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Tô na Área: Streamer recente, Marcelo Cartana fala sobre longa trajetória, big hit e aponta lives como divisor de águas na carreira

O jogador do Samba Poker Team vem brilhando no seu canal CartAAnAA na Twitch

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Marcelo Cartana

2024 começou com muitas novidades no Mundo Poker e uma delas é o retorno do quadro “Tô na Área”, que tem o propósito de compartilhar histórias de jogadores brasileiros que vem agregando na comunidade. O segundo convidado do ano é o jogador gaúcho Marcelo Cartana, que tem passagens por times importantes do cenário e streamer do Canal CartAAnAA na Twitch.

Marcelo vem se destacando não só como um ótimo jogador, mas sim como streamer de poker, atividade que passou há exercer no grind no final de 2023 após conquistar o big hit da carreira. E isso vem contribuindo muito para a sua evolução. “As lives foram algo extraordinário que surgiram na minha vida, com certeza um divisor de águas”, falou.

LEIA MAIS: Fernando Valverde comenta big hit recente, importância do Samba na carreira e fala das expectativas para 2024: “progresso”

Para chegar até o momento da profissionalização, Marcelo contou com um empurrão dos amigos que apresentaram o jogo para ele em um tradicional churrasco gaúcho lá em 2013. Hoje, profissional com experiência há alguns anos, Cartana defende as cores do Samba Poker Team, mas já teve passagem por 4Bet e Step Team, esse último foi por um longo período.

Diariamente focado na evolução da carreira, Marcelo pretende ir passo a passo rumo aos limites mais altos, porém, o jogador mostrou que aceita o desafio neste longo caminho rumo ao sucesso. “Meu sonho é chegar nos high stakes e bater esses limites, acho incrível vislumbrar um desafio como esse. Para mim o céu é o limite. Força de vontade e disposição não vão faltar”, pontuou.

Marcelo Cartana em ação no KSOP GGPoker Special

Confira a entrevista completa com Marcelo Cartana para o “Tô na Área”:

MP: Como foi seu início no Poker? Teve alguma influência?

Marcelo: “Conheci o poker através de amigos em um churrasco em 2013, aprendi as regras ali mesmo e já comecei a jogar. Lembro que instalei o software Zynga Poker no celular para praticar e, após aquele dia, joguei alguns torneios de dinheiro fictício para depois me aventurar nos sit e go de US$ 0,25 e US$ 0,50 do PokerStars, acabou que gostei muito do jogo. Foi paixão a primeira vista. Na época eu morava no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Meus amigos me convidaram para jogar um torneio live no Casino em Rivera, que fica a 100km da minha cidade, não queria ir pelo buy in ser muito maior do que eu estava acostumado no online, no final me convenceram a ir e acabei cravando o torneio que pagou mais de US$ 2 mil. Foi ali que eu decidi que era o que eu queria para minha vida, ser um jogador profissional de poker e estaria disposto a tudo para fazer aquilo acontecer”.

MP: Como foi o processo de profissionalização? Sua família não estranhou essa escolha?

Marcelo: “Quanto a minha família foi bem tranquilo, eles são pessoas esclarecidas, ligadas as mudanças do mundo moderno, eu acho que o fato de eu já ser independente financeiramente facilitou para que levassem numa boa, não sei como seria se não fosse. Comigo o caminho aconteceu de uma forma pouco comum, logo que conheci o poker comecei a organizar cash games na minha casa com os amigos e, com o tempo, a brincadeira foi aumentando, não em valores, mas em número de pessoas. Até que tinha que abrir a segunda mesa e eu pensei: ‘porque não abrir um clube de poker’, já que na minha cidade não tinha. Convidei dois amigos e colocamos o projeto em prática, acabou dando certo e o clube existe ate hoje! E, dois anos depois, eu abri o 2º clube na cidade vizinha e organizava eventos na região com a ajuda de parceiros. Para se fazer poker no interior, temos que fortalecer os outros e se ajudar. Sendo assim, eu visitava as outras cidades jogando torneios e cash, levando alguns jogadores. Eles faziam o mesmo e me visitavam nos meus eventos. Assim eu pratiquei durante quatro anos poker live e quando dava tempo dava uns tirinhos online. Até que em 2018 passei no processo seletivo do 4Bet para jogar um projeto de micro-limits recém implantado por eles”.

