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Lena Evans fala sobre equidade de gênero: “o poker precisa das mulheres”

Lena Evans destaca que a presença feminina é fundamental para o futuro do jogo

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Lena Evans
Lena Evans

Durante décadas, o poker foi considerado um esporte predominantemente masculino. Entretanto, cada vez mais mulheres estão quebrando barreiras e mostrando que têm lugar garantido nos feltros mais disputados do mundo. Em um cenário que ainda luta pela equidade de gênero, algumas vozes se destacam ao defender um espaço mais inclusivo para as jogadoras – e uma delas é Lena Evans.

A bicampeã da WSOP Circuit e fundadora da Poker League of Nations (PLON) não apenas joga poker com maestria, mas também atua ativamente para garantir que mais mulheres ocupem os principais palcos do esporte. Em entrevista concedida ao Poker Org, Lena não hesita em afirmar:

“As mulheres não são apenas bem-vindas na WSOP, elas são essenciais para o crescimento e evolução do poker”.

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Voz ativa e empoderada: Lena Evans fala sobre mulheres no poker

Lena Evans não economiza palavras ao afirmar que a presença feminina nos feltros está cada vez mais forte e impactante. Como fundadora da PLON, a maior organização internacional dedicada às jogadoras, ela acredita que o poker se fortalece quando mais mulheres participam e se destacam.

“As mulheres estão aparecendo e detonando nos fields, ganhando respeito pelo talento, resiliência e resultados – não pelo gênero”, afirma Lena, reforçando que essa visibilidade ajuda a quebrar estereótipos ultrapassados e encoraja novas jogadoras a se aventurarem no mundo das cartas.

Ela ainda destaca que a WSOP tem um papel fundamental nesse processo e que o futuro da série passa por incluir mais mulheres, não só como participantes, mas como protagonistas. “A WSOP precisa abraçar essa mudança e garantir que as mulheres estejam na linha de frente do crescimento do jogo”, provoca Evans.

A evolução da presença feminina nos torneios

Embora ainda sejam minoria, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no poker. Em eventos icônicos como o Ladies Event da WSOP, os números falam por si: em 2023, o torneio contou com 1.295 inscritas, o maior número já registrado na história do evento. O crescimento expressivo mostra que, quando há um ambiente acolhedor e seguro, as mulheres comparecem e competem com vontade.

Iniciativas como a PLON também fazem a diferença. A organização não só promove torneios exclusivos para mulheres, mas também garante vagas em grandes eventos open, como o próprio Main Event da WSOP. A ideia é clara: não basta incentivar a participação, é preciso proporcionar oportunidades reais de competir em igualdade.

Lena Evans ressalta que colocar mulheres em torneios abertos é um passo importante para acabar com a imagem de que o poker é um esporte masculino. “Não basta criar eventos paralelos só para elas; temos que dar espaço para que brilhem nos torneios principais”, reforça.

Desafios ainda persistem, mas as conquistas são notórias

Apesar do progresso, o caminho para a equidade de gênero no poker ainda é longo. Durante anos, o ambiente predominantemente masculino intimidou muitas jogadoras, que enfrentaram preconceito e subestimação. Lena reconhece que isso está mudando, mas ainda há um longo percurso pela frente.

Evans acredita que um dos segredos para superar essas barreiras é fortalecer a comunidade feminina no poker. Ela observa que as mulheres estão mais unidas do que nunca, compartilhando estratégias, treinando juntas e se apoiando nos torneios. Essa rede de suporte faz toda a diferença na persistência e no crescimento das jogadoras no cenário competitivo.

O futuro da WSOP depende da inclusão

Lena Evans não vê outro caminho para o WSOP senão ampliar a inclusão feminina. Para ela, a presença crescente de mulheres em torneios de alto nível é uma prova de que a mudança está acontecendo – mas é preciso acelerar o processo.

A provocação que Lena deixa para a comunidade é clara: por que ainda nos surpreendemos quando uma mulher conquista um título importante? Essa surpresa revela que o poker ainda não internalizou a ideia de que a presença feminina é natural e necessária.

O próximo passo para a WSOP e para o poker como um todo, é normalizar o sucesso feminino e garantir que, quando uma mulher levantar um bracelete, a reação seja de celebração, e não de espanto.

O poker que queremos ver

Se o poker é realmente um jogo onde a habilidade prevalece, por que as mulheres ainda são sub-representadas? A resposta passa pela criação de ambientes mais acolhedores e pelo fortalecimento de redes de apoio que estimulem novas jogadoras a persistirem. Lena Evans deixa um recado claro: a inclusão feminina não é só um desejo, é uma necessidade para que o poker continue evoluindo e se reinventando.

O futuro da WSOP – e do poker como um todo, está diretamente ligado ao quanto a comunidade se esforçará para garantir que as mulheres não só estejam presentes, mas sejam protagonistas desse crescimento. Afinal, quando o poker abre as portas para todos, quem ganha é o jogo.

Confira o episódio #106 do Poker de Boteco com Andressa Lincoln :

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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