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Tô na Área #58: Nilton Leocadio conta trajetória persistente no poker até resultados de impacto no online

O paranaense teve Alexandre Gomes como um dos primeiros “padrinhos” no poker

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O quadro Tô na Área chega mais uma vez para abrir espaço para um jogador que recentemente brilhou no poker online. Nilton Leocadio satelitou o GGMasters de US$ 150 e terminou campeão do torneio para uma forra de quase R$ 60.000. Mas a estrada até esse big hit chegar foi bastante longa e cheia de curvas até esse momento especial.

Detalhista, Nilton contou tim-tim por tim-tim para o Mundo Poker. Para facilitar a leitura, separamos as falas do jogador profissional por tópicos específicos na ordem cronológica.

Primeiros contatos com o poker

“Cara, os meus primeiros contatos com o poker eu tinha ali por volta dos meus 16, 17 anos. Tinha a família de um amigo meu aqui da minha cidade que eles reuniam no fim do ano e brincavam. A família inteira deles jogava ali o home game e tal. Esse meu amigo, o Vinícius Saliba, hoje em dia faz parte do 4Bet Team. Foi através dele e da família dele ali que eu tive os primeiros contatos com o poker”

“E foi muito assim especial, porque logo quando eu comecei ali a brincar nos home game e tal, aí eu já criei uma conta no PokerStars. Depois eu depositei US$ 10. Na primeira semana que fui jogar cravei um torneio de US$ 2,20. Só sei que deu uma média de 1.000 jogadores e eu cravei. Acho que acho que pagou ali uns US$ 800, alguma coisa assim. E daí eu vi que aquilo ali era pra mim, né? Foi um amor à primeira vista que ficou pregado no coração, aqui na mente, até os dias de hoje”

História com Alê Gomes e a pior bad beat da vida

“Eu ganhei esse torneio aí no PokerStars. E daí, cara, eu simplesmente peguei, vendi meus dólares pro Alexandre Gomes. Ele sempre vinha pra minha cidade. Um dos melhores amigos dele da época era daqui de Tomazina, o Lelê. Os familiares dele são todos daqui. Tomazina é uma cidade pequena, tem 10.000 habitantes, então todo mundo se conhece. Eu sabia que ele (Alê Gomes) era doleiro, ele era referência no poker mundial. Uns 14, 13 anos atrás, ele era a principal referência do poker no Brasil, e se não do mundo, né? Vendi pra ir pra Curitiba jogar um circuito que era R$ 1.000.000 por R$ 250 na época. E também ia ter um High Roller de R$ 3.000. Eu já tinha uma graninha guardada, aí eu vendi mais esses dólares e fui pra Curitiba. Fui lá com os meus R$ 5.000 e eu falei, cara, eu vou enfrentar esses caras, né? Eu quero jogar esse torneio de R$ 3.000. Olha pra você ver a minha cabeça. Com 18 anos querendo jogar um torneio R$ 3.000.

Nesse evento, Nilton conseguiu uma bad beat enorme na semi FT de 88 contra KK, mas depois levou o que considera a pior bad beat da vida. No 5-handed, quando era segundo em fichas, se envolveu contra Alisson Pereira, o chip leader, de AKs contra KJs. O flop veio A52 rainbow, mas o adversário encontrou um runner runner milagroso com J no turn e J no river para deixar Nilton desolado. Ele ganhou algo em torno de R$ 26.000 a R$ 28.000.

“Agora vou vier disso aí, né. Eu lá com quase 19 anos, minha mãe e meu pai com uma pressão gigante em cima de mim para começar a faculdade, trabalhar em outra coisa”. A decisão foi seguir arriscando no poker. “Se eu tive capacidade de quase ser campeão no primeiro torneio ao vivo, se no meu primeiro online eu já cravei e tudo mais, eu achava que era o melhor. Então, começou a subir pra cabeça. Humildade zero ali na época. Aí eu quebrei, né? Esses R$ 28.000 viraram zero. Simplesmente comecei a jogar torneio caro e tudo mais, e veio a variância, me abraçou e eu perdi todo meu dinheiro”.