MP: Depois do 4Bet, você passou um bom tempo no Step Team e depois se transferiu para o Samba, como foi esse processo e qual a influência dos times na sua carreira?

Marcelo: “Então, como eu tinha mencionado na pergunta anterior, participei de um projeto piloto no 4bet onde eu firmei um contrato de 6 meses, acontece que como eu tinha compromisso com os 2 clubes de cidades 100km distantes uma da outra, eu não tinha tempo de volumar o mínimo suficiente para permanecer no time. Fui convidado e me retirar, o que foi completamente normal, eu no lugar do time teria feito o mesmo. Então repassei minha parte dos clubes e em 2019 vim para Balneário Camboriú tentar a vida jogando poker online. Foi quando recebi a oportunidade do Step Team, através do Thiago Grigoletti, um dos primeiros a acreditar em mim, que me chamou para fazer parte do projeto. Sou muito grato a ele até hoje, não só ele mas a todos os colegas e instrutores que me ensinaram muito em quase quatro anos de Step Team. Com certeza o Thiago, o Leocir, Eduardo Fay (Safada1) e, principalmente o Pedro AkgringoAK, moldaram meu jogo e me ajudaram muito, não so como jogador, mas como pessoa. Em 2023 senti que precisava de algo diferente que me desafiasse, aprender metodologias novas e de certa forma sair da zona de conforto para crescer como jogador. Achei que o Samba era esse lugar e com certeza esta sendo. Estou surpreso com o todo o suporte e acompanhamento de perto que tenho aqui, os instrutores são muito bons e tenho toda a atenção e suporte que preciso para me desenvolver”.

MP: Logo na entrada pro Samba, você conseguiu seu big hit no PokerStars com US$ 30 mil conquistados na Bounty Builder Series, como foi a emoção após tantos anos de carreira?

Marcelo: “Com certeza para mim foi um momento de afirmação de um trabalho que vinha sendo feito, para muitas pessoas US$ 30 mil é um prêmio OK, mas para os buy-ins que eu jogo é um valor relevante, que me deu uma certa tranquilidade para continuar. Apesar da experiência que tenho, me vejo ainda no início da carreira, nem perto da onde quero chegar. Meu foco hoje é a consistência, os hits serão sim consequência de um trabalho bem feito, mas o que vai dar estabilidade para minha carreira é a consistência, por isso tenho focado em fields menores, sites paralelos para me firmar cada vez mais como um jogador consolidado e assim poder subir os limites aos poucos”.

MP: Além do online, o Cartana costuma aparecer em eventos ao vivo. Veremos você mais vezes em 2024 dando trabalho aos concorrentes no live?

Marcelo: “Eu participo ate menos do que eu gostaria, os ultimos dois anos eu procurei me aprofundar nos estudos e essa rotina de estudo, grind e vida off-poker. Isso leva todo nosso tempo. Mas sim, tenho vontade e vou me organizar para ir nem que seja no Catarinense aqui em BC mês que vem, e o KSOP Special, etapa daqui de perto que sempre vou também. No início de 2023 estive no KSOP GGPoker Rio, onde ganhei um satélite online de pacote, foi uma experiência incrível, poder conhecer nomes como o Mojave, por exemplo. Preciso também jogar um BSOP, vou me organizar para ir no Millions porque ainda nunca joguei nenhum evento do BSOP e tenho muita vontade de ir, desse ano não passa”.

Cartana junto com Mojave, durante a festa do embaixador KSOP GGPoker RJ no Sheraton, em janeiro de 2023

MP: Recentemente, você começou uma nova etapa na sua carreira com as lives na Twitch. Como surgiu essa ideia? Está gostando? Vide que você tem um público bastante fiel em tão pouco tempo.

