SCPT
Victor Pertile analisa 2025, elogia identidade do SCPT e aborda sobre o ego no live: “retrato da sociedade”
O craque está em um momento mais low profile da carreira
O Santa Catarina Poker Tour tem algumas figurinhas bem conhecidas do cenário nacional. Nos dois torneios mais caros nos primeiros dias, um dos nomes mais fortes do field foi Victor Pertile. O profissional, ex-comentarista do Mundo Poker e agora sócio do A-Game Poker Team, concedeu uma entrevista durante o High Roller de R$ 1.100.
Pertile anda sumido dos torneios ao vivo por opção depois de um 2024 agitado. “Tá sendo um ano bem diferente. Ao contrário dos anos anteriores, não joguei praticamente nenhum live, só os por aqui. Como jogador tenho jogado mais focado no meu time, foi um ano mais como gestor e cuidando do time”, explicou.
“Tenho sentido falta mais pelas pessoas para ser sincero. É muito cansativo passar 10 dias fora de casa. Ultimamente tenho preferido ficar mais em casa, mais tranquilo, tô numa pegada mais low profile, até fiquei sem Instagram no começo do ano. Ano passado estava em muitas frentes, Twitch, comentando, esse ano decidi ficar tranquilo”, concluiu.
Pertile é um dos grandes fãs da identidade principal do Santa Catarina Poker Tour. O evento criado por Paulo Barilka tem como foco a realização de torneios em dia único. Dos 14 eventos da grade, apenas um deles – o Super High Roller – tem continuação.
“Eu acho o SCPT incrível. Primeiro, a ideia de ter torneios one day. Só o Super High Roller tem dois dias. Essa pegada de ser um dia ajuda bastante a gente do online. Querendo ou não, para jogar um torneio, você abre mão da sua grade do online. Eu gosto da galera de Floripa, sempre tento reunir os amigos para encontrar aqui e tem um clima bacana”, elogiou.

Victor Pertile
Com um field repleto de jogadores recreativos, uma das grandes questões para o jogador de poker acostumado com o online é a adaptação. Pertile abordou sobre esse tema e, primeiro, falou sobre a falta de atenção dos jogadores em relação a contagem de fichas.
“A galera não presta muita atenção. É bizarro falar isso, mas às vezes o cara não sabe quanto tem de stack quando começa uma mão. Não sabe quanto ele aposta em relação ao pote, tenta blefes com SPRs que não vão passar nunca”, explicou. Porém, o que mais chama atenção dele é um fator mais abstrato e de comportamento psicológico.
“Tem essas adaptações de cuidado com stack e com o adversário, mas acho que a principal é a questão do ego. É engraçado isso. Quando você sai do online e vem jogar esses torneios, se você dá um all in em alguém que abriu, na mão seguinte ele tá queimado com você. A fold equity vai lá pra baixo. A galera tem dificuldade com essa parte do ego. É um retrato da sociedade. As pessoas não tão preparadas para lidar com algo que elas não querem que aconteça”, refletiu. Pertile é um dos jogadores que segue na briga pelo título do High Roller no terceiro dia do evento.
Confira o Poker de Boteco #113 com Nicolau Villa-Lobos:
SCPT
Eduardo Suares é o grande campeão do Main Event do SCPT após maratona e incentivo da esposa: “foi para ela”
Dudu levou o título após 17 horas de jogo no salão do Favorita Golden
No poker não há espaço para desânimo e o grande campeão do Main Event do Santa Catarina Poker Tour é a prova disso. Eduardo Suares, o Dudu, veio para o último grande ato da série desanimado, mas incentivado pela esposa Bruna deu a volta por cima para sair com um lindo troféu em mãos e, claro, uma bela forra.
Dudu não deu chance para o field de 405 entradas do torneio e assegurou a bagatela de R$ 27.000 após acordo no heads-up. “Dizer para você que é sensacional. Eu joguei dois torneios aqui antes. O Freezeout e o Warm-Up. Eu até fui bem, fiz uma estratégia, mas fiquei short e não consegui controlar mais, acabei caindo. Hoje eu fiz a mesma coisa, joguei em posição, firme, e deu certo”, contou o campeão.
O mesmo cenário aconteceu mais uma vez com Dudu durante a mesa final, mas desta vez, quando precisou, o baralho esteve ao lado dele antes de sacramentar uma grande arrancada. “Teve uma parte que eu tava bem short, mas depois que eu dei uma dobrada ali, dei uma bad beat no cara coitado, aí começou, eu runnei”, explicou.
“Eu jogo há uns oito anos eu acho. O poker para mim é um passatempo, mais me divirto do que isso seja uma profissão ou algo do tipo. Eu sou focadinho, só não estudo muito”, contou Dudu sobre a relação com o poker. Inclusive, ele já virou expert em vencer torneios no último dia do SCPT.
“Na etapa passada, no último torneio, eu cravei também. Agora de novo. Vou ter que vir fazer isso pela terceira vez”, brincou sobre a etapa de janeiro que terá R$ 1 milhão garantido. Na parada de julho, Dudu venceu o Finale 8-Max, o último torneio da série. A nova empreitada agora foi mais complicada, pois ele enfrentou uma mesa final gabaritada no Main Event.
Nomes como Guilherme Trevisan, Mateus Carara, Marco Ferreira e Yuri Leite ficaram pelo caminho. O heads-up foi contra Alan Patrick Monegat. “Dedico para os meus amigos, para a minha esposa. Eu tava desacreditado e ela disse ‘vai lá que você consegue’. A cravada foi para ela”, finaliza Suares.

