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Banido por motivo estapafúrdio há uma década, Sam Panzica dá falinha na WSOP sobre trapaceiros

Acontecimento na série em 2013 tirou o regular do circuito para sempre

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Sam Panzica

Em 2013, o então jovem jogador Sam Panzica, regular que despontava no cenário com bons resultados nos Estados Unidos, conseguiu a proeza de ser banido do evento por conta de uma confusão armada durante a mesa final do Main Event da WSOP. Sam estava na torcida por Ryan Riess, jogador que se tornaria o campeão naquele ano.

Ele admite que estava bêbado durante a mesa final e, algum momento, saiu da área reservada na torcida onde só era permitido o acesso com uma pulseira. Panzica estava com a pulseira, mas a dele estava bastante deteriorada. Por esse motivo, os seguranças não autorizaram o retorno. Embreagado, ele não conseguiu controlar os ânimos e protagonizou um barraco.

Sem sucesso, ele conta que falou mais alto que deveria a seguinte a frase: “eu queria estar com uma AK agora”, falando sobre a arma. Panzica não queria fazer mal a ninguém e a piada (ou frase infeliz) acabou trazendo sérios problemas. Ele foi expulso do salão da WSOP naquela noite e, no dia seguinte, não teve a entrada nas dependências do cassino Rio.

Na versão dele, um dos seguranças entendeu ou piorou a frase dele para algo como derrubar todo mundo com um AK-47. A WSOP e o Rio foram irredutíveis com Panzica e ele foi banido para o resto da vida. Mesmo sem o maior circuito do mundo, ele teve uma carreira de sucesso – principalmente nos eventos do WPT – e hoje soma mais de US$ 4,4 milhões em ganhos no live.

LEIA MAIS: WSOP: Daniel Negreanu leva falinha e é eliminado após achar AA no último nível do Dia 1 do High Roller de US$ 100.000

Mesmo assim, o banimento na WSOP, que inclusive já não é mais no cassino Rio, ainda incomoda Panzica. Ontem (12), ele fez uma crítica em forma de falinha no Twitter. “Ei, WSOP (mencionando o perfil do circuito). Estou me perguntando por que vocês estão coniventes com os trapaceiros jogando e eu não?”, falou.

A referência dele, muito provavelmente, é sobre Jake Schindler. O regular cercado de polêmicas e suspenso de alguns eventos live está disputando normalmente os eventos da série. Ontem (12), ele apareceu para a disputa do US$ 100.000 High Roller, fato que deve ter motivado o comentário de Panzica na rede social.

Sam recebeu alguns comentários de apoio, mas também levou uma invertida no Twitter: “Porque você fez algo incrivelmente estúpido e foi banido por uma entidade privada que bane pessoas todos os dias por serem estúpidos. Se eles trapaceassem e fossem pegos durante a WSOP, eles também seriam banidos”.

Vale ressaltar que as acusações sobre Schindler são de uso de Real-Time Assistence (RTA) no poker online. Persona non-grata na comunidade, ele e Ali Imsirovic acabaram sendo vetados de torneios ao vivo como o EPT, WPT, Triton Series e o PokerGO Tour nos últimos tempos.

Confira o MundoTV Cast #37 com Alexandre Mantovani:

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WSOP: Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas são campeões em eventos da série

Trio americanos garantiram seus primeiros braceletes na carreira.

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Naseem Salem, Philip Ardire e Antonio Vargas. (Créditos: Jess Beck/WSOP).

Mais campeões foram conhecidos nos últimos dias da WSOP, em Las Vegas. A série vem trazendo muitas emoções nas mesas e os eventos vão tendo seus detentores de braceletes contemplados. Naseem Salem cravou o Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em. Philip Ardire levou o Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha e Antonio Vargas conquistou o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em.

Evento #11 US$ 10.000 GGMillion$ High Roller No-Limit Hold’em

Naseem Salem. Créditos: Jess Beck/WSOP.

