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Felipe Mojave abre o coração e faz forte desabafo após terceiro vice na WSOP: “chorei pra caramba”; assista

O embaixador da GGPoker se emocionou ao lembrar de ligação para família

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Felipe Mojave
Felipe Mojave

Felipe Mojave perdeu um heads-up valendo o bracelete da WSOP pela terceira vez. O novo vice-campeonato aconteceu na WSOP Paradise, nas Bahamas, em um torneio de US$ 10.000 na modalidade 8-Game. No dia seguinte, o Mundo Poker fez uma longa entrevista com o embaixador da GGPoker e ele abriu o coração em um sincero desabafo.

“A frustração, que eu acho que é a palavra certa, frustração e não chateação, é grande porque eu tinha tudo para ganhar. Eu fiz de tudo para vencer e não consegui ganhar”, falou o craque. “Quando eu cheguei ali, eu senti que eu tinha uma vantagem, com todo respeito do mundo. Consegui construir um stack, conquistar as minhas fichas. Chegou no heads-up e eu achei que eu tava com meu torneio praticamente garantido”.

Mojave enfrentou uma mesa final com nomes como o heptacampeão Josh Arieh, Dan Shak, Philip Sternheimer, Mike Watson e Chris Klodnicki. O último peão do tabuleiro foi o alemão Koray Aldemir, o campeão do Main Event da WSOP de 2021. Mojave começou o duelo decisivo com vantagem de pouco mais do que o dobro de fichas, mas levou a virada.

Com 10 mesas finais de WSOP no currículo, Felipe teve o mesmo resultado nas últimas três FTs alcançadas: a segunda colocação. O sonho do bracelete foi, mais uma vez, adiado.

“É um negócio mentalmente pesado. Eu não vou mentir, não. Mentalmente me deu uma destruída mesmo. Eu fiquei chateadinho, mais frustrado do que chateado, meio assim, não dormi muito legal, acordei e fiquei na cama remoendo perguntando ‘por quê?’. Não vou mentir, é verdade. Eu queria ganhar. Não consegui”.

LEIA MAIS: Pedro Padilha se torna o primeiro brasileiro a conseguir dois hits de US$ 1 milhão no live com vice na WSOP Paradise

Quando o duelo contra Aldemir terminou, Mojave mostrou boa postura. É claro que dava para sentir a frustração no ar, mas ele não baixou a guarda em público. No momento reservado, ele fez uma revelação. “Eu sou uma pessoa que não nego minhas emoções. Ontem eu tava muito composto, mas quando eu cheguei no quarto eu chorei pra caramba. Capaz de eu chorar agora de novo”, disse com a voz embargada.

Estabelecido financeiramente, Mojave foi perguntado se é o sonho do bracelete, o sonho da glória, que move a paixão e a continuidade dele no esporte da mente. A resposta foi contundente.

“Eu acho que as coisas acontecem para as pessoas que se dedicam e trabalham direito. Então, a minha caça é sempre por estar melhorando e nunca perder o tesão pelo jogo de poker. Eu sou apaixonado pelo poker. Não quero estar em outro lugar. Eu tenho certeza que vou continuar. Tenho certeza que eventualmente eu vou ganhar, da mesma forma que eu tenho certeza que depois que eu ganhar o primeiro eu vou ganhar vários. Eu vou fazer acontecer”, disse o craque.

No caminho para o quarto do hotel, o Mundo Poker flagrou Mojave em uma ligação de vídeo com a esposa e a filha. Elas não vieram para as Bahamas. Quando foi lembrado desse momento, Mojave se emocionou e rasgou elogios para a companheira.

“Não tem coisa melhor do que ter minhas meninas. Minha esposa mudou minha vida de todas as formas. Depois que eu conheci aquela mulher, eu nunca mais olhei para trás. Se existe sorte no jogo de poker, a minha sorte foi ter encontrado a minha esposa. Essa foi a minha sorte porque foi a minha caminhada no poker que me fez conhece-la”, foi um dos trechos ditos por Mojave.

A entrevista completa você assiste abaixo:

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Poker feminino mostra força em 2025 com quatro hits milionários durante o ano; confira

Natasha Mercier foi a quarta jogadora com um hit milionário

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Natasha Mercier

A WSOP Paradise marcou praticamente o fim do calendário do poker mundial em 2025 e os jogadores começam a se preparar para um merecido descanso. Ainda assim, foi possível anotar mais um resultado muito expressivo para o cenário mundial com o quarto hit feminino acima de sete dígitos.

Natasha Mercier levou US$ 1.800.000 com o sexto lugar no Super Main Event da WSOP Paradise. A marca foi expressiva por muitos fatores: foi a maior premiação conquistada por uma jogadora durante o ano de 2025 e a elevou para a segunda colocação no posto de mulheres com mais prêmios em 2025, perdendo apenas para a canadense Kristen Foxen.