Confira a premiação dos finalistas:
1º – Eduardo Suares – R$ 27.000*
2º – Alan Patrick Monegat – R$ 24.000*
3º – Yuri Lopes Leite – R$ 14.500
4º – Marco Ferreira – R$ 10.000
5º – Lucas Piazza – R$ 7.400
6º – Leehey Barbosa – R$ 5.800
7º – Mateus Carara – R$ 4.200
8º – João Carlos Miranda – R$ 3.350
9º – Guilherme Trevisan – R$ 2.720

Confira o Poker de Boteco #114 com Anthony Temperine:
SCPT
Gabriel Esteves é o campeão do Progressive KO 6-Max; Gian Padoin fatura o Low Hyper no último ato
Dois torneios paralelos marcaram o fim da quarta etapa do circuito
O último dia do Santa Catarina Poker Tour marcou emoção até o fim. Os jogadores que chegaram na última linha do Main Event tiveram outras oportunidades de sair do Favorita Golden com um título na bagagem e quem aproveitou com maestria foram os regulares Gabriel Esteves e Gian Padoin.
Eles foram os últimos campeões da série na madrugada deste domingo (19). O destaque vai para Esteves, o grande campeão do maior paralelo da noite, o Progressive KO 6-Max. O field de 102 entradas sob o buy-in de R$ 450 ficou no papo e ele embolsou um belo prêmio de R$ 7.600 para fechar a etapa com chave de ouro.
A mesa final contou com Samir Boabaid, Conderlei Lorenzetti, Rodrigo da Costa e Heriberto Arns Junior. O 3-handed teve Guilherme Ferreira e o heads-up foi contra Vitor Sergio Spilere.
No Low Hyper, o torneio que sempre fecha as noites do Santa Catarina Poker Tour, a festa ficou com o jogador Gian Felisberto Padoin. O torneio com buy-in de R$ 170 e estrutura acelerada contou com um filed de 53 entradas. Padoin transformou o investimento em um bonito troféu para a estante e um prêmio de R$ 1.900 após acordo no HU.
O duelo final do troneio foi contra Jordano Bruno, jogador que acumulou mesas finais nesta etapa. O vice embolsou R$ 1.600. Patrick Luz, Fabiano Tortelli, Fernando Pescada e Heberton Soares completaram a faixa de premiação.

Confira a premiação dos finalistas Progressive KO 6-Max:
1º – Gabriel Esteves – R$ 7.600
2º – Vitor Sergio Spilere – R$ 4.250
3º – Guilherme Ferreira – R$ 2.450
4º – Heriberto Arns Junior – R$ 2.100
5º – Rodrigo da Costa – R$ 2.600
6º – Conderlei Lorenzetti – R$ 1.550
7º – Samir Boabaid – R$ 1.000

Confira a premiação do SCPT Low Hyper:
1º – Gian Padoin – R$ 1.900*
2º – Jordano Bruno – R$ 1.600*
3º – Patrick Luz – R$ 900
4º – Fabiano Tortelli – R$ 600
5º – Fernando Pescada – R$ 500
6º – Heberton Soares – R$ 400

Confira o Poker de Boteco #114 com Anthony Temperine:
SCPT
Jogando um torneio para mulheres pela primeira vez, Bárbara Dourado vence o inédito Damas do SCPT
O evento superou expectativas com um field de 30 entradas
A quarta etapa do Santa Catarina Poker Tour foi batizada de “Pink Edition” pelo fato de realizar, pela primeira vez na história do circuito, um torneio exclusivo para as mulheres. O torneio especial batizado de “Damas” foi disputado domingo (18), o último dia do evento e terminou com a festa da jogadora Bárbara Dourado.
Ela foi a responsável por ficar com todas as fichas do field que contabilizou um expressivo número de 30 entradas para uma estreia. O buy-in de R$ 220 e o prêmio pelo título R$ 1.600. “É muito legal. É a primeira vez que eu jogo só com mulheres. Estou acostumada a jogar em clube sempre com homens, é difícil encontrar mulheres. Foi muito legal, estou bem feliz”, disse a campeã.
“Eu jogo há uns 15 anos mais ou menos. Eu e o meu marido começamos jogando online e a aí gente e conheceu o Floripa Poker, meu marido ama jogar. Começamos a ir em clube, parei de jogar online, agora só jogo presencial”, conta Bárbara.
Sem o costume de jogar contra mulheres, Dourado precisou se adaptar ao field. “É um desafio jogar contra as mulheres, elas jogam muito diferente. Como foi a minha primeira vez, eu achei um desafio bem grande. É engraçado, a gente tem uma visão que é um jogo de pouco blefe. No próximo eu vou estar presente com certeza”, garantiu.
O torneio contemplou prêmio para cinco jogadores. Daiane Leal foi a primeira a se despedir dentro do dinheiro. Stefanie Zanotelli foi a bolha dos troféus. Thauane Medeiros ficou com o bronze e o heads-up foi contra Isa Pinheiro. “Eu conheço a Isa, já joguei com ela. Ela é dealer de um clube que eu jogo, mas nunca tinha feito uma mesa final com ela. Foi muito massa.

Confira os prêmios:
1º – Bárbara Dourado – R$ 1.600*
2º – Isa Pinheiro – R$ 1.200*
3º – Thauane Medeiros – R$ 1.000*
4º – Stefanie Zanotelli – R$ 500
5º – Daiane Leal – R$ 300
*deal no 3-handed

FT Damas SCPT
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