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“Eu não gostava de jogar poker”: João Simão abre o jogo após conquista na WSOP Paradise e vê mudança significativa no caminho
O mineiro deu uma entrevista logo após a façanha nas Bahamas
O feito conquistado por João Simão na WSOP Paradise vai perdurar por muitos e muitos anos. O profissional mineiro, já tido por muitos como um dos maiores da história do poker brasileiro, teve mais um capítulo especial na carreira com uma vitória pra lá de imponente na WSOP Paradise.
Em um evento conjunto com a Triton Series, Simão conquistou seu terceiro bracelete, seu primeiro título de Triton e a maior forra da carreira, com mais de US$ 3 milhões de prêmio, tudo de uma só vez. A façanha foi amplamente celebrada pelo público brasileiro e, claro, João Simão só teve motivos para comemorar.
Logo após a conquista histórica, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Mundo Poker e, como não poderia deixar de ser, ele falou sobre a felicidade da vitória: “só alegria, sem palavras. Surreal mesmo. São duas metas muito importantes na carreira de um jogador: ganhar um Triton e ganhar um bracelete. Ganhar os dois ao mesmo tempo, no mesmo torneio, no mesmo dia, é muita benção. Só tenho a agradecer”, abriu Simão.
Agora dono de três braceletes da WSOP, sendo o segundo brasileiro com mais títulos na principal série do mundo, João Simão fez uma reflexão importante sobre sua trajetória até o último grande ato. E aí veio uma surpresa: o mineiro confessou que, nas primeiras vitórias, a sensação não foi tão boa quanto essa porque ele “não gostava de jogar poker”. Mas isso mudou:
“É bizarra a diferença do sentimento do primeiro bracelete pra esse de agora. Quando eu ganhei o meu primeiro, eu não gostava de jogar poker. Eu nunca gostei de jogar poker. Sempre foi pra mim uma forma de mudar minha vida. E, depois de muitos anos, acho que depois de eu poder baixar um pouco a guarda com relação a questão financeira, eu comecei a ver a beleza do jogo e ter prazer em jogar. Hoje eu gosto de jogar, sou feliz jogando poker”, detalhou Simão.

Agora, além de feliz, ele também está com uma visão otimista para o futuro do poker brasileiro. “É questão de tempo para que os brasileiros invadam a Triton de vez. Eu acho que as pessoas sentem um certo tabu, então é muito importante esses eventos em conjunto assim, que não são tão fechados. Essa parceria da Triton com a WSOP é uma porta de entrada. Então serve pra galera perder o medo, porque tá todo mundo mais do que preparado para fazer bonito”, projetou o tricampeão.
Por fim, Simão falou abertamente sobre sua motivação para esses torneios e como a preparação do dia a dia, em torneios e eventos menores, é imprescindível para o sucesso nesses momentos. O brasileiro não escondeu que o dinheiro, sim, continua sendo o ponto principal, mas deixou claro o porquê sua carreira é de tamanho sucesso.
“Quando chega nesses stakes como os do Triton, o que move é o dinheiro mesmo. No geral é menos, até porque a gente não tem oportunidade de ficar jogando por esses valores. Então é muito importante volumar pra conseguir ter o longo prazo e ir ganhando valores menores numa frequência maior. Mas principalmente pra estar afiando o taco pra chegar preparado pra esses torneios. Aqui é a hora que o dinheiro fica sério. Foi surreal ter feito isso”, completou o craque.
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Poker feminino mostra força em 2025 com quatro hits milionários durante o ano; confira
Natasha Mercier foi a quarta jogadora com um hit milionário

A WSOP Paradise marcou praticamente o fim do calendário do poker mundial em 2025 e os jogadores começam a se preparar para um merecido descanso. Ainda assim, foi possível anotar mais um resultado muito expressivo para o cenário mundial com o quarto hit feminino acima de sete dígitos.
Natasha Mercier levou US$ 1.800.000 com o sexto lugar no Super Main Event da WSOP Paradise. A marca foi expressiva por muitos fatores: foi a maior premiação conquistada por uma jogadora durante o ano de 2025 e a elevou para a segunda colocação no posto de mulheres com mais prêmios em 2025, perdendo apenas para a canadense Kristen Foxen.
Mercier já contava com alguns bons resultados na carreira, conquistados nos festivais mundiais de 2015 e 2016. Dez anos depois de seu primeiro hit de seis dígitos, ela conquistou uma nova marca, agora milionária. Foi também um dos maiores prêmios femininos da história e, assim como aconteceu com os jogadores brasileiros, foi uma nova marca conquistada na WSOP Paradise.
Os outros prêmios milionários vieram em situações distintas. O mais notável deles veio com Leo Margets na mesa final da WSOP Las Vegas, a primeira vez que uma mulher esteve na mesa final da WSOP Las Vegas em um longo período. Ela foi recompensada com US$ 1.500.000 pelo histórico desempenho.
Kristen Foxen levou US$ 1.104.000 com a terceira colocação no Evento #10 da Triton Jeju, com buy-in de US$ 125.000. Por fim, Sosia Jiang também brilhou na Triton Jeju, com seu pódio no Evento #8 lhe garantindo US$ 1.381.000.
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WSOP Paradise de 2025 é finalizada como um dos maiores momentos da história do poker brasileiro; veja o resumo completo
Série nas Bahamas deu cinco prêmios milionários para o Brasil e feitos memoráveis

