Paradise
Allan Mello tem atuação impecável na FT, crava o Millionaire Maker da WSOP Paradise e faz história com a conquista do bracelete
O gaúcho do Samba Poker Team deixou para trás um field de 3.496 entradas e ficou com o prêmio de US$ 1.000.000
Nassau, Bahamas, local onde vários jogadores fizeram história no tradicional PCA agora é palco da edição Paradise da WSOP. E para começar com tudo essa nova jornada, o primeiro bracelete distribuído por lá não poderia ficar em melhores mãos. Allan Mello, o “allan sheik”, sócio do Samba Poker Team, foi o grande campeão do Millionaire Maker in Paradise e fez história na madrugada desta terça-feira.
Classificado para o Dia Final do evento via online, onde os 100 melhores competidores garantiram o pacote completo em setembro na GGPoker para a WSOP Paradise, Allan Mello mostrou toda a experiência adquirida ao longo da bela carreira e, dessa vez, não deixou o título escapar de suas mãos. O gaúcho de Porto Alegre bateu o gigantesco field de 3.496 entradas do torneio de buy-in US$ 1.500 e garantiu uma forra de US$ 1.000.000, além do primeiro bracelete.
Esse também foi o 30º bracelete do poker brasileiro e a segunda vez que o título do torneio fica no Brasil. Em 2021, Eduardo Pires foi o campeão na etapa online. Allan que começou a temporada de 2023 na disputa do PCA e Poker Players Championship em janeiro, superou um fantasma de ter bolhado a mesa final do Main Event, naquela ocasião, e mostrou que o território das Bahamas ficará marcado por desempenhos espetaculares para sempre na sua carreira.
O Brasil teve mais alguns representantes neste Dia Final. Foram eles: Mário Tony (13º – US$ 23.500), Ramon Kropmanns (19º – US$ 11.000), Caio Teixeira (29º – US$ 8.500), Diego Costa (36º – US$ 8.500), Brunno Botteon (37º – US$ 8.500), Rodrigo Selouan (46º – US$ 8.500), Rodrigo Seiji (48º – US$ 8.500), Dennys Ramos (60º – US$ 6.000), Marcelo Betto (80º – US$ 5.000) e Marcos Abreu (90º – US$ 5.000).
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A mesa final
A decisão foi formada com 10 jogadores e Allan Mello começou de forma disparada na liderança, com 62 big blinds. Porém, o primeiro envolvimento do brasileiro para eliminar alguém aconteceu já no 7-handed, onde o KK de “allan sheik” derrotou o TT de Kasparas Klezys em um all in pré-flop que terminou no board 9KQ29.
Logo na sequência, Allan também vitimou o americano Clemen Deng em mais um all in pré-flop. Dessa vez, o QT do brasileiro levou a melhor contra AK no board 5T975. O craque gaúcho também despachou Maksim Vaskresenski na quarta colocação de A9 contra A3 com o board QJK56 lhe dando a vitória na mão.
O 3-handed foi um pouco travado, mas os “reis” novamente apareceram para Allan que mandou para casa o norueguês Morten Norland de KK contra 88 no board AA442. Aí, faltava apenas um oponente na briga pela joia cobiçada: o experiente ucraniano Nazar Buhaiov.
O heads-up
Allan começou a tensa disputa com quase 3:1 em vantagem, porém, Nazar deu uma encostada e até virou, deixando o brasileiro em apuros com 7:1 de desvantagem. A jogada em questão foi um pote enorme no board 249K6, onde Mello não conseguiu acertar o call no river com 77 e viu o showdown desastroso de A9.
Com 10 big blinds, ele anunciou all in com Q2 e recebeu call de KT. O board 8T6J estava dando a vitória para o ucraniano, mas quis o destino que uma Q milagrosa aparecesse no river e colocasse o brasileiro novamente no jogo, dessa vez com 23 big blinds.
O ucraniano certamente se abateu após estar com a vitória em mãos e em mais um pote enorme jogado até o river com o board 35JK4, Allan tinha dois pares com K5 e viu Nazar tentar blefá-lo de AQ, atitude que não deu certo e passou novamente a liderança para as mãos do brasileiro.
Aí não deu mais, Allan não deixou o oponente jogar e foi minando cada vez mais o stack de Nazar Buhaiov. A mão decisiva ocorreu quando o board mostrava 67A59 e o ucraniano resolveu anunciar all in no river, com 14 big blinds e um blefe total de T3. O brasileiro tinha uma sequência com 87 e deu insta call para fechar o torneio. Ele escreveu seu nome na história do poker brasileiro com a forra milionária e o bracelete. Parabéns, Allan Mello!
Confira a premiação da mesa final:
1º – Allan Mello (Brasil) – US$ 1.000.000
2º – Nazar Buhaiov (Ucrânia) – US$ 593.500
3º – Morten Norland (Noruega) – US$ 263.500
4º – Maksim Vaskresenski (Polônia) – US$ 158.500
5º – Maxime Parys (França) – US$ 128.000
6º – Clemen Deng (EUA) – US$ 103.500
7º – Kaspar Klezyz (Lituânia) – US$ 81.100
8º – Arnaud Enselme (França) – US$ 65.000
9º – Roland Israelashvili (EUA) – US$ 50.000

