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Blog do Montanha de Cartas

Jogando pote de R$ 16 mil no escuro Robin Hood do poker aplica bad beat surreal em cash game de Arraial d’Ajuda

Ele quase não tinha chances de ganhar a mão

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Se você acompanhou as entrevistas do Baralho Pergunta deve ser visto a história de João Gomides, o dono da conta no instagram @jogadoromahacaro e que auto se intitula o Robin Hood do poker. O motivo do apelido é que depois das forras no cash game ele costuma distribuir dinheiro para a população em situação de rua, assim como o mítico herói inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres.

Essa semana o João me procurou para contar uma parada que precisa ser compartilhada com os meus leitores. Ele estava em um cash game na paradisíaca Arraial d´Ajuda, bem próximo de Porto Seguro, onde a família do meu amigo possui dois hotéis. A jogada já começa de forma estranha, porque foi disputada na modalidade Texas Hold´em, algo que não é a especialidade do João, afinal, geralmente ele só vê um flopinho se for PLO5.

“Montanha, beleza? Deixa eu te falar, rapaz, tava jogando lá com os italianos em Arraial, tomando umas duas e tal… Eles gostam só de Texas né… A gente brincando, no escuro, ai eu 25  e toda hora ele 50, eu 100, ele 200, toda hora esse homem vinha em cima, ai chegava no 200 eu diminuía, mas teve uma hora lá comecei a sentir uma energia mais forte assim, rapaz, eu vou pegar ele é agora”, contou o João.

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Tanto o italiano quanto o João tinham aproximadamente R$ 8 mil em fichas e depois de aumentos e reaumentos pré-flop acabaram indo de all in no escuro, formando um pote de R$ 16.000. Na hora de revelar as cartas, o Robin Hood do poker se viu numa situação complicada, com enquanto o europeu tinha .

Uma tentativa de acordo foi feita, mas veemente negada pelo italiano que pedia para virar as cartas, dizendo que se não o jogo não seria sério. Nesse momento, João se enche de coragem e começa a antever a jogada: “Vai virar o meu flush”, dizia ele.

O flop surgiu apenas com uma carta de copas, não ajudando muito o bom baiano. As primeiras três cartas reveladas foram . Já no turn, um , João passou a gritar mais alto que viria o flush.

O river foi um formando o flush que fez o meu amigo vencer a parada. Ele soltou palavrões, bateu na mesa, na parede e saiu aos quatro cantos berrando: “eu sou jogador de ‘baraio!'”

“Abriu a porta e veio o flush ‘nos meus peito’. Que beleza bicho, um pote grande desses, um runner runner desses, no contexto que foi, é uma coisa difícil de ver no poker”, completou João ao me contar a história. Agora, imagina a alegria que ele pode proporcionar aos moradores de rua depois dessa forra.

Confira o vídeo:

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Opinião: qual o real valor de um bracelete online diante daquele obtido no presencial?

Até o momento o Brasil tem 14 braceletes, oito deles foram no online

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Que começo de WSOP Online para os brasileiros hein. Em duas semanas foram quatro títulos, além de varias traves. Não tem como não lamentar as medalhas de prata do Renan Bruschi e do Felipe Mojave. O embaixador da GGPoker inclusive atraiu milhares de espectadores no canal dele na Twitch durante mais de 12 horas de transmissão, eu fui um desses, invadi a madrugada de uma segunda-feira na torcida pelo papaizinho.

Mas todo esse sucesso tupiniquim gerou um debate que anda inflamando muitas transmissões, até mesmo as do MundoTV ou do programa Depois do River. Até que ponto o ganhador de um bracelete online pode se considerar campeão mundial? A joia conquistada de forma presencial vale mais do que a obtida atrás de uma tela de computador?

Esses dias ouvi um comentário muito interessante sobre o assunto do nosso editor-chefe, Ytarõ Segabinazzi. Ele disse algo mais ou menos no sentido de que o bracelete online é como se fosse o coelhinho da páscoa ou o papai Noel. Se a pessoa acreditar que ele vale um título mundial, então a conquista tem esse valor, do contrário, se torna folclore, ou apenas história.

Pode até parecer piada, mas o que disse o big boss do Mundo Poker é uma grande verdade absoluta, não tem como fugir isso. O valor histórico de uma conquista quem faz é o próprio ganhador e toda a comunidade. Só não dá para negar que existem diferenças cruciais entre um bracelete obtido em Las Vegas e outro no online.

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Uma vez um conhecido profissional do poker me apresentou uma comparação entre o jogo com o monitor, mouse e teclados e aquele que envolve o tradicional baralho de papel ou plástico, o barulho das fichas e crupiês uniformizados. Para ele o online era como se fosse o futsal e o live o futebol de campo. Os dois esportes são basicamente o mesmo, mas ninguém quer unificar os títulos conquistados nas quadras com os do gramado, não é mesmo?

Também é muito possível e provável um craque do futsal se dar bem também no campo, ou vice-versa. Uma coisa não foge da outra, tá aí o Erik Seidel faturando quase US$ 1 milhão no online e a maioria dos prêmios dele sempre foram no live. A evolução do jogo bateu na porta de todo mundo, ainda mais em tempos pandêmicos, o joguinho no computador se fez obrigatório para aqueles que vivem do baralho.

Contudo, não dá para negar o charme e o poder midiático por trás de uma WSOP presencial. A fantástica estrutura do Main Event, o salão lotado, as personalidades marcantes do esporte, os banners com os grandes campeões e aquele monte de notas em cima da mesa no heads-up formaram gerações inteiras de atletas da mente.

