WSOP
Brunno Botteon cai no choro durante transmissão ao vivo de Felipe Mojave e Mundo Poker após resultado histórico no Main Event da WSOP: “muito feliz por mim”
Craque brasileiro revelou o que Damian Salas falou para ele no HU
Brunno Botteon foi um dos nomes que marcou o poker mundial em 2020. O capixaba já vinha em uma linha crescente no esporte da mente há muito tempo, mas conseguiu transformar o ano atípico de pandemia em bons frutos profissionais.
Todo dia o craque tá marcando presença forte no boletim online e isso nem é novidade para ninguém. O que trouxe um calorzinho maior no coração do torcedor brasileiro ao longo dos últimos meses foram os grandes resultados de Botteon durante a WSOP nas duas versões realizadas no ano.
Primeiro fomos testemunhas daquelas inúmeras mesas finais na série online e, assim, o sonho de ganhar o primeiro bracelete foi plantado no peito por ele. Como o esperado, Brunno deu seu melhor no confronto de heads-up contra campeão mundial Fedor Holz e agitou a comunidade.
No entanto, a joia acabou caindo nas mãos do alemão e aí a chance de ganhar o título ainda em 2020 pareceu ter acabado. Só pareceu mesmo porque logo todo mundo foi atingido com a bomba de uma WSOP ao vivo em plena pandemia. O impossível assim se fez. Então como um bom representante da bandeira verde e amarela, o player não perdeu tempo e se inscreveu para uma última tentativa. Afinal, o que ele poderia perder?
Então o sonho se reacendeu com a nova possibilidade. Foi uma correria, tudo foi acontecendo muito rápido e era preciso ações rápidas do jogador para poder estar lá na República Tcheca, ao vivo, disputando mais uma vez a mesa final da série mundial. Depois disso, ainda teria mais etapas pela frente, mas Brunno resolveu se concentrar em um passo de cada vez.
Os brasileiros se juntaram para ajudar o player a realizar o sonho, no final acabou que deu tudo certo. Botteon estava na Europa para a disputa de poker mais emocionante de sua vida. A gente pode ver a mesa final sendo bem representada pelos latinos, mesmo tendo que fazer gambiarras para poder acompanhar tudo em tempo real. Inclusive obrigada Felipe Mojave e Ytarõ Segabinazzi pela transmissão maravilhosa. Ah, e também para o Guilherme Schiff que estava atualizando o site a todo momento.
“Eu sai dali muito feliz pelo Damian, cara. De verdade. Fico um pouco emocionado porque ele reconheceu ali que estava em um ano sensacional, e ele ganhou e falou pra mim que eu tô jogando muito bem, que vem coisas boas pra mim”, Brunno Botteon
E como todo mundo já imaginava Brunno chegou no heads-up contra o argentino Damian Salas. Chegamos no ápice do dia com as emoções à flor da pele, era Copa do Mundo! Apesar do título de campeão ter ido para os hermanos, o Brasil ficou e ainda está muito agradecido pelo trabalho duro do capixaba no evento. O profissional escreveu mais um capítulo importantíssimo na história do poker e de todos que curtem o jogo.
Mais que isso, Botteon mostrou para todos o quão grandioso é seu coração. O bracelete era apenas algo que acabou ficando em segundo plano porque o Brasil viu que o mais importante nós já tínhamos, o Brunno. Logo depois da decisão, o player concedeu suas primeiras palavras em entrevista ao Mundo Poker, apresentando um pouco mais de si para quem acompanhava e para quem competiu com ele.
“Eu sai dali muito feliz pelo Damian, cara. De verdade. Fico um pouco emocionado porque ele reconheceu ali que estava em um ano sensacional, e ele ganhou e falou pra mim que eu tô jogando muito bem, que vem coisas boas pra mim. Eu fiquei muito feliz porque ele também se emocionou quando viu a foto da família, foi muito bonito. Tô muito feliz por ele, muito feliz por mim. É surreal, mega felicidade de toda a minha vida”, disse ele antes da transmissão ir ao ar.