Marcelo: “Transmitir poker é algo extraordinário que surgiu na minha vida, com certeza um divisor de águas muito maior do que o meu big hit até então. Eu estava me sentindo desfocado, sozinho e desanimado durante o grind. Sabemos que o poker online é uma profissão um pouco solitária, demandamos horas e horas na frente do PC. Acabava que eu estava me distraindo com informações extra-poker durante o grind, isso estava prejudicando muito o meu ROI. Foi conversando com meu amigo AKgringoAK e com a Dai, psicóloga do time, que surgiu a ideia de fazer live na twitch, o AK já fazia e me incentivou muito para que eu fizesse também. Deu certo desde a 1ª live. O fato de explicar minha linha de raciocínio me fez estar mais presente no grind e dar de certa forma mais importância ao que se esta fazendo, quando estão te olhando é diferente. Mas o que mais me impactou nem foi isso, e sim a forma que as pessoas ali me abraçaram, me senti acolhido e vejo a comunidade se ajudar muito, até no chat durante as lives. Isso me fez pensar que estava fazendo a mais do que tinha me proposto no início, que além de me ajudar, estava ajudando outras pessoas. Isso não tem preço”.

MP: O sucesso e assiduidade na plataforma chamou atenção do WPT e agora você é um dos streamers patrocinados. O que pode falar sobre?

Marcelo: “Vocês estao por dentro de tudo mesmo né? nem saiu o anuncio oficial ainda. Mas sim, hoje sou jogador do WPT, para quem vive o mundo do poker com certeza conhece essa marca tradicional e consolidada no mercado, e hoje eles tem uma plataforma online que eu vejo muito potencial de crescimento, visto que grande parte do field são jogadores amadores do outro lado do mundo, e os regulares ainda não estão ligados na mina de ouro que tem por la. Eu tive propostas de outras plataformas. Parece muito louco falar isso, faz só três meses que faço live. Escolhi o WPT pelo tamanho da marca, a credibilidade que tem e, com certeza, seu crescimento em potencial, acredito muito que em pouco tempo vai se firmar como top sites de poker online”.

MP: Para finalizar, qual o maior sonho da carreira? Pretende chegar aos níveis mais altos de stakes?

Marcelo: “Eu acredito que todo ou a maior parte dos jogadores de poker nãoo se contentam com pouco né? E eu não sou diferente, gosto de me desafiar. Os jogos mais caros sempre me atraíram, meu sonho é chegar nos high stakes e bater esses limites. Acho incrível vislumbrar um desafio como esse, para mim o céu é o limite. Força de vontade e disposição não vão faltar, tenho uma vida inteira pela frente, mas sei que o caminho é longo e difícil. Com os pés no chão, humildade e trabalho duro, quem sabe aonde posso chegar? Depois de alguns anos jogando para time sei da importância de se respeitar o bankroll e jogar nos limites que bate, toda hora sabemos de carreiras com muito potencial sendo desperdiçadas por um mal gerenciamento de banca. Um dos fortes do Samba é que me direcionam dá melhor forma onde eu bato e, me conhecendo, se jogasse por conta estaria me aventurando onde não bato com facilidade, pela emoção mesmo”.

Para acompanhar o trabalho de Cartana nas lives, acesse o canal do profissional neste link.

Confira o Episódio #58 do Poker de Boteco com João Sydens:

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Tô na área #75: Matheus Mion detalha como saiu do freeroll e chegou ao primeiro prêmio acima de US$10K

Matheus teve conquistas recentes no poker e quer crescer cada vez mais

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Chegou para os leitores do Mundo Poker a 75ª edição do quadro Tô na Área! Desta vez, quem contou sua história foi o Head de Projetos Matheus Mion, que falou um pouco sobre conheceu o poker, em 2016 e, diferente do que a maioria faz, não iniciou nos home games com amigos, mas sim no PokerStars, ainda de forma gratuita. Também nos explicou como concilia seu trabalho com o jogo e a sensação da primeira premiação acima de US$ 10K.

