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Você Sabia? No Main Event da WSOP 2009, Estelle Denis teve seu AA muckado pelo dealer e grande confusão foi gerada

No final, a jogadora teve que aceitar o que a regra previa

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Estelle Denis

A WSOP 2021 em Las Vegas está para começar. Nesse clima de estreia, o MundoPoker traz uma história bastante inacreditável que aconteceu no Main Event de 2009, vencido pelo profissional Joe Cada. A protagonista da história foi Estelle Denis.

O acontecimento é considerado uma das piores fatalidades que os jogadores de poker ao vivo podem presenciar. Bom, vamos lá. A jogadora envolvida na situação foi a francesa Estelle Denis, uma jornalista e apresentadora de televisão, totalmente recreativa.

Naquele ano, assim como muitos jogadores ao redor do mundo, Estelle viajou para Las Vegas no verão para jogar o Main Event da série, junto com seu marido. Era um verdadeiro sonho que ela estava realizando, pois não são todos os jogadores que conseguem disputar esse evento.

Estava tudo bem, a jogadora foi avançando nos dias iniciais de competição, até que aconteceu um grande incidente. Jogando em uma mesa bastante difícil contra o profissional americano J.C Tran, Estelle teve seu par de AA jogado fora de forma equivocada pelo dealer.

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O erro aconteceu da seguinte maneira. Muito agressivo, J.C Tran abriu raise para 32.000 fichas, a ação chegou até a francesa que foi all in de 142.000 fichas. Sentada ao lado do dealer, a jogadora não estava protegendo suas cartas e ele as arrastou para o montante de cartas “foldadas”.

Ai começou uma enorme confusão. A jogadora ficou transtornada e alertou o dealer, dizendo que ele cometeu um grande erro. Ele só disse que ela não protegeu as cartas e que nada poderia ser feito. Extremamente brava com a situação, Estelle chamou o floor do torneio.

Enquanto a francesa conversava para resolver a situação, o floor tentava a todo custo recuperar as cartas dela no montante. Mas, infelizmente ele não conseguiu. Estelle se viu em um beco sem saída, só podendo contar com a sorte.

Nesse tipo de situação, de acordo com as regras do torneio, era que a francesa teria que pagar as 32.000 fichas do raise de J.C Tran e sua mão seria considerada “morta”. E foi isso que aconteceu, inclusive no momento, as câmeras da ESPN registraram tudo. No final, a jogadora terminou na 203ª colocação e puxou um prêmio de US$ 36.626.

Confira o vídeo completo:

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Confira o episódio #20 do Depois do River:

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Como o poker ajudou o Melhor Pudim do Mundo a ultrapassar a marca de R$ 1 milhão em vendas

Popularização da sobremesa começou nos torneios mais famosos da modalidade, do Brasil às Bahamas

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André e Adriano Akkari

Um esporte de cartas que ganhou o mundo a partir do Velho Oeste dos EUA ajudou o Melhor Pudim do Mundo, uma das principais marcas da tradicional sobremesa brasileira, a se tornar tão popular ao ponto de alcançar a marca de 15 mil pudins feitos por mês e R$ 1 milhão em faturamento.

A ligação começou com uma brincadeira entre irmãos: o chef Adriano Akkari levou um pudim em um evento de família e brincou que ele tinha preparado a receita. Seu irmão, o campeão mundial de poker André Akkari, sempre foi apaixonado por este prato e disse que aquele era o melhor pudim que ele havia provado até então. Foi aí que Adriano revelou que aquela receita não era a dele e o desafiou.

LEIA MAIS: Após polêmica com ações de Hellmuth, André Akkari é contundente e dá lição sobre comportamento e imagem nas mesas

“Você disse que esse é o melhor pudim do mundo porque ainda não provou o meu”. O chef então começou a ir em busca da melhor receita até chegar em uma fórmula secreta que leva ingredientes importados especialmente selecionados, além de utilizar uma técnica inovadora que evita a perda da calda durante o transporte. A receita depois foi aprovada por André, que concordou que o pudim do chef é que era o melhor do mundo e o incentivou a tornar um negócio.

André se comprometeu tanto com a popularização que a cada torneio que disputava, tanto no Brasil quanto no exterior, fazia questão de falar da receita de Adriano para os outros jogadores. Logo começaram a surgir as encomendas e, com a aprovação, os poker players espalharam a notícia para seus familiares e também para os funcionários de suas equipes e clubes de poker por todo o Brasil. Hoje, o Melhor Pudim do Mundo é uma das – senão a mais conhecida – mais populares sobremesas no universo do poker brasileiro.

