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Chris Moneymaker fala sobre revisão de prioridades, traça planos para a WSOP e revela estar “quase aposentado”
Moneymaker também acha que a volta das transmissões na televisão podem atingir um novo público

É seguro afirmar que, se Chris Moneymaker não existisse, o poker não passaria nem perto de ser o fenômeno que é hoje. A conquista do Main Event da WSOP de 2003 pelo recreativo americano foi o grande responsável pela explosão do jogo ao redor do mundo, e mesmo com mais de duas décadas de diferença, ele continua sendo uma figura muito importante no cenário.
Só que o tempo chega para todos. Moneymaker, atualmente com 50 anos, tem uma rotina no jogo diferente das últimas temporadas, segundo revelou em entrevista para a Poker.org. “Eu não quero mais viajar tanto. Então tenho jogado mais online, duas vezes por semana. Também estou malhando e jogando pickleball, é muito divertido. Com essa rotina, estou quase aposentado nesse momento. Não posso reclamar”, contou.
O título de 2003, que mudou sua vida e a história do poker no mundo, foi o propulsor de uma longa carreira que trouxe mais títulos importantes. Agora, no entanto, ele visita a WSOP apenas para jogar o Main Event. E a rotina no ano do título também parece loucura num tempo onde os jogadores entenderam a importância da performance máxima. “Eu bebia água, bebia Red Bull. Bebia água, bebia Red Bull. Não comia o dia inteiro. Eu dormia 4 da manhã esperando o seat draw pra conhecer os jogadores, acordava as 11h, tomava um café da manhã bem reforçado e ia para as mesas. Era uma oportunidade única”, relembrou o campeão.
Por fim, a volta das transmissões para a televisão também é um ponto de interesse para Moneymaker. “Acho que não vai ter o mesmo impacto da época, mas sem um paywall por trás, todo mundo pode assistir e acho que o efeito vai ser grande. Acho que o impacto no jogo vai ser bem positivo”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:
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Trinca contra trinca termina em pote gigante e Alan Keating puxa US$ 1,2 milhão no Super High Roller Cash Game
A jogada ocorreu na transmissão do PokerGO, nesta última quarta-feira

Os estúdios do PokerGO, em Las Vegas, sediaram um cash game de altíssimo nível nesta quarta-feira. O Super High Roller Cash Game contou com cinco horas de transmissão ao vivo e potes milionários em disputa. Um dos nomes presentes foi Alan Keating, acostumado a esse tipo de jogo e que, mais uma vez, protagonizou uma mão insana.
A jogada ocorreu nos blinds US$ 500 / US$ 1.000, com double straddle de US$ 4.000. Tudo começou com Darin Feinstein entrando de limp com . A mesa rodou em fold até o small blind Kirk Brown, que resolveu aplicar um raise para US$ 19.000 com . Alan Keating acordou no big blind com e, no que parecia ser um raise automático, optou apenas pelo call.
A ação seguiu com Darin Feinstein aplicando um 3-bet para US$ 90.000. Brown, após pensar, acabou desistindo da mão, mas Keating não, formando um pote de US$ 206.000. Os dois então viram o flop , e Feinstein continuou a agressão com uma aposta de US$ 100.000, que foi paga por Keating.
O turn foi justamente a única ainda disponível, dando trinca para Alan Keating, que optou por dar check behind após a ação de Darin Feinstein. Para completar o drama, o river trouxe o , melhorando Feinstein com trinca, sem imaginar que ainda estava atrás.
Keating então anunciou all in, cobrindo o stack de US$ 416.000 do adversário. Feinstein pagou rapidamente, apenas para ver o pior cenário possível: perdeu um pote gigantesco de US$ 1.238.000, reagindo com muita indignação.
Confira abaixo:
THE KING OF MILLION DOLLAR POTS @MISTER_KEATING STRIKES AGAIN
Watch the Super High Roller Cash Game streaming on https://t.co/2RQh5RNM18. pic.twitter.com/bUTq6wuwmD
— PokerGO (@PokerGO) April 30, 2026
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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Vencedor mais jovem do Main Event da WSOP, Joe Cada dá prioridade à família: “nunca fui muito de viajar para jogar”
Cada também alcançou a mesa final do Main Event em 2018

