WSOP
Michael Mizrachi atropela a concorrência e faz história com tetracampeonato no US$ 50.000 Poker Players Championship
O “The Grinder” atingiu uma das maiores façanhas do poker com a vitória
A lista de maiores façanhas do poker ganhou um elemento extra neste final de semana. Michael Mizrachi foi o grande campeão do sempre badalado US$ 50.000 Poker Players Championship e se tornou o primeiro tetracampeão da história do torneio. O Dia Final do torneio foi um atropelo do “The Grinder”.
Mizrachi passou pelo field de 107 entradas e levou a forra de US$ 1.331.322. Campeão do torneio em 2010, 2012, 2018 e agora em 2025, o americano agora tem a liderança isolado em títulos no Poker Players Championship. Ele estava empatado com Brian Rast, vencedor em 2011, 2013 e 2026. Além deles, apenas Dan Cates tem mais de um título.
O US$ 50.000 Poker Players Championship é o torneio mais charmoso da grade da WSOP. O field elitizado pelo buy-in elevado e a alta quantidade de modalidades (são nove no total) faz com que o evento tenha um glamour a mais. Além do bracelete, ele também vale o troféu Chip Reese, uma homenagem ao primeiro vencedor em 2006.
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Michael acumulou fichas a esmo na mesa final que contou com estrelas como Ben Lamb, João Vieira e Andrew Yeh. O adversário do heads-up foi Bryn Kenney. O 3-handed teve a ilustre participação da jogadora Esther Taylor. Ela se tornou apenas a segunda melhor a alcançar a mesa final do PPC e agora é dona da melhor colocação, pois superou o sétimo lugar de Melissa Burr em 2014.
“Eu provavelmente joguei melhor nessa do que nas outras três”, disse Mizrachi após a dominante vitória. “Tudo foi ao meu favor nesse torneio. Eu sempre estive na liderança, nunca fiquei curto e provavelmente joguei o meu melhor”, completa.
Ele também acrescentou que espera ser eleito no Hall da Fama do Poker em breve e brincou com Rast: “Brian, agora eu tenho um a mais, você tem que me pegar agora porque eu tô indo buscar o número cinco”.
Confira a premiação dos finalistas:
1º – Michael Mizrachi (EUA) – US$ 1.331.322
2º – Bryn Kenney (EUA) – US$ 887.542
3º – Esther Taylor (EUA) – US$ 595.136
4º – Andrew Yeh (EUA) – US$ 413.740
5º – João Vieira (Portugal) – US$ 298.614
6º – Albert Daher (Líbano) – US$ 224.077
7º – Ben Lamb (EUA) – US$ 175.096
Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha:
WSOP
WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”
O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas
André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.
O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:
“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.
Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.
O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.
“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série
O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira
Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.
Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.
Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.
A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.
Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Las Vegas
Las Vegas: José Carlos Brito é 5º colocado no US$ 1.100 NLH da Wynn Summer Classic e consegue belo prêmio; confira
O baiano faturou US$ 55 mil na série
O verão de Las Vegas reserva aos amantes do poker inúmeras oportunidades de forras. Nas séries de torneios realizadas nos cassinos, por exemplo, muitos jogadores aproveitam para aliviar a variância da WSOP. Nesse quesito, o Brasil já chegou chegando, com José Carlos Brito aprontando na Wynn Summer Classic.
O baiano foi um dos inscritos no US$ 1.100 NLH, que registrou um field de 855 entradas totais e foi um grande sucesso. José Carlos Brito encerrou sua participação na quinta colocação, garantindo uma bela premiação de US$ 55.640.
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Não é a primeira vez que José Carlos Brito se destaca na Wynn Summer Classic. Em sua viagem para Las Vegas no ano passado, o brasileiro terminou na quarta colocação do US$ 1.600 NLH Ultimate Bounty, resultado que lhe rendeu US$ 14.700 em premiação.
A Wynn Summer Classic será disputada até o dia 13 de julho, em paralelo à WSOP 2026. A expectativa é que José Carlos e outros brasileiros sigam conquistando grandes resultados nos diversos torneios da série. O Main Event, torneio mais caro do cronograma com buy-in de US$ 10.400, conta com um impressionante garantido de US$ 10 milhões.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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