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Daniel Negreanu comenta dívida de David Peters com Dylan Linde e critica exposição nas redes sociais
O embaixador da GGPoker defendeu que esses casos devem ser tratados no privado

Recentemente, Dylan Linde revelou em seu perfil pessoal na rede social X que o profissional David Peters possuía uma dívida de US$ 27.000 com ele. O assunto rapidamente tomou conta das discussões, e o “devedor” resolveu se pronunciar, afirmando que faria o pagamento. No entanto, Daniel Negreanu foi um dos que decidiu opinar sobre o caso em um vídeo recente em seu canal no YouTube.
No vídeo, o assunto começou com as declarações de Mike Matusow, que afirmou que os jogos high stakes são uma mera “farsa” e que os jogadores estariam todos quebrados. Daniel Negreanu respondeu dizendo que entende bem o modus operandi desse meio e explicou o motivo de David Peters não ter dinheiro disponível para pagar Dylan Linde naquele momento:
“Às vezes eles ficam com pouco dinheiro disponível. Isso é bem comum. Mas existem dois tipos de pessoas nesse aspecto: aqueles que têm total intenção de pagar, o que, do meu ponto de vista, Peters tinha, porque ele estava pagando”, comentou.
Sem agir como advogado de David Peters, Daniel Negreanu completou sua fala destacando que prefere analisar cada situação de forma distinta: “eu sou um pouco mais old school com esse tipo de coisa e gosto de diferenciar quem está quebrado e não consegue pagar de quem está aplicando golpe. Golpistas são aqueles que não têm intenção de pagar, vão desconversar, dizer que não devem o dinheiro, seja qual for o caso.”
Isso não é o caso de David Peters, que veio a público admitir que está, sim, com o débito em atraso. Sobre a exposição do caso, Daniel Negreanu criticou a postura da geração mais nova, que prefere levar esse tipo de situação às redes sociais em vez de resolver de forma privada, o que pode acabar manchando a reputação dos envolvidos.
“Isso não é algo que eu faria. Se fosse, haveria uma longa lista de tweets que eu poderia fazer sobre várias pessoas que me devem dinheiro”, afirmou Negreanu. Como citado pelo canadense, David Peters não seria um golpista, mas sim alguém que não tinha o dinheiro disponível no momento para quitar a dívida.
Ainda segundo o canadense, há pessoas na comunidade que chegam a torcer para que jogadores de high rollers enfrentem problemas financeiros, algo que ele considera negativo para o ambiente do poker. Por fim, Negreanu concluiu que, caso um possível golpe seja de fato confirmado, aí sim a situação deve ser levada a público e exposta.
Confira abaixo o vídeo em inglês:
Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:
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Chris Moneymaker fala sobre revisão de prioridades, traça planos para a WSOP e revela estar “quase aposentado”
Moneymaker também acha que a volta das transmissões na televisão podem atingir um novo público

É seguro afirmar que, se Chris Moneymaker não existisse, o poker não passaria nem perto de ser o fenômeno que é hoje. A conquista do Main Event da WSOP de 2003 pelo recreativo americano foi o grande responsável pela explosão do jogo ao redor do mundo, e mesmo com mais de duas décadas de diferença, ele continua sendo uma figura muito importante no cenário.
Só que o tempo chega para todos. Moneymaker, atualmente com 50 anos, tem uma rotina no jogo diferente das últimas temporadas, segundo revelou em entrevista para a Poker.org. “Eu não quero mais viajar tanto. Então tenho jogado mais online, duas vezes por semana. Também estou malhando e jogando pickleball, é muito divertido. Com essa rotina, estou quase aposentado nesse momento. Não posso reclamar”, contou.
O título de 2003, que mudou sua vida e a história do poker no mundo, foi o propulsor de uma longa carreira que trouxe mais títulos importantes. Agora, no entanto, ele visita a WSOP apenas para jogar o Main Event. E a rotina no ano do título também parece loucura num tempo onde os jogadores entenderam a importância da performance máxima. “Eu bebia água, bebia Red Bull. Bebia água, bebia Red Bull. Não comia o dia inteiro. Eu dormia 4 da manhã esperando o seat draw pra conhecer os jogadores, acordava as 11h, tomava um café da manhã bem reforçado e ia para as mesas. Era uma oportunidade única”, relembrou o campeão.
Por fim, a volta das transmissões para a televisão também é um ponto de interesse para Moneymaker. “Acho que não vai ter o mesmo impacto da época, mas sem um paywall por trás, todo mundo pode assistir e acho que o efeito vai ser grande. Acho que o impacto no jogo vai ser bem positivo”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:
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Trinca contra trinca termina em pote gigante e Alan Keating puxa US$ 1,2 milhão no Super High Roller Cash Game
A jogada ocorreu na transmissão do PokerGO, nesta última quarta-feira