Casado com Agnes e pais do Lucas e Enrico, Matheus Mion define os três como os amores de sua vida. Aos 31 anos, o player ainda divide o jogo com sua profissão, porém tem planos para o futuro. Quem lhe apresentou o poker foi Vinicius Perri, um de seus backers no Samba Resenha. Ter entrado para o time, segundo Mion, foi fundamental para o seu crescimento e suas recentes conquistas.

LEIA MAIS: Tô na área #74: Hit de US$ 100K em 2025 e vivendo o sonho: conheça a história de Pedro Igor, o “rolicin”

Matheus elencou alguns pontos que o fizeram evoluir como o entendimento do jogo, além da estrutura oferecida, fazendo um agradecimento especial, a psicóloga do time, a Daiana. Todos os bons valores conquistados são marcantes, porém o primeiro acima de US$ 10K é inesquecível para Mion. Foi no US$ 66 Venom Special PKO – 150.000$ GTV (WPN), no ACR Poker, do Americas CardRoom.

Essas e outras histórias foram contadas detalhadamente por Mion em um bate-papo muito legal, onde Matheus contou sobre suas vivências no poker e também em sua profissão. Além, claro, de externar seus próximos passos. Você pode conferir na entrevista abaixo.

Mundo Poker: Quem é Matheus Mion?

Matheus Mion: Tenho 31 anos, sou marido da Agnes, estamos juntos há mais de 12 anos, sou pai do Lucca e do Enrico — os três amores da minha vida.

Sou o filho mais novo da Dona Lucy e tenho duas irmãs que admiro profundamente e que tiveram um papel enorme na minha formação como homem, profissional e pai, que são a Malu e a Talita.

Venho de uma base familiar simples, mas muito sólida, e isso moldou meu senso de responsabilidade, coletividade e propósito com Deus.

Mundo Poker: Há quanto tempo você joga poker e como começou?

Matheus: Comecei a jogar poker em 2016. Quem me apresentou o jogo foi um grande amigo e hoje um dos meus backers no Samba Resenha, o Vinícius Perri.

Aprendi as regras enquanto assistíamos uma mesa final da WSOP e, diferente do caminho mais comum, não fui jogar home game com amigos. Fui direto praticar no PokerStars, gratuitamente.

Desde o primeiro contato me apaixonei pela estratégia e pela profundidade do jogo. E isso só cresceu com o tempo.

Mundo Poker: Você é Head de Projetos. Como faz para conciliar o poker com sua profissão?

Matheus: Conciliar as duas coisas exige disciplina, consciência e muita organização. No meu trabalho, lidero projetos complexos, com grandes equipes, fornecedores, clientes e uma infinidade de detalhes sensíveis. Isso pede foco absoluto, clareza e tomada de decisão rápida.

O poker, por outro lado, virou meu espaço de estudo, performance e desenvolvimento pessoal. A forma que encontrei para equilibrar é ter rotina, prioridade bem definida e entender que cada uma das minhas responsabilidades precisa de presença completa quando estou ali.

Quando estou mergulhado em um projeto — seja um festival, uma estrutura de milhões ou um stand técnico — estou 100% no projeto. Quando estou estudando poker, grindando ou revisando mãos, estou 100% ali. Esse equilíbrio só funciona porque aprendi a respeitar meus limites, a importância do descanso e, principalmente, porque tenho uma família que me apoia 100%.

Mundo Poker: Você é jogador do Samba Resenha. Como foi entrar no time e quanta diferença fez no seu jogo?

Matheus: Entrar no Samba Resenha foi um divisor de águas para mim. Além de ser um time com metodologia única, estrutura e uma mentalidade muito forte, ele também representa pertencimento — estar rodeado de pessoas que pensam grande, estudam sério e vivem o jogo com propósito.

No Resenha, tudo mudou. Meu entendimento do jogo, a estrutura oferecida e os fundamentos evoluíram de um jeito que eu jamais teria conseguido sozinho, minha consistência finalmente começou a aparecer, e meu processo mental deu um salto enorme. Por isso, sou extremamente grato a Daiana que é a psicóloga do time.