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Paradise
Poker feminino mostra força em 2025 com quatro hits milionários durante o ano; confira
Natasha Mercier foi a quarta jogadora com um hit milionário

A WSOP Paradise marcou praticamente o fim do calendário do poker mundial em 2025 e os jogadores começam a se preparar para um merecido descanso. Ainda assim, foi possível anotar mais um resultado muito expressivo para o cenário mundial com o quarto hit feminino acima de sete dígitos.
Natasha Mercier levou US$ 1.800.000 com o sexto lugar no Super Main Event da WSOP Paradise. A marca foi expressiva por muitos fatores: foi a maior premiação conquistada por uma jogadora durante o ano de 2025 e a elevou para a segunda colocação no posto de mulheres com mais prêmios em 2025, perdendo apenas para a canadense Kristen Foxen.
Mercier já contava com alguns bons resultados na carreira, conquistados nos festivais mundiais de 2015 e 2016. Dez anos depois de seu primeiro hit de seis dígitos, ela conquistou uma nova marca, agora milionária. Foi também um dos maiores prêmios femininos da história e, assim como aconteceu com os jogadores brasileiros, foi uma nova marca conquistada na WSOP Paradise.
Os outros prêmios milionários vieram em situações distintas. O mais notável deles veio com Leo Margets na mesa final da WSOP Las Vegas, a primeira vez que uma mulher esteve na mesa final da WSOP Las Vegas em um longo período. Ela foi recompensada com US$ 1.500.000 pelo histórico desempenho.
Kristen Foxen levou US$ 1.104.000 com a terceira colocação no Evento #10 da Triton Jeju, com buy-in de US$ 125.000. Por fim, Sosia Jiang também brilhou na Triton Jeju, com seu pódio no Evento #8 lhe garantindo US$ 1.381.000.
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WSOP Paradise de 2025 é finalizada como um dos maiores momentos da história do poker brasileiro; veja o resumo completo
Série nas Bahamas deu cinco prêmios milionários para o Brasil e feitos memoráveis

A WSOP Paradise de 2025 vai ficar marcada na história como um dos maiores momentos do poker brasileiro. Nas Bahamas, os jogadores do país deram um verdadeiro show e o desempenho obtido por vários nomes do poker nacional vão ser lembrados para sempre. Foram inúmeros feitos, prêmios milionários e a sensação de que, sim, o poker brasileiro está no topo do mundo.
Finalizada ontem, a WSOP Paradise de 2025 trouxe números expressivos. De forma incrível, foram cinco (!!!) prêmios de pelo menos US$ 1 milhão conquistado por jogadores brasileiros, todos eles entrando no top 10 da história do poker nacional. Além disso, um novo bracelete foi somado para a contagem verde e amarela, com João Simão conquistando o tri.
Em ordem cronológica, o primeiro prêmio acima de US$ 1 milhão veio com pompa. Numa reta histórica, Pedro Padilha foi vice-campeão do Triton Main Event da WSOP Paradise, de US$ 100.000, e embolsou a fortuna de US$ 3.160.000, o que, naquele dia, transformou-se no segundo maior prêmio de todos os tempos do poker nacional.
LEIA MAIS: Belarmino de Souza entra no top 10 de maiores premiações brasileiras no live; confira o ranking
Mal sabíamos que aquela seria apenas o primeiro feito do maior dia da história do poker brasileiro. Algumas horas depois, veio o maior momento já visto até hoje. No Evento #10 Triton NLH 8-Handed, de US$ 125.000, aconteceu uma façanha que ficará eternizada. Três dos maiores nomes do poker nacional fizeram o 3-handed do torneio valendo um bracelete da WSOP.
João Simão, Felipe Boianovsky e Yuri Martins decidiram o torneio histórico (sim, essa palavra vai se repetir) e tornaram aquele dia memorável. Os três craques conquistaram suas maiores premiações das carreiras e colocaram a bandeira brasileira de vez no topo do mundo.
O conto de fadas terminou com João Simão campeão e, junto ao seu terceiro bracelete, o mineiro levou a baita forra de US$ 3.067.000 . Vice-campeão, Felipe Boianovsky também faturou alto, saindo com US$ 2.131.000. Por fim, em terceiro, Yuri Martins somou seu primeiro hit de sete dígitos na carreira e fez a festa com US$ 1.409.000.

João