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“O futuro do poker mundial fala português”: “Naza” celebra conquista na WSOP com entrevista sensacional e elogios a brasileiros

O português possui ótima relação com o Brasil

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João Vieira
João Vieira

João Vieira foi “o cara” dos últimos dias. O português, que possui grande relação com o Brasil, conquistou um dos títulos mais prestigiados da temporada da WSOP. O “Naza” foi campeão do Evento #38, o US$ 100.000 High Roller, e levou o quarto bracelete da carreira acompanhado com uma premiação gigantesca de US$ 2.649.158.

Reconhecido como um dos melhores jogadores do mundo, João Vieira atendeu ao Mundo Poker pouco tempo depois de ser campeão. E ali, naquele momento de glória, o craque português demonstrou o porquê de ser tão diferenciado. O “Naza” deu uma entrevista sensacional, que ilustrou um pouco sobre seu pensamento e, ainda, rendeu elogios aos brasileiros, junto com uma frase de impacto para os dois países: “o futuro do poker mundial fala português”.

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Num bate papo com Guilherme Schiff, João Vieira deu uma aula. Questionado sobre qual era o significado do quarto bracelete da carreira, o português deu uma resposta muito legal:

“Esse bracelete é muito importante, porque ele é a única coisa pela qual eu poderia lutar hoje. Eu aprendi com o passar do tempo a não levar muito a sério quando as coisas vêm. Tive essa conversa com o João Simão recentemente. O único que nós podemos fazer é trabalhar e garantir que vamos ter oportunidades para chegar. Quem sou eu pra exigir que seja hoje, ou amanhã. Eu tô contente por ter tido essa oportunidade hoje. E estou muito feliz porque dei o meu melhor”, disse o português.

Ainda no papo com Schiff após a vitória, o “Naza” relembrou uma pergunta antiga sobre o objetivo de se tornar o melhor jogador do mundo. Com uma nova vitória tão expressiva, ele comentou o tema: “não deve estar longe… não deve estar longe. Eu acordo, faço o meu melhor todos os dias e, se o meu melhor for suficiente pra ser o melhor do mundo, maravilhoso. Se o meu melhor for o segundo, foi assim que Deus quis. Mas eu tô confiante e, se calhar, estamos lá (na discussão)”, falou.

João Vieira Naza

João Vieira

Por último, veio a frase mais emblemática. Com tantos jogadores no topo entre Brasil e Portugal, João Vieira não teve dúvida de cravar um futuro de ainda mais sucesso para os dois países. E, muito querido em terras tupiniquins, ele também agradeceu o carinho de todo mundo:

“Os brasileiros tem sido sempre incríveis e muitas vezes me apoiam como um deles, recebo um carinho enorme. Gostaria só de agradecer o apoio do poker brasileiro e voltar a reforçar uma frase que eu disse uns anos atrás: ‘o futuro do poker mundial fala português'”, finalizou João Vieira.

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Confira o MundoTV Cast #72 com Breno Campelo:

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WSOP: Yuri Dzivielevski e Pedro Bromfman carimbam vaga no Dia 2 do Evento #17 US$ 10.000 No-Limit 2-7 Championship

Dupla brasileira terá um stack confortável no retorno do torneio

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Yuri Dzivielevski (crédito: Monique Marestein/WSOP)

A WSOP chegou ao seu oitavo dia nesta terça-feira (02) e a grade de torneios da série trouxe diversas opções para os jogadores. Uma das principais era o Evento #17, o US$ 10.000 No-Limit 2-7 Lowball Draw Championship, a competição mais importante nessa modalidade. E dois brasileiros começaram com o pé direito.

Yuri Dzivielevski e Pedro Bromfman conseguiram a classificação para o Dia 2 do torneio após 10 níveis de jogo no dia inicial. Com 134 entradas no total até o momento, o torneio foi paralisado com 61 jogadores no field e os dois brasileiros terminaram com stacks confortáveis.

LEIA MAIS: Norman Chad elogia Yuri Dzivielevski e vota nele como Jogador do Ano na WSOP: “um jogador fabuloso”

Yuri anotou mais um Dia 2 na série ao passar com 108.000 fichas. Já Pedro Bromfman, que tem um bracelete da WSOP exatamente neste torneio, conquistado em 2022, avançou com 89.500 fichas. Entre os melhores stacks, o destaque fica para Daniel Negreanu, que passou com 311.000 fichas.