Ali, aprendi que por trás de qualquer grande resultado existem pessoas, valores e uma cultura muito forte. Admiro profundamente quem está no Resenha, não apenas como jogadores, mas como seres humanos. A forma como eles pensam o jogo, cuidam do ambiente, compartilham conhecimento e vivem seus princípios elevou completamente o meu padrão. É um time que te faz crescer porque faz questão de crescer junto.

Mas talvez o mais importante seja a cultura do time, que te faz buscar sempre o teu teto, não só como jogador, mas como ser humano.

Mundo Poker: Você já teve alguns bons resultados online, com prêmios que passam de 10K. Como foram essas conquistas e qual a mais importante até agora?

Matheus: Essas conquistas representam mais do que números. Cada resultado importante foi a soma de estudo, resiliência, disciplina e, principalmente, maturidade emocional

Já tive alguns prêmios acima de US$ 10K, e cada um marcou um momento diferente da minha evolução. Mas o mais importante, foi o primeiro acima de US$ 10k, que estava em um momento de paternidade inicial e que me ajudou muito. Esse marco mudou muita coisa. É como se eu desbloqueasse algo novo. E assim será quando eu buscar os seis dígitos.

Mundo Poker: O que você planeja para o seu futuro no poker?

Matheus: Meu plano é claro: crescimento consistente e sustentável. Buscando a melhor decisão a cada mão. Não estou nem 10% de onde quero e posso chegar. Quero subir de nível, consolidar meu jogo, performar com regularidade. E, acima de tudo, me tornar a melhor versão de jogador que posso ser.

Confira o Poker de Boteco #120 com Eduardo Carvalho:

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Tô na área #74: Hit de US$ 100K em 2025 e vivendo o sonho: conheça a história de Pedro Igor, o “rolicin”

O carioca vive um grande momento na carreira

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Pedro Igor

Chegou para os leitores do Mundo Poker a 74ª edição do quadro Tô na Área! Com ele, vem a história de Pedro Igor, jogador que conheceu o esporte mental através do seu irmão, passou a jogar na escola e, com a chegada no Full Poker Team, decidiu abandonar o emprego e se dedicar profissionalmente ao jogo. Entre 2024 e 2025, Pedro conquistou seu big hit em torneios live no Uruguai e também no online na GGPoker, quando ganhou mais de US$ 100K no GGMasters.

Pedro Igor, conhecido pelo apelido e nick de “rolicin”, se define como um cara tímido e objetivo, além de ter um coração enorme. Começou a jogar poker por volta dos seus 17 ou 18 anos, quando seu irmão chamou alguns amigos em sua casa. E se apaixonou. A partir dali, começou a jogar frequentemente, inclusive nos intervalos da escola e, posteriormente, no clube da cidade.

Quando viu, já estava totalmente entregue ao esporte mental. Passou a conhecer e a conviver com players que levavam a vida no poker profissionalmente e começou a entrar em times como o extinto Forra, Midas e em 2018 no Start, que é a base do Full Poker Team. Até chegar ao time principal da equipe, ele conciliava o jogo com um trabalho em um buffet, onde tinha que fazer algumas festas. Quando subiu para o time principal, largou o emprego e se dedicou somente ao poker.

LEIA MAIS: Tô na Área #73: Se dividindo entre engenharia e poker, Rafael Yoshida tem grandes sonhos com o esporte mental

Suas maiores conquistas começaram a aparecer desde o último ano, em 2024. O “rolicin”, ainda, teve o privilégio de dividir uma mesa final do JPT com seu irmão Rodrigo Gil, o “Roliço”, justamente quem o apresentou ao poker e a quem ele dá muitos créditos pela carreira que tem hoje em dia. O grinder tem grandes sonhos ainda a conquistar no jogo e espera ajudar outros players, assim como ele foi ajudado no início.

Essas e outras histórias mais detalhadas, você pode conferir abaixo. Pedro Igor bateu um papo muito interessante com o Mundo Poker, onde ele contou toda sua trajetória, suas inspirações e seu início no poker profissional. Ainda falou, mais detalhadamente, sobre dividir a mesa final com alguém tão importante, que o iniciou ao jogo. Além disso, falou sobre seus maiores desejos e como o esporte mental é tão importante em sua vida.