Resultado marcante e recomeço

“Eu entrei pra faculdade, comecei a fazer estágio na prefeitura aqui da minha cidade, deixei o poker de lado. Só jogava aos domingos, nos finais de semana. Quando eu tava no terceiro ano de faculdade, eu tava jogando no PPPoker. Ganhei uns torneios, fiz uma banca ali de R$ 7, R$ mil e daí comecei a jogar um pouquinho mais caro. Aí rolou um torneio de R$ 200 com add-on, que foi um torneio que pagou R$ 48 mil pro campeão. Eu precisava trabalhar 4, 5 anos na prefeitura para ganhar esse dinheiro”

“Eu tive uma chance de recomeçar fazendo diferente. Então cheguei e conversei com os meus pais, falei ó, agora eu ganhei aqui R$ 48 mil e assim, eu tenho que trabalhar 4, 5 anos para ganhar esse dinheiro, eu não vou desperdiçar meu tempo trabalhando em uma coisa que eu não quero, que é fazendo estágio na prefeitura, eu vou terminar minha faculdade porque vocês querem e eu vou terminar, beleza, mas agora eu vou voltar a viver do porco de novo. Aí eles ficaram loucos de novo”.

Nilton conheceu Thiago Cortez e foi indicado para o Midas Team, mas não conseguiu conciliar o time com o último da faculdade. Depois de formado, Nilton voltou a reencontrar Cortez. “Ele montou um time mais voltado para aplicativos”. Foram quase três anos nessa parceria com direito a um belo resultado de R$ 77.000 na Suprema. No meio do ano passado, o paranaense decidiu buscar se aventurar na carreira solo.

LEIA MAIS: Eduardo Fontenele fala sobre carreira, comenta importância do Arrocha Team e primeira experiência na WSOP Brazil

Carreira solo

Logo no início, Nilton cravou um torneio na Suprema para R$ 104 mil e conseguiu começar a carreira solo de forma tranquila. “Hoje em dia eu grindo por conta própria. Comprei GTO Wizard, tenho grupo de estudo com alguns colegas que manjam muito de HRC. Tenho um grupo com uns meninos de Portugal também que eu conheci em Vegas. Pretendo não entrar para time nenhum nesse momento porque as coisas estão dando certo na minha vida e na minha carreira”.

Big hit satelitado na GGPoker.

Depois de uma downswing de três meses, Nilton abaixou alguns buy-ins. “Esse US$ 150 da GG, eu nunca tinha jogado ele dando o buy-in por conta própria, eu sempre tentava satélite pra ele. Não acho a estrutura tão boa. Peguei um satélite de US$ 15 e já puxei a vaga. Na quinta-feira eu fui pra Sorocaba passar um final de semana com a minha mãe, com a minha família, e meio que até esqueci desse torneio. Eu ia voltar embora no domingo cedo, já sabendo que eu ia grindar e tudo mais, mas assim, sabe, cara, foi surreal, porque eu satelitei o torneio, daí eu já tava jogando um average buy-in mais baixo. As coisas foram dando certo, foram dando certo, e a hora que eu me vi tava na FT, as coisas foram acontecendo, consegui tirar toda a pressão, a ansiedade em cima de mim. Eu pensava, tipo, se eu cair na bolha da FT desse torneio, não vai mudar nada pra mim, se eu cravar, também não vai mudar nada. A minha filha tá aqui, minha família tá aqui, no outro dia eu vou ter que ir pra academia igual, vou tirar os dias de folga igual, não vai mudar nada na minha vida, então comecei a focar nisso, a mentalizar muito isso, tirar toda essa pressão, jogar de lado, e daí as coisas foram dando certo”.

Nilton cravou o torneio e embolsou um belo prêmio de US$ 59.137 depois de acordo. “Repercutiu demais porque eu moro numa cidade minúscula. É até engraçado, ainda tem aquele preconceito, aquele olhar estranho pra você, aquele olhar torto, assim, de julgamento. Só que a minha família em si ficou muito feliz comigo. É o melhor momento da minha carreira”.

Relação com torneios ao vivo

“Eu gosto de jogar live, mas não viajo muito, umas duas vezes por ano no máximo. Meu foco é no online mesmo, ficar em casa, não é de se locomover, pegar carro, estrada. O torneio mais longe que eu cheguei do BSOP foi o Millions foi o que teve logo depois da pandemia. Fiquei em 38º e pagava R$ 1.200.000. Fiz 30 left no Winter Millions ano passado que o Felipe Sena foi campeão. Eu devo ter jogado umas seis ou sete etapas de BSOP e KSOP. Esse ano eu pretendo ir no Winter Millions, BSOP Millions e talvez Camboriú no KSOP”.

