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Estadão presta desserviço ao publicar coluna com informações errôneas sobre o poker; comunidade rebate duramente
Nomes de grande reconhecimento repudiaram o texto da coluna
O Estadão prestou um desserviço aos seus clientes no dia de hoje. O jornal publicou uma coluna, assinada pela jornalista Alice Ferraz, com informações errôneas sobre o poker. O texto da coluna sugere que o poker causa dependência e compara o jogo com as apostas esportivas, afirmando que oferece risco à saúde. A coluna ainda tem aspas do psiquiatra Rodrigo Machado, que afirma, novamente de forma errônea, que o poker se trata de um jogo de azar.
As informações podem ser facilmente verificadas como falsas. Em novembro do ano passado, a Associação Internacional de Esportes da Mente (International Mind Sports Association – IMSA) reconheceu, de forma unânime, o poker como esporte da mente. O reconhecimento foi fruto de anos de dedicação de várias pessoas, principalmente de Igor Federal, presidente da Wolrd Poker Federation, que levou inúmeros argumentos, estudos e estatísticas para provar seu ponto.
A desinformação veiculada pela coluna publicada no Estadão joga contra um processo que já dura muitos anos não só no Brasil, como em todo mundo. O jogo – ou esporte da mente – não só não se compara à apostas e jogos de azar no geral (como slots, roletas e outros), como também possui um viés que pode ser benéfico para a vida dos jogadores. Não à toa, o poker já se tornou até mesmo disciplina em algumas faculdades, já que traz conceitos válidos para diversas esferas.
A notícia, como não poderia deixar de ser, foi duramente rebatida por membros da comunidade do poker. De jogadores profissionais a recreativos, o teor de repúdio com a coluna ficou evidente. Nomes com apelo mundial deixaram comentários com argumentos para rebater as informações, como foram os casos da própria World Poker Federation, André Akkari, Bruno Foster, Rafael Moraes, Anthony Barranqueiros e muitos outros.
Confira as respostas de alguns dos citados para a postagem:
World Poker Federation
“A Federação Mundial de Poker está à disposição para dialogar e esclarecer, com base em dados e estudos internacionais, por que o poker NÃO É UM JOGO DE AZAR, e sim um jogo de habilidade, reconhecido por órgãos internacionais como a IMSA. Seguimos trabalhando com responsabilidade para proteger o poker, os jogadores e o público em geral.”
Anthony Barranqueiros
“A jornalista Alice Ferraz realmente quer comparar jogadores profissionais de poker a “profissionais” da Mega Sena? Lotofácil? Raspadinha? Tele Sena?
Se, segundo ela, todos são jogos de azar, então lanço um desafio à própria Alice e ao @estadao : apresentem ao público pelo menos uma pessoa que tenha vivido exclusivamente desses jogos por 10 anos de forma consistente. Só uma.
Enquanto isso, a comunidade do poker pode facilmente apresentar mais de mil jogadores profissionais que vivem do jogo há mais de uma década, com resultados auditáveis, títulos e reconhecimento internacional.
E caso não encontrem nenhum “profissional” da raspadinha ou da Tele Sena (e não vão encontrar), tenham ao menos a humildade de publicar uma retratação. Porque essa matéria, se é que merece esse nome, distorce completamente a realidade do que é o poker: um jogo de habilidade, estratégia e estudo contínuo.
Azar mesmo é o povo ter que se informar por quem não demonstra o mínimo de seriedade ou preparo para tratar o tema com responsabilidade.”
Bruno Foster
“Sou jogador profissional de Poker há 22 anos @estadao, sabe o quanto me dói na ALMA ver um veículo de comunicação tão “poderoso” em alcance, dizer que algum Dr alguma coisa assumir que Poker é um jogo de AZAR? Quanta falta de informação, quanta estupidez… Sério… não da vontade nem de tentar dialogar de tão distante da realidade vocês estão. Pesquisem antes, estudem sobre e só depois emitam alguma opinião ou as publiquem se souberem o que estão falando. Publicações como esta podem enganar uma massa de pessoas gigantesca, essa é uma das maiores atrocidades que já li sobre a minha profissão, fazer esse tipo de postagem sem averiguar a veracidade do que se fala deveria ser CRIME! INAFIANÇÁVEL!!”
Rafael Moraes
“São tantos anos de trabalho de uma comunidade apaixonada por esse jogo MENTAL e ainda tem pessoas e jornalistas que sequer vão atrás de informações verdadeiramente relevantes e seguem somente buscando matérias em busca de cliques.
É uma pena, senhora Alice Ferraz e Malu Mões, vocês são reflexo do preconceito e da falta de educação que nosso país sofre.
Na contramão disso, ver os comentários desse post me deixa muito feliz. Que alegria ver o quanto nossa comunidade é unida e o quanto a confederação de Poker, a indústria e seus praticantes defendem nosso segmento com unhas e dentes.
Vamos em frente. Vocês não foram as primeiras e não serão as últimas. O trabalho continua.”
Zeca Geleilate
“O Texas Hold’em é amplamente reconhecido como um jogo de habilidade, estratégia e controle emocional, e não meramente de sorte ou “azar”. De fato:
• Em muitos países (como EUA, Reino Unido e parte da Europa), o poker é tratado legalmente e academicamente como um jogo de habilidade com elementos de aleatoriedade, diferentemente de jogos puramente aleatórios como caça-níqueis ou bingo.
• Há estudos acadêmicos e cursos universitários, inclusive em universidades como MIT e Harvard, que utilizam o poker para ensinar teoria dos jogos, tomada de decisão sob pressão e psicologia comportamental.”
Walter Ripper
“Como advogado do setor e jogador recreativo, lamento ver mais uma matéria desinformada. O poker é reconhecido mundialmente como esporte da mente, não jogo de azar. Diferente das “bets”, exige habilidade, estratégia e controle emocional. Comparar os dois é um erro grave.
O jornalismo precisa ser mais responsável. Generalizar e ignorar estudos sérios só reforça o preconceito e desinforma o público”
André Akkari
“Enquanto o Brasil não tiver educação estaremos fadados ao fracasso. Nem sequer o uso do chatgpt a Alice Ferraz se permite. Aí fica bem difícil!
Todas as vezes que vocês pensarem que não evoluímos por burrice e falta de competência política, lembrem que é um reflexo da nossa sociedade, lá está lotado de pessoas como a nossa amiga aí”.
Confira o MundoTV Cast #73 com Dani Feitosa:
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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating
Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.
Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.
Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.
Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.
No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.
Assista:
$1 MILLION POT!!! 💰💰💰
QUADS vs FULL HOUSE 😱@Mister_Keating ends the night in the most Alan Keating way possible pic.twitter.com/B0ZphXNRJ2
— Hustler Casino Live (@HCLPokerShow) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período
A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.
Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.
Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.
LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”
A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.
O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.
Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K
O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.
O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.
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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.
Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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