Pedro Igor fez mesa final do JPT ao lado do seu irmão, que foi o responsável por apresentar o poker

Confira a seguir a conversa completa com Pedro Igor:

MP: Quem é Pedro Igor?

Tímido, sincero, objetivo, direto, lógico, analítico, crítico, honesto e com coração enorme.

MP: Há quanto tempo você joga poker e como começou a sua carreira?

Eu jogo desde os meus 17 pra 18 anos, aproximadamente. Basicamente comecei em um final de semana que meus pais foram viajar, e meu irmão convidou uns amigos pra jogar lá em casa. Dali pra frente comecei a jogar frequentemente, jogava no intervalo da escola com os amigos, depois comecei a ir no clube da cidade.

No clube comecei a ter contato com players melhores, onde conheci o “LeoQ7”, que me deu meu primeiro coach e depois me levou pro extinto time da Forra. Do time da Forra, tive uma passagem rápida pelo Midas, aproximadamente uns seis meses. Em fevereiro de 2018, acabo entrando no Start, time de base do Full Poker Team.

Fiquei lá por volta de um ano e subo pro time principal, que foi onde veio realmente a minha profissionalização. Até a chegada no time principal eu conciliava meu horário com um escritório de buffet e tinha que trabalhar em alguma festa do final de semana. Aí, ao longo do tempo, fiz essa transição de abandonar o trabalho da semana e continuei com alguns de final de semana. Quando cheguei no time principal acabei abandonando porque tinha ido bem no Start e o Full me deu toda uma estrutura e suporte para conseguir viver só do poker.

MP: Seu irmão também vive o mundo do poker no lado dos bastidores. Qual a influência dele nessa trajetória?

Acho que toda, né? Logo no início disso tudo, meu irmão cravou uma Copa Carioca, que na época era algo inédito aqui pra gente, pra nossa cidade. Então não tem como dizer que ele não foi minha referência, mas ao longo do tempo ele acabou se tornando diretor de torneio (graças a Deus, diga-se de passagem).

Com essa decisão, ele acabou conhecendo muita gente, trabalhando em grandes eventos e casas de poker do Rio, e obvio que isso acabou me gerando algumas oportunidades também. Com certeza ele teve e tem grande influência na minha carreira.

MP: Seus maiores resultados começaram a aparecer desde o último ano. Mas fora os hits, como estava a construção e o estágio da sua carreira?

Essa resposta é bem complexa, mas vou tentar ser o mais direto possível. Um tempo atrás o Yuri recomendou um livro chamado “Outliers – Os fora de série” e nesse livro o escritor traz a seguinte tese:

“A maioria das pessoas alcançam o ápice das suas carreiras ao chegarem em 10 mil horas de trabalho, ou equivalente a 10 anos de dedicação naquele tema.”

Quando você vai ver a grande maioria dos “FORA DE SÉRIE” são pessoas que já se dedicam bastante até chegarem ao topo. O poker é como um jardim, você começa plantando a semente, não aparece imediatamente o fruto, você tem que voltar ali, regar, preparar aquele terreno para, aí sim, o fruto surgir.

Esse sempre foi o lema da minha carreira e vai continuar sendo.

MP: Em pouco mais de um ano, veio big hit no live no Uruguai e big hit do online no GGMasters. O que aconteceu pra tudo dar certo nesse tempo?

O Full passou por algumas reformulações e trouxe alguns dos melhores players do país pra serem head-coaches do time, então não tem como eu não citar esses fatos. Com toda certeza essa evolução e resultados que eu tive, estão diretamente ligados a isso.

Passei a ter contanto direto com players que são referências: Aziz, Dfranco, Felipe Morelli, Gabriel, Lekaton. Sem contar toda a estrutura e suporte que o Full já possuía. Junto com essa evolução técnica, veio algumas decisões em relação a minha carreira como a rotina, hábitos e ações que um player deve tomar.