Não existe uma resposta certa para as questões desse texto. Não dá para tirar o mérito de quem forra pesado na WSOP Online. Eles são sim campeões mundiais. Mas como diz o Bruno Henrique do Flamengo, o presencial ainda é “oto patama”. No humilde ponto de vista deste que vos escreve cada um tem um valor distinto, mas todos são conquistas louváveis, ainda mais vindas de um país que ainda sofre preconceito com o poker.

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Confira o episódio #15 do Depois do River:

 

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Conheça a Liga Master, a nova liga do Upoker encabeçada pelo jogador paulista Marcio Kanazawa

Liga Master vai realizar neste domingo (13), torneio de 10K garantido

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(Crédito: Acervo pessoal do jogador)

O Upoker ganhou na última semana mais uma liga. O jogador paulista Marcio Kanazawa, conhecido no cenário live de São Paulo é o responsável pela novidade. A Liga Master iniciou os trabalhos com cinco clubes filiados e já neste domingo (13), vai realizar um evento especial com garantido de R$ 10 mil e buy in de apenas R$ 65. Essa será a principal competição da grade semanal da liga que conta com diversas outras disputas.

A Liga Master chega para somar com as outras quatro ligas do aplicativo no Brasil: United, Ultra League, Superdeck e H2 Online. Entre outros resultados no poker live, Marcio Kanazawa foi vice-campeão do Corinthians Poker Circuit, em 2013, e conversou com o Blog Montanha de Cartas sobre se tornar dono de uma liga.

“Decidi iniciar a Liga Master no UPoker por termos toda a estrutura e suporte necessários para o crescimento. Além da parceria apresentada pela equipe do UPoker, gostei muito do aplicativo que vem inovando a cada dia, o que nos permitiu sentir segurança em indicar para os amigos e parceiros pois sei que prezam pela segurança do poker online”, disse Kanazawa.

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O agora empresário também afirmou que conseguiu um acordo justo com os clubes pertencentes a Liga. Segundo ele, o negócio vai servir para alavancar os torneios e todos crescerem juntos. Kanazawa ainda mandou um convite para os jogadores.

“A ideia da Liga Master é dar a oportunidade para que clubes possam iniciar e/ou alavancar seus negócios já de forma estruturada, e juntos, vamos construir uma grande Liga! Venha para a Master!”, finalizou.

Confira abaixo a grade completa desse domingo (13) na Liga Master:

 

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Admirável mundo novo do poker. Uma utopia do nosso joguinho, inspirada no clássico livro inglês

O poker sem frustrações ou injustiças

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Montagem com a foto da série "Admirável mundo novo"

Atenção! Antes de começar a ler essas linhas é preciso um aviso. Esse texto é uma loucura total sem muito fundamento e obviamente não estou querendo mudar as regras do poker. O motivo de batucar essas palavras é apenas traçar um paralelo do nosso joguinho com o livro inglês “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, publicado em 1932 e que recentemente ganhou uma série televisa disponível na plataforma de streaming Globoplay.

Esse inspirador romance se passa na fictícia Nova Londres no ano de 2.540. Uma sociedade distópica vive sem frustrações, com classes bem definidas, muita tecnologia e apenas duas regras: não existe privacidade e nem monogamia. A grande arma pra acabar com qualquer revolta ou sentimento ruim é o medicamento “soma”. Um simples comprimido e qualquer sentimento ruim evapora.

Imagina se tivesse esse tal “soma” em um torneio de poker? Os jogadores teriam que tomar um atrás do outro porque não existe atividade mais frustrante do que uma competição dessa. Já partimos do principio que a bolada mesmo quem vai ganhar é só um entre todos os atletas da mente inscritos e isso por si só já deixa o funil mais apertado impossível.

Só que até este momento tudo bem, faz parte, é normal, o campeão merece mesmo levar a grande fatia do bolo, mas e as injustiças que o baralho proporciona no meio do caminho? Para evitar o uso do “soma’, algumas regrinhas poderiam ser ajustadas no nosso joguinho e a primeira delas é polêmica.

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Obviamente no Texas Hold´em vence a mão aquele que formar a melhor combinação com cinco cartas, mas não dá uma raiva quando você tem três pares e o adversário só dois e mesmo assim ele ganha? Pra mim dá. Se tivesse “soma” eu tomaria logo uns três quando isso acontece, por isso chega! No admirável mundo novo do poker três pares vão sim ganhar de dois pares!

Ah e quando o assunto é frustração nada maior do que aquele all in pré flop onde você está na frente e acaba perdendo. Seja aquela mão que você tem 60%, 70% ou 80% de chances de ganhar. No final, tá lá, as cartas do adversário que tinha menor probabilidade de vencer deitam no feltro da mesa como se fossem facas no nosso peito.

Sacanagem! Para acabar com isso seria perfeito se essas mãos não existissem board. All in pré- flop desse novo jeito seria assim: mostram-se as cartas e acabou, quem tá na frente ganhou. Se for um coin flip honesto, daqueles QQ x AK divide as fichas e vai pra próxima rodada, chega de bad beat. No futuro vamos economizar muito “soma” jogando desse jeito.

Outra coisa que me irrita é aquelas jogadas onde todas as fichas vão pro centro da mesa e um tem A2 e o outro A3 por exemplo. Poxa, uma mão dessas tem que terminar empatado. É injusto alguém ganhar ou perder uma parada dessas. Segue a mesma dinâmica do coin-flip. Empate! Vamos jogar mais o pós-flop gente!

Tudo bem até admito que esse texto é coisa de queimado, mimimi de jornalista frustrado que não virou jogador de poker. Mas se for pra pregar um mundo mais justo que ele comece no nosso poker. Já pensou se o joguinho fosse assim? Será que ele seria tão apaixonante como é?

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