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“Cavalo” de Kabrhel, Zdenek Zizka é lenda do gamão, tem carreira meteórica no poker e acusações na Estônia

O campeão do evento mais caro da história do Brasil tem um currículo e tanto

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Zdenek Zizka
Zdenek Zizka

Na última semana, os amantes de poker no Brasil conheceram o jogador tcheco Zdenek Zizka nos eventos da High Roller Series no BSOP Millions disputado em São Paulo. O tcheco foi um dos grandes nomes desse recorte dos torneios caros. Ele fechou com chave de ouro com a vitória no Super High Roller Main Event de R$ 500.000.

Diferente de Martin Kabrhel, compatriota e apontado como seu principal investidor, Zizka é um homem de poucas palavras na mesa. Introspectivo, só atraiu os holofotes mesmo quando posou para tirar a foto de campeão com o elegante troféu do torneio mais caro da história do poker brasileiro. Ele levou R$ 6.000.000 (US$ 1.200.000) pela façanha. O maior hit da carreira.

Com apenas 26 anos, Zizka tem bastante história para contar. Ele é um estrategista nato em esportes da mente e, antes do poker, já tinha deixado um legado no gamão. A carreira no poker é meteórica e explodiu de vez em 2025. Apesar da timidez nas mesas, a aproximação com Martin Kabrhel rendeu acusações graves em um evento na Estônia e até no BSOP Millions.

LEIA MAIS: BSOP Millions: Martin Kabrhel fala, joga e garante título do R$ 150k Super High Roller

O sucesso no gamão

Zizka é um prodígio do gamão desde a adolescência. Ele se tornou Grande Mestre reconhecido pela BMAB (Backgammon Masters Awarding Body) e venceu o Ultimate Backgammon Championship (UBC) duas vezes nos últimos dois anos. Ele também contribuiu para o gamão ao escrever um livro.

Zizka é o autor de “O Método Zizka: Dominando o Gamão por Meio da Narrativa” (The Zizka Method – Dominating Backgammon Through Storytelling). A obra é considerada uma das leituras mais relevantes do gamão. Abaixo, o vídeo do título dele no UBC deste ano:

Carreira meteórica no poker

O “ZZ”, como é conhecido, tem resultados capturados no poker a partir de 2023. Em apenas pouco mais de dois anos, ele já tem um currículo de dar inveja em muito jogador de longa data. Neste ano, Zizka conquistou o primeiro bracelete da WSOP ao vencer o Evento #84 (US$ 1.000 NLH). Ele foi o algoz e impediu o octacampeonato de Shaun Deeb no heads-up.

Por ter passado pelo field de 1.873 jogadores, ele levou a forra de US$ 232.498, que era o seu maior prêmio até a conquista estratosférica no Super High Roller Main Event em São Paulo. Depois de Las Vegas, ele fez sucesso também na WSOP Europa. Foram três mesas finais (2º, 3º e 5º) e premiação acumulada de US$ 354.803. De acordo com o site CardPlayer, ele tem US$ 2.485.095 em ganhos na carreira.

Curiosamente, Zizka não tem o perfil habilitado no Hendon Mob, o principal desse ramo em capturar resultados.

Créditos: Alicia Skillman/PokerNews.

Polêmicas

Em abril deste ano, um usuário do Forúm TwoPlusTwo publicou uma grave acusação contra Zizka e Martin Kabrhel. Durante a Diamond Poker Series PLO Grand Slam, em Tallinn, na Estônia, a dupla foi acusada de soft play e chip dumping. O jornalista Matheus Freitas trouxe o relato para o Mundo Poker em primeira mão na época.

Durante um torneio na Estônia, jogadores notaram algumas mãos estranhas entre os tchecos em uma mesa final e fizeram uma reclamação formal. “Após mais uma mão suspeita, o diretor parou o jogo e anunciou que passaria a conferir as cartas fechadas dos jogadores. A partir daí, o clima na mesa ficou bem ruim, com o jogo sendo interrompido frequentemente e o Kabrhel gritando agressivamente com os outros jogadores e com o diretor”, diz trecho do relato.

O acusante escreveu na publicação no TwoPlusTwo que após o torneio em questão ser encerrado, os organizadores e diretores da Diamond Poker Tour conversaram com os jogadores da mesa final e garantiram que Zizka e Kabrhel seriam banidos de eventos futuros. No entanto, não houve um anúncio oficial sobre isso.

Na mesma postagem, ele incluiu relatos de outros jogadores em situações semelhantes contra os tchecos. No BSOP Millions, Renan Bruschi deu uma entrevista para o site Codigo Poker e relembrou essa situação ocorrida na Estônia. Ele disse ter fortes suspeitas que os tchecos reproduziram o mesmo comportamento nas mesas dos BSOP Millions.

Zdenek Zizka

Zdenek Zizka

Confira o Poker de Boteco #118 com Raysa Oliveira: 

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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