MP: E sobre o GGMasters, o maior de todos os seus prêmios, com mais de US$ 100K. Qual foi a sensação?

Sendo bem honesto, demorou bastante pra ficha cair. Eu vinha passando por uma down que já durava aproximadamente uns três a quatro anos. Durante a FT tentei me manter focado em tomar as melhores decisões, baseado na estratégia que tinha traçado antes.

Até chegar no HU eu não tive muita decisão difícil. A FT transcorreu de uma forma que eu imaginei, então isso acabou me dando confiança pra ir executando. Quando chegou no HU, que passou a ser minha maior premiação, não existiria mais make. Aí foi uma sensação de dever cumprido, uma sensação que todo o trabalho foi recompensado. Foi passando um filme na minha cabeça, foi algo surreal internamente. Pra mim acabou sendo bem bom o deal, pois fiquei bem emocionado.

MP: Teve muita comemoração no RJ depois do feito?

Até que foi devagar. Estava no meio da série, também estava me mudando, mas deu pra se divertir.

MP: No JPT, você ganhou um título com o seu irmão fazendo 4-handed. Como foi dividir uma FT com ele?

Um sonho. Meu irmão não me ganha uma mão acho que tem uns oito anos. Então já sabia que teria umas fichas garantidas (risos). Brincadeiras à parte, a gente acabou fazendo deal no 4-handed e eu que eliminei ele ainda. Mas foi muito especial pra gente. Espero que aconteça mais vezes.

MP: O que você planeja pro futuro da sua carreira?

Conseguir manter uma consistência na minha carreira, alcançar novas conquistas e poder colaborar com outros players também.

Confira o episódio #74 do MundoTV Cast com Matheus Rocha:

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Tô na Área #73: Se dividindo entre engenharia e poker, Rafael Yoshida tem grandes sonhos com o esporte mental

O jogador já mira viver exclusivamente do jogo

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Rafael Yoshida

Mais uma edição do quadro “Tô na Área” chegou, trazendo para os leitores do Mundo Poker a história de um personagem que, neste ano, teve seu maior resultado nas mesas online. Mais precisamente, no US$ 55 Mega Main Bounty Hunters da GG World Festival , torneio que o cuiabano/blumenauense Rafael Yoshida faturou quase US$ 40.000 após passar por um field de 11.000 inscritos.

Rafael Yoshida tem 29 anos, é natural de Cuiabá-MT, mas mora há 11 anos em Blumenau-SC. Atualmente, o player ainda divide a profissão que ele escolheu, que é a de Engenheiro de Formação, com os torneios de poker, que leva como um hobby.

Em 2024, Yoshida bateu na trave do mesmo torneio que trouxe a ele sua maior premiação até então, ficou em terceiro e, segundo o próprio, o deixou com um gostinho amargo na boca. Ele quis buscar a redenção em 2025 e ela veio em grande estilo. Isso trouxe a ele um sentimento de satisfação após tantos anos de estudo e dedicação.

LEIA MAIS: Tô Na Área #72: Edson Cichacz compartilha sua trajetória de dedicação, foco e evolução nos MTTs hypers

Rafael conheceu o poker há 12 anos, começando a jogar com os amigos e em home games, para se divertir. Mas, como acontece com muitos, ele se apaixonou e logo foi migrando para os jogos online. Ainda se dividindo entre as duas paixões, profissão e jogo, Yoshida admite estar em fase de transição e pensa, sim, em viver apenas do esporte mental.

A história completa do engenheiro/jogador de poker você pode conferir abaixo. Rafael Yoshida bateu um papo com o Mundo Poker e contou tudo sobre sua vida e trajetória, além de falar sobre como se divide em sua profissão de engenheiro com os torneios. Ele contou também sobre a emoção de ter passado por um field gigantesco e cravar o maior torneio que disputou até agora. O sonho dele? Ele também compartilhou com nosso site.

Confira a seguir a conversa completa com Rafael Yoshida:

MP: Quem é Rafael Yoshida?

