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Marcelo Aziz faz história, é vice do Super Main Event da WSOP Paradise e leva o maior prêmio de todos os tempos do poker brasileiro
Jogador brasileiro teve um dia memorável e faturou US$ 4.600.000 com a performance
Ele tinha todos os ingredientes necessários para viver um dia épico. Hoje, 19 de dezembro, quando voltou para a grande decisão do Super Main Event da WSOP Paradise, Marcelo Aziz contava com a torcida de milhares de brasileiros, jogadores e amantes do poker. E, misturando esse apoio com sua técnica pra lá de afiada, Aziz escreveu seu nome na história do poker nacional.
Marcelo Aziz construiu uma trajetória memorável na mesa final do US$ 25.000 Super Main Event da WSOP Paradise e alcançou o maior prêmio já conquistado por um jogador brasileiro. O profissional paulista foi vice-campeão entre os 1.978 inscritos no prestigiado torneio que aconteceu em Bahamas e faturou um valor de tirar o fôlego.
Aziz deixou a disputa com o gigantesco prêmio de US$ 4.600.000 pelo vice-campeonato, número este que o coloca como dono da maior premiação da história do poker nacional, seja online ou live. E tem um detalhe que deixa essa história ainda mais impressionante: Marcelo Aziz não gastou nada para disputar essa competição.
O craque brasileiro conseguiu sua vaga através de um Freeroll continental realizado na GGPoker, jogou o Dia 1 OnLive da WSOP Paradise e se classificou diretamente para o Dia 3, já ITM. Ou seja: Aziz foi para as Bahamas sem nenhum custo e voltou com o prêmio espetacular de US$ 4.600.000 na bagagem, além de uma história que será contada por muitos e muitos anos.
A maior premiação da história do poker brasileiro veio em um desempenho quase irretocável de Aziz. Acompanhado nos canais da MundoTV e da GGPoker Brasil por mais de cinco mil pessoas, o profissional deu uma aula de poker. Cada decisão tomada parecia sempre a melhor possível, e isso levou o jogador para a reta final com tranquilidade. Depois de garantir a quarta colocação ao eliminar Liv Boeree, Marcelo já sabia que se tornara o dono do maior prêmio de todos os tempos entre os brasileiros.
Enfrentando ainda nomes como Justin Bonomo, Mustapha Kanit e Michael Addamo, todos jogadores muito renomados, Marcelo Aziz mostrou um poker de altíssimo nível e roubou a cena com jogadas extraclasse em diversos momentos. Sem demonstrar qualquer tipo de pressão, Marcelo avançou conforme o jogo ia seguindo e vários dos rivais ficaram pelo caminho. Com isso, a disputa foi se desenhando entre Aziz, Kanit e o chinês Yinan Zhou, que trocaram fichas e a liderança no 3-handed.

À espreita, Aziz era o short, mas conseguiu duas dobras providenciais contra o chinês para sobreviver. Com a energia dos brasileiros, Marcelo ainda ganhou mais uma bela notícia quando acertou o river perfeito para ele mesmo eliminar Mustapha Kanit, equilibrando o jogo para a disputa final. Era o maior heads-up do poker brasileiro valendo mais um bracelete para o país no dia de hoje (Pablo Brito já havia confirmado o dele).
Só que, ali, depois de batalhar muito e até chegar a dobrar depois de uma cena inusitada com o chinês comemorando antes em um all in pré-flop (num lance que relembrou a conquista de Roberly Felício), a participação épica do brasileiro chegou ao fim. Yinan Zhou conseguiu levar a melhor no último duelo contra o brasileiro e ficou com o título, deixando o vice, o histórico vice, nas mãos do brasileiro.
A mão que encerrou o confronto foi um all in pré-flop onde o brasileiro estava dominado. Marcelo deu all in de 24 blinds com K6 após o limp do adversário e tomou o call de A6 do rival. O board 75J66 encerrou a disputa. Apesar do título ter ido para o jogador chinês, tudo que Marcelo Aziz representou e conquistou hoje se torna um grande marco na história do poker brasileiro. Que momento!
Confira a premiação da mesa final:
1º – Yinan Zhou (China) – US$ 6.000.000
2º – Marcelo Aziz (Brasil) – US$ 4.600.000
3º – Mustapha Kanit (Itália) – US$ 3.600.000
4º – Liv Boeree (Reino Unido) – US$ 2.800.000
5º – Christopher Nguyen (Alemanha) – US$ 2.100.000
6º – Michael Addamo (Austrália) – US$ 1.650.000
7º – Justin Bonomo (Estados Unidos) – US$ 1.300.000
8º – Vadzim Lipauka (Bielorrússia) – US$ 1.000.000
9º – Georg Lehmann (Alemanha) – US$ 750.000
Confira o episódio #86 do Poker de Boteco com Gabriel Moura:
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Poker feminino mostra força em 2025 com quatro hits milionários durante o ano; confira
Natasha Mercier foi a quarta jogadora com um hit milionário

