WSOP
Kelvin Kerber e Peter Patrício são campeões do TAG Team da WSOP e fazem história com bracelete em dupla
Os craques do Samba Team festejaram a glória no palco principal da WSOP
Kelvin Kerber e Peter Patrício fizeram história na WSOP 2025. Na noite desta quinta-feira (26), a dupla do Samba Team foi campeã do US$ 1.000 TAG Team, o torneio disputado em duplas na série mundial. A glória compartilhada entre os profissionais de longa data veio após um dia como manda a cartilha de um bracelete emocionante.
Kerber e Pitão vão dividir o prêmio de US$ 184.780 , mas cada um vai receber o seu bracelete individualmente. Eles superaram a concorrência de outras 1.373 duplas que disputaram o torneio. Foi uma campanha arrasadora desde a reta final. O TAG Team voltou para o Dia Final com 18 jogadores.
Os brasileiros começaram com o quarto maior stack com Peter Patrício no comando. O mineiro já havia acumulado muitas fichas nos últimos níveis do Dia 2 e não parou de pisar no acelerador quando o torneio recomeçou. Ele pilotou a maior parte do tempo e entregou para Kerber disputar a mesa final com nove jogadores na liderança.
Kelvin teve apenas um susto no decorrer da decisão, mas não demorou para recuperar o domínio. A mesa final ganhou ares de final de Copa do Mundo com a barulhenta torcida francesa que apoiava a dupla formada por Samy Boujmala e Hicham Mahmouki. A confusão era tanta que a direção trocou o local da mesa no 4-handed.
LEIA MAIS: Heads-up do Millionaire Maker da WSOP tem suspeita de chip dumping por prêmio extra de US$ 1.000.000
O cenário ganhou um contorno ainda melhor, pois a FT foi para a mesa principal da WSOP, popularmente chamada entre os brasileiros por “nave mãe”. Kerber já estava praticamente com a passagem para o heads-up comprada naquele momento e exerceu ainda mais pressão sobre os oponentes para aumentar o stack.
Mahmouki acabou fazendo o trabalho sujo de eliminar os dois jogadores short stacks, mas o heads-up começou com uma vantagem brasileira de cerca de 17.000.000 contra 10.000.000 fichas nos blinds 120.000 / 240.000. Poderia ser um longo embate, mas o baralho resolveu sorrir para Kerber e Pitão logo na quarta mão do duelo.
Kelvin deu raise para 500.000, o francês 3-betou para 2.000.000 e o catarinense pagou. O flop veio e o c-bet de Mahmouki veio de 1.200.000 para mais um call do fundador do Samba Team. No turn veio o segundo barril para outro call de 2.300.000. O river finalizou o board com e Mahmouki anunciou all in. Kelvin precisou de poucos segundos para dar o call.
No showdown, o francês apresentou e Kelvin estampou com gosto com uma trinca completada no river para iniciar uma grande festa. A festa dos braceletes!

Kelvin Kerber e Peter Patrício (Crédito: Regina Cortina/PokerNews)
Palavrinha dos campeões do título!
“Poker é um jogo individual, mas aqui eram dois. A gente se conhece há 13 anos, é sócio do maior time que tem, a gente é irmão praticamente. Ganhar junto? Claro que é mais legal”, disse Pitão. Kerber seguiu a mesma linha: “Foi da melhor maneira possível porque foi com um grande amigo meu. Isso aqui é um por ano que tem essa possibilidade. Me sinto muito privilegiado de dividir esse momento com um grande amigo que tava no começo da minha caminhada.”
“Com certeza é a maior vitória da minha carreira. Isso aqui é o ápice. Não vou deixar de comemorar e aproveitar porque eu não sei quando vai ser o próximo ou se vai ter um próximo”, falou Kelvin, que chegou em Las Vegas de forma arrasadora. Antes da cravada, ele tinha emplacado duas retas finais em mixed games com 13º e 11º lugares.
“Eu tenho certeza que sozinho eu vou dar uma chorada. Eu preciso comemorar. Depois eu vou lembrar de tudo o que eu passei para chegar nesse momento e aí, sim, vai cair a ficha”, acrescenta Pitão. A noite em Las Vegas será longa!
Confira a premiação das duplas finalistas:
1) Kelvin Kerber e Peter Patrício (Brasil) – US$ 184.780
2) Samy Boujmala e Hicham Mahmouki (França) – US$ 123.102
3) Steven Mccartney e Dominic Coombe (Estados Unidos) – US$ 88.015
4) Michael Lancaster e Derek Stark (Estados Unidos) – US$ 63.750
5) Conor Hannan e David Sathue (Estados Unidos) – US$ 46.784
6) Kyeongrim Shin e Hyomo Kang (Coreia do Sul)- US$ 34.793
7) Quirin Heinz e Felix Rabas (Alemanha) – US$ 26.227
8) Angela Jordison e Maxwell Young (Estados Unidos) – US$ 20.042
9) Feng Qian e Zhou Lin (China) – US$ 15.529
Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha:
WSOP
Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre
O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker
A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.
Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.
Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.
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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.
O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.
Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.
A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
WSOP
Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026
O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa
Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.
Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.
Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.
“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.
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Shaun Deeb
A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.
“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.
Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:
“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.
Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
WSOP
Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade
A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers
Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.
O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.
Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.
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Our Dealer Rating System is coming to Vegas!
Using the new Dealer Rating System on WSOP Live…
• Players can rate the dealer at their table
• Ratings are shared internally with tournament staff
• Dealers with the highest ratings will earn rewards throughout the series… pic.twitter.com/SvVkmnQCeK— WSOP – World Series of Poker (@WSOP) May 7, 2026
Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”
Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”
Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
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