Os hobbies de Nilton

“Aqui na minha cidade tem muitas cachoeiras. Campo de futebol, society, campo de areia. Então eu gosto de jogar um societyzinho, um futebol de campo. Gosto de ir para a cachoeira, gosto de desbravar no rio. De fazer churrasco na beira do rio. De ir pescar de bote. Esse é o meu lazer aqui nas minhas horas vagas”

As referências dele no poker

“Eu não vou descartar o Alexandre (Gomes) porque ele foi quem acreditou em mim lá no começo e é meu amigo até hoje, a gente mantém contato, então ele é um dos meus ídolos no poker.  Além dele eu colocaria o Yuri (Martins). O Yuri é um cara sinistro, humilde, coração, ser humano sensacional, inclusive, eu jantei com o Yuri uma vez no BSOP que teve no Costão do Santinho. Ele é muito amigo do Thiago Cortes e eu também sou amigo do Thiago. Não sei nem se ele lembra de mim, mas o Yuri é meu ídolo, acompanho o trabalho dele. Eu sou fã também do Luciano Hollanda, do Midas, então o “Taradinho” também está junto nessa lista”.

Confira o Episódio #61 do Poker de Boteco com Camila Kons:

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Tô na área #75: Matheus Mion detalha como saiu do freeroll e chegou ao primeiro prêmio acima de US$10K

Matheus teve conquistas recentes no poker e quer crescer cada vez mais

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Chegou para os leitores do Mundo Poker a 75ª edição do quadro Tô na Área! Desta vez, quem contou sua história foi o Head de Projetos Matheus Mion, que falou um pouco sobre conheceu o poker, em 2016 e, diferente do que a maioria faz, não iniciou nos home games com amigos, mas sim no PokerStars, ainda de forma gratuita. Também nos explicou como concilia seu trabalho com o jogo e a sensação da primeira premiação acima de US$ 10K.

Casado com Agnes e pais do Lucas e Enrico, Matheus Mion define os três como os amores de sua vida. Aos 31 anos, o player ainda divide o jogo com sua profissão, porém tem planos para o futuro. Quem lhe apresentou o poker foi Vinicius Perri, um de seus backers no Samba Resenha. Ter entrado para o time, segundo Mion, foi fundamental para o seu crescimento e suas recentes conquistas.

LEIA MAIS: Tô na área #74: Hit de US$ 100K em 2025 e vivendo o sonho: conheça a história de Pedro Igor, o “rolicin”

Matheus elencou alguns pontos que o fizeram evoluir como o entendimento do jogo, além da estrutura oferecida, fazendo um agradecimento especial, a psicóloga do time, a Daiana. Todos os bons valores conquistados são marcantes, porém o primeiro acima de US$ 10K é inesquecível para Mion. Foi no US$ 66 Venom Special PKO – 150.000$ GTV (WPN), no ACR Poker, do Americas CardRoom.

Essas e outras histórias foram contadas detalhadamente por Mion em um bate-papo muito legal, onde Matheus contou sobre suas vivências no poker e também em sua profissão. Além, claro, de externar seus próximos passos. Você pode conferir na entrevista abaixo.

Mundo Poker: Quem é Matheus Mion?

Matheus Mion: Tenho 31 anos, sou marido da Agnes, estamos juntos há mais de 12 anos, sou pai do Lucca e do Enrico — os três amores da minha vida.

Sou o filho mais novo da Dona Lucy e tenho duas irmãs que admiro profundamente e que tiveram um papel enorme na minha formação como homem, profissional e pai, que são a Malu e a Talita.

Venho de uma base familiar simples, mas muito sólida, e isso moldou meu senso de responsabilidade, coletividade e propósito com Deus.

Mundo Poker: Há quanto tempo você joga poker e como começou?

Matheus: Comecei a jogar poker em 2016. Quem me apresentou o jogo foi um grande amigo e hoje um dos meus backers no Samba Resenha, o Vinícius Perri.

Aprendi as regras enquanto assistíamos uma mesa final da WSOP e, diferente do caminho mais comum, não fui jogar home game com amigos. Fui direto praticar no PokerStars, gratuitamente.

Desde o primeiro contato me apaixonei pela estratégia e pela profundidade do jogo. E isso só cresceu com o tempo.

Mundo Poker: Você é Head de Projetos. Como faz para conciliar o poker com sua profissão?