A WSOP Paradise marcou praticamente o fim do calendário do poker mundial em 2025 e os jogadores começam a se preparar para um merecido descanso. Ainda assim, foi possível anotar mais um resultado muito expressivo para o cenário mundial com o quarto hit feminino acima de sete dígitos.
Natasha Mercier levou US$ 1.800.000 com o sexto lugar no Super Main Event da WSOP Paradise. A marca foi expressiva por muitos fatores: foi a maior premiação conquistada por uma jogadora durante o ano de 2025 e a elevou para a segunda colocação no posto de mulheres com mais prêmios em 2025, perdendo apenas para a canadense Kristen Foxen.
Mercier já contava com alguns bons resultados na carreira, conquistados nos festivais mundiais de 2015 e 2016. Dez anos depois de seu primeiro hit de seis dígitos, ela conquistou uma nova marca, agora milionária. Foi também um dos maiores prêmios femininos da história e, assim como aconteceu com os jogadores brasileiros, foi uma nova marca conquistada na WSOP Paradise.
Os outros prêmios milionários vieram em situações distintas. O mais notável deles veio com Leo Margets na mesa final da WSOP Las Vegas, a primeira vez que uma mulher esteve na mesa final da WSOP Las Vegas em um longo período. Ela foi recompensada com US$ 1.500.000 pelo histórico desempenho.
Kristen Foxen levou US$ 1.104.000 com a terceira colocação no Evento #10 da Triton Jeju, com buy-in de US$ 125.000. Por fim, Sosia Jiang também brilhou na Triton Jeju, com seu pódio no Evento #8 lhe garantindo US$ 1.381.000.
Confira o Poker de Boteco #121 com Alexandre “Bigorna”:
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WSOP Paradise de 2025 é finalizada como um dos maiores momentos da história do poker brasileiro; veja o resumo completo
Série nas Bahamas deu cinco prêmios milionários para o Brasil e feitos memoráveis

A WSOP Paradise de 2025 vai ficar marcada na história como um dos maiores momentos do poker brasileiro. Nas Bahamas, os jogadores do país deram um verdadeiro show e o desempenho obtido por vários nomes do poker nacional vão ser lembrados para sempre. Foram inúmeros feitos, prêmios milionários e a sensação de que, sim, o poker brasileiro está no topo do mundo.
Finalizada ontem, a WSOP Paradise de 2025 trouxe números expressivos. De forma incrível, foram cinco (!!!) prêmios de pelo menos US$ 1 milhão conquistado por jogadores brasileiros, todos eles entrando no top 10 da história do poker nacional. Além disso, um novo bracelete foi somado para a contagem verde e amarela, com João Simão conquistando o tri.
Em ordem cronológica, o primeiro prêmio acima de US$ 1 milhão veio com pompa. Numa reta histórica, Pedro Padilha foi vice-campeão do Triton Main Event da WSOP Paradise, de US$ 100.000, e embolsou a fortuna de US$ 3.160.000, o que, naquele dia, transformou-se no segundo maior prêmio de todos os tempos do poker nacional.
LEIA MAIS: Belarmino de Souza entra no top 10 de maiores premiações brasileiras no live; confira o ranking
Mal sabíamos que aquela seria apenas o primeiro feito do maior dia da história do poker brasileiro. Algumas horas depois, veio o maior momento já visto até hoje. No Evento #10 Triton NLH 8-Handed, de US$ 125.000, aconteceu uma façanha que ficará eternizada. Três dos maiores nomes do poker nacional fizeram o 3-handed do torneio valendo um bracelete da WSOP.
João Simão, Felipe Boianovsky e Yuri Martins decidiram o torneio histórico (sim, essa palavra vai se repetir) e tornaram aquele dia memorável. Os três craques conquistaram suas maiores premiações das carreiras e colocaram a bandeira brasileira de vez no topo do mundo.
O conto de fadas terminou com João Simão campeão e, junto ao seu terceiro bracelete, o mineiro levou a baita forra de US$ 3.067.000 . Vice-campeão, Felipe Boianovsky também faturou alto, saindo com US$ 2.131.000. Por fim, em terceiro, Yuri Martins somou seu primeiro hit de sete dígitos na carreira e fez a festa com US$ 1.409.000.

João Simão com seu terceiro bracelete e o troféu da Triton
Se terminasse aí, a edição da WSOP Paradise já entraria nos livros. Mas teve mais. Na reta final, Belarmino de Souza decidiu ir por ainda mais. No maior torneio da série, o Super Main Event de US$ 25.000, Belarmino também cravou seu nome entre os principais da história do poker nacional.
Belarmino de Souza fez uma campanha sensacional no Super Main Event e, assim como no último ano, colocou a bandeira verde e amarela na decisão. O jovem e talentoso jogador encerrou sua participação com um belíssimo terceiro lugar, feito que lhe rendeu incríveis US$ 4.000.000.
Esta premiação se tornou a segunda maior da história do poker brasileiro – ultrapassando a de Padilha, dias antes – e fica atrás apenas da de Marcelo Aziz. Coincidentemente, foi também na WSOP Paradise que Aziz conquistou o topo da lista, com o vice-campeonato do Super Main Event de 2024, que lhe rendeu US$ 4.600.000

