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Blog do Montanha de Cartas

O outro lado da notícia. Assista a entrevista do Blog Montanha de Cartas para a Rádio Poliesportiva

Projeto que promete dar voz a todos os esportes concede espaço ao poker

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No final do mês passado recebi um convite do jornalista Eric Filardi através da minha conta no instagram para dar uma entrevista. Se você que leu a frase anterior ficou surpreso, imagina como foi a minha reação.  De imediato a ideia pareceu no mínimo inusitada, afinal, estou acostumado a entrevistar e não a ser entrevistado. O que será que queriam ouvir de mim? Será que tenho uma história boa para contar? Quem são os loucos que queriam me entrevistar?

Tantas perguntas, mas vamos as respostas. A tal da entrevista que fui convidado era uma live da Rádio Poliesportiva, um projeto que promete dar voz a todos os esportes. Já vi muitos veículos de comunicação utilizar um slogan desses e não dar a mínima para o poker, mas dessa vez foi diferente. Só o fato deles darem espaço para alguém que trabalha com o nosso joguinho demonstra seriedade, por isso logo confirmei o bate papo, mas não demorou e veio a insegurança.

Trocar de lado assim não é uma coisa tão fácil. Acostumado a ficar do outro lado da notícia, relatar os fatos, entrevistar, editar, eu realmente não sabia o que estaria por vir e tenho certeza que não sou o melhor representante da imprensa do poker nacional para dar uma entrevista dessas. Aqui mesmo no Mundo Poker temos o nosso editor-chefe Ytarõ Segabinazzi e o Guilherme Schiff com muito mais bagagem no assunto do que eu.

Mas também não posso me desvalorizar, como me disse uma vez o Igor Federal, então presidente da CBTH, um tijolinho na história do poker eu coloquei. O Blog Montanha de Cartas existe há seis anos e contribuiu com a inclusão do nosso joguinho na TV aberta, quando eu ainda trabalhava na emissora paulista TV Gazeta.

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Também foi neste espaço que em 2019, relatei as aventuras nas Bahamas, onde estive a convite do PokerStars para cobrir o primeiro – e até o momento único – PSPC PokerStars Players Championship. Lá entrevistei o Daniel Negreanu, conheci Chris Moneymaker, jantei ao lado do Erik Seidel e acompanhei ali de pertinho a saga do Pedro Padilha, eliminado bem perto da mesa final daquele imenso torneio.

No ano passado, ao lado da Mayza Basso, criamos o Baralho Pergunta, uma série de entrevistas inovadoras onde os principais nomes do cenário do poker nacional passaram. Teve bate papo com o André Akkari, Felipe Mojave, Brunno Botteon, Leo Mattos, Carol Dupre, Milene Magrini e muitos outros.

Opa, então espera um pouquinho. História para contar eu tenho bastante. Sobre poker e jornalismo esportivo, afinal, além do Blog que escrevo por prazer, já passei por algumas redações, trabalhando sempre com o esporte e aprendendo com os melhores, como o mestre Michel Laurence.

E foi justamente nessa pegada de poker e jornalismo esportivo que fui surpreendido pela impecável condução do jornalista Gabriel Max na live da Rádio Poliesportiva na última segunda-feira (19). Em um clima bem descontraído contei as histórias desse espaço e da minha carreira no jornalismo.

Se você se interessou, confere o bate papo, dividido em duas partes.

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Jogando pote de R$ 16 mil no escuro Robin Hood do poker aplica bad beat surreal em cash game de Arraial d’Ajuda

Ele quase não tinha chances de ganhar a mão

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Se você acompanhou as entrevistas do Baralho Pergunta deve ser visto a história de João Gomides, o dono da conta no instagram @jogadoromahacaro e que auto se intitula o Robin Hood do poker. O motivo do apelido é que depois das forras no cash game ele costuma distribuir dinheiro para a população em situação de rua, assim como o mítico herói inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres.