Matheus: Conciliar as duas coisas exige disciplina, consciência e muita organização. No meu trabalho, lidero projetos complexos, com grandes equipes, fornecedores, clientes e uma infinidade de detalhes sensíveis. Isso pede foco absoluto, clareza e tomada de decisão rápida.

O poker, por outro lado, virou meu espaço de estudo, performance e desenvolvimento pessoal. A forma que encontrei para equilibrar é ter rotina, prioridade bem definida e entender que cada uma das minhas responsabilidades precisa de presença completa quando estou ali.

Quando estou mergulhado em um projeto — seja um festival, uma estrutura de milhões ou um stand técnico — estou 100% no projeto. Quando estou estudando poker, grindando ou revisando mãos, estou 100% ali. Esse equilíbrio só funciona porque aprendi a respeitar meus limites, a importância do descanso e, principalmente, porque tenho uma família que me apoia 100%.

Mundo Poker: Você é jogador do Samba Resenha. Como foi entrar no time e quanta diferença fez no seu jogo?

Matheus: Entrar no Samba Resenha foi um divisor de águas para mim. Além de ser um time com metodologia única, estrutura e uma mentalidade muito forte, ele também representa pertencimento — estar rodeado de pessoas que pensam grande, estudam sério e vivem o jogo com propósito.

No Resenha, tudo mudou. Meu entendimento do jogo, a estrutura oferecida e os fundamentos evoluíram de um jeito que eu jamais teria conseguido sozinho, minha consistência finalmente começou a aparecer, e meu processo mental deu um salto enorme. Por isso, sou extremamente grato a Daiana que é a psicóloga do time.

Ali, aprendi que por trás de qualquer grande resultado existem pessoas, valores e uma cultura muito forte. Admiro profundamente quem está no Resenha, não apenas como jogadores, mas como seres humanos. A forma como eles pensam o jogo, cuidam do ambiente, compartilham conhecimento e vivem seus princípios elevou completamente o meu padrão. É um time que te faz crescer porque faz questão de crescer junto.

Mas talvez o mais importante seja a cultura do time, que te faz buscar sempre o teu teto, não só como jogador, mas como ser humano.

Mundo Poker: Você já teve alguns bons resultados online, com prêmios que passam de 10K. Como foram essas conquistas e qual a mais importante até agora?

Matheus: Essas conquistas representam mais do que números. Cada resultado importante foi a soma de estudo, resiliência, disciplina e, principalmente, maturidade emocional

Já tive alguns prêmios acima de US$ 10K, e cada um marcou um momento diferente da minha evolução. Mas o mais importante, foi o primeiro acima de US$ 10k, que estava em um momento de paternidade inicial e que me ajudou muito. Esse marco mudou muita coisa. É como se eu desbloqueasse algo novo. E assim será quando eu buscar os seis dígitos.

Mundo Poker: O que você planeja para o seu futuro no poker?

Matheus: Meu plano é claro: crescimento consistente e sustentável. Buscando a melhor decisão a cada mão. Não estou nem 10% de onde quero e posso chegar. Quero subir de nível, consolidar meu jogo, performar com regularidade. E, acima de tudo, me tornar a melhor versão de jogador que posso ser.

Confira o Poker de Boteco #120 com Eduardo Carvalho:

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Tô na área #74: Hit de US$ 100K em 2025 e vivendo o sonho: conheça a história de Pedro Igor, o “rolicin”

O carioca vive um grande momento na carreira

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Pedro Igor

Chegou para os leitores do Mundo Poker a 74ª edição do quadro Tô na Área! Com ele, vem a história de Pedro Igor, jogador que conheceu o esporte mental através do seu irmão, passou a jogar na escola e, com a chegada no Full Poker Team, decidiu abandonar o emprego e se dedicar profissionalmente ao jogo. Entre 2024 e 2025, Pedro conquistou seu big hit em torneios live no Uruguai e também no online na GGPoker, quando ganhou mais de US$ 100K no GGMasters.

Pedro Igor, conhecido pelo apelido e nick de “rolicin”, se define como um cara tímido e objetivo, além de ter um coração enorme. Começou a jogar poker por volta dos seus 17 ou 18 anos, quando seu irmão chamou alguns amigos em sua casa. E se apaixonou. A partir dali, começou a jogar frequentemente, inclusive nos intervalos da escola e, posteriormente, no clube da cidade.

