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Dan Almeida faz diagnóstico de jogadas de Damian Salas contra brasileiros na WSOP: “na teoria é ok, mas poderia ajustar”
Argentino passou por mãos complicadas contra vizinhos sulamericanos
Um dos motivos que torna o poker apaixonante é possuir uma vasta gama de possibilidades para cada tipo de jogada. É para entender qual tipo de ação traz um melhor resultado que os jogadores passaram horas estudando através dos mais diversos tipos de programas, sempre em busca das melhores decisões no longo prazo. Dominar a teoria do jogo é o primeiro passo para entender onde se deve desviar dela em busca de ainda mais fichas.
Mas, quando essas ações acontecem, sempre abre uma lacuna para análises e debates na procura de saber se realmente aquilo era o melhor a ser feito ou não. Na WSOP Online, o argentino Damian Salas, atual campeão do Main Event da WSOP, passou por duas mãos que trouxeram alguns questionamentos para quem acompanhava. Elas aconteceram na mesa semi final e na FT do torneio, justamente contra dois jogadores do país. A primeira foi na semi, contra Rafael Furlanetto.
Ali, o jogador argentino deu mini raise com pouco mais de 16 blinds e tomou um 3-bet de 4.7 blinds do brasileiro, que ficou com 12 pra trás. Salas respondeu com um shove um pouco polêmico de , e foi rapidamente pago por Rafael, que apresentou , no topo do range. A mão acabou com uma bad beat no board , que eliminou Furlanetto e ajudou Salas a chegar na decisão.
Confira a ação:
O Mundo Poker procurou o profissional Dan Almeida, e o sócio do Midas trouxe uma análise bem técnica da jogada, para elucidar todas as possibilidades:
“Nessa mão, por ser semi FT, a pressão de ICM é um pouco menor. A verdade é que em situações que não tenha pressão de ICM, dificilmente vai existir 3-bet que o cara fique com 12 bbs pra trás para foldar. Mas em situações com ICM isso pode existir, porque os limiares que o oponente dá 3-bet/call são menores. Isso na teoria. Na prática, acredito que a maior parte da população quando faz essa jogada não vai ter os blefes que tem que ter e o range vai estar muito dominado por mãos como AA, KK e QQ”, começa, explicando sua visão.
“Por isso, não é um 3-bet que eu queria reagir contra, porque acredito que no geral os jogadores vão estar desbalanceados e vai ter muito mais valor nesse tipo de spot. Mas aí tem o outro lado, se o brasileiro realmente tiver o range balanceado, isso obrigado o Damian Salas a ter um range de shove por ‘blefe’, obrigando o fold”, detalha o sócio do Midas.
Ele encerra a primeira análise apontando que o argentino poderia ter optado por alguns combos diferentes: “nesse caso, acho que ele poderia usar mãos que correm melhor contra o range de call, como A5s, A4s. Essas mãos off acabam sendo ruins contra o range de call. Acho que esse shove, especificamente, não deveria existir na prática. Na teoria até existiria, mas não com essa mão que ele utilizou”, define.
Pouco tempo depois, o atual campeão do Main Event alcançou a decisão do torneio e acabou se envolvendo em outra mão, agora contra o brasileiro Diego Spataro. O argentinou defendeu o big blind, e ambos jogaram de check no flop . No turn , Damian saiu apostando e foi pago por Diego. No river , Salas foi para um check-raise de 13.1 blinds (deixando 6.8 pra trás) contra a aposta de 4 blinds de Spataro.
Depois de ser pago, o brasileiro mostrou , acertando o top pair no river, enquanto Damian Salas foi para um blefe com seu . Dan Almeida mais uma vez trouxe valiosas explicações:
Confira a ação:
“Acho que o Salas jogou de maneira correta o turn, ele saiu apostando com uma mão com equidade alta, duas pontas, um bom draw, e quando vem o K no river é uma situação bem ruim pra ele, porque vai acertar razoavelmente o range do brasileiro, o que não deixa muito bom pra ele liderar uma aposta. Mas, por outro lado, ele tem T high, tem que haver uma frequência de blefe nesse river para tentar ganhar a mão”, pontua, dando início ao pensamento.
Ele ainda atenta que o river não foi dos melhores: “é um pouco complicado porque o K acerta o range do brasileiro que está em posição, e também porque o board tem muitas mãos que não completaram. É um board que se não tomar cuidado vamos exagerar nos blefes. Acredito que o Damian Salas deve ter ido pra check fold no river, mas como o brasileiro fez um size muito pequeno, ele achou que teria espaço pra dar raise e blefar”, explica.
O sócio do Midas, no entanto, enxerga um possível pequeno erro no tamanho da aposta: “eu só acredito que boa parte das mãos que ele iria querer dar raise nesse river seriam muito fortes, como sequência, trincas e dois pares. Mas com essas mãos ele iria dar all in, já que o range que pagaria seria quase sempre o mesmo. Então ele iria querer maximizar os ganhos dele. Eu não acho ruim ele ter blefado esse river, principalmente pelo brasileiro ter feito o size pequeno e dado espaço pra isso, só que acho que deveria ter sido com um all in”, finaliza.
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Confira o episódio #16 do Depois do River:
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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating
Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.
Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.
Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.
Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.
No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.
Assista:
$1 MILLION POT!!! 💰💰💰
QUADS vs FULL HOUSE 😱@Mister_Keating ends the night in the most Alan Keating way possible pic.twitter.com/B0ZphXNRJ2
— Hustler Casino Live (@HCLPokerShow) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período
A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.
Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.
Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.
LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”
A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.
O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.
Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K
O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.
O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.
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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.
Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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