Já na conversa, o craque contou como é viver a experiência e fez um resumo do ano. “Esse ano tem sido sensacional pra mim. É um ano que nunca vou esquecer com certeza na minha vida toda. Eu basicamente fiquei na pandemia jogando, me dedicando e aproveitando as oportunidades do online. Eu abracei todas as oportunidades que vieram e fazendo o meu melhor”, comentou.
Ele ainda falou sobre a saudade da família e de todo o esforço feito ao longo da sua carreira para chegar aonde chegou. Confira a entrevista completa abaixo:
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WSOP
WSOP: Caio de Lucca puxa a lista no Dia 1B do Evento #18 US$ 1.500 Monster Stack; dois avançam no Evento #21
Muitos brasileiros garantiram continuidade em torneios da WSOP
O dia foi de mais brasileiros avançando em torneios da WSOP e dessa vez o grande destaque foi um forte representante em solo americano. Caio de Lucca, que mora nos Estados Unidos, passou com o maior stack do país no Dia 1B do Evento #18, o US$ 1.500 Monster Stack, e chega bem posicionado para o Dia 2.
Caio ensacou 326.500 fichas, liderando um grupo que conta com sete brasileiros: Breno Campelo (179.500), Paulo Gini (175.000), Jorge Ribeiro (103.500), Roberly Felicio (96.000), Gilberto Amaral (86.500) e Joseph Pacheco (68.000) também avançaram. O Dia 2B do torneio acontece nesta sexta-feira; ainda existem inscrições disponíveis no Monster Stack, e o Dia 3 vai acontecer na segunda-feira, 08 de junho.
LEIA MAIS: WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Outro evento que contou com boa participação brasileira foi o US$ 1.500 Pot-Limit Omaha Hi-Lo 8 or Better, o #21 da grade. Raphael Nogueira e Leandro Pacheco, o “Brasa”, estão entre os 173 que avançaram ao Dia 2. O field total foi de 1.093 entradas.
O Dia 2 retorna a partir das 17h do horário de Brasília, 13h do horário local. A bolha está bem próxima: serão 164 competidores premiados com pelo menos US$ 3.033. Além do cobiçado bracelete da WSOP, o campeão do torneio vai ficar com US$ 235.377.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série
Trio americanos garantiram seus primeiros braceletes na carreira.
Mais campeões foram conhecidos nos últimos dias da WSOP, em Las Vegas. A série vem trazendo muitas emoções nas mesas e os eventos vão tendo seus detentores de braceletes contemplados. Naseem Salem cravou o Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em. Philip Ardire levou o Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha e Antonio Vargas conquistou o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em.
Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em

Naseem Salem. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Mais um jogador conseguiu alcançar seu primeiro bracelete nesta edição da WSOP, em Las Vegas. Para isso, o americano Naseem Salem precisou passar por um field que contou com 627 entradas registradas. Além de sua primeira jóia da carreira na série mundial, Naseem faturou sua melhor premiação na carreira, que foi de US$ 1.084.964.
O player dos Estados Unidos contou com um jogo muito linear no último dia de torneio, no qual Naseem chegou com uma boa vantagem de fichas. Após ser campeão, o jogador destacou a importância do seu prêmio milionário e, além disso, a oportunidade de ter o respeito dos outros jogadores. O field do evento contou com grandes jogadores como Stephen Chidwick e Bernhard Binder.
Confira as premiações da mesa final:
1º – Naseem Salem (Estados Unidos) – US$ 1.089.964
2º – Alexis Cruz Martinez (Estados Unidos) – US$ 726.598
3º – Chad Lipton (Estados Unidos) – US$ 503.997
4º – Chris Brewer (Estados Unidos) – US$ 355.610
5º – John Racener (Estados Unidos) – US$ 255.306
6º – Roman Hrabec (Estados Unidos) – US$ 186.562
7º – Joey Weissman (Estados Unidos) – US$ 138.802
8º – Cliff Josephy (Estados Unidos) – US$ 105.178
LEIA MAIS: WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed
Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha

Philip Ardire. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Quando o destino bate à porta, não tem jeito. O americano Philip Ardire não tinha a intenção de jogar evento algum da WSOP, porém pensou melhor e se inscreveu no Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha. Por fim, Ardire superou 2.636 registros para alcançar o lugar mais alto do pódio, ficar com o título e o primeiro bracelete, além da quantia de US$ 171.589.