O Evento #17 US$ 10.000 No-Limit 2-7 Lowball Draw Championship retorna amanhã para o Dia 2 às 13h de Las Vegas, 17h do Brasil, nos blinds 1.500 / 3.000. As entradas são permitidas por mais um nível e, posterior a isso, a WSOP vai divulgar a premiação em jogo.

Pedro Bromfman (crédito: Travis Ball/WSOP)

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Philip Chun, Yan Wang e James Cheung conquistam títulos em primeiros eventos da série

Série está nos primeiros dias em Las Vegas e já com campeões consagrados.

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Philip Chun - Créditos: WSOP

A WSOP está nos seus primeiros e muitas emoções já aconteceram nas mesas em Las Vegas. Nestes dias, alguns campeões já foram contemplados. Philip Chun cravou o Evento #1 US$ 55 Mini Mystery Millions, Yan Wang levou o Evento #5 US$ 5.000 Pot-Limit Omaha e James Cheung ficou com o título no Evento #6 US$ 1.500 Seven Card Stud.

Evento #1 US$ 55 Mini Mystery Millions

Philip Chun – Créditos: (WSOP)

Para conquistar o bracelete no Evento #1 US$ 55 Mini Mystery Millions, o americano Philip Chun teve que passar por um gigantesco field de 20.488 entradas registradas no torneio. Além da sua primeira jóia na WSOP, Philip levou para casa a quantia de US$ 400.000.

Sobre ser campeão, o americano destacou a importância de sua preparação para a serie. Philip ainda contou com uma ajuda de Kristen Foxen. “Mandei uma mensagem para a Kristen às 3 da manhã de ontem, assim que terminamos, e combinei de falar com ela antes do jogo começar. Conversamos por cerca de uma hora, e tudo o que ela me disse me ajudou a colocar as coisas em perspectiva. Não me senti sobrecarregado, apenas consegui encarar o dia de hoje da maneira que eu queria. E, sinceramente, eu não estaria aqui segurando a pulseira se não fosse pela Kristen como minha treinadora.”

Confira a premiação da mesa final:

1º – Philip Chun (Estados Unidos) – US$ 400.000
2º – Jalil Houssain (Palestina) – US$ 265.000
3º – Kartik Ved (Índia) – US$ 200.000
4º – David Prociak (Estados Unidos) – US$ 155.000
5º – Axel Bayout (França) – US$ 115.000
6º – Joseph Trezzo (Estados Unidos) – US$ 90.000
7º – Alex Kaviani (Estados Unidos) – US$ 72.000
8º – Rocco Iati (Estados Unidos) – US$ 43.000
9º – Jurgen Pirgu (Estados Unidos) – US$ 43.000

LEIA MAIS: WSOP: Yuri Dzivielevski avança para o Dia 2 do Evento #13; três avançam no Evento #14

Evento #5 US$ 5.000 Pot-Limit Omaha

Yan Wang – Créditos: WSOP.

Outro que faturou seu primeiro bracelete na WSOP, foi chinês Yan Wang. O player atuou no Evento #5 US$ 5.000 Pot-Limit Omaha, ao lado de outros 716 inscritos, em três dias de torneio. Yang precisou superar o bicampeão da WSOP Jesse Lonis, dos Estados Unidos, para garantir o título e levar a quantia de US$ 595.388.

Anteriormente ao título, o jogador chinês já havia chegado em duas mesas finais da série mundial e atingindo, em ambas, premiações de seis dígitos. Entretanto, este foi a primeira vez que Wang é campeão de um grande evento. “Estou muito, muito feliz. Sinto-me muito mais confiante agora e acredito que voltarei a vencer os torneios que virão. Tive muita paciência, desisti de muitas mãos fortes na mesa final e simplesmente esperei, esperei até que a oportunidade certa surgisse”, falou.

