WSOP
WSOP Rosario: Jogadores argentinos possuem bom histórico na série mundial; relembre
O país vizinho conta até com campeão do Main Event da WSOP
Para jogadores de poker de todos os gostos e níveis, não há palco maior do que a WSOP. A chancela da série mundial é o que muitos buscam ao longo da carreira, e um título em qualquer um dos eventos faz parte da lista de sonhos dos mesmos. Em nove dias, tem início a WSOP Rosario, etapa Circuit que vai premiar mais 13 jogadores com anéis da série.
A WSOP Rosario retorna depois de uma etapa de muito sucesso em solo argentino. O ano de 2024 rompeu um hiato que durava oito anos de ausência da série mundial no país vizinho, porém os 1.893 inscritos no Main Event, maior marca de qualquer etapa da série Circuit em 2024, rapidamente convenceram os organizadores de que a Argentina é um dos lugares onde se deve ter carinho na criação de eventos..
Sendo assim, o Mundo Poker preparou uma lista de jogadores argentinos que já tiveram feitos notáveis durante a WSOP. Vale notar que a lista conta com resultados da WSOP de todos os tipos (Las Vegas, Online, Europe, Circuit etc).
Damian Salas

Com o mais notável dos títulos de WSOP entre os jogadores da Argentina, Salas foi o grande campeão do Main Event da série mundial em 2020, disputado em formato alterado por conta da pandemia de COVID-19. Ele venceu o brasileiro Brunno Botteon no heads-up da qualificatória internacional e, em janeiro de 2021, venceu o americano Joseph Hebert no heads-up para se consagrar como o campeão oficial do Main Event de 2020. Vale notar que, em 2017, Salas já havia alcançado a mesa final do Main Event, quando foi eliminado na sétima colocação.
Nacho Barbero

O mais conhecido argentino na história do poker alcançou a consagração mundial em 2022, ao vencer o US$ 7.000 Super Turbo Bounty e levar o primeiro bracelete de sua carreira. Nacho, figura regular nos circuitos high stakes e craque em várias modalidades, eternizou seu nome na história da série com um prêmio de US$ 587.250 junto do bracelete.
Julio Belluscio

Julio Belluscio
Antes de conquistar o cenário de poker brasileiro em 2024, se tornando o primeiro jogador da história a conquistar dois prêmios milionários no Brasil em um único ano, Belluscio, o “Cobrinha”, já tinha a glória mundial em sua carreira. Ela veio em 2023, quando ele saiu campeão do US$ 2.500 Mixed Games Big Bet. Ele também alcançou uma mesa final na WSOP em 2025, mas não chegou longe.
Andrés “Cacho” Korn

Korn atingiu o ponto mais alto de sua carreira em 2017, ao vencer o US$ 5.000 No-Limit Hold’em da WSOP Las Vegas e levar o segundo bracelete na história da Argentina. Mas não parou por aí: quatro anos depois, ele venceu um anel de WSOP e se tornou o primeiro jogador da história do país a contar com bracelete e anel na sua carreira. O prêmio de US$ 618.285 é, com certa distância, seu melhor resultado na história da série; ele também conta com 10 outras aparições em mesas finas de WSOP.
Ivan Luca

O primeiro argentino da história a vencer o bracelete da WSOP, Luca é um jogador regular que já tem uma longa e consagrada carreira. Sua vitória na série mundial veio em 2015, quando venceu o Evento #30 US$ 1.000 No-Limit Hold’em da WSOP em questão. A cravada rendeu para Luca o prêmio de US$ 353.391 na época, mas ainda mais importante, cravou seu nome na eternidade do poker argentino.
Alejandro Lococo

O “Papo MC” venceu o Triton Million durante a WSOP Paradise em 2024 e ganhou a maior premiação da história do poker argentino em um único evento, levando incríveis US$ 12 milhões para casa com o título. Ele também foi o sétimo colocado no Main Event da WSOP em 2021.
Maria Lampropoulos

Maria Lampropulos
A jogadora argentina bateu na trave de algumas mesas finais valendo bracelete, duas vezes ficando no top 10 de torneios 6-Max da WSOP. Mas ela tem dois títulos na série Circuit: um conquistado ainda em 2016 na WSOPC Punta del Este e, seis anos depois, um título na WSOPC Rozvadov, na República Tcheca. Maria é a única jogadora entre o top 10 de argentinos com mais ganhos no poker de acordo com o Hendon Mob.
Confira o Poker de Boteco #116 com Elvis Renan “Catholão”:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
WSOP
Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026
O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa
Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.
Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.
Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.
“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.
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Shaun Deeb
A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.
“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.
Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:
“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.
Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
WSOP
Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade
A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers
Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.
O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.
Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.
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Our Dealer Rating System is coming to Vegas!
Using the new Dealer Rating System on WSOP Live…
• Players can rate the dealer at their table
• Ratings are shared internally with tournament staff
• Dealers with the highest ratings will earn rewards throughout the series… pic.twitter.com/SvVkmnQCeK— WSOP – World Series of Poker (@WSOP) May 7, 2026
Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”
Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”
Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
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