Mais um jogador conseguiu alcançar seu primeiro bracelete nesta edição da WSOP, em Las Vegas. Para isso, o americano Naseem Salem precisou passar por um field que contou com 627 entradas registradas. Além de sua primeira jóia da carreira na série mundial, Naseem faturou sua melhor premiação na carreira, que foi de US$ 1.084.964.

O player dos Estados Unidos contou com um jogo muito linear no último dia de torneio, no qual Naseem chegou com uma boa vantagem de fichas. Após ser campeão, o jogador destacou a importância do seu prêmio milionário e, além disso, a oportunidade de ter o respeito dos outros jogadores. O field do evento contou com grandes jogadores como Stephen Chidwick e Bernhard Binder.

Confira as premiações da mesa final:

1º – Naseem Salem (Estados Unidos) – US$ 1.089.964
2º – Alexis Cruz Martinez (Estados Unidos) – US$ 726.598
3º – Chad Lipton (Estados Unidos) – US$ 503.997
4º – Chris Brewer (Estados Unidos) – US$ 355.610
5º – John Racener (Estados Unidos) – US$ 255.306
6º – Roman Hrabec (Estados Unidos) – US$ 186.562
7º – Joey Weissman (Estados Unidos) – US$ 138.802
8º – Cliff Josephy (Estados Unidos) – US$ 105.178

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Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha

Philip Ardire. Créditos: Jess Beck/WSOP.

Quando o destino bate à porta, não tem jeito. O americano Philip Ardire não tinha a intenção de jogar evento algum da WSOP, porém pensou melhor e se inscreveu no Evento #15 US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha. Por fim, Ardire superou 2.636 registros para alcançar o lugar mais alto do pódio, ficar com o título e o primeiro bracelete, além da quantia de US$ 171.589.

Ainda em estado de muita alegria, Philip Ardire comentou sobre sua conquista. “Nunca pensei que conseguiria chegar tão longe. Eu estava procurando o meu lugar, e o encontrei duas vezes, e depois disso, foi como se não houvesse mais volta. Foi uma boa experiência social, como eu acho que o poker deveria ser. As mesas de Omaha parecem ser mais sociais do que as de Hold’em em geral, eu acho”, falou.

Confira a premiação da mesa final:                    

1º – Philip Ardire (Estados Unidos) – US$ 171.589
2º – Randy Jacks (Estados Unidos) – US$ 114.200
3º – Francisco Baruffi (Brasil) – US$ 82.928
4º – David Avina (Estados Unidos) – US$ 60.837
5º – Daniel Haywood (Austrália) – US$ 45.092
6º – Cole Gauthier (Canadá) – US$ 33.771
7º – Daniel Carter (Estados Unidos) – US$ 25.560
8º – Grantel Gibbs (Estados Unidos) – US$ 19.552
9º – Matthew Newcombe (Estados Unidos) – US$ 15.117

Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em

Antonio Vargas. Créditos: Jess Beck/WSOP.

Primeiro bracelete e maior prêmio da carreira. Foi assim que o Evento #16 US$ 1.700 U.S. Circuit Championship No-Limit Hold’em terminou para o americano Antônio Vargas, que superou 2.148 inscrições para se tornar campeão pela primeira vez na WSOP e embolsar o valor de US4 439.605. Com grande atuação, Antônio liderou o torneio de ponta a ponta, até ficar com o título.

Após ter em suas mãos sua primeira joia da série mundial na carreira, ainda não tinha caído a ficha do jogador. “Para ser honesto, provavelmente vou precisar de alguns dias para processar tudo isso. Tenho muita sorte de ter chegado tão longe e de ter conseguido vencer 2.200 pessoas neste evento. Então, é muita sorte e estou grato por ter conseguido fechar o torneio com chave de ouro.”

