WSOP
Nova estrela do poker feminino, Shiina Okamoto fala sobre ascensão meteórica e dos resultados na WSOP: “impacto positivo”
A jogadora japonesa foi bicampeã consecutiva do Ladies Event
O feito de Shiina Okamoto na WSOP 2025 elevou a jogadora japonesa a um status de nova estrela do poker feminino no mundo. Okamoto já havia chegado aos holofotes em 2024, quando foi campeã do Ladies da WSOP pela primeira vez, e a história ganhou proporção porque aquele havia sido o segundo heads-up seguido para a jogadora, uma vez que ela havia sido vice em 2023.
Em 2025, ela conseguiu uma marca ainda mais incrível. No terceiro (!) heads-up consecutivo do mesmo torneio, Shiina Okamoto foi campeã pela segunda vez consecutiva do Ladies e isso a colocou em total evidência. Agora, ela é uma das celebridades do poker feminino e, claro, isso trouxe bastante curiosidade sobre como ela chegou até lá.
Com a ascensão meteórica, Shiina Okamoto foi convidada pela PokerOrg a conceder uma entrevista e, nela, a jogadora japonesa falou sobre diversos temas diferentes, revelando até um dos “segredos” para conseguir os excelentes resultados recentes. E grande parte tem a ver com o lado mental do jogo.
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Formada em arquitetura, Okamoto largou o emprego em um banco de investimento há cinco anos e começou a jogar poker por hobby. Dali em diante, a paixão foi imediata, segundo a própria japonesa. Com aptidão por estudos, uma das coisas que a fascina no poker, ela embarcou de cabeça nesse mundo e já conseguiu colher frutos de forma bem rápida.
E isso é uma motivação para ela: “sinto que muitas pessoas estão prestando muita atenção aos meus resultados no momento. Acredito que não houve muitos jogadores na história da WSOP que tenham recebido tanta atenção por seu desempenho. Isso é algo positivo para mim. Quero continuar jogando poker por muito tempo, me tornar cada vez melhor. Estou muito feliz com esse tipo de reconhecimento e agradeço pelo impacto positivo que isso teve para mim”, disse a jogadora à PokerOrg.
Em relação ao que levou ela até os títulos recentes, ela contou um dos segredos: “quando se trata do Ladies, acredito que tenho uma grande capacidade de ler as emoções das mulheres. Eu entendo não apenas como sentir esses sentimentos, mas também como influenciar a tomada de decisões na mesa. É provavelmente por isso que costumo ter um desempenho melhor nos Ladies”, abriu Okamoto.

Shiina Okamoto
A japonesa também falou sobre como o lado mental bem alinhado afeta positivamente seu jogo. Ela assumiu que não é tão forte quanto gostaria nesse ponto, mas disse que vem trabalhando para chegar ao seu melhor também neste lado e que isso pode ser a diferença entre o sucesso e a ruína.
“Em geral, acredito que as mulheres tendem a ser mais emocionalmente motivadas e têm menos resiliência mental em comparação aos homens quando se trata de poker. Reconheço que também tenho essa tendência. Não me considero particularmente forte mentalmente, mesmo entre as mulheres. É por isso que me esforço conscientemente para manter o foco e o controle emocional durante o jogo”, iniciou Shiina.
“O que muitos jogadores ainda não perceberam é que gerenciar seu estado mental é igualmente essencial. A maioria das pessoas acha que sua mentalidade está bem quando, na verdade, está desmoronando, ou pode se sentir emocionalmente instável, mas acredita que isso não está afetando seu jogo, quando, na realidade, está. Essa desconexão ocorre com mais frequência do que as pessoas imaginam”, seguiu.