A WSOP Paradise de 2025 vai ficar marcada na história como um dos maiores momentos do poker brasileiro. Nas Bahamas, os jogadores do país deram um verdadeiro show e o desempenho obtido por vários nomes do poker nacional vão ser lembrados para sempre. Foram inúmeros feitos, prêmios milionários e a sensação de que, sim, o poker brasileiro está no topo do mundo.
Finalizada ontem, a WSOP Paradise de 2025 trouxe números expressivos. De forma incrível, foram cinco (!!!) prêmios de pelo menos US$ 1 milhão conquistado por jogadores brasileiros, todos eles entrando no top 10 da história do poker nacional. Além disso, um novo bracelete foi somado para a contagem verde e amarela, com João Simão conquistando o tri.
Em ordem cronológica, o primeiro prêmio acima de US$ 1 milhão veio com pompa. Numa reta histórica, Pedro Padilha foi vice-campeão do Triton Main Event da WSOP Paradise, de US$ 100.000, e embolsou a fortuna de US$ 3.160.000, o que, naquele dia, transformou-se no segundo maior prêmio de todos os tempos do poker nacional.
LEIA MAIS: Belarmino de Souza entra no top 10 de maiores premiações brasileiras no live; confira o ranking
Mal sabíamos que aquela seria apenas o primeiro feito do maior dia da história do poker brasileiro. Algumas horas depois, veio o maior momento já visto até hoje. No Evento #10 Triton NLH 8-Handed, de US$ 125.000, aconteceu uma façanha que ficará eternizada. Três dos maiores nomes do poker nacional fizeram o 3-handed do torneio valendo um bracelete da WSOP.
João Simão, Felipe Boianovsky e Yuri Martins decidiram o torneio histórico (sim, essa palavra vai se repetir) e tornaram aquele dia memorável. Os três craques conquistaram suas maiores premiações das carreiras e colocaram a bandeira brasileira de vez no topo do mundo.
O conto de fadas terminou com João Simão campeão e, junto ao seu terceiro bracelete, o mineiro levou a baita forra de US$ 3.067.000 . Vice-campeão, Felipe Boianovsky também faturou alto, saindo com US$ 2.131.000. Por fim, em terceiro, Yuri Martins somou seu primeiro hit de sete dígitos na carreira e fez a festa com US$ 1.409.000.

João Simão com seu terceiro bracelete e o troféu da Triton
Se terminasse aí, a edição da WSOP Paradise já entraria nos livros. Mas teve mais. Na reta final, Belarmino de Souza decidiu ir por ainda mais. No maior torneio da série, o Super Main Event de US$ 25.000, Belarmino também cravou seu nome entre os principais da história do poker nacional.
Belarmino de Souza fez uma campanha sensacional no Super Main Event e, assim como no último ano, colocou a bandeira verde e amarela na decisão. O jovem e talentoso jogador encerrou sua participação com um belíssimo terceiro lugar, feito que lhe rendeu incríveis US$ 4.000.000.
Esta premiação se tornou a segunda maior da história do poker brasileiro – ultrapassando a de Padilha, dias antes – e fica atrás apenas da de Marcelo Aziz. Coincidentemente, foi também na WSOP Paradise que Aziz conquistou o topo da lista, com o vice-campeonato do Super Main Event de 2024, que lhe rendeu US$ 4.600.000

