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Diretor do KSOP, Douglas Paes comenta caso de possível chip dumping no HU do Milly Maker da WSOP: “infração grave à ética do jogo”

O profissional brasileiro se mostrou surpreso com o caso ocorrido na série mundial

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Douglas Paes

As redes sociais foram tomadas por uma forte repercussão nesta quinta-feira (26), após surgirem suspeitas de collusion e chip dumping no heads-up do Millionaire Maker, um dos torneios mais icônicos da WSOP. A polêmica teve início após a revelação de que o campeão Jesse Yaginuma era um dos jogadores elegíveis ao bônus de US$ 1 milhão oferecido pelo ClubWPT Gold, um prêmio exclusivo para usuários da plataforma que conquistarem um bracelete na série.

O caso gerou diversos desdobramentos, com membros da comunidade questionando a integridade do heads-up, que foi virado pelo campeão Jesse Yaginuma de forma contraditória após grande desvantagem. No entanto, o torneio foi finalizado normalmente pela organização da WSOP, sem qualquer intervenção da direção, mesmo com a discussão já tomando conta das redes sociais durante a transmissão ao vivo com cartas reveladas.

Vale ressaltar que, por conta do delay de uma hora na transmissão do PokerGO e o heads-up ter durado apenas 50 minutos, não foi possível identificar a atitude dos jogadores em tempo real. Só depois que o torneio já havia terminado, os telespectadores passaram a levantar com força a polêmica.

O Mundo Poker está acompanhando de perto os desdobramentos do caso que tomou conta das redes sociais e dos bastidores do circuito profissional. Em meio à polêmica sobre uma possível prática de chip dumping no heads-up do Millionaire Maker da WSOP, decidimos ouvir Douglas Paes, um dos principais diretores de torneio do Brasil, com atuação destacada no KSOP GGPoker.

Com vasta experiência no circuito, ele ficou surpreso com a proporção que a polêmica tomou .Douglas comentou sobre os procedimentos adotados em casos de identificação de práticas ilegais, como collusion ou chip dumping:

“O caso que está sendo investigado na WSOP, envolvendo possível chip dumping no heads-up do Millionaire Maker, é muito sério e precisa ser tratado com a responsabilidade que a situação exige. Estamos falando de uma possível infração grave à ética do jogo, num dos maiores palcos do poker mundial. A repercussão foi imediata e enorme nas redes sociais e nos bastidores do circuito profissional, o que só mostra o quanto a comunidade valoriza a integridade do jogo.

É importante deixar claro que, se for comprovado conluio entre jogadores, a consequência natural, de acordo com os regulamentos mais respeitados do mundo — e também com o regulamento do KSOP — é a desclassificação imediata e a possível perda da premiação, além de sanções disciplinares como suspensões ou banimentos”, comentou o diretor.

LEIA MAIS: Comunidade do poker reage a suspeita de chip dumping no Millionaire Maker da WSOP; confira

Jesse Yaginuma e James Caroll os envolvidos na polêmica

Jesse Yaginuma e James Caroll os envolvidos na polêmica

Após toda a repercussão, a WSOP se pronunciou oficialmente na manhã da última quinta-feira (26), informando que a premiação e o bracelete foram congelados, o que coloca em xeque o resultado final do torneio.

Douglas também explicou algumas medidas preventivas que organizações ao redor do mundo, como o próprio KSOP, utilizam para coibir condutas prejudiciais à integridade do esporte:

“No KSOP, temos uma postura firme e preventiva. Investimos constantemente no treinamento da equipe de staff para identificar, coibir e agir rapidamente em qualquer situação que fuja dos princípios do jogo limpo. Nossos regulamentos proíbem expressamente qualquer forma de collusion, soft play, chip dumping ou qualquer comportamento que comprometa a lisura da competição. Na WSOP, a linha é a mesma. Os regulamentos seguem diretrizes internacionais, como as da TDA, e os padrões mais adotados no circuito”, apontou.

