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WSOP: De quase eliminado, Michael Wang crava o Evento #74; Narcis Nedelcu fica com o título no #73

Novos campeões foram conhecidos nos últimos dias

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Michael Wang (crédito: PokerNews)

Ser obrigado a ir all-in no big blind, sobreviver e ter uma das maiores reviravoltas da história da WSOP. Isto aconteceu com o americano Michael Wang, que cravou o Evento #74 após ficar a ponto de ser eliminado no penúltimo dia e levar seu terceiro bracelete. Já a segunda mesa final de WSOP da carreira do romeno Narcis Nedelcu terminou com ótimo sabor, ganhando o Evento #73 e levando seu primeiro título na série mundial.

Evento #74: $10,000 Pot-Limit Omaha Championship

Já diria o narrador Everaldo Marques: “enquanto há bambu, há flecha”. No poker, “chip and chair” é a expressão mais conhecida. Foi justamente isso que aconteceu com o americano Michael Wang, que ficou com apenas um blind e foi responsável por uma das maiores reviravoltas da história da WSOP. O jogador cravou o torneio e levou seu terceiro bracelete da série mundial, além da quantia milionária de US$ 1.394.579. O Evento #74 contou com a participação de 874 inscritos.

Sobre sua quase eliminação, onde se viu obrigado a ir all-in no big blind, Wang se mostrou incrédulo com tudo que aconteceu. “Ainda não parece real. Sinceramente, parecia um freeroll naquele momento. Eu já achava que tinha perdido, porque quando perdi o all in que me deixou super short, não percebi que estava um pouco acima. Com dois terços do big blind, não havia expectativas. Tive que apostar tudo automaticamente e tripliquei. Achei que seria engraçado se eu ganhasse de alguma forma. É surreal isso acontecer”, afirmou o americano.

Confira as premiações da mesa final:

1º – Michael Wang (Estados Unidos) – US$ 1.394.579

2º – Michael Zulker (Estados Unidos) – US$ 929.688

3º – Quan Zhou (China) – US$ 650.567

4º – Sean Rafael (Estados Unidos) – US$ 462.451

5º – Melad Marji (Estados Unidos) – US$ 334.017

6º – Javier Francort (Holanda) – US$ 245.194

7º – Alex Foxen (Estados Unidos) – US$ 182.983

8º – Simeão Tsonev (Bulgária) – US$ 138.863

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Evento #73: $1,500 Eight Game Mix

Narcis Nedelcu – Créditos: pokernews

Com vários títulos no online e presencial no currículo, o romeno Narcis Nedelcu sentia falta de um na maior série mundial de poker. Não sente mais. O jogador adicionou aos seus ganhos um bracelete da WSOP, após passar por um field de 789 inscritos e faturar o valor de US$ 184.862. Esta foi apenas a segunda mesa final que Nedelcu chegou. Em 2024, ele havia terminado entre os finalistas em um evento de No-Limit Hold’em.

Em uma incrível FT, o romeno possuía quase Yugiohmetade das fichas que estavam em jogo e eliminou um por um dos finalistas, até chegar ao heads-up contra Scott Abrams, que lutava pelo seu segundo título da série mundial. A diferença de stack dos dois era muito grande, cinco pra um a favor de Narcis Nedelcu, que garantiu seu primeiro título na Word Series Of Poker.

Confira as premiações da mesa final:

1º – Narcis Nedelcu (Romênia) – US$ 184.862

2º – Scott Abrams (Estados Unidos) – US$ 123.086

3º – Walter Treccarichi (Itália) – US$ 83.448

4º – Mark Liedtke (Estados Unidos) – US$ 57.675

5º – John Cipriano (Estados Unidos) – US$ 40.653

6º – Elaine Rawn (Estados Unidos) – US$ 29.234

7º – Christian Malick (Estados Unidos) – US$ 21.457

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Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker

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A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.

Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.

Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.

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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.

O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.

Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.

A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026

O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa

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Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.

Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.

Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.

“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.

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Shaun Deeb

A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.

“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.

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Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:

“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.

Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade

A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers

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Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.

O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.

Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.

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Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”

Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”

Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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