Os estúdios do PokerGO, em Las Vegas, sediaram um cash game de altíssimo nível nesta quarta-feira. O Super High Roller Cash Game contou com cinco horas de transmissão ao vivo e potes milionários em disputa. Um dos nomes presentes foi Alan Keating, acostumado a esse tipo de jogo e que, mais uma vez, protagonizou uma mão insana.
A jogada ocorreu nos blinds US$ 500 / US$ 1.000, com double straddle de US$ 4.000. Tudo começou com Darin Feinstein entrando de limp com . A mesa rodou em fold até o small blind Kirk Brown, que resolveu aplicar um raise para US$ 19.000 com . Alan Keating acordou no big blind com e, no que parecia ser um raise automático, optou apenas pelo call.
A ação seguiu com Darin Feinstein aplicando um 3-bet para US$ 90.000. Brown, após pensar, acabou desistindo da mão, mas Keating não, formando um pote de US$ 206.000. Os dois então viram o flop , e Feinstein continuou a agressão com uma aposta de US$ 100.000, que foi paga por Keating.
O turn foi justamente a única ainda disponível, dando trinca para Alan Keating, que optou por dar check behind após a ação de Darin Feinstein. Para completar o drama, o river trouxe o , melhorando Feinstein com trinca, sem imaginar que ainda estava atrás.
Keating então anunciou all in, cobrindo o stack de US$ 416.000 do adversário. Feinstein pagou rapidamente, apenas para ver o pior cenário possível: perdeu um pote gigantesco de US$ 1.238.000, reagindo com muita indignação.
Confira abaixo:
THE KING OF MILLION DOLLAR POTS @MISTER_KEATING STRIKES AGAIN
Watch the Super High Roller Cash Game streaming on https://t.co/2RQh5RNM18. pic.twitter.com/bUTq6wuwmD
— PokerGO (@PokerGO) April 30, 2026
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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Vencedor mais jovem do Main Event da WSOP, Joe Cada dá prioridade à família: “nunca fui muito de viajar para jogar”
Cada também alcançou a mesa final do Main Event em 2018

Joe Cada já tem seu nome marcado na história do poker mundial. O americano é o vencedor mais jovem da história do Main Event da WSOP, com um título histórico em 2009, além de três outros braceletes na série e uma nova mesa final no Main Event em 2018. De lá pra cá, a vida mudou muito.
Cada venceu o principal torneio do poker mundial com apenas 21 anos, o que lhe rendeu o apelido de “The Kid” pelo feito. 17 anos depois, com uma carreira consolidada e ainda na ativa no cenário mundial do jogo, a grande prioridade é diferente: o filho.
“Eu sempre quis ser pai, e sou muito grato por meu filho e minha esposa. Nunca fui muito de viajar e acho que ser pai não vai mudar minha carreira, que já mudou depois que eu ganhei o Main Event. Eu sempre quis priorizar minha família sobre o poker e também minhas relações. Não dá pra ficar fora por muito tempo. Só que o poker online também está sempre disponível”, contou em entrevista para a Pokerati.
O título em 2009 veio numa era muito diferente do poker atual. O jogo, apesar da explosão com a vitória de Chris Moneymaker em 2003, ainda era bem menos técnico. O Main Event da WSOP também contava com o November Nine, a mesa final disputada meses depois de sua formação. Cada, que também esteve na mesa final em 2018, diz que sua estratégia seria a mesma: “Eu jogaria o Main Event da mesma forma que joguei em 2009. Eu já jogava muito online e isso me ajudou bastante. Todo torneio é igual, seja de US$ 300 ou de US$ 25.000. Só me concentro em como jogar da melhor forma contra a minha mesa”, contou.
E é justamente a dupla de mesas finais que ele mais sente orgulho. “É o torneio mais importante do poker, então chegar na mesa final por duas vezes é algo surreal. Eu sempre volto para o Main Event pelas amizades, pela nostalgia e pelo amor pelo jogo. Claro, também ajuda quando você vence o Main Event no seu primeiro ano”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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