Confira as premiações da mesa final:

1º – Yang Wang (China) – US$ 595.388
2º – Jesse Lonis (Estados Unidos) – US$ 396.892
3º – Evan Krentzman (Estados Unidos) – US$ 277.537
4º – Justin Scott (Estados Unidos) – US$ 197.139
5º – Stephen Hubbard (Estados Unidos) – US$ 142.279
6º – Dylan Weisman (Estados Unidos) – US$ 104.359
7º – Jarred Graham (Austrália) – US$ 77.815
8º – Zackary Estes (Estados Unidos) US$ 59.001
9º – Edward Leonard (Estados Unidos) – US$ 45.502

Evento #6 US$ 1.500 Seven Card Stud

James Cheung – Créditos: (WSOP)

O britânico James Cheung foi mais um que teve sua primeira conquista na WSOP. Após três anos jogando a série e batendo na trave, o jogador conquistou o título do Evento #6 US$ 1.500 Seven Card Stud, que contou com a inscrição de 359 registros, ganhando o valor de US$ 103.185. O player bateu Brian Yoon, dos Estados Unidos, que tem cinco braceletes da WSOP, no heads-up.

O duelo final, inclusive, de acordo com Cheung, foi contra seu primeiro rival na primeira vez que jogou a WSOP. O britânico falou do sentimento em conquistar o título. “É uma sensação incrível poder jogar heads-up contra ele e conquistar o título. Superá-lo e ganhar meu primeiro bracelete da WSOP é uma narrativa fantástica para mim no torneio. Como jogador de pôquer, treinei-me para controlar minhas emoções e nunca ficar eufórico demais quando ganho, nem desanimado demais quando perco. Nunca conto com a vitória antes da hora, principalmente no heads-up, tudo pode acontecer” falou ao PokerNews.

Confira as premiações na mesa final:

1º – James Cheung (Reino Unido) – US$ 103.185
2º – Brian Yoon (Estados Unidos) – US$ 67.771
3º – Gregory Josephson (Estados Unidos) – US$ 45.570
4º – Thomas Savitsky (Estados Unidos) – US$ 31.380
5º – Bradley Jansen (Estados Unidos) – US$ 22.141
6º – Jonathan Glendinning (Estados Unidos) – US$ 16.017
7º – Korey Simeone (Estados Unidos) – US$ 11.888
8º – Karle Wilson (Estados Unidos) – US$ 9.058

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Norman Chad elogia Yuri Dzivielevski e vota nele como Jogador do Ano na WSOP: “um jogador fabuloso”

Comentarista de longa data fez elogio ao brasileiro em abertura da transmissão

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Norman Chad (crédito: Tyler Adams/WSOP)

Yuri Dzivielevski é o brasileiro com mais braceletes da WSOP na carreira, e sua qualidade em todos os jogos é bastante conhecida. Mas agora o reconhecimento veio também no nível internacional, e de uma figura com muitíssima história nas coberturas de poker.

Na abertura das transmissões da WSOP na ESPN, num novo marco para a série mundial em 2026, a bancada foi convidada a votar em quem eles acham que seria um bom candidato a ganhar o prêmio de Jogador do Ano da WSOP em 2026. Norman Chad, que faz parte da equipe de comentaristas há mais de duas décadas, votou no brasileiro. E deu excelentes razões para isso.

LEIA MAIS: WSOP: Daniel Negreanu vê vantagem de 10:1 em fichas evaporar e dá adeus ao US$ 25K Heads-Up Championship: “não aguento mais”

“Meu cérebro diz Yuri Dzivielevski, do Brasil”, disse Norman. “Yuri é um jogador fabuloso, ele não tilta. No heads-up do PPC em 2022 contra o Cates, o Jungleman fez um monte de coisa e o Yuri ainda jogou seu melhor jogo. Não conseguiu vencê-lo, mas ele jogou bem. Outro ponto é que, como o Shaun Deeb, ele joga bem todos os jogos. Yuri venceu cinco braceletes nos últimos sete anos em todo tipo de jogo. Omaha, Stud, PLO, HORSE, você tem que jogar tudo. Terceiro e mais importante, ele é muito bonito para falhar. O cara é o Johnny Depp do poker. Tem o melhor bigode do poker. E além disso, ele tem 34 anos agora. É sua idade ideal pra ser o Jogador do Ano.”

Ter o reconhecimento de alguém com a história de Norman Chad é especial e mostra que Yuri realmente solidificou seu nome entre os melhores do mundo. A WSOP já começou para a família Dzivielevski, com os dois irmãos garantindo ITMs—Yuri, inclusive, avançou para o Dia 2 do Evento #13 na última noite. Nada mal!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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