Belarmino de Souza
Não bastasse os cinco prêmios milionários e o bracelete de João Simão, ainda teve mais. Felipe Mojave, por exemplo, chegou muito próximo do sonho de levar seu primeiro título na WSOP. O brasileiro contou com a torcida de milhares de pessoas pelo Brasil, mas ficou no quase. Ele foi vice no Evento #12 US$ 10.000 8-Game e ficou com US$ 188.900.
Iago Botelho foi outro a ficar com um quase valioso. O grinder, que garantiu seu primeiro bracelete ao longo de 2025, fez mesa final no GGMillion$, também de US$ 25.000, e ficou perto do bicampeonato. Ele terminou no quarto lugar da disputa e faturou US$ 512.800 com o desempenho.
A edição de 2025 da WSOP Paradise ainda trouxe o big hit da carreira de Kelvin Kerber (US$ 415.000), outros dois prêmios de meio milhão para João Simão, uma outra mesa final de Yuri Martins e até mesmo nos paralelos o Brasil brilhou. Kelvin Kerber, Larissa Hauagge e Roger Ruivo, por exemplo, se deram bem nas competições extraoficiais.
Por fim, o palco nas Bahamas é tão bom para o Brasil que até o online deu certo. Jogando diretamente do salão da WSOP Paradise, Gustavo Campos conquistou o título do tradicional US$ 10.300 GGMillion$ na GGPoker, levando US$ 223.824. No mesmo dia, Gustavo ainda alcançou a 53ª posição e levou mais US$ 180.000.
A edição de 2025 foi histórica. Que a de 2026 seja ainda mais!
Confira o Poker de Boteco #121 com Alexandre “Bigorna”:
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Bernhard Binder vira heads-up contra Jean-Noel Thorel e se consagra campeão do Super Main Event da WSOP Paradise
O austríaco levou US$ 10 milhões pela cravada

O Super Main Event da WSOP Paradise chegou ao fim. O torneio com o maior garantido da história do poker foi encerrado nesta quinta-feira com uma mesa final de altíssimo nível e um longo heads-up, que acabou encerrado com a vitória do austríaco Bernhard Binder sobre o francês Jean-Noel Thorel.
Binder superou um field de 2.891 entradas, composto pelos melhores jogadores do mundo, para ficar com o título. A recompensa foi a bolada de US$ 10.000.000 garantida na conta no que foi, de longe, o melhor resultado de sua carreira. De acordo com o Hendon Mob, seu melhor resultado anterior no live era de apenas US$ 64.500 numa edição recente da Triton Series.
Binder jogou com inteligência. Mostrando um desempenho sólido desde o início da mesa final, ele evitou grandes colisões com o chip leader Jean-Noel Thorel enquanto os payjumps se acumulavam. No 3-handed, esteve também o brasileiro Belarmino de Souza, que acabou por se envolver num spot impossível de escapar contra o veterano Thorel. Belarmino acabou eliminado e levou US$ 4.000.000.
LEIA MAIS: Iago Botelho fica com a quarta colocação no Evento #14 US$ 25.000 GGMillion$ da WSOP Paradise
O que se desenhou foi um heads-up longo e imprevisível. Com duas formas de jogar completamente diferentes, Binder não conseguiu encontrar a fórmula para disparar contra Thorel durante boas horas da disputa. Ele aplicou também um blefe histórico sobre o francês em um spot de missed straight draw que, caso Jean-Noel tivesse dado o call, se sagraria o campeão do torneio.
Mas a experiência de Thorel acabou por entrar em desvantagem depois de algumas horas e Binder obteve a liderança do heads-up, abrindo boa vantagem na contagem de fichas. Na mão final, um all in pré-flop de de Binder se sobressaiu sobre o de Thorel no board e deu o primeiro bracelete e uma forra imensa para o austríaco.
“Thorel é um adversário especial, e jogar heads-up contra ele é desafiador porque acontecem mais coisas inesperadas do que com muitos outros oponentes. Foi um grande desafio”, disse Binder, em entrevista à PokerNews após o título. Cercado de amigos na comemoração, o austríaco também falou sobre esse ponto:
“Isso é o melhor. O melhor de tudo. Se eu estivesse aqui sozinho e ganhasse, não significaria nem um pouco do que significa agora comemorar com tantas pessoas. E também ter um impacto para elas, porque muitas delas também tiveram sua parcela de vitória”, completou Binder.
Confira a premiação final:
1º – Bernhard Binder (Áustria) – US$ 10.000.000
2º – Jean-Noel Thorel (França) – US$ 6.000.000
3º – Belarmino De Souza (Brasil) – US$ 4.000.000
4º – Terrance Reid (EUA) – US$ 3.000.000
5º – Eric Wasserson (EUA) -US$ 2.350.000
6º – Natasha Mercier (Líbano) -US$ 1.800.000
7º – Peter Chien (Canadá) – US$ 1.400.000
8º – Franco Spitale (Argentina) – US$ 1.100.000
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