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WSOP: Dono do maior feito do poker mundial, Michael Mizrachi celebra principal vitória da carreira: “foi uma consolidação”
Conquista do Main Event e do PPC na mesma temporada fez Mizrachi entrar no Hall da Fama
Michael Mizrachi já poderia ser considerado uma lenda do poker mundial. Afinal, ser dono de sete títulos da WSOP, sendo quatro deles no prestigiado Poker Players Championship, de US$ 50.000, já deixava o “Grinder” com o status de imortal. Só que o americano de origem israelense fez mais. Ontem, ele conseguiu aquele que pode ser considerado o maior feito da história do poker.
Depois de conquistar o título do Main Event, no torneio que é o sonho de todos os jogadores, Mizrachi se tornou o primeiro e único jogador a ter vencido os dois torneios mais prestigiados da WSOP em uma só edição. Por isso, além dos US$ 10 milhões de prêmio, Michael foi introduzido instantaneamente para o Hall da Fama do Poker, numa atitude inédita dos organizadores.
Com tudo isso, até mesmo o bad boy teve seu coração amolecido. Na entrevista concedida à PokerNews após o título, Michael Mizrachi tentou falar sobre a sensação de ter unido esses dois títulos em uma só temporada, o que o fez receber o reconhecimento unânime por todo canto do mundo.
“Sinto que o título do Main Event foi uma consolidação. Eu consolidei tudo. Tudo o que eu queria era o Main Event. Fiz tudo o que tinha que fazer no mundo do poker. Conquistei o Hall da Fama. Nunca vou me aposentar, então não se preocupem com isso. Voltarei no ano que vem para muito mais”, disse Michael Mizrachi, emocionado.
“Isso é incrível. Que Deus abençoe a todos… Muito obrigado. Sinto que foi muito merecido. Não sei, não pensei nisso. Eu poderia ter esperado até o ano que vem (para entrar no Hall da Fama). Isso só me motiva mais. Me deixa com mais fome”, completou o oito vezes campeão da WSOP.
O “Grinder” ainda falou que pressentia que o título do Main Event seria dele. E com justiça: “o PPC foi muito bom, esse último. Tudo correu bem para mim. A mesma coisa aconteceu neste também. Eu sabia que estava destinado a ganhar quando tinha dois blinds, quando veio o A no river ontem. Simplesmente senti que, depois de ter 75% das fichas hoje, não tinha jeito”, declarou Mizrachi.
O dono do maior título da temporada ainda brincou que, na última mão, nem viu direito o que o rival tinha. Até porque, segundo ele, não importava: ele iria ganhar. “Achei que ele estava drawing dead. Pensei que talvez ele tivesse apenas um nove. Eu estava completamente inebriado naquele momento. Eu sabia que estaria ganhando”, finalizou.
Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha:
WSOP
WSOP: Rei da WSOP Circuit, Maurice Hawkins bate na trave do primeiro bracelete com vice-campeonato no Evento #28
Americano soma 25 anéis de circuito mundial, mas não conta com bracelete
O nome de Maurice Hawkins costuma aparecer no Mundo Poker por dois motivos: ou o americano adicionou mais um título no seu recorde de anéis da WSOPC, ou uma nova polêmica envolvendo seu nome surge em algum lugar. Dessa vez, a trave num bracelete é a razão.
Apesar de 25 títulos na WSOP Circuit, Hawkins não conta com um bracelete em sua lista de feitos. E no Evento #28, o US$ 600 Mixed NLH/PLO, ele esteve presente em uma mesa final cheia de jogadores de alta qualidade. O ótimo desempenho parou no último obstáculo: Hawkins foi o vice-campeão e levou US$ 135.864.
LEIA MAIS: WSOP: Estrelas estão na reta do US$ 50k High Roller; Santhosh Suvarna é o chip leader com 12 left
O US$ 600 NLH/PLO ficou conhecido por uma mesa final de altíssimo nível, principalmente levando em consideração o buy-in da disputa. Daniel Negreanu, Alex Foxen e Josh Reichard também estiveram na batalha pelo bracelete. O título, no entanto, ficou com Brent Gregory, que embolsou US$ 204.140.
Hawkins soma quase US$ 8 milhões em premiação no Hendon Mob, mas naturalmente, o prestígio que o bracelete da WSOP leva é mais importante do que o resultado final do torneio. O polêmico jogador está em um bom ano, somando múltiplos títulos do circuito mundial.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Estrelas estão na reta do US$ 50k High Roller; Santhosh Suvarna é o chip leader com 12 left
Campeão vai levar US$ 1,92 milhão pra conta
Enquanto a WSOP vai avançando na sua terceira semana, os torneios começam a mostrar cada vez mais variedade, incluindo um High Roller com buy-in de US$ 50 mil, o maior da série até o momento. O torneio está em sua reta final e, na definição nesta terça-feira, Santhosh Suvarna vai largar na frente.
O indiano, que é figurinha carimbada nos circuitos High Roller ao redor do mundo e tem múltiplos braceletes de WSOP na conta, lidera com 7.700.000 fichas. Ele tem boa vantagem em relação ao sul-coreano Chang Lee, com 5.900.000. Outro craque dos High Rollers, Brandon Wilson, fecha o top 3 com 5.200.000.
LEIA MAIS: WSOP: Allen Kessler bate na trave do primeiro bracelete e cai no 3-handed do US$ 10k Stud
O US$ 50.000 High Roller da WSOP corresponde ao Evento #29 da série e contou com 167 entradas, com 12 jogadores ainda vivos. Chris Brewer, Jans Arends, Pieter Aerts, Sergio Aido e Ben Heath, todos nomes famosos do cenário de buy-ins mais altos, continuam na briga. Nenhum brasileiro se registrou no US$ 50k High Roller.
A definição do torneio mais caro da grade até o momento vai rolar às 16h do horário de Brasília, com blinds em 100.000 / 150.000 e big blind ante. Os 12 vivos já garantiram US$ 105.000, enquanto o campeão vai embolsar a bagatela de US$ 1.922.870.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Após dia 6 no Main Event em 2025, Alen Fillipi perde “melhor” WSOP por motivo inusitado; entenda
Alagoano perdeu o passaporte logo antes da viagem
Alen Fillipi teve um desempenho espetacular na WSOP em 2025, e mesmo sendo eliminado no Dia 6 do Main Event em uma bad beat gigante contra Murilo Milhomem, foi um dos melhores representantes do país no principal torneio de poker do ano. Em 2026, no entanto, Alen não poderá repetir o feito.
Isso porque o alagoano, por algum tempo, não poderá viajar para os Estados Unidos ou qualquer outro país. Alen compartilhou em seu Instagram que recentemente perdeu seu passaporte e, como resultado, não terá tempo hábil para ir até os Estados Unidos.
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Além da WSOP, os Estados Unidos estão neste momento realizando outro evento bastante importante. A Copa do Mundo se inicia nesta quinta-feira, e os jogadores que viajaram até o país teriam a oportunidade de participar também de um dos maiores eventos esportivos que existem. Para Alen, a chance vai ficar só no desejo.
A história foi compartilhada pelo próprio alagoano no Instagram. “No melhor ano para se ir à WSOP [e] assistir o jogo da Copa do Mundo, eu perco meu passaporte e GG Vegas. Que tristeza! Mas levo como um livramento. Só assim pra ficar de boa da entrada novamente, e ano que vem estarei lá se Deus quiser”, escreveu.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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