“Às vezes, as pessoas deixam de tomar boas decisões pessoais e no jogo simplesmente porque não estão mentalmente equilibradas. Elas não têm consciência de seu desequilíbrio mental, o que pode levar a julgamentos equivocados. É por isso que me esforço ao máximo para redefinir e estabilizar meu estado mental. Isso pode significar garantir que eu durma bem todas as noites e me exercite regularmente”, completou Okamoto.
A nova estrela do poker feminino também revelou que, hoje, não tem um plano traçado sobre sua carreira. Mas ela já declarou que quer continuar por muito tempo jogando poker. E, se ela mantiver o ritmo dos últimos três anos, o poker feminino vai ter uma grande representante.
Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha:
WSOP
WSOP: Pelotão brasileiro avança em peso no Dia 1C do Monster Stack; Rafael Reis é um dos destaques
Muitos nomes conhecidos carimbaram vaga no Dia 2C
O número de brasileiros em Las Vegas está aumentando a cada dia que passa. Nesta sexta-feira, vários jogadores do país estiveram presentes em torneios da WSOP e uma boa quantidade conseguiu anotar um Dia 2 para este sábado. Um grande esquadrão engatou no Dia 1C do Evento #18 US$ 1.500 Monster Stack e conseguiu avançar.
Contando com um total de 2.896 entradas, o torneio foi paralisado no 10º nível com 1.002 jogadores na disputa. Desses, 10 são brasileiros e vários são nomes conhecidos do país. O destaque fica para um que não aparece com a bandeirinha brasileira na lista. Rafael Reis, que mora nos EUA, passou bem com 225.500 fichas, bastante confortável.
Acima dele, ficaram apenas Vitor Dzivielevski e Renan Bruschi, com 250.500 e 235.500, respectivamente. Felipe Katu (129.300), Bruno Albuquerque (122.500), Paulo Gini (100.000), João Simão (100.000), Gustavo Machado (95.000), Teddy Tavares (84.500) e André Luchi (42.000) completam o time de classificados do Brasil.
O Monster Stack volta agora para o Dia 2C, onde todos os 1.002 classificados voltam para buscar o Dia 3 e, aí sim, se juntar com os jogadores dos outros classificatórios. Durante o Dia 2C o torneio entra ITM e a volta está marcada para às 11h, com um nível ainda aberto para inscrições. O jogo volta nos blinds 1.000 / 2.500.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Caio de Lucca puxa a lista no Dia 1B do Evento #18 US$ 1.500 Monster Stack; dois avançam no Evento #21
Muitos brasileiros garantiram continuidade em torneios da WSOP
O dia foi de mais brasileiros avançando em torneios da WSOP e dessa vez o grande destaque foi um forte representante em solo americano. Caio de Lucca, que mora nos Estados Unidos, passou com o maior stack do país no Dia 1B do Evento #18, o US$ 1.500 Monster Stack, e chega bem posicionado para o Dia 2.
Caio ensacou 326.500 fichas, liderando um grupo que conta com sete brasileiros: Breno Campelo (179.500), Paulo Gini (175.000), Jorge Ribeiro (103.500), Roberly Felicio (96.000), Gilberto Amaral (86.500) e Joseph Pacheco (68.000) também avançaram. O Dia 2B do torneio acontece nesta sexta-feira; ainda existem inscrições disponíveis no Monster Stack, e o Dia 3 vai acontecer na segunda-feira, 08 de junho.
LEIA MAIS: WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Outro evento que contou com boa participação brasileira foi o US$ 1.500 Pot-Limit Omaha Hi-Lo 8 or Better, o #21 da grade. Raphael Nogueira e Leandro Pacheco, o “Brasa”, estão entre os 173 que avançaram ao Dia 2. O field total foi de 1.093 entradas.
O Dia 2 retorna a partir das 17h do horário de Brasília, 13h do horário local. A bolha está bem próxima: serão 164 competidores premiados com pelo menos US$ 3.033. Além do cobiçado bracelete da WSOP, o campeão do torneio vai ficar com US$ 235.377.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Trio americanos garantiram seus primeiros braceletes na carreira.
Mais campeões foram conhecidos nos últimos dias da WSOP, em Las Vegas. A série vem trazendo muitas emoções nas mesas e os eventos vão tendo seus detentores de braceletes contemplados. Naseem Salem cravou o Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em. Philip Ardire levou o Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha e Antonio Vargas conquistou o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em.
Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em