LEIA MAIS: WSOP Paradise de 2025 é finalizada como um dos maiores momentos da história do poker brasileiro; veja o resumo completo

Mercier já contava com alguns bons resultados na carreira, conquistados nos festivais mundiais de 2015 e 2016. Dez anos depois de seu primeiro hit de seis dígitos, ela conquistou uma nova marca, agora milionária. Foi também um dos maiores prêmios femininos da história e, assim como aconteceu com os jogadores brasileiros, foi uma nova marca conquistada na WSOP Paradise.

Os outros prêmios milionários vieram em situações distintas. O mais notável deles veio com Leo Margets na mesa final da WSOP Las Vegas, a primeira vez que uma mulher esteve na mesa final da WSOP Las Vegas em um longo período. Ela foi recompensada com US$ 1.500.000 pelo histórico desempenho.

Kristen Foxen levou US$ 1.104.000 com a terceira colocação no Evento #10 da Triton Jeju, com buy-in de US$ 125.000. Por fim, Sosia Jiang também brilhou na Triton Jeju, com seu pódio no Evento #8 lhe garantindo US$ 1.381.000.

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WSOP Paradise de 2025 é finalizada como um dos maiores momentos da história do poker brasileiro; veja o resumo completo

Série nas Bahamas deu cinco prêmios milionários para o Brasil e feitos memoráveis

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A WSOP Paradise de 2025 vai ficar marcada na história como um dos maiores momentos do poker brasileiro. Nas Bahamas, os jogadores do país deram um verdadeiro show e o desempenho obtido por vários nomes do poker nacional vão ser lembrados para sempre. Foram inúmeros feitos, prêmios milionários e a sensação de que, sim, o poker brasileiro está no topo do mundo.

Finalizada ontem, a WSOP Paradise de 2025 trouxe números expressivos. De forma incrível, foram cinco (!!!) prêmios de pelo menos US$ 1 milhão conquistado por jogadores brasileiros, todos eles entrando no top 10 da história do poker nacional. Além disso, um novo bracelete foi somado para a contagem verde e amarela, com João Simão conquistando o tri.

Em ordem cronológica, o primeiro prêmio acima de US$ 1 milhão veio com pompa. Numa reta histórica, Pedro Padilha foi vice-campeão do Triton Main Event da WSOP Paradise, de US$ 100.000, e embolsou a fortuna de US$ 3.160.000, o que, naquele dia, transformou-se no segundo maior prêmio de todos os tempos do poker nacional.

LEIA MAIS: Belarmino de Souza entra no top 10 de maiores premiações brasileiras no live; confira o ranking

Mal sabíamos que aquela seria apenas o primeiro feito do maior dia da história do poker brasileiro. Algumas horas depois, veio o maior momento já visto até hoje. No Evento #10 Triton NLH 8-Handed, de US$ 125.000, aconteceu uma façanha que ficará eternizada. Três dos maiores nomes do poker nacional fizeram o 3-handed do torneio valendo um bracelete da WSOP.

João Simão, Felipe Boianovsky e Yuri Martins decidiram o torneio histórico (sim, essa palavra vai se repetir) e tornaram aquele dia memorável. Os três craques conquistaram suas maiores premiações das carreiras e colocaram a bandeira brasileira de vez no topo do mundo.

O conto de fadas terminou com João Simão campeão e, junto ao seu terceiro bracelete, o mineiro levou a baita forra de US$ 3.067.000 . Vice-campeão, Felipe Boianovsky também faturou alto, saindo com US$ 2.131.000. Por fim, em terceiro, Yuri Martins somou seu primeiro hit de sete dígitos na carreira e fez a festa com US$ 1.409.000.

João Simão

João Simão com seu terceiro bracelete e o troféu da Triton

Se terminasse aí, a edição da WSOP Paradise já entraria nos livros. Mas teve mais. Na reta final, Belarmino de Souza decidiu ir por ainda mais. No maior torneio da série, o Super Main Event de US$ 25.000, Belarmino também cravou seu nome entre os principais da história do poker nacional.

Belarmino de Souza fez uma campanha sensacional no Super Main Event e, assim como no último ano, colocou a bandeira verde e amarela na decisão. O jovem e talentoso jogador encerrou sua participação com um belíssimo terceiro lugar, feito que lhe rendeu incríveis US$ 4.000.000.

Esta premiação se tornou a segunda maior da história do poker brasileiro – ultrapassando a de Padilha, dias antes – e fica atrás apenas da de Marcelo Aziz. Coincidentemente, foi também na WSOP Paradise que Aziz conquistou o topo da lista, com o vice-campeonato do Super Main Event de 2024, que lhe rendeu US$ 4.600.000

Belarmino de Souza

Não bastasse os cinco prêmios milionários e o bracelete de João Simão, ainda teve mais. Felipe Mojave, por exemplo, chegou muito próximo do sonho de levar seu primeiro título na WSOP. O brasileiro contou com a torcida de milhares de pessoas pelo Brasil, mas ficou no quase. Ele foi vice no Evento #12 US$ 10.000 8-Game e ficou com US$ 188.900.