Belarmino de Souza
Não bastasse os cinco prêmios milionários e o bracelete de João Simão, ainda teve mais. Felipe Mojave, por exemplo, chegou muito próximo do sonho de levar seu primeiro título na WSOP. O brasileiro contou com a torcida de milhares de pessoas pelo Brasil, mas ficou no quase. Ele foi vice no Evento #12 US$ 10.000 8-Game e ficou com US$ 188.900.
Iago Botelho foi outro a ficar com um quase valioso. O grinder, que garantiu seu primeiro bracelete ao longo de 2025, fez mesa final no GGMillion$, também de US$ 25.000, e ficou perto do bicampeonato. Ele terminou no quarto lugar da disputa e faturou US$ 512.800 com o desempenho.
A edição de 2025 da WSOP Paradise ainda trouxe o big hit da carreira de Kelvin Kerber (US$ 415.000), outros dois prêmios de meio milhão para João Simão, uma outra mesa final de Yuri Martins e até mesmo nos paralelos o Brasil brilhou. Kelvin Kerber, Larissa Hauagge e Roger Ruivo, por exemplo, se deram bem nas competições extraoficiais.
Por fim, o palco nas Bahamas é tão bom para o Brasil que até o online deu certo. Jogando diretamente do salão da WSOP Paradise, Gustavo Campos conquistou o título do tradicional US$ 10.300 GGMillion$ na GGPoker, levando US$ 223.824. No mesmo dia, Gustavo ainda alcançou a 53ª posição e levou mais US$ 180.000.
A edição de 2025 foi histórica. Que a de 2026 seja ainda mais!
Confira o Poker de Boteco #121 com Alexandre “Bigorna”:
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Bernhard Binder vira heads-up contra Jean-Noel Thorel e se consagra campeão do Super Main Event da WSOP Paradise
O austríaco levou US$ 10 milhões pela cravada

O Super Main Event da WSOP Paradise chegou ao fim. O torneio com o maior garantido da história do poker foi encerrado nesta quinta-feira com uma mesa final de altíssimo nível e um longo heads-up, que acabou encerrado com a vitória do austríaco Bernhard Binder sobre o francês Jean-Noel Thorel.
Binder superou um field de 2.891 entradas, composto pelos melhores jogadores do mundo, para ficar com o título. A recompensa foi a bolada de US$ 10.000.000 garantida na conta no que foi, de longe, o melhor resultado de sua carreira. De acordo com o Hendon Mob, seu melhor resultado anterior no live era de apenas US$ 64.500 numa edição recente da Triton Series.
Binder jogou com inteligência. Mostrando um desempenho sólido desde o início da mesa final, ele evitou grandes colisões com o chip leader Jean-Noel Thorel enquanto os payjumps se acumulavam. No 3-handed, esteve também o brasileiro Belarmino de Souza, que acabou por se envolver num spot impossível de escapar contra o veterano Thorel. Belarmino acabou eliminado e levou US$ 4.000.000.
LEIA MAIS: Iago Botelho fica com a quarta colocação no Evento #14 US$ 25.000 GGMillion$ da WSOP Paradise
O que se desenhou foi um heads-up longo e imprevisível. Com duas formas de jogar completamente diferentes, Binder não conseguiu encontrar a fórmula para disparar contra Thorel durante boas horas da disputa. Ele aplicou também um blefe histórico sobre o francês em um spot de missed straight draw que, caso Jean-Noel tivesse dado o call, se sagraria o campeão do torneio.
Mas a experiência de Thorel acabou por entrar em desvantagem depois de algumas horas e Binder obteve a liderança do heads-up, abrindo boa vantagem na contagem de fichas. Na mão final, um all in pré-flop de de Binder se sobressaiu sobre o de Thorel no board e deu o primeiro bracelete e uma forra imensa para o austríaco.
“Thorel é um adversário especial, e jogar heads-up contra ele é desafiador porque acontecem mais coisas inesperadas do que com muitos outros oponentes. Foi um grande desafio”, disse Binder, em entrevista à PokerNews após o título. Cercado de amigos na comemoração, o austríaco também falou sobre esse ponto:
“Isso é o melhor. O melhor de tudo. Se eu estivesse aqui sozinho e ganhasse, não significaria nem um pouco do que significa agora comemorar com tantas pessoas. E também ter um impacto para elas, porque muitas delas também tiveram sua parcela de vitória”, completou Binder.
Confira a premiação final:
1º – Bernhard Binder (Áustria) – US$ 10.000.000
2º – Jean-Noel Thorel (França) – US$ 6.000.000
3º – Belarmino De Souza (Brasil) – US$ 4.000.000
4º – Terrance Reid (EUA) – US$ 3.000.000
5º – Eric Wasserson (EUA) -US$ 2.350.000
6º – Natasha Mercier (Líbano) -US$ 1.800.000
7º – Peter Chien (Canadá) – US$ 1.400.000
8º – Franco Spitale (Argentina) – US$ 1.100.000
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