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Martin Romero vai de short stack ao título com grande atuação e é campeão do Main Event do BSOP Millions

Jogador colombiano levou mais de R$ 1.2 milhão com a vitória

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Foi com um roteiro de cinema que o título do Main Event do BSOP Millions se definiu. E, mais uma vez, uma das principais conquistas da série ficou em mãos estrangeiras. O colombiano Martin Romero viveu um dia inesquecível e conquistou um dos troféus mais cobiçados da grade, levando consigo uma premiação das grandes para a conta.

Martin Romero foi o grande campeão do Main Event do BSOP Millions e faturou o baita prêmio de R$ 1.221.805. O colombiano foi o melhor jogador do field de 2.659 entradas e, ao longo de cinco dias de torneio, transformou o investimento de R$ 5.000 numa forra milionária.

O melhor de tudo é que foi de um jeito sensacional. Martin Romero era o short stack da mesa final e precisaria de muitos fatores para conseguir chegar ao topo. Consciente do que precisava fazer, ele conseguiu. Romero buscou uma arrancada espetacular e não parou até que o título estivesse definido para a Colômbia.

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“Estou muito agradecido a Deus, com minha vida, com tudo, porque eu estava vendo em casa que eu era o short da mesa final. Sabia que seria um dia complicado por isso, mas mantive a fé e fui fazendo o que estava sob o meu controle. Tentei tomar as melhores decisões, pensar mão por mão e viver cada momento. No final veio a vitória, então só agradeço”, falou Romero.

A vitória do jogador configura ainda a terceira vitória estrangeira consecutiva no Main Evento do BSOP Millions. Além de Romero, os últimos campeões foram o argentino José Lesta, na edição de 2024, e Matias Scaffo, no evento de 2023. O último brasileiro a vencer foi Dennys Ramos, em 2022.

A mesa final

Nesta decisão, Martin Romero era o short, mas mudou isso logo cedo. Nas primeiras mãos, ele encontrou uma dobra e ganhou confiança para seguir. No andamento do jogo, ele viu as quedas de Mateus Fernandes, Bruno Sanzoni e Marciano Vannuchi acontecerem de forma relativamente rápida na primeira fase.

Com muito dinheiro em jogo, os cinco finalistas definiram um acordo por ICM no 5-handed e isso deixou o jogo leve. As próximas quedas também não demoraram, com Gustavo Amaral, Alejandro Licona e Matheus Grazziotin ficando pelo caminho. Aí veio o heads-up contra o mineiro Getúlio Carvalho, a parte mais tensa da decisão.

O jogo poderia ter acabado rápido, mas o colombiano levou uma bad beat que deixou o brasileiro na frente. Muito deep, a disputa se arrastou por mais de duas horas e de forma mais equilibrada. Em certo momento, foi Getúlio quem abriu uma larga distância, mas Romero manteve a calma, fez o que podia.

“Foi uma maratona grande o heads-up. Poderia ter terminado rápido, mas a vida quis que fosse bem mais demorado. E o importante foi que consegui. Lutamos bastante ali, me mantive presente, concentrado e pude conquistar esse título”, resumiu o colombiano. Em certo momento, veio uma cena inusitada. Perdendo fichas, Romero decidiu fazer algumas flexões. E isso parece ter sido o segredo.

“O exercício sempre vai somar. Exercício físico e alimentação são coisas muito importantes para manter sempre uma claridade mental e uma boa energia. Isso ajuda a regular tudo”, relatou Martin Romero. Coincidência ou não, o colombiano equilibrou novamente a partir disso e duas mãos foram cruciais para vencer o jogo.

Primeiro, uma trinca em um spot jogado até o river rendeu um potaço para Martin, que viu Getúlio tentar um hero call de segundo par e errar. Isso o colocou disparado na liderança e, poucas mãos depois, o duelo se definiu. Um all in pré-flop de AQ x J9 decretou o título colombiano, com o board 85Q36 encerrando o jogo.

Confira a premiação da mesa final:

1º – Martin Romero (Colômbia) – R$ 1.221.805
2º – Getulio Carvalho – R$ 803.240
3º – Matheus Grazziotin – R$ 638.295
4º – Alejandro Licona (Peru) – R$ 812.760
5º – Gustavo Amaral – R$ 558.900
6º – Marciano Vannucchi – R$ 310.000
7º – Charles Ferreira – R$ 240.000
8º – Bruno Sanzoni (Argentina) – R$ 170.000
9º – Mateus Fernandes – R$ 130.000

Confira o Poker de Boteco #118 com Raysa Oliveira: 

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Jogador que sofreu AVC há quatro anos vence torneio de poker e celebra retorno: “tem sido uma montanha”

Jasper May se recuperou, mas disse que “seu jogo nunca voltará a ser como era”

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Chris Moneymaker

Histórias de redenção no poker são sempre bonitas, mas se recuperar de um grave problema de saúde no caminho até o título é ainda mais especial. Foi o que fez o americano Jasper May no domingo. Ele venceu um torneio local, o Main Event do RGPS em Indiana, e levou US$ 47.787 pelo título.

Após a cravada, May concedeu uma entrevista ao PokerNews e declarou que estava feliz por ser campeão, já que as oportunidades de competição vinham sendo escassas. E foi aí que ele fez uma revelação marcante: há quatro anos, ele sofreu um AVC e levou um longo tempo para se recuperar. Vencer um torneio de poker, nessas circunstâncias, foi algo nada menos que especial.

