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O homem da máscara de ferro: Stephen Chidwick abre o jogo sobre vida pessoal e faz texto inspirador sobre autocuidado

O britânico fez um relato incrível sobre algumas questões pessoais que enfrenta

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Stephen Chidwick

Stephen Chidwick é sem dúvida um dos melhores jogadores de poker da história. Com quase US$ 70 milhões de premiações em torneios ao vivo e mais de uma década de excelência no jogo, o britânico é conhecido por todos os amantes do poker, e seus resultados falam por si só.

Chidwick, no entanto, resolveu expôr nesta segunda-feira um lado diferente do craque das mesas. Com sua primeira publicação em uma conta do Twitter, ele falou sobre seu estilo low profile durante a vida, buscando mostrar um lado mais “vulnerável” por trás do estilo indecifrável da mesa.

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O relato de Chidwick, como ele mesmo diz, é “direcionado para quem se sente preso na escuridão”. Confira na íntegra a tradução:

“Olá, Twitter.

Muitos de vocês vão me ver como o jogador que não fala muito, e por muito tempo, eu acho que eu não tinha muita coisa de valor a dizer.

Eu fui low profile pela maior parte da vida, criei uma carreira com uma determinação silenciosa e foco nas coisas que eu podia focar—preparação, decisão, consistência. ‘Não gasto tempo com social media’, eu dizia. E embora essa decisão tenha sido a correta para mim, as razões eram mentirosas, ou ao menos incompletas. O que eu não admitia era meu medo: de críticas, de vulnerabilidades, da minha inabilidade de controlar minha natureza obsessiva.

Eu provavelmente entraria no espectro autista, eu certamente seria considerado bipolar, embora eu nunca fui atrás o suficiente de um diagnóstico. Eu sei como é ficar isolado da sociedade por proteção e me perguntar como eu cheguei lá. Eu sei o que é ficar tão cansado de um dia de poker ao vivo que fui dormir com fome porque não tinha a energia para interagir com outros humanos para comer. Eu sei como isso soa absurdo—também sabia na época—mas nenhuma racionalidade me impedia disso ser verdade.

Com o tempo, eu me adaptei bem e aprendi como transformar essa ansiedade em motivação para atingir meu potencial como jogador de poker e provar meu valor ao mundo pelas minhas conquistas.

E a validação começou a chegar.

Em 2019, fui eleito pelos meus colegas em uma pesquisa da CardPlayer como o melhor jogador do mundo—meus sonhos se tornaram realidade.

Meu ego celebrou demais, mas não demorou muito para que eu percebesse que ainda estava incompleto.

Agora que eu era o melhor, não havia margem para erros. Apesar de tudo que havia conquistado, eu não era menos frágil. Cada erro parecia uma ameaça para a narrativa. Será que estou regredindo? Será que estou ficando velho? Complacente? Preguiçoso? Por quanto tempo mais posso continuar enganando as pessoas e fazer elas pensarem que sou muito bom quando sei o quão grandes meus erros podem ser?

E nada disso sequer tocou na raiz do que eu realmente buscava por trás de tudo isso: ser aceito. Então, quando alguém fazia uma crítica, como “chato”, “robótico” ou “sem personalidade”, eu levava a sério. Porque em algum lugar dentro de mim eu tinha medo de que estivessem certos.

Motivado pelo meu desejo de ser o melhor jogador possível, comecei a fazer um trabalho interno maior, descascando as camadas das minhas convicções e examinando o que estava sendo descoberto. Por que eu sentia que precisava ser perfeito para receber validação? O que eu realmente buscava com meu sucesso? Investigações desconfortáveis que, lentamente, mas seguramente, começaram a me libertar das minhas noções preconcebidas de quem eu era e quem eu precisava ser.

E vi os benefícios. Na mesa, sim, mas ainda mais nas minhas interações regulares com minha família, meus amigos, conhecidos e até mesmo com completos estranhos. O progresso me fortaleceu e me impulsionou a seguir em frente. Quanto mais eu me aprofundava na vulnerabilidade, na honestidade e na confiança nos outros, mais confiante, autêntico e seguro de mim mesmo eu me sentia.

Estou aprendendo a ouvir não apenas a minha lógica, mas também a voz quieta, misteriosa e inexplicável dentro de mim. A voz que fala quando estou em silêncio. A voz que agora me incentiva a escrever isto e a expor para o mundo ver.

E aqui estou eu, a criança dentro da fantasia de robô. Apenas mais um ser humano em busca de amor, de conexão e de pertencimento. Cansado de fugir da minha sombra, pronto para parar e dar a volta por cima, eu espero.

Esta mensagem é direcionada para qualquer pessoa que se sente presa na escuridão. Vivi tempos que soavam insuportáveis, onde a ideia de paz, conexão ou de uma mente tranquila parecia muito distante. Se você está nessa situação agora, quero que saiba que pode melhorar. Você não está quebrado, e você não está sem ajuda. Continue.

Também quero agradecer a todas as pessoas que viram algo em mim que eu demorei muito para ver em mim mesmo e me ajudaram neste caminho. Algumas saberão quem são. Outras talvez nunca percebam o quanto um pequeno gesto significou para alguém que estava passando por dificuldades. Sou profundamente grato a todas vocês.”

Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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