Quando viu, já estava totalmente entregue ao esporte mental. Passou a conhecer e a conviver com players que levavam a vida no poker profissionalmente e começou a entrar em times como o extinto Forra, Midas e em 2018 no Start, que é a base do Full Poker Team. Até chegar ao time principal da equipe, ele conciliava o jogo com um trabalho em um buffet, onde tinha que fazer algumas festas. Quando subiu para o time principal, largou o emprego e se dedicou somente ao poker.

LEIA MAIS: Tô na Área #73: Se dividindo entre engenharia e poker, Rafael Yoshida tem grandes sonhos com o esporte mental

Suas maiores conquistas começaram a aparecer desde o último ano, em 2024. O “rolicin”, ainda, teve o privilégio de dividir uma mesa final do JPT com seu irmão Rodrigo Gil, o “Roliço”, justamente quem o apresentou ao poker e a quem ele dá muitos créditos pela carreira que tem hoje em dia. O grinder tem grandes sonhos ainda a conquistar no jogo e espera ajudar outros players, assim como ele foi ajudado no início.

Essas e outras histórias mais detalhadas, você pode conferir abaixo. Pedro Igor bateu um papo muito interessante com o Mundo Poker, onde ele contou toda sua trajetória, suas inspirações e seu início no poker profissional. Ainda falou, mais detalhadamente, sobre dividir a mesa final com alguém tão importante, que o iniciou ao jogo. Além disso, falou sobre seus maiores desejos e como o esporte mental é tão importante em sua vida.

Pedro Igor fez mesa final do JPT ao lado do seu irmão, que foi o responsável por apresentar o poker

Confira a seguir a conversa completa com Pedro Igor:

MP: Quem é Pedro Igor?

Tímido, sincero, objetivo, direto, lógico, analítico, crítico, honesto e com coração enorme.

MP: Há quanto tempo você joga poker e como começou a sua carreira?

Eu jogo desde os meus 17 pra 18 anos, aproximadamente. Basicamente comecei em um final de semana que meus pais foram viajar, e meu irmão convidou uns amigos pra jogar lá em casa. Dali pra frente comecei a jogar frequentemente, jogava no intervalo da escola com os amigos, depois comecei a ir no clube da cidade.

No clube comecei a ter contato com players melhores, onde conheci o “LeoQ7”, que me deu meu primeiro coach e depois me levou pro extinto time da Forra. Do time da Forra, tive uma passagem rápida pelo Midas, aproximadamente uns seis meses. Em fevereiro de 2018, acabo entrando no Start, time de base do Full Poker Team.

Fiquei lá por volta de um ano e subo pro time principal, que foi onde veio realmente a minha profissionalização. Até a chegada no time principal eu conciliava meu horário com um escritório de buffet e tinha que trabalhar em alguma festa do final de semana. Aí, ao longo do tempo, fiz essa transição de abandonar o trabalho da semana e continuei com alguns de final de semana. Quando cheguei no time principal acabei abandonando porque tinha ido bem no Start e o Full me deu toda uma estrutura e suporte para conseguir viver só do poker.

MP: Seu irmão também vive o mundo do poker no lado dos bastidores. Qual a influência dele nessa trajetória?

Acho que toda, né? Logo no início disso tudo, meu irmão cravou uma Copa Carioca, que na época era algo inédito aqui pra gente, pra nossa cidade. Então não tem como dizer que ele não foi minha referência, mas ao longo do tempo ele acabou se tornando diretor de torneio (graças a Deus, diga-se de passagem).

Com essa decisão, ele acabou conhecendo muita gente, trabalhando em grandes eventos e casas de poker do Rio, e obvio que isso acabou me gerando algumas oportunidades também. Com certeza ele teve e tem grande influência na minha carreira.

MP: Seus maiores resultados começaram a aparecer desde o último ano. Mas fora os hits, como estava a construção e o estágio da sua carreira?

Essa resposta é bem complexa, mas vou tentar ser o mais direto possível. Um tempo atrás o Yuri recomendou um livro chamado “Outliers – Os fora de série” e nesse livro o escritor traz a seguinte tese:

“A maioria das pessoas alcançam o ápice das suas carreiras ao chegarem em 10 mil horas de trabalho, ou equivalente a 10 anos de dedicação naquele tema.”

Quando você vai ver a grande maioria dos “FORA DE SÉRIE” são pessoas que já se dedicam bastante até chegarem ao topo. O poker é como um jardim, você começa plantando a semente, não aparece imediatamente o fruto, você tem que voltar ali, regar, preparar aquele terreno para, aí sim, o fruto surgir.

