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Brunno Botteon comenta preparação para FT do 25K, heads-up valendo bracelete e fase leve: “quero me divertir também”

O craque falou sobre a expectativa de mesa final mais importante da carreira

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Aos 25 anos, Brunno Botteon está de bem com a vida. O capixaba teve uma semana memorável na WSOP Online e deu sequência à sua extensa fila de feitos no ano de 2020, divisor de águas não só em sua carreira, mas também na vida. Ele aproveita os últimos dias antes de participar da mesa final mais importante de sua trajetória.

No domingo (23), o craque alcançou a decisão do Poker Players Championship, torneio de US$ 25.000 da WSOP, o mais caro da grade. A mesa final será concluída no próximo sábado (29) e vai pagar para o campeão a bagatela de US$ 1.800.290. O capixaba vem calejado, pois fez o heads-up de um torneio de Limit Poker (Evento #67) na semana passada. Chegar na modalidade diferente surpreendeu Brunno.

“Foi um pouco estranho porque foi numa modalidade que eu nunca estudei, Limit Hold’em, mal joguei torneio de Limit Hold’em. Decidi jogar porque o field geralmente é muito soft, são torneios entre aspas mais baratos por se tratar de WSOP”, disse o vice-campeão, que levou US$ 41.854 pelo resultado.

Botteon também comentou sobre a ansiedade de jogar a mesa final e o que vai estudar até sábado. “A única preparação que vou fazer é estudar alguns dias mais mesa final, ICM e jogando short stack de oito, nove, sete blinds. Tem chance de eu ficar um tempo bom short stack e ver os cenários que eu posso dobrar, pressionar. Basicamente é isso”, explicou.

LEIA MAIS: Belarmino de Souza investe em Bruno Botteon, “salva” tiros no US$ 25K da WSOP e ainda pode lucrar alto; entenda

Quem acompanha os torneios de Botteon no online percebe que ele está jogando de forma bastante leve, descontraída. Ele é um dos jogadores que mais utiliza uma nova ferramenta do GGPoker que permite enviar vídeos curtos nas mesas. O capixaba já mandou cantando, imitando outros jogadores, comemorando mãos. Ele falou sobe essa fase tranquila.

“Eu tô bem descontraído. Na verdade, sempre fui mais descontraído assim nessas questões de mandar videozinho, de brincar, de zoar. Tô numa fase que eu quero me divertir jogando também. Chega uma hora que você está jogando sempre as mesmas coisas, os mesmos torneios, a mesma rotina. Acho legal isso que dá uma mudada, diverte com algo, vê a reação das pessoas”.

Essa foi só uma palhinha do papo com um dos melhores jogadores do poker brasileiro na atualidade. Confira a entrevista completa com Brunno Botteon:

MP: O que poderia falar sobre o resultado no Limit Hold’em? Como foi fazer um heads-up valendo o bracelete da série?

Botteon: Fazer um heads-up valendo um bracelete é uma sensação incrível. Eu acho que eu nunca senti antes, é diferente de qualquer outra. Foi diferente de qualquer outro heads-up que já joguei antes. Foi um pouco estranho porque foi numa modalidade que eu nunca estudei, Limit Hold’em, mal joguei torneio de Limit Hold’em. Decidi jogar porque o field geralmente muito soft, são torneios entre aspas mais baratos por se tratar de WSOP.

MP: Os torneios recentes que acompanhei tenho achado você bem leve, descontraído, mandando vídeos nas mesas. Esse sempre foi seu jeito ou tá numa fase mais “de bem com a vida” mesmo?

Botteon: Eu tô bem descontraído. Na verdade, sempre fui mais descontraído assim nessas questões de mandar videozinho, de brincar, de zoar. Eu só sou muito fechado nas minhas redes sociais que eu sou bem mais na minha. Não tenho muita paciência para ficar em rede social, me dedicando 100%. Tô numa fase que eu quero me divertir jogando também. Chega uma hora que você está jogando sempre as mesmas coisas, os mesmos torneios, a mesma rotina. Acho legal isso que dá uma mudada, diverte com algo, vê a reação das pessoas. É algo novo que me faz ter um sentimento legal, diferente, do que estar jogando só como se fosse um robô. Basicamente nada muda, é sempre assim, dinheiro, dinheiro, jogo, dinheiro, resultado. Diversão junto com isso tudo fica bem legal também.

MP: Como que analisa a trajetória até a mesa final do 25K?

Botteon: Foi bem difícil como qualquer outro torneio. Fiquei muito tempo abaixo da média. Sobrevivi literalmente a bolha. Sobrevive com oito, novo blinds no torneio. Foi bem difícil, peguei jogadores bem difíceis também, difícil ganhar fichas quando tem valor, blefando, os caras reagem bem. Foi bem difícil e bem legal ao mesmo tempo. Não sou acostumado a jogar torneios de US$ 25K, então foi bacana.

MP: Esses dias até a mesa final deixam muita ansiedade? Está fazendo algum tipo de preparação para a decisão?

Botteon: Deixa um pouco de ansiedade sim. Eu prefiro não pensar nisso. Tô meio que evitando pensar nisso, tô meio que fingindo que sábado vai ser um dia de grind normal. A única preparação que vou fazer é estudar alguns dias mais mesa final, ICM e jogando short stack de oito, nove, sete blinds. Tem chance de eu ficar um tempo bom short stack e vê os cenários que eu posso dobrar, pressionar. Basicamente é isso. Nenhum outro tipo de preparação, só estudar alguns cenários de FT.

MP: Nós percebemos que você e o Belarmino usaram a ferramenta do GGPoker pra vender ações. O que pode falar sobre essa criação do site?

Botteon: Eu usei essa ferramenta e acho muito interessante. Tá fazendo um sucesso grande. Eu uso algumas vezes para alguns torneios mais caros que eu não vou querer jogar, dar o buy-in ou não satelitei. O 25K foi um deles. Bom demais isso aí, ajuda demais na praticidade da coisa. Não preciso ficar anunciando, deixa lá e tem gente que você nem conhece que vai comprar se acredita que você seja um jogador bom. Tem alguns lados negativos também. Tem muita gente que engana outros caras lá. Pode gerar alguma confusão, mas compra quem quer, né?

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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