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WSOP: Polêmica sobre uso de software no rail de Jonathan Tamayo em FT do Main Event divide opiniões
Jogadores no rail do americano estavam rodando simulações em tempo real
O título de Jonathan Tamayo no Main Event da WSOP 2024 gerou muita discussão a respeito do jogador. Primeiro, nas mãos que o levaram até o título, como o fold de QQ pré-flop quando restavam apenas 10 jogadores. Mas o que criou mesmo uma polêmica foi o uso de consulta de solvers no rail do jogador, onde um notebook estava aberto e as estratégias para a FT eram discutidas.
Dominik Nitsche, o famoso jogador de poker alemão, era quem realizava as consultas para informar Tamayo sobre o resultado das simulações. Embora fosse impossível que o americano consultasse as simulações para tomar as decisões durante uma mão – o que, discutivelmente, não configura o uso de Real-Time Assistance (RTA), as consultas no rail geraram polêmicas e muitos jogadores tiveram opiniões sobre o acontecido.
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Existe um parêntese importante no começo dessa história. Após a eliminação do craque sueco Niklas Astedt, Tamayo esteve num heads-up contra o recreativo Jordan Griff. A questão é que, ainda que não houvesse o uso de RTA durante as mãos, as simulações e os feedbacks em tempo real poderiam servir como um ajuste de estratégia para explorar tendências de Griff.
Veja abaixo algumas opiniões sobre o acontecido – primeiro, de jogadores, cuja ampla maioria se posicionou contra a ida de Tamayo até o rail para conferir as simulações:
“Sobre o vencedor do Main Event da WSOP sendo treinado: acho que não é bom para o jogo se os jogadores vão até o rail e olham tabelas ou simulações e ganham insights baseado nisso. Não acho que deveria ser parte do jogo e espero que as regras sejam mudadas para o ano que vem”
Regarding the WSOP main event winner getting ‘coached’:
I think it’s not good for the game if players go to the rail and look at charts or sims or get input based on those. I believe that shouldn’t be part of the game.I hope the rules are being changed for next year.
— Fedor Holz 🐧 (@CrownUpGuy) July 19, 2024
“Eu estava sob a impressão de que já era proibido esse ano – só pode usar solvers e tabelas nos breaks fora da área de torneio […] se não estava claro esse ano, é algo que precisa ser proibido daqui para a frente […] alguém olhando solvers no jogo e te falando ao longo das mãos também não deveria ser permitido”
Some asking for my take on the laptop situation at WSOP main final table:
I was under the impression that it was already against the rules this year
Cannot reference solvers or charts during play, only on breaks outside the tournament area
I remember hearing that…
— Daniel Negreanu (@RealKidPoker) July 19, 2024
“É horrível e não deveria ser permitido.”
Absolutely sucks and can’t be allowed. https://t.co/3Dw8wyZ0HY
— Sam Grafton (@SquidPoker) July 18, 2024
Já Patrick Leonard pontuou que a presença de laptops não é algo novo.
“Todo ano que eu assisti a WSOP tinha jogadores com laptops e fones. Nunca foi um problema. Jogadores sempre iam até o rail e pegavam conselho sobre o que fazer em seguida – era até uma parte legal da FT. O problema é que os solvers em 2024 são instantâneos […] eu adoraria ver a WSOP banir as coisas eletrônicas, mas não vamos fingir que isso não existia antes”
Every year I’ve watched the WSOP FT, the most prominent members of the community have been there with Laptops or/and headphones. Seiver, Deeb and everybody else we respect and trust. It was never an issue previously. Players would ALWAYS go to their rails between hands and get… pic.twitter.com/8XN1qrKtTl
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) July 19, 2024
Quem também apareceu na discussão foi Matt Savage, atual diretor da WPT e co-fundador da Associação de Diretores de Torneio:
“Eu sou a favor [de coaching] nos breaks. Não sou a favor dos jogadores irem ao rail ao longo das mão ou o rail dando sinais de algum jeito, claro. Faça seu coaching antes, depois ou nos breaks. Ainda é viável dentro desses parâmetros”
I’m fine with this on breaks, I’m not fine with players going to the rail between hands or the players on the rail signaling in some way of course. Do your coaching before, after, or on breaks only. Coaching is still viable under these parameters. https://t.co/Xi82NSvCg7
— Matt Savage (@SavagePoker) July 22, 2024
O que diz o livro de regras da WSOP?
Participants are prohibited from using betting apps, gaming charts, or any poker information tool while involved in a hand. (Participantes são proibidos de usar aplicativos de apostar [solvers], tabelas ou qualquer ferramenta de informação enquanto envolvidos numa mão)
Além disso, o seguinte anúncio público foi feito durante o torneio, como relatado por Negreanu:
We do ask you to please do not use any type of poker solvers at any point in time at the table or in the tournament area. If you’re found using one of these poker solvers, there’s a possibility of being disqualified from this tournament.” (Nós pedimos que você não utilize nenhum solver em qualquer momento na mesa ou na área do torneio. Se você for encontrado usando um desses solvers, existe a possibilidade de ser desclassificado deste torneio).
A polêmica vem forte e dividindo opiniões. E você, leitor: acha que o rail de Tamayo não tomou nenhuma atitude errada ou acha que a integridade do jogo foi ferida neste caso?
Confira o episódio #73 do Poker de Boteco com Thiago Grigoletti:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
WSOP
Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026
O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa
Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.
Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.
Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.
“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.
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Shaun Deeb
A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.
“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.
Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:
“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.
Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
WSOP
Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade
A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers
Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.
O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.
Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.
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Our Dealer Rating System is coming to Vegas!
Using the new Dealer Rating System on WSOP Live…
• Players can rate the dealer at their table
• Ratings are shared internally with tournament staff
• Dealers with the highest ratings will earn rewards throughout the series… pic.twitter.com/SvVkmnQCeK— WSOP – World Series of Poker (@WSOP) May 7, 2026
Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”
Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”
Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
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