Entre os principais pontos do regulamento da TDA, destacam-se:

  • Qualquer acordo entre jogadores que altere o resultado normal de uma mão é considerado conluio e resultará em sanção imediata.
  • Situações de collusion, chip dumping e soft play são passíveis de desclassificação e confisco de prêmios.
  • A organização se reserva o direito de investigar e tomar providências mesmo após o encerramento do torneio.

Hoje em dia, o poker ao vivo é muitas vezes acompanhado por transmissões com cartas reveladas, tecnologia que conquistou os amantes do esporte no mundo todo. Foi justamente esse recurso, utilizado na mesa final do Millionaire Maker, que trouxe à tona as suspeitas sobre o comportamento dos finalistas.

Sobre esse formato, Douglas defende que mesas finais de grande importância sejam sempre transmitidas com cartas abertas, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esse tipo de caso serve de alerta e de aprendizado:

“Casos como esse servem de alerta para o mundo todo, inclusive para o Brasil, onde o poker vive uma fase de crescimento e profissionalização. Nosso compromisso é com um poker sério, ético e respeitado — onde o mérito do jogador seja conquistado exclusivamente pelo desempenho nas mesas. E é por isso que seguimos fortalecendo, a cada etapa, a estrutura, a fiscalização e a confiança do público no nosso circuito”, finalizou.

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Jacques Ortega ganhou o maior prêmio brasileiro na WSOP Las Vegas em 2025 em torneio que terminou de forma polêmica; relembre

O paulista faturou US$ 534.950 no Millionaire Maker

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A WSOP 2026 está cada vez mais perto e, aproveitando a quinta-feira para fazer o famoso TBT, o Mundo Poker vai relembrar o maior prêmio brasileiro na edição de 2025. Dois títulos foram conquistados na última temporada- o de Aloísio Dourado e o de Kelvin Kerber e Peter Patrício – mas quem mais faturou em um só torneio foi Jacques Ortega.

Jacques Ortega conseguiu uma excelente campanha no Evento #53 da WSOP em Las Vegas, o tradicional Millionaire Maker, que teve o buy-in de US$ 1.500. O jogador do ABC paulista alcançou a mesa final da competição, que teve um field gigantesco de 11.936 entradas, e faturou mais de meio milhão de dólares.

Ortega foi o quarto colocado do Millionaire Maker e a posição lhe rendeu uma forra de US$ 534.590, valor que é disparado o maior de sua carreira. Aquele torneio, o que entregou o maior prêmio para o Brasil na temporada da WSOP em Vegas, também foi disparado o mais polêmico de toda a edição.

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Isso porque, foi nele, que ocorreu um dos grandes escândalos recentes na história do poker. A acusação – posteriormente comprovada – de collusion e chip dumping entre Jesse Yaginuma e James Caroll no heads-up da competição. Yaginuma ganharia um bônus extra do WPT em caso de título, o que motivou a infração à regra.

O caso foi a maior bomba da WSOP em 2025 e terminou também de forma polêmica. A decisão final da WSOP foi de que os dois jogadores envolvidos receberiam o pagamento do prêmio e não seriam banidos. A única punição foi o não reconhecimento de um vencedor e, consequentemente, a não entrega do bracelete.

Alheio à polêmica, Jacques Ortega concedeu entrevista posteriormente ao Mundo Poker e celebrou aquele resultado: “foi sensacional! Um monte de gente torcendo por mim que eu nem conhecia. Foi muito legal mesmo. Todo mundo dando parabéns por onde eu andava, comentando nos corredores. A torcida brasileira então, nem se fala. Incrível. Muita gente que eu nunca tinha visto vibrando, torcendo de verdade. Foi sensacional”, falou Ortega.

A WSOP 2026 começa no dia 26 de maio e o Mundo Poker estará presente desde o primeiro dia para trazer a cobertura completa da campanha brasileira na série. Se você ainda não segue nosso Instagram, siga agora mesmo para não perder nenhum detalhe!

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026

O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa

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Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.

Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.

Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.

“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.

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Shaun Deeb

A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.

“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.

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Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:

“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.

Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade

A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers

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Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.

O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.

Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.

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Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”

Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”

Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?

Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:

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