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Confira o episódio do Depois do River #22:

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Explosão na mesa final da WSOP ganha imensa proporção e causa problemas até em casa para Phil Hellmuth

Jogador prometeu melhorar após ver repercussão de sua família

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Phil hellmuth

O assunto da semana foi mesmo o show às avessas de Phil Hellmuth na mesa final do Evento #19 Seven Card Stud, de US$ 10.000. O americano tentava conquista seu 16º título da série, da qual já é o maior vencedor, mas sua habilidade no jogo acabou ficando em segundo plano.

O que roubou a atenção de todos foi seu mau comportamento durante toda a decisão. O “Poker Brat” passou do ponto, com xingamentos exaustivos, reclamações a todo tempo, palavrões e muitas outras coisas ruins. Ele caiu em quarto, não alcançou o título, e os dias seguintes foram piores.

A repercussão de suas atitudes foi enorme. Diversos membros da comunidade do poker criticaram a ação de Hellmuth, incluindo nomes de grande peso no cenário. Até André Akkari pareceu indignado com o que o “Poker Brat” havia feito naquela ocasião. Ter a mídia em cima sempre fez parte do personagem, mas dessa vez as consequências foram maiores.

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O mau comportamento do americano tornou-se tema em sua própria família, em sua própria casa, e o que se deu com isso acabou deixando Hellmuth em uma situação bastante desconfortável. Em um de seus tweets, ele pareceu arrependido de suas ações:

“Minha mãe e meu pai ficaram com vergonha / raiva de mim… Meus amigos me disseram que eu estava fora da linha. Depois de 44 horas ridicularizado nas redes sociais, e percebendo que meus discursos são um mau exemplo para os jogadores de poker em todos os lugares, acho que posso melhorar MUITO. Posso não ser perfeito, mas posso ser melhor…”

Mesmo com diversas pessoas ainda defendendo essa faceta do personagem Phil Hellmuth, a enorme repercussão negativa parece que ligou um alerta no maior campeão da WSOP de todos os tempos. Será que teremos um jogador mais polido nos próximos torneios ou a primeira bad beat vai reativar o descontrole?

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Após polêmica com ações de Hellmuth, André Akkari é contundente e dá lição sobre comportamento e imagem nas mesas

O embaixador brasileiro explicou seu ponto de vista com uma aula sobre como agir

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André Akkari

Um craque não pode ser um craque só no jogo. Quando se está em evidência, todas as ações tomadas por alguma pessoa midiática tomam proporções imensas e acabam provocando reações, sejam elas boas ou ruins. Por isso, é esperado que quem está sob os holofotes faça o possível para ajudar a imagem do esporte em questão.

No poker, um esporte que nem sempre foi bem aceito pelas pessoas e que vive constantemente buscando uma melhor imagem, isso é ainda mais crucial. No entanto, alguns jogadores preferem ter um estilo próprio que foge um pouco do que se espera dos maiores nomes. Phil Hellmuth sempre foi falastrão, mas nesta semana ele passou do ponto.

Jogando a FT do Evento #19 da WSOP, o maior campeão da série mostrou um comportamento totalmente contrário a uma pessoa normal. Ele soltou diversos palavrões, xingou, atacou o dealer, reclamou e chorou em diversos momentos, deixando até constrangidos os outros participantes. É claro que não pegou bem.

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Diversas pessoas, incluindo companheiros de profissão, não concordaram com a atitude do americano e passaram a pedir medidas contra esse tipo de comportamento. Sendo um dos maiores nomes da história, espera-se que Hellmuth seja um bom embaixador do esporte, mas não foi isso que se viu.

Vendo a polêmica, o craque brasileiro André Akkari aproveitou para se manifestar, sem citar o americano. O embaixador do PokerStars e do poker brasileiro deu uma lição sobre como o comportamento na mesa é importante para a imagem do poker, cobrou atitudes e deu uma aula sobre como ser um verdadeiro embaixador:

“Cada vez que você é rude na mesa de poker, você assusta os jogadores recreativos. Chamar as pessoas de ‘idiotas’, chorar em transmissões ao vivo, jogar cartas no dealer é horrível para o jogo! O diretor de torneios tem que puni-lo.”

Antes, Akkari havia feito um tweet de que o “poker precisa de verdadeiros embaixadores”. Ele é um dos melhores nesse quesito, inegavelmente, e sabe que pode falar. Trabalhar em prol do poker sendo um dos maiores deveria ser uma honra. E mesmo que o personagem Hellmuth seja famoso por seu comportamento, há de se tomar cuidado para não exagerar.

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Confira o episódio #22 do Depois do River:

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