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Carreira, Samba e 2025 mágico: Pedro Padilha passa ano a limpo em valiosa entrevista no BSOP Millions

O profissional foi um dos craques presentes na Super High Roller Series

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Pedro Padilha

A Super High Roller Series foi o ponto alto da edição de 2025 do BSOP Millions. Já finalizada, a série high stakes reuniu os principais jogadores do país em um único lugar, formando um field do mais alto nível no evento. Entre os vários craques que marcaram presença esteve Pedro Padilha, um dos fortíssimos candidatos a melhor jogador do ano em 2025.

Com uma temporada incrível, repleta de enormes resultados online e ao vivo, Padilha viveu um dos melhores anos da carreira. E em três frentes diferentes: individualmente, com seu time, o Samba, e também com a pool de jogadores da qual participa, formada por Alisson Piekazewicz, Felipe Boianovsky e Gabriel Tavares.

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Durante a realização do Super High Roller de R$ 500K, o primeiro realizado no Brasil e também o primeiro torneio deste valor jogado por Padilha, o sócio do Samba reservou um tempo para conceder uma entrevista ao Mundo Poker. Além de falar de todos os temas acima citados, o craque falou de várias outras coisas.

A valiosa entrevista pode ser conferida abaixo:

Mundo Poker: Nós fizemos entrevistas recentes com alguns jogadores e, coincidentemente, três deles fazem parte da sua pool: Alisson, Boianovsky e Tavares. Todos elencaram fatores de importância de fazer parte de uma. Você, além da pool, ainda é sócio do Samba, então tem contato com ainda mais pessoas. Para você, qual é a maior vantagem disso?

Pedro Padilha: Eu acredito que tem a importância óbvia de reduzir um pouco a variância, dividir o conhecimento ali com o pessoal, estudar junto, evoluir junto. Duas cabeças pensam melhor que uma, três pensam melhor que duas, quatro pensam melhor que três. Então essa pool é um ambiente de evolução muito grande e é o que eu busco pra minha carreira.

Mas, além de tudo isso, tem o fator de que poker é bastante solitário, de forma geral. Quando a gente tá jogando, a gente tá sozinho, e conseguir dividir parte dessa carreira de alguma forma com alguém também é legal. Além do ambiente de evolução, é um prazer ver a evolução dos outros, vibrar com a vitória dos amigos. Tem todos esses pontos.

Mundo Poker: E como você consegue conciliar e diferenciar esses conteúdos que você precisa passar para o time com os conteúdos da pool e os seus próprios materiais de estudo?

Padilha: Eu não tenho diferenciação. Eu acho que não existe o Padilha jogador e o Padilha instrutor. Existe o Padilha profissional de poker. Tudo que eu faço pro time, tudo que eu estudo e preparo de conteúdo pro time, me torna um jogador melhor pra pool. E tudo que eu estudo na pool me torna um instrutor melhor pro time. Então é tudo Padilha profissional de poker, não tem essa diferença.

Mundo Poker: Além da pool, o Samba, seu time, também tá vivendo um ano incrível, com muitos resultados tanto online quanto ao vivo. Como é pra você ver o sucesso e o que aconteceu nesse ano que o Samba explodiu assim?

Padilha: Em relação ao Samba, é o resultado do trabalho que vem sendo feito há muitos anos. A gente bateu muito na trave nos últimos anos em torneios muito grandes, com jogadores chegando em torneios muito grandes e não conseguindo, bolhando mesa final, pegando sexto, sétimo lugar. Esse ano muitos deles cravaram e aí resultou num ano muito grande. Mas, mesmo sem esses resultados gigantescos, que é o que a gente costuma ver, o Samba continua na sua média de ganhos, que vem sendo natural e vem sendo crescente nos últimos anos. E aí esses hits, um Venom que o Tavares ganha, um bracelete que outro jogador ganha, fazem com que seja um ano muito diferente dos outros.

Mundo Poker: Partindo para o lado pessoal, você tem alguns feitos ao vivo e tem muitos feitos online esse ano. Se hoje existisse o Pocket Fives, muito provavelmente você ganharia o prêmio de Jogador do Ano. Você sente falta de ter esse ranking online? E o que aconteceu nesse ano que deu certo?