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“Eu tive um derrame e tive de me reconstruir até o ponto onde eu podia competir de novo. Fiz algumas besteiras hoje que não faria há alguns anos, mas ainda superei e cheguei aqui. Foi uma escalada. Sou muito sortudo de não ter tido sequelas e feliz que eu pude me recuperar”, contou. “Meu jogo melhorou um pouco, mas não é como era há cinco ou seis anos.”

O Main Event do RGPS em Indiana teve um buy-in de US$ 800 e contou com 321 entradas totais. Uma delas veio do brasileiro Caio de Lucca, que mora nos Estados Unidos e representa a bandeira verde e amarela nos circuitos regionais. Ele foi eliminado na sétima colocação e levou US$ 7.648.

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Daniel Negreanu comenta dívida de David Peters com Dylan Linde e critica exposição nas redes sociais

O embaixador da GGPoker defendeu que esses casos devem ser tratados no privado

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Recentemente, Dylan Linde revelou em seu perfil pessoal na rede social X que o profissional David Peters possuía uma dívida de US$ 27.000 com ele. O assunto rapidamente tomou conta das discussões, e o “devedor” resolveu se pronunciar, afirmando que faria o pagamento. No entanto, Daniel Negreanu foi um dos que decidiu opinar sobre o caso em um vídeo recente em seu canal no YouTube.

No vídeo, o assunto começou com as declarações de Mike Matusow, que afirmou que os jogos high stakes são uma mera “farsa” e que os jogadores estariam todos quebrados. Daniel Negreanu respondeu dizendo que entende bem o modus operandi desse meio e explicou o motivo de David Peters não ter dinheiro disponível para pagar Dylan Linde naquele momento:

“Às vezes eles ficam com pouco dinheiro disponível. Isso é bem comum. Mas existem dois tipos de pessoas nesse aspecto: aqueles que têm total intenção de pagar, o que, do meu ponto de vista, Peters tinha, porque ele estava pagando”, comentou.

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Sem agir como advogado de David Peters, Daniel Negreanu completou sua fala destacando que prefere analisar cada situação de forma distinta: “eu sou um pouco mais old school com esse tipo de coisa e gosto de diferenciar quem está quebrado e não consegue pagar de quem está aplicando golpe. Golpistas são aqueles que não têm intenção de pagar, vão desconversar, dizer que não devem o dinheiro, seja qual for o caso.”

Isso não é o caso de David Peters, que veio a público admitir que está, sim, com o débito em atraso. Sobre a exposição do caso, Daniel Negreanu criticou a postura da geração mais nova, que prefere levar esse tipo de situação às redes sociais em vez de resolver de forma privada, o que pode acabar manchando a reputação dos envolvidos.

“Isso não é algo que eu faria. Se fosse, haveria uma longa lista de tweets que eu poderia fazer sobre várias pessoas que me devem dinheiro”, afirmou Negreanu. Como citado pelo canadense, David Peters não seria um golpista, mas sim alguém que não tinha o dinheiro disponível no momento para quitar a dívida.

Ainda segundo o canadense, há pessoas na comunidade que chegam a torcer para que jogadores de high rollers enfrentem problemas financeiros, algo que ele considera negativo para o ambiente do poker. Por fim, Negreanu concluiu que, caso um possível golpe seja de fato confirmado, aí sim a situação deve ser levada a público e exposta.

Confira abaixo o vídeo em inglês:

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Chris Moneymaker fala sobre revisão de prioridades, traça planos para a WSOP e revela estar “quase aposentado”

Moneymaker também acha que a volta das transmissões na televisão podem atingir um novo público

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

É seguro afirmar que, se Chris Moneymaker não existisse, o poker não passaria nem perto de ser o fenômeno que é hoje. A conquista do Main Event da WSOP de 2003 pelo recreativo americano foi o grande responsável pela explosão do jogo ao redor do mundo, e mesmo com mais de duas décadas de diferença, ele continua sendo uma figura muito importante no cenário.

Só que o tempo chega para todos. Moneymaker, atualmente com 50 anos, tem uma rotina no jogo diferente das últimas temporadas, segundo revelou em entrevista para a Poker.org. “Eu não quero mais viajar tanto. Então tenho jogado mais online, duas vezes por semana. Também estou malhando e jogando pickleball, é muito divertido. Com essa rotina, estou quase aposentado nesse momento. Não posso reclamar”, contou.

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O título de 2003, que mudou sua vida e a história do poker no mundo, foi o propulsor de uma longa carreira que trouxe mais títulos importantes. Agora, no entanto, ele visita a WSOP apenas para jogar o Main Event. E a rotina no ano do título também parece loucura num tempo onde os jogadores entenderam a importância da performance máxima. “Eu bebia água, bebia Red Bull. Bebia água, bebia Red Bull. Não comia o dia inteiro. Eu dormia 4 da manhã esperando o seat draw pra conhecer os jogadores, acordava as 11h, tomava um café da manhã bem reforçado e ia para as mesas. Era uma oportunidade única”, relembrou o campeão.

Por fim, a volta das transmissões para a televisão também é um ponto de interesse para Moneymaker. “Acho que não vai ter o mesmo impacto da época, mas sem um paywall por trás, todo mundo pode assistir e acho que o efeito vai ser grande. Acho que o impacto no jogo vai ser bem positivo”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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