Confira a premiação da mesa final:

1º – Antônio Vargas (Estados Unidos) – US$ 439.605
2º – Kai Cohen (Estados Unidos) – US$ 292.916
3º – Kartik Ved (Índia) – US$ 211.817
4º – Michael Plesa (Canadá) – US$ 154.853
5º – Liubomyr Melnyk (Estados Unidos) – US$ 114.465
6º – Malcolm Franchi (França) – US$ 85.561
7º – Shawn Daniels (Estados Unidos) – US$ 64.681
8º – Scott Horvath (Estados Unidos) – US$ 49.459
9º – Yannick Capocetti (Argentina) – US$ 38.258

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: João Simão avança para o Dia 2 do estrelado Evento #19 US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed

O mineiro passou com 28 blinds

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João Simão (crédito: Lennart Hennig/WSOP)

O craque João Simão vai colocar a bandeira brasileira em um Dia 2 importante nesta sexta-feira (05). Ao longo da quinta-feira, o mineiro disputou o Dia 1B do estrelado US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed e, ao término dos oito níveis programados, Simão se classificou para a próximo fase do torneio.

O Dia 1B teve um total de 166 entradas e foi paralisado com 53 jogadores ainda no field. João Simão terminou o dia com um stack de 282.000, quase duas vezes o stack inicial, e terá 28 blinds para a volta da competição. Na reta final do dia, ele perdeu um pote importante de KK x AA contra Jeremy Ausmus, que poderia fazer com que o brasileiro passasse ainda melhor.

LEIA MAIS:  Flop com quatro cartas na mesa da TV da WSOP muda desfecho de jogada e causa eliminação de jogador; veja

Vários nomes de peso do cenário mundial seguem na briga no torneio, Evento #19 da série. Alguns exemplos são o casal Alex e Kristen Foxen, que passaram com 737.000 e 348.000, respectivamente, Artur Martirosian (728.000), Brian Rast (532.000), Teun Mulder (501.000) e Bernhard Binder (186.000).

O Dia 2 do US$ 25.000 High Roller NLH 8-Handed está programado para ser iniciado às 12h desta sexta, 16 horas do Brasil, com o registro aberto por mais um nível. Até agora, o torneio totaliza 247 entradas, chegando a quase US$ 6 milhões de prize pool. Os prêmios serão divulgados após o fim do período de inscrição e a disputa volta nos blinds 5.000 / 10.000.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Francisco Baruffi fala de novo sentimento após mesa final e se vê pronto pra mais: “é o ano que estou mais preparado”

O especialista de PLO levou o maior prêmio brasileiro na série até aqui

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Francisco Baruffi (crédito: Migue Cortes/WSOP)

A primeira grande mesa final do Brasil na WSOP em 2026 veio com Francisco Baruffi, alcançada nesta última quarta-feira (03). Ontem, o especialista de PLO alcançou a decisão do US$ 600 PLO Deepstack, Evento #15 da série, e saiu com um belíssimo terceiro lugar, levando a maior premiação brasileira na série até aqui.

O profissional, que veio para Las Vegas para disputar somente os eventos de Omaha, começou a série muito bem. Após o grande resultado de ontem, que lhe rendeu US$ 82K (um valor enorme para um torneio de US$ 600), Baruffi concedeu uma entrevista ao Mundo Poker para falar sobre a mesa final. E essa decisão trouxe um novo sentimento para o brasileiro:

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“Estou feliz demais. Pela primeira vez na vida eu acho que eu não fiquei com aquela frustração de não ter ido uma posição a mais, por assim dizer. Eu acho que eu fiz o que dava. O torneio é bastante turbo, então as coisas não aconteceram como deveriam… quer dizer, aconteceram até agora, né? Tomei uma bad beat no final, mas estou muito feliz”, abriu.

Baruffi seguiu: “estou feliz pelo resultado e estou feliz por estar me sentindo assim, de não estar me sentindo mal, frustrado. E o prêmio é ótimo, né? US$ 82 mil, não dá para reclama. Então, bola para frente que a série está só começando”, concluiu.

Ainda durante a mesa final, Francisco Baruffi tinha falado ao Mundo Poker que sentia que esta era a sua WSOP onde estava mais preparado. E se esse é só o começo, o que vem por aí é promissor.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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