Padilha: O ano que eu tava brigando pra ganhar o ranking do Pocket Fives, foi o ano que ele foi extinto. Eu acho legal, acho rankings legais. Eu acho que aquele ranking tinha uma métrica que não definia muito bem quem era o melhor ou não, mas tinha a sua métrica e isso era uma contagem de alguma forma. Eu não jogo por isso, não jogo por rankings, eu jogo simplesmente pra ganhar dinheiro. Esses títulos acabam sendo muito legais porque são reconhecimento, eu gosto, mas eu não trabalho pra isso, nunca trabalhei pra ganhar ranking de nada. Seria uma coisa que me deixaria feliz, grato, teria um reconhecimento legal, mas só. Se for uma consequência do meu trabalho, eu vou ficar bastante feliz.

Eu acho que esse ano desse é fruto do trabalho que eu venho fazendo, que é a resposta óbvia. Eu vim de alguns anos que eu estava trabalhando tão bem quanto estou trabalhando, mas acabei não runnando tão bem em algumas séries live como em outras. Esse ano foi o ano que as coisas começaram a dar um pouco mais certo numa escala maior. Mas eu sigo entregando o mesmo trabalho, com o mesmo foco, com o mesmo empenho que eu entreguei nos últimos três anos, provavelmente. E que eu vou continuar entregando cada vez mais pelos próximos quatro, cinco, seis. Espero que venham anos tão bons ou melhores quanto esse.

Mundo Poker: Você tem um filho pequeno que está crescendo. Como a paternidade influencia em tudo?

Padilha: A paternidade me ajuda na vida, me ajuda pra tudo na vida, porque eu gosto muito. Sou muito mais feliz com o meu filho, em todos os sentidos. Em relação ao poker, não acho que muda muita coisa. Mas a gente estar bem influencia qualquer ambiente, qualquer atividade que a gente esteja fazendo. Então é muito legal.

Mundo Poker: Qual a próxima meta do Padilha? O que mais te motiva pra querer mais alguma coisa?

Padilha: A minha motivação vem do jogo. Óbvio que o dinheiro também, mas a minha motivação vem de me tornar a minha melhor versão, de superar os meus limites, de competir no mais alto nível. Não competir contra os outros, competir contra mim mesmo, me tornar um jogador melhor a cada dia. É isso que me motiva e é isso que tem me levado a grandes coisas. Eu não tenho um grande objetivo de ganhar tal torneio, de ganhar tal série, mas eu tenho o objetivo – é uma coisa que sempre falo pra todo mundo – de ser o melhor jogador possível pra jogar a próxima mão. Então o meu foco é sempre na próxima mão, no próximo torneio. Assim eu vou levando.

Mundo Poker: Falando aqui do BSOP, onde nós estamos. Você está jogando o 500k, o torneio mais caro que já teve no Brasil. O que você pode falar dessa experiência, da qualidade do field e de um evento no geral?

Padilha: Esse foi o primeiro US$ 100K que eu joguei… já joguei alguns de US$ 50K, mas US$ 100K foi o primeiro. Já venho enfrentando esses fields nos últimos anos e eu não acredito que fora seja mais difícil, acredito que alguns sejam tão difíceis quanto. É bom ter aqui no Brasil porque aqui a gente tem um conhecimento um pouco maior do field local, dos jogadores recreativos daqui. Isso dá um pouco de vantagem pra gente, assim como o cara que mora em Barcelona deve ter um conhecimento do field local lá e deve ter alguma vantagem com isso.

No geral, é muito bom pra gente estar perto, estar no quintal de casa. Foi uma série muito boa e eu estou muito feliz de ter jogado. Os torneios foram muito bem, então já não é mais uma opinião minha: a gente presenciou isso acontecer. Eu acho que a gente tem espaço pra ter mais do que uma série desse tamanho. Espero que elas continuem a fazer.

Confira o Poker de Boteco #118 com Raysa Oliveira: 

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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