Ainda em estado de muita alegria, Philip Ardire comentou sobre sua conquista. “Nunca pensei que conseguiria chegar tão longe. Eu estava procurando o meu lugar, e o encontrei duas vezes, e depois disso, foi como se não houvesse mais volta. Foi uma boa experiência social, como eu acho que o poker deveria ser. As mesas de Omaha parecem ser mais sociais do que as de Hold’em em geral, eu acho”, falou.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Philip Ardire (Estados Unidos) – US$ 171.589
2º – Randy Jacks (Estados Unidos) – US$ 114.200
3º – Francisco Baruffi (Brasil) – US$ 82.928
4º – David Avina (Estados Unidos) – US$ 60.837
5º – Daniel Haywood (Austrália) – US$ 45.092
6º – Cole Gauthier (Canadá) – US$ 33.771
7º – Daniel Carter (Estados Unidos) – US$ 25.560
8º – Grantel Gibbs (Estados Unidos) – US$ 19.552
9º – Matthew Newcombe (Estados Unidos) – US$ 15.117
Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em

Antonio Vargas. Créditos: Jess Beck/WSOP.
Primeiro bracelete e maior prêmio da carreira. Foi assim que o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em terminou para o americano Antônio Vargas, que superou 2.148 inscrições para se tornar campeão pela primeira vez na WSOP e embolsar o valor de US4 439.605. Com grande atuação, Antônio liderou o torneio de ponta a ponta, até ficar com o título.
Após ter em suas mãos sua primeira joia da série mundial na carreira, ainda não tinha caído a ficha do jogador. “Para ser honesto, provavelmente vou precisar de alguns dias para processar tudo isso. Tenho muita sorte de ter chegado tão longe e de ter conseguido vencer 2.200 pessoas neste evento. Então, é muita sorte e estou grato por ter conseguido fechar o torneio com chave de ouro.”
Confira a premiação da mesa final:
1º – Antônio Vargas (Estados Unidos) – US$ 439.605
2º – Kai Cohen (Estados Unidos) – US$ 292.916
3º – Kartik Ved (Índia) – US$ 211.817
4º – Michael Plesa (Canadá) – US$ 154.853
5º – Liubomyr Melnyk (Estados Unidos) – US$ 114.465
6º – Malcolm Franchi (França) – US$ 85.561
7º – Shawn Daniels (Estados Unidos) – US$ 64.681
8º – Scott Horvath (Estados Unidos) – US$ 49.459
9º – Yannick Capocetti (Argentina) – US$ 38.258
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed
O mineiro passou com 28 blinds
O craque João Simão vai colocar a bandeira brasileira em um Dia 2 importante nesta sexta-feira (05). Ao longo da quinta-feira, o mineiro disputou o Dia 1B do estrelado US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed e, ao término dos oito níveis programados, Simão se classificou para a próximo fase do torneio.
O Dia 1B teve um total de 166 entradas e foi paralisado com 53 jogadores ainda no field. João Simão terminou o dia com um stack de 282.000, quase duas vezes o stack inicial, e terá 28 blinds para a volta da competição. Na reta final do dia, ele perdeu um pote importante de KK x AA contra Jeremy Ausmus, que poderia fazer com que o brasileiro passasse ainda melhor.
Vários nomes de peso do cenário mundial seguem na briga no torneio, Evento #19 da série. Alguns exemplos são o casal Alex e Kristen Foxen, que passaram com 737.000 e 348.000, respectivamente, Artur Martirosian (728.000), Brian Rast (532.000), Teun Mulder (501.000) e Bernhard Binder (186.000).
O Dia 2 do US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed está programado para ser iniciado às 12h desta sexta, 16 horas do Brasil, com o registro aberto por mais um nível. Até agora, o torneio totaliza 247 entradas, chegando a quase US$ 6 milhões de prize pool. Os prêmios serão divulgados após o fim do período de inscrição e a disputa volta nos blinds 5.000 / 10.000.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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