Esse sempre foi o lema da minha carreira e vai continuar sendo.

MP: Em pouco mais de um ano, veio big hit no live no Uruguai e big hit do online no GGMasters. O que aconteceu pra tudo dar certo nesse tempo?

O Full passou por algumas reformulações e trouxe alguns dos melhores players do país pra serem head-coaches do time, então não tem como eu não citar esses fatos. Com toda certeza essa evolução e resultados que eu tive, estão diretamente ligados a isso.

Passei a ter contanto direto com players que são referências: Aziz, Dfranco, Felipe Morelli, Gabriel, Lekaton. Sem contar toda a estrutura e suporte que o Full já possuía. Junto com essa evolução técnica, veio algumas decisões em relação a minha carreira como a rotina, hábitos e ações que um player deve tomar.

MP: E sobre o GGMasters, o maior de todos os seus prêmios, com mais de US$ 100K. Qual foi a sensação?

Sendo bem honesto, demorou bastante pra ficha cair. Eu vinha passando por uma down que já durava aproximadamente uns três a quatro anos. Durante a FT tentei me manter focado em tomar as melhores decisões, baseado na estratégia que tinha traçado antes.

Até chegar no HU eu não tive muita decisão difícil. A FT transcorreu de uma forma que eu imaginei, então isso acabou me dando confiança pra ir executando. Quando chegou no HU, que passou a ser minha maior premiação, não existiria mais make. Aí foi uma sensação de dever cumprido, uma sensação que todo o trabalho foi recompensado. Foi passando um filme na minha cabeça, foi algo surreal internamente. Pra mim acabou sendo bem bom o deal, pois fiquei bem emocionado.

MP: Teve muita comemoração no RJ depois do feito?

Até que foi devagar. Estava no meio da série, também estava me mudando, mas deu pra se divertir.

MP: No JPT, você ganhou um título com o seu irmão fazendo 4-handed. Como foi dividir uma FT com ele?

Um sonho. Meu irmão não me ganha uma mão acho que tem uns oito anos. Então já sabia que teria umas fichas garantidas (risos). Brincadeiras à parte, a gente acabou fazendo deal no 4-handed e eu que eliminei ele ainda. Mas foi muito especial pra gente. Espero que aconteça mais vezes.

MP: O que você planeja pro futuro da sua carreira?

Conseguir manter uma consistência na minha carreira, alcançar novas conquistas e poder colaborar com outros players também.

Confira o episódio #74 do MundoTV Cast com Matheus Rocha:

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Tô na Área #73: Se dividindo entre engenharia e poker, Rafael Yoshida tem grandes sonhos com o esporte mental

O jogador já mira viver exclusivamente do jogo

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Rafael Yoshida

Mais uma edição do quadro “Tô na Área” chegou, trazendo para os leitores do Mundo Poker a história de um personagem que, neste ano, teve seu maior resultado nas mesas online. Mais precisamente, no US$ 55 Mega Main Bounty Hunters da GG World Festival , torneio que o cuiabano/blumenauense Rafael Yoshida faturou quase US$ 40.000 após passar por um field de 11.000 inscritos.

Rafael Yoshida tem 29 anos, é natural de Cuiabá-MT, mas mora há 11 anos em Blumenau-SC. Atualmente, o player ainda divide a profissão que ele escolheu, que é a de Engenheiro de Formação, com os torneios de poker, que leva como um hobby.

Em 2024, Yoshida bateu na trave do mesmo torneio que trouxe a ele sua maior premiação até então, ficou em terceiro e, segundo o próprio, o deixou com um gostinho amargo na boca. Ele quis buscar a redenção em 2025 e ela veio em grande estilo. Isso trouxe a ele um sentimento de satisfação após tantos anos de estudo e dedicação.

LEIA MAIS: Tô Na Área #72: Edson Cichacz compartilha sua trajetória de dedicação, foco e evolução nos MTTs hypers

Rafael conheceu o poker há 12 anos, começando a jogar com os amigos e em home games, para se divertir. Mas, como acontece com muitos, ele se apaixonou e logo foi migrando para os jogos online. Ainda se dividindo entre as duas paixões, profissão e jogo, Yoshida admite estar em fase de transição e pensa, sim, em viver apenas do esporte mental.

