15 anos, quando ele fazia o torneio em Margarita, e nos tornamos grandes amigos. Aqui, a organização do KSOP é perfeita. Toda a estrutura é muito boa. Você pode jogar poker tranquilo. Os diretores, os dealers… tudo muito organizado”, completou o venezuelano.

A mesa final do torneio foi bastante disputada e contou com várias horas de jogo até Jesus sair campeão. No 3-handed, por exemplo, ele despachou Murad Abdelaziz e Dennis Magaldi, esse último, amargou o terceiro vice-campeonato na etapa.
O High Roller ainda teve uma paralisação durante a mesa final por conta de uma falta de energia. Assim que o jogo foi retomado, porém, o desfecho aconteceu rapidamente. Jesus garantiu a vitória ao acertar top pair e flush draw com contra de Dennis Magaldi, no board , sacramentando o título do High Roller.
Perguntado sobre disputar outras etapas do circuito, o venezuelano confirmou presença na etapa de Iguazú. “Sim, pelo que eu vejo, eu vou descer. Não vou para a Venezuela, vou para a Argentina. Quando vêm os bons torneios, tem que aproveitar”, comentou o campeão.
Confira a premiação completa:
1º – Jesus Rafael Mejia Borges (Venezuela) – R$ 61.300
2º – Dennis Magaldi – R$ 42.400
3º – Murad Abdelaziz – R$ 28.600
4º – Rafael Urias Wagenfuhr – R$ 19.020

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