Iago Botelho foi outro a ficar com um quase valioso. O grinder, que garantiu seu primeiro bracelete ao longo de 2025, fez mesa final no GGMillion$, também de US$ 25.000, e ficou perto do bicampeonato. Ele terminou no quarto lugar da disputa e faturou US$ 512.800 com o desempenho.

A edição de 2025 da WSOP Paradise ainda trouxe o big hit da carreira de Kelvin Kerber (US$ 415.000), outros dois prêmios de meio milhão para João Simão, uma outra mesa final de Yuri Martins e até mesmo nos paralelos o Brasil brilhou. Kelvin Kerber, Larissa Hauagge e Roger Ruivo, por exemplo, se deram bem nas competições extraoficiais.

Por fim, o palco nas Bahamas é tão bom para o Brasil que até o online deu certo. Jogando diretamente do salão da WSOP Paradise, Gustavo Campos conquistou o título do tradicional US$ 10.300 GGMillion$ na GGPoker, levando US$ 223.824. No mesmo dia, Gustavo ainda alcançou a 53ª posição e levou mais US$ 180.000.

A edição de 2025 foi histórica. Que a de 2026 seja ainda mais!

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Bernhard Binder vira heads-up contra Jean-Noel Thorel e se consagra campeão do Super Main Event da WSOP Paradise

O austríaco levou US$ 10 milhões pela cravada

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Bernhard Binder

O Super Main Event da WSOP Paradise chegou ao fim. O torneio com o maior garantido da história do poker foi encerrado nesta quinta-feira com uma mesa final de altíssimo nível e um longo heads-up, que acabou encerrado com a vitória do austríaco Bernhard Binder sobre o francês Jean-Noel Thorel.

Binder superou um field de 2.891 entradas, composto pelos melhores jogadores do mundo, para ficar com o título. A recompensa foi a bolada de US$ 10.000.000 garantida na conta no que foi, de longe, o melhor resultado de sua carreira. De acordo com o Hendon Mob, seu melhor resultado anterior no live era de apenas US$ 64.500 numa edição recente da Triton Series.

Binder jogou com inteligência. Mostrando um desempenho sólido desde o início da mesa final, ele evitou grandes colisões com o chip leader Jean-Noel Thorel enquanto os payjumps se acumulavam. No 3-handed, esteve também o brasileiro Belarmino de Souza, que acabou por se envolver num spot impossível de escapar contra o veterano Thorel. Belarmino acabou eliminado e levou US$ 4.000.000.

LEIA MAIS: Iago Botelho fica com a quarta colocação no Evento #14 US$ 25.000 GGMillion$ da WSOP Paradise

O que se desenhou foi um heads-up longo e imprevisível. Com duas formas de jogar completamente diferentes, Binder não conseguiu encontrar a fórmula para disparar contra Thorel durante boas horas da disputa. Ele aplicou também um blefe histórico sobre o francês em um spot de missed straight draw que, caso Jean-Noel tivesse dado o call, se sagraria o campeão do torneio.

Mas a experiência de Thorel acabou por entrar em desvantagem depois de algumas horas e Binder obteve a liderança do heads-up, abrindo boa vantagem na contagem de fichas. Na mão final, um all in pré-flop de de Binder se sobressaiu sobre o de Thorel no board e deu o primeiro bracelete e uma forra imensa para o austríaco.

“Thorel é um adversário especial, e jogar heads-up contra ele é desafiador porque acontecem mais coisas inesperadas do que com muitos outros oponentes. Foi um grande desafio”, disse Binder, em entrevista à PokerNews após o título. Cercado de amigos na comemoração, o austríaco também falou sobre esse ponto:

“Isso é o melhor. O melhor de tudo. Se eu estivesse aqui sozinho e ganhasse, não significaria nem um pouco do que significa agora comemorar com tantas pessoas. E também ter um impacto para elas, porque muitas delas também tiveram sua parcela de vitória”, completou Binder.

Confira a premiação final:

1º – Bernhard Binder (Áustria) – US$ 10.000.000
2º – Jean-Noel Thorel (França) – US$ 6.000.000
3º – Belarmino De Souza (Brasil) – US$ 4.000.000
4º – Terrance Reid (EUA) – US$ 3.000.000
5º – Eric Wasserson (EUA) -US$ 2.350.000
6º – Natasha Mercier (Líbano) -US$ 1.800.000
7º – Peter Chien (Canadá) – US$ 1.400.000
8º – Franco Spitale (Argentina) – US$ 1.100.000

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