A história completa do engenheiro/jogador de poker você pode conferir abaixo. Rafael Yoshida bateu um papo com o Mundo Poker e contou tudo sobre sua vida e trajetória, além de falar sobre como se divide em sua profissão de engenheiro com os torneios. Ele contou também sobre a emoção de ter passado por um field gigantesco e cravar o maior torneio que disputou até agora. O sonho dele? Ele também compartilhou com nosso site.

Confira a seguir a conversa completa com Rafael Yoshida:

MP: Quem é Rafael Yoshida?

Sou Rafael Yoshida, tenho 29 anos, engenheiro de formação e apaixonado por poker. Divido minha rotina entre minha carreira na área de tecnologia e minha dedicação ao poker, que hoje ocupa um espaço importante e especial na minha vida.

MP: O que você fazia antes do poker?

Atualmente trabalho como engenheiro de cloud, sempre buscando soluções eficientes e inteligentes — uma mentalidade que, aliás, se conecta bastante com o poker. Eu acredito que a lógica, a análise e a tomada de decisões sob pressão são habilidades que se aplicam nos dois mundos.

MP: Quando você conheceu o poker e quando começou a jogar?

Comecei a jogar há cerca de 12 anos, como muitos, em mesas com amigos. Eram jogos em casa, mais por diversão, até que naturalmente fui migrando para o online e me aprofundando no estudo do jogo. Hoje, o poker é uma parte bastante significativa da minha vida.

MP: Quando e por que você decidiu virar profissional?

Na verdade, ainda não me considero um profissional. Hoje o poker é um hobby levado com muita seriedade — estudo bastante, participo de torneios grandes e busco sempre evoluir. No entanto, depois de alguns resultados importantes, especialmente o mais recente, confesso que a ideia de uma transição para o profissionalismo começa a parecer mais real e possível.

MP: Como foi sua trajetória até hoje?

Logo na minha primeira semana jogando poker online, durante um festival MicroMillions no PokerStars, acabei ficando em segundo lugar em um torneio de US$ 11, faturando cerca de US$ 6.000 — o que, pra mim na época, era uma quantia realmente absurda. Foi um começo conturbado, e sinceramente, não recomendo pra ninguém (risos). Cria uma falsa sensação de que você sabe o que está fazendo. Desde então, fui amadurecendo no jogo e tive alguns resultados dos quais me orgulho, como uma cravada no WCOOP Edition US$ 55 e, mais recentemente, a vitória no Mega Main US$ 55 da World Festival.

MP: Qual você considera seu maior momento no poker?

Com certeza a vitória no US$ 55 Mega Main Bounty Hunters da World Festival Series. Foram mais de 11.000 entradas em que sair campeão com um prêmio de US$ 40.000 foi um marco na minha trajetória. Esse resultado teve um gosto ainda mais especial porque no ano passado eu já havia feito mesa final nesse mesmo torneio também de série, caindo em 3º lugar. Ficou aquele gostinho amargo na boca… e agora veio a redenção.

MP: Vários amigos vieram falar sobre sua cravada no US$ 55 Bounty Hunters, torneio que lhe trouxe US$ 40.000. Esse carinho é um reconhecimento do seu esforço?

Sem dúvida! Foi muito legal ver tanta gente me mandando mensagens, torcendo, celebrando comigo. Esse carinho é um reconhecimento que vai além do resultado em si — mostra que as pessoas acompanham minha trajetória e torcem pelo meu sucesso. Também me sinto muito sortudo por algo assim ter acontecido comigo. Bater 11.000 entradas é quase surreal — tem uma dose de estudo, esforço e, claro, de muita sorte também. Sou muito grato por tudo isso.

MP: Em que ponto você acredita que está sua carreira hoje?

Acredito que estou num ponto de reflexão e transição. Ainda mantenho minha carreira como engenheiro, mas o poker vem ganhando um espaço cada vez maior. Essa última conquista me trouxe confiança e abriu possibilidades. Tenho avaliado com carinho os próximos passos — quem sabe o poker não se torne mais do que um hobby num futuro próximo?

MP: Qual o maior sonho da sua vida no poker?

Disputar e vencer um grande torneio ao vivo, como uma WSOP ou até mesmo um Triton — se é pra sonhar, por que não sonhar grande? (risos). Mas mais do que títulos, meu sonho é poder jogar esse jogo que tanto amo por muito tempo. Ter a oportunidade de viajar pelo mundo e simplesmente jogar seria, pra mim, o cenário ideal.

Confira o episódio #106 do Poker de Boteco com Andressa Lincoln:

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