Sou Rafael Yoshida, tenho 29 anos, engenheiro de formação e apaixonado por poker. Divido minha rotina entre minha carreira na área de tecnologia e minha dedicação ao poker, que hoje ocupa um espaço importante e especial na minha vida.

MP: O que você fazia antes do poker?

Atualmente trabalho como engenheiro de cloud, sempre buscando soluções eficientes e inteligentes — uma mentalidade que, aliás, se conecta bastante com o poker. Eu acredito que a lógica, a análise e a tomada de decisões sob pressão são habilidades que se aplicam nos dois mundos.

MP: Quando você conheceu o poker e quando começou a jogar?

Comecei a jogar há cerca de 12 anos, como muitos, em mesas com amigos. Eram jogos em casa, mais por diversão, até que naturalmente fui migrando para o online e me aprofundando no estudo do jogo. Hoje, o poker é uma parte bastante significativa da minha vida.

MP: Quando e por que você decidiu virar profissional?

Na verdade, ainda não me considero um profissional. Hoje o poker é um hobby levado com muita seriedade — estudo bastante, participo de torneios grandes e busco sempre evoluir. No entanto, depois de alguns resultados importantes, especialmente o mais recente, confesso que a ideia de uma transição para o profissionalismo começa a parecer mais real e possível.

MP: Como foi sua trajetória até hoje?

Logo na minha primeira semana jogando poker online, durante um festival MicroMillions no PokerStars, acabei ficando em segundo lugar em um torneio de US$ 11, faturando cerca de US$ 6.000 — o que, pra mim na época, era uma quantia realmente absurda. Foi um começo conturbado, e sinceramente, não recomendo pra ninguém (risos). Cria uma falsa sensação de que você sabe o que está fazendo. Desde então, fui amadurecendo no jogo e tive alguns resultados dos quais me orgulho, como uma cravada no WCOOP Edition US$ 55 e, mais recentemente, a vitória no Mega Main US$ 55 da World Festival.

MP: Qual você considera seu maior momento no poker?

Com certeza a vitória no US$ 55 Mega Main Bounty Hunters da World Festival Series. Foram mais de 11.000 entradas em que sair campeão com um prêmio de US$ 40.000 foi um marco na minha trajetória. Esse resultado teve um gosto ainda mais especial porque no ano passado eu já havia feito mesa final nesse mesmo torneio também de série, caindo em 3º lugar. Ficou aquele gostinho amargo na boca… e agora veio a redenção.

MP: Vários amigos vieram falar sobre sua cravada no US$ 55 Bounty Hunters, torneio que lhe trouxe US$ 40.000. Esse carinho é um reconhecimento do seu esforço?

Sem dúvida! Foi muito legal ver tanta gente me mandando mensagens, torcendo, celebrando comigo. Esse carinho é um reconhecimento que vai além do resultado em si — mostra que as pessoas acompanham minha trajetória e torcem pelo meu sucesso. Também me sinto muito sortudo por algo assim ter acontecido comigo. Bater 11.000 entradas é quase surreal — tem uma dose de estudo, esforço e, claro, de muita sorte também. Sou muito grato por tudo isso.

MP: Em que ponto você acredita que está sua carreira hoje?

Acredito que estou num ponto de reflexão e transição. Ainda mantenho minha carreira como engenheiro, mas o poker vem ganhando um espaço cada vez maior. Essa última conquista me trouxe confiança e abriu possibilidades. Tenho avaliado com carinho os próximos passos — quem sabe o poker não se torne mais do que um hobby num futuro próximo?

MP: Qual o maior sonho da sua vida no poker?

Disputar e vencer um grande torneio ao vivo, como uma WSOP ou até mesmo um Triton — se é pra sonhar, por que não sonhar grande? (risos). Mas mais do que títulos, meu sonho é poder jogar esse jogo que tanto amo por muito tempo. Ter a oportunidade de viajar pelo mundo e simplesmente jogar seria, pra mim, o cenário ideal.

Confira o episódio #106 do Poker de Boteco com Andressa Lincoln:

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