Joe Cada já tem seu nome marcado na história do poker mundial. O americano é o vencedor mais jovem da história do Main Event da WSOP, com um título histórico em 2009, além de três outros braceletes na série e uma nova mesa final no Main Event em 2018. De lá pra cá, a vida mudou muito.
Cada venceu o principal torneio do poker mundial com apenas 21 anos, o que lhe rendeu o apelido de “The Kid” pelo feito. 17 anos depois, com uma carreira consolidada e ainda na ativa no cenário mundial do jogo, a grande prioridade é diferente: o filho.
“Eu sempre quis ser pai, e sou muito grato por meu filho e minha esposa. Nunca fui muito de viajar e acho que ser pai não vai mudar minha carreira, que já mudou depois que eu ganhei o Main Event. Eu sempre quis priorizar minha família sobre o poker e também minhas relações. Não dá pra ficar fora por muito tempo. Só que o poker online também está sempre disponível”, contou em entrevista para a Pokerati.
O título em 2009 veio numa era muito diferente do poker atual. O jogo, apesar da explosão com a vitória de Chris Moneymaker em 2003, ainda era bem menos técnico. O Main Event da WSOP também contava com o November Nine, a mesa final disputada meses depois de sua formação. Cada, que também esteve na mesa final em 2018, diz que sua estratégia seria a mesma: “Eu jogaria o Main Event da mesma forma que joguei em 2009. Eu já jogava muito online e isso me ajudou bastante. Todo torneio é igual, seja de US$ 300 ou de US$ 25.000. Só me concentro em como jogar da melhor forma contra a minha mesa”, contou.
E é justamente a dupla de mesas finais que ele mais sente orgulho. “É o torneio mais importante do poker, então chegar na mesa final por duas vezes é algo surreal. Eu sempre volto para o Main Event pelas amizades, pela nostalgia e pelo amor pelo jogo. Claro, também ajuda quando você vence o Main Event no seu primeiro ano”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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Maior ganhador do ano até aqui tem 17 ITMs anotados em torneios de pelo menos US$ 10K e passa da marca de US$ 5 milhões; veja
Vices na Triton e títulos no EPT impulsionam o ano de Brandon Wilson

Com quatro meses passados na temporada e algumas das principais paradas do ano já finalizadas, um nome desponta na lista de maior ganhador do ano. O americano Brandon Wilson é o único jogador do planeta a ter vencido mais de US$ 5 milhões em torneios ao vivo em 2026 e detém marcas impressionantes após mais uma grande série.
Wilson, uma figura cada vez mais carimbada no cenário high stakes das séries americanas, está brilhando ao redor de todo o mundo. Em 2026, ele já atingiu o ITM em 21 torneios diferentes, com 17 desses disputados num buy-in de pelo menos US$ 10.000. Mesmo com larga participação nos torneios em solo americano, ele também tem ótimos resultados na França (EPT Paris) e na Coreia do Sul (Triton Jeju).
As maiores premiações que chegaram durante o período vieram justamente no principal circuito high stakes do mundo. Wilson acumulou dois vices em Jeju, e somados, eles lhe renderam US$ 3.189.000 para a conta. A marca de títulos registra três: um no PGT Last Chance em janeiro (US$ 275.400), o Evento #27 do EPT Paris (US$ 235.272) e também o Evento #41, o EPT High Roller (US$ 790.538).
Tudo isso depois de uma arrancada fenomenal em dezembro, quando Wilson levou premiações milionárias na WSOP Paradise e ainda foi campeão do WPT High Roller no Wynn para fechar a temporada. Com a Triton Montenegro se aproximando e a WSOP chegando em seguida, esse é um nome para ficar de olho.
Confira o top 10:
| País | Jogador | Prêmio | |
| 1 | EUA | Brandon Wilson | US$ 5.491.547 |
| 2 | Malásia | Paul Phua | US$ 4.270.200 |
| 3 | Áustria | Matthias Eibinger | US$ 4.209.000 |
| 4 | EUA | Benjamin Tollerene | US$ 3.898.000 |
| 5 | Malásia | Wai Kiat Lee | US$ 3.801.441 |
| 6 | Tailândia | Punnat Punsri | US$ 3.658.853 |
| 7 | Hong Kong | Elton Tsang | US$ 3.457.000 |
| 8 | Inglaterra | Philip Sternheimer | US$ 3.311.300 |
| 9 | China | Quan Zhou | US$ 3.183.850 |
| 10 | Canadá | Daniel Dvoress | US$ 3.005.251 |
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