Essa semana o João me procurou para contar uma parada que precisa ser compartilhada com os meus leitores. Ele estava em um cash game na paradisíaca Arraial d´Ajuda, bem próximo de Porto Seguro, onde a família do meu amigo possui dois hotéis. A jogada já começa de forma estranha, porque foi disputada na modalidade Texas Hold´em, algo que não é a especialidade do João, afinal, geralmente ele só vê um flopinho se for PLO5.

“Montanha, beleza? Deixa eu te falar, rapaz, tava jogando lá com os italianos em Arraial, tomando umas duas e tal… Eles gostam só de Texas né… A gente brincando, no escuro, ai eu 25  e toda hora ele 50, eu 100, ele 200, toda hora esse homem vinha em cima, ai chegava no 200 eu diminuía, mas teve uma hora lá comecei a sentir uma energia mais forte assim, rapaz, eu vou pegar ele é agora”, contou o João.

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Tanto o italiano quanto o João tinham aproximadamente R$ 8 mil em fichas e depois de aumentos e reaumentos pré-flop acabaram indo de all in no escuro, formando um pote de R$ 16.000. Na hora de revelar as cartas, o Robin Hood do poker se viu numa situação complicada, com enquanto o europeu tinha .

Uma tentativa de acordo foi feita, mas veemente negada pelo italiano que pedia para virar as cartas, dizendo que se não o jogo não seria sério. Nesse momento, João se enche de coragem e começa a antever a jogada: “Vai virar o meu flush”, dizia ele.

O flop surgiu apenas com uma carta de copas, não ajudando muito o bom baiano. As primeiras três cartas reveladas foram . Já no turn, um , João passou a gritar mais alto que viria o flush.

O river foi um formando o flush que fez o meu amigo vencer a parada. Ele soltou palavrões, bateu na mesa, na parede e saiu aos quatro cantos berrando: “eu sou jogador de ‘baraio!'”

“Abriu a porta e veio o flush ‘nos meus peito’. Que beleza bicho, um pote grande desses, um runner runner desses, no contexto que foi, é uma coisa difícil de ver no poker”, completou João ao me contar a história. Agora, imagina a alegria que ele pode proporcionar aos moradores de rua depois dessa forra.

Confira o vídeo:

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Não deixe o seu ego destruir o seu castelo no poker. Você é sim o seu maior inimigo neste esporte da mente

Todo o trabalho de uma vida pode ser destruído por falta de autocontrole

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É amigo leitor, estou longe de ser um jogador vencedor no poker. Me dediquei infinitamente mais ao jornalismo do que ao jogo, mas sou um apaixonado por esse esporte da mente e muitas vezes nas minhas incursões em torneios, seja eles online, ou presencialmente, algo que me tira o sono é quando acabo constatando que perdi para mim mesmo.

As vezes é um erro bobo causado pelo cansaço, um blefe mal sucedido que claramente não iria passar, mas o pior é quando o meu ego acaba me sabotando. É difícil de fazer essa analise e constatar essa falha interna, mas sim, muitas vezes acabamos sendo eliminados de um torneio porque estamos ou com o ego inflado demais ou com ele machucado, algo que reflete em péssimas atitudes na mesa.

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Para o jogador de poker, o ego acaba se tornando o mesmo que os moinhos de vento para Dom Quixote. É algo como um inimigo invisível, mas brutalmente assassino. E olha, todo atleta desse nosso joguinho tem esse sentimento dentro dele. Os mais vencedores, geralmente conseguem controlar bem as atitudes e se tornam aquele jogador sólido, os verdadeiros cubos de gelo na mesa, mas eles são a grande minoria.

Neste cenário dos homens de gelo do poker, o Brasil ganha um destaque com o dono de dois braceletes da WSOP, Yuri “TheNERDGuy” Martins. Antes do curitibano se tornar uma verdadeira unanimidade no cenário mundial do esporte, ele venceu o LAPT Grand Final de 2015 em um heads-up épico contra Afonso Henrique.