Naseem Salem. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Mais um jogador conseguiu alcançar seu primeiro bracelete nesta edição da WSOP, em Las Vegas. Para isso, o americano Naseem Salem precisou passar por um field que contou com 627 entradas registradas. Além de sua primeira jóia da carreira na série mundial, Naseem faturou sua melhor premiação na carreira, que foi de US$ 1.084.964.
O player dos Estados Unidos contou com um jogo muito linear no último dia de torneio, no qual Naseem chegou com uma boa vantagem de fichas. Após ser campeão, o jogador destacou a importância do seu prêmio milionário e, além disso, a oportunidade de ter o respeito dos outros jogadores. O field do evento contou com grandes jogadores como Stephen Chidwick e Bernhard Binder.
Confira as premiações da mesa final:
1º – Naseem Salem (Estados Unidos) – US$ 1.089.964
2º – Alexis Cruz Martinez (Estados Unidos) – US$ 726.598
3º – Chad Lipton (Estados Unidos) – US$ 503.997
4º – Chris Brewer (Estados Unidos) – US$ 355.610
5º – John Racener (Estados Unidos) – US$ 255.306
6º – Roman Hrabec (Estados Unidos) – US$ 186.562
7º – Joey Weissman (Estados Unidos) – US$ 138.802
8º – Cliff Josephy (Estados Unidos) – US$ 105.178
LEIA MAIS: WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed
Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha

Philip Ardire. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Quando o destino bate à porta, não tem jeito. O americano Philip Ardire não tinha a intenção de jogar evento algum da WSOP, porém pensou melhor e se inscreveu no Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha. Por fim, Ardire superou 2.636 registros para alcançar o lugar mais alto do pódio, ficar com o título e o primeiro bracelete, além da quantia de US$ 171.589.
Ainda em estado de muita alegria, Philip Ardire comentou sobre sua conquista. “Nunca pensei que conseguiria chegar tão longe. Eu estava procurando o meu lugar, e o encontrei duas vezes, e depois disso, foi como se não houvesse mais volta. Foi uma boa experiência social, como eu acho que o poker deveria ser. As mesas de Omaha parecem ser mais sociais do que as de Hold’em em geral, eu acho”, falou.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Philip Ardire (Estados Unidos) – US$ 171.589
2º – Randy Jacks (Estados Unidos) – US$ 114.200
3º – Francisco Baruffi (Brasil) – US$ 82.928
4º – David Avina (Estados Unidos) – US$ 60.837
5º – Daniel Haywood (Austrália) – US$ 45.092
6º – Cole Gauthier (Canadá) – US$ 33.771
7º – Daniel Carter (Estados Unidos) – US$ 25.560
8º – Grantel Gibbs (Estados Unidos) – US$ 19.552
9º – Matthew Newcombe (Estados Unidos) – US$ 15.117
Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em

Antonio Vargas. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Primeiro bracelete e maior prêmio da carreira. Foi assim que o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em terminou para o americano Antônio Vargas, que superou 2.148 inscrições para se tornar campeão pela primeira vez na WSOP e embolsar o valor de US4 439.605. Com grande atuação, Antônio liderou o torneio de ponta a ponta, até ficar com o título.
Após ter em suas mãos sua primeira joia da série mundial na carreira, ainda não tinha caído a ficha do jogador. “Para ser honesto, provavelmente vou precisar de alguns dias para processar tudo isso. Tenho muita sorte de ter chegado tão longe e de ter conseguido vencer 2.200 pessoas neste evento. Então, é muita sorte e estou grato por ter conseguido fechar o torneio com chave de ouro.”
Confira a premiação da mesa final:
1º – Antônio Vargas (Estados Unidos) – US$ 439.605
2º – Kai Cohen (Estados Unidos) – US$ 292.916
3º – Kartik Ved (Índia) – US$ 211.817
4º – Michael Plesa (Canadá) – US$ 154.853
5º – Liubomyr Melnyk (Estados Unidos) – US$ 114.465
6º – Malcolm Franchi (França) – US$ 85.561
7º – Shawn Daniels (Estados Unidos) – US$ 64.681
8º – Scott Horvath (Estados Unidos) – US$ 49.459
9º – Yannick Capocetti (Argentina) – US$ 38.258
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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