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Yuri Martins termina a WSOP 2025 com saldo negativo, mas dá aula sobre aprendizado e lado mental: “o poker não te deve nada”

O pentacampeão tirou boas lições após a conclusão da série

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Yuri Martins
Yuri Martins

A conclusão da WSOP em Las Vegas trouxe reflexões importantíssimas de diversos jogadores. Se há alguns dias o craque Renan Bruschi fez uma postagem compartilhando seus números para mostrar que até mesmo os melhores jogadores podem passar por períodos ruins, ontem foi a fez de Yuri Martins, o maior jogador brasileiro na história da WSOP, compartilhar seu aprendizado.

Apesar de não abrir os números finais da série por uma opção de estratégia de carreira, Yuri Martins revelou que terminou a WSOP com saldo negativo. Segundo o próprio jogador, foram 47 torneios jogados e 25% de ITM nessas disputas, mas com prejuízo financeiro neste período, o que não acontecia há algum tempo, de acordo com o “theNERDguy”.

No final da noite do último domingo (20), o craque brasileiro se manifestou através de alguns vídeos gravados. Nele, Yuri deu uma verdadeira aula sobre variância, o lado mental e o sucesso no poker. Abaixo, você pode conferir, por escrito, alguns dos principais trechos das falar de Yuri Martins.

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O saldo negativo na WSOP e a realidade de qualquer jogador

“Fazia tempo que isso não acontecia comigo, mas isso é completamente normal. Num volume de 47 torneios, estatisticamente muita coisa pode acontecer. É claro que eu estudo e me dedico pra diminuir essa variância, mas ela vai continuar existindo, independente dos meus estudos. Então o importante pra mim é estar preparado, tomar boas decisões mão a mão e pensar no longo prazo.

Aqui no Instagram eu não quero ficar vendendo sonhos. Eu quero mostrar a visão correta sobre o poker. O jogo não deve ser visto pelo resultado de uma única série, mas sim pela constância de resultados, pela longevidade, pela qualidade das decisões e o desempenho ao longo dos anos. Na WSOP ou qualquer série sempre vai ter quem runna muito bem e quem runna muito mal. Isso é estatística pura e vai acontecer todos os anos.

Por isso meu foco é minimizar as minhas perdas nas fases ruins e maximizar os ganhos quando a sorte aparece. Vou dar um exemplo sobre essa questão da variância. No ano passado, o Scott Seiver foi o Player of The Year, ganhou três braceletes. Neste ano, no meio da série ele tinha feito absolutamente zero ITMs. Então a variância no jogo é grande mesmo e por isso não vejo sentido em compartilhar resultados, principalmente em curto prazo”.

A lição de 2025

“Meu maior aprendizado foi mental, não foi técnico. Eu cheguei extremamente confiante pra série, mas comecei a runnar muito mal mesmo. Aconteceram coisas bizarras comigo. E aí minha autoconfiança se tornou soberba. Sabe quando você se sente no direito de ganhar só porque você estuda mais, se dedica mais? E aí mentalmente eu comecei até a desrespeitar meus oponentes… claro que não fui mal educado com ninguém, respeitei externamente, mas internamente eu tava muito queimado.

Parece que as vezes a gente quer ser maior que o jogo, só porque a gente estuda, se dedica. A gente se sente no direito de não ter variância. Mas não interessa o quanto você se dedica, não interessa o que você faça, a variância vai continuar existindo. É claro que ela diminui quando você melhora, mas você vai passar por fases horríveis mesmo sendo muito bom, muito melhor que seus adversários.

O poker não te deve nada. No meio do poker sempre vai existir alguém que tem mais sorte que você, sempre um que tenha mais azar. Assim é a vida e a vida mesmo é assim. Não adianta querer passar por cima disso porque isso vai acontecer do início ao fim da carreira. O que a gente tem que fazer é desinflar o ego, ser humilde e aceitar, já que essa é a natureza do jogo”.

Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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