Yuri é um dos jogadores que melhor controla as emoções no jogo

Quem acompanhou na época certamente se lembra que o adversário de Yuri tentou de todas as formas desestabilizar ele. Foram muitas falinhas, gestos, muitas vezes apelativos, mas “TheNERDGuy” permanecia imóvel, sem esboçar reação. No final, um abraço fraternal entre os dois selou a esportividade e Yuri ficou com o prêmio de R$ 650 mil.

Outro brasileiro que treina bastante o autocontrole é Alexandre Mantovani, o “Cavalito”. Ao lado da esposa, Thais Dresch, os dois militam no processo de treinamento mental do jogador de poker já algum tempo, tanto que criaram uma escola de poker voltada justamente para isso, a Poker Mind School.

EVITE ESSES ERROS

Uma mesa de um torneio de poker geralmente tem nove jogadores. Imagine você, um amador apaixonado pelo jogo, resolveu pagar o buy in de um grande torneio e acabou sentando na mesma mesa de um conhecido jogador.

Essa é uma das coisas que mais me atraem no poker. Em qual esporte do mundo você pode disputar uma partidinha com um craque, um profissional ou um campeão já reconhecido, mesmo você ainda dando os primeiros passos.

Pois bem, se um dia isso acontecer, não caia na tentação de tentar ganhar um pote importante desse seu ídolo apenas para contar no seu home game semanal o que aconteceu. A sua mesa tem pelo menos outros sete jogadores e não me parece uma atitude sensata jogar justamente contra o melhor. Segura a onda, ou melhor, segura o ego.

METAGAME

Você já deve ter ouvido falar de metagame ou level no poker. Isso é um fator bastante comum no jogo e pode ser extremamente perigoso. Depois de um histórico de mãos, os jogadores podem passar a imaginar o que o adversário pode estar armando ou pensando em uma jogada, e fatalmente muitas vezes as analises podem ser erradas e gerar erros gravíssimos.

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Tome muito cuidado com o metagame, seja ele no jogo ao vivo ou no online. Pegar birra de um determinado jogador é algo comum depois de horas na mesma mesa. Um fator que certamente não vai fazer bem para o jogo.

Quando estamos falando de poker presencial, muitas vezes diversos fatores externos podem contribuir para esse metagame e atrapalhar mais ainda. Seja porque o cara não para de comentar as jogadas, sempre dizendo o que foldou, ou porque possui uma risada espalhafatosa ou ainda porque não respeita o dealer ou os jogadores.

 NÃO RESGATAR HISTÓRICO DO PASSADO

As vezes no poker é importante não ter uma boa memória. Apesar de o número de jogadores crescer exponencialmente a cada ano uma coisa que percebo ao menos no field de torneios ao vivo de São Paulo é que quase sempre encontramos os mesmos atletas.

Ter uma boa memória é importante para definir precocemente a maneira de jogar dos adversários, no entanto relembrar bad beats sofridas não parece um bom negócio. Ficar remoendo o inevitável por semanas é algo dolorido e sem sentido, além disso, pode prejudicar o jogo futuro.

Com o ego machucado por conta de uma bad beat, você pode e vai acabar querendo descontar a dor que sofreu, procurando em outra oportunidade causar a mesma angustia no adversário e é aí que mora o perigo. Desse jeito, acabamos fugindo do nosso jogo normal, arriscando com mãos marginais e podendo colocar todo um torneio em risco.

NÃO EXISTE SEXO FRAGIL

Se você já acompanhou algum texto deste espaço sabe que a minha mulher é jogadora de poker, além de apresentadora do Baralho Pergunta. Foi ela quem me chamou a atenção para um erro comum do ego dos jogadores de poker homens.

A grande maioria deles não aceitam perder para mulher. Mesmo com grandes jogadoras de poker despontando todos os dias tanto no Brasil quanto no mundo, o machismo impera forte no nosso jogo.

É notório que muitos quando encontram uma jogadora do sexo oposto na mesa tendem a acreditar que elas são mais fracas, que vão acabar largando a melhor mão se forem agressivos nas apostas. Contudo, isso é um verdadeiro mito e vai acabar destruindo as suas chances de vencer um torneio.

Esses são alguns exemplos de quando o ego pode interferir no seu desempenho no poker. É fundamental prestar atenção no seu sentimento e esquecer que o poker é muito mais do que um esporte de estratégia e matemática. O fator humano sempre estará presente e é fundamental conhecer a si próprio e saber dominar os impulsos antes de tentar entender a mente do adversário.

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Home game online: eu tenho o meu e alguns atores americanos também estão nessa. Você deveria criar um!

O ator e dublador Hank Azaria criou um Home game beneficente no PokerStars

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Já escrevi aqui algumas vezes que passei a jogar poker por causa de um Home Game que tinha com meus amigos todas as quintas-feiras. É o caminho natural de vários que se apaixonaram pelo joguinho, porém, no meu caso, a nossa reuniãozinha semanal acabou perdendo força e nunca mais aconteceu. E não é que com essa pandemia conseguimos voltar a jogar, mas não presencialmente e sim através da aba de home game do PokerStars.

Antes de falar do meu jogo com os amigos, quero mostrar para você amigo leitor que essa prática é contagiante e, no caso do ator e dublador Hank Azaria, pode favorecer também muita gente que precisa. Para quem não conhece ele – eu pelo menos não conhecia – o cara é o responsável por dezenas das vozes originais dos Simpsons, tal qual o Apu, Chefe Wiggin, Duffman e o Moe.

Figura sempre presente da WSOP, Azaria é um apaixonado por poker e criou o “Hank’s Home Game”, um jogo que distribuiu US$ 50.000 para instituições de caridades a escolha dos participantes. A partida tem transmissão pelo canal do PokerStars no youtube e o primeiro evento contou com as presenças de Don Cheadle, Jon Hamm, Michael Ian Black, Josh Charles e Michael Cera (Juno), este último o vencedor, que doou US$ 22.000 para o First Responders FirstI, entidade que cuida de pacientes com transtornos de Estresse Pós-Traumático.

Os outros participantes do “Hank’s Home Game” dividiram os US$ 28.000 mil restantes da premiação para outras entidades beneficentes que eles mesmo escolheram. O valor que cada instituição recebeu foi definido de acordo com a quantidade de fichas que cada jogador possuía no final do jogo.

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“O “Hank’s Home Game” tem tudo a ver com boa companhia e boas conversas. Embora esperamos que nosso “home game” mantenha todos entretidos durante os momentos de teste, também tem sido uma chance de continuar arrecadando dinheiro para fazer caridade. Estou muito feliz por poder trabalhar com o PokerStars nesta série divertida e espero que as pessoas gostem tanto quanto nós gostamos de jogar cada jogo”, disse Hank Azaria.

Hank Azaria é figura frequente nos eventos da WSOP

Como eu tinha dito lá no começo deste texto, eu também tenho um home game. Ele não é beneficente, nem envolve grandes quantias, mas está tendo um papel fundamental para distração minha e de meus amigos na pandemia. Está meio que religioso, todo quinta-feira, às nove da noite, nos reunimos no zoom, abrimos a plataforma do PokerStars e jogamos ao menos dois torneios.

Os valores dos buy ins são bem baixos e muitos nunca nem tinham jogado online, mas a grande gloria da nossa competição é que o campeão fica com a foto na capa do grupo de whatsapp que possuímos durante toda a semana. Competição garantida!

Se você possui uma galera que gosta de jogar poker e não está se reunindo presencialmente por conta da pandemia, experimenta montar um home game lá no PokerStars. Utilize também a plataforma de vídeo conferência que lhe for mais familiar e mande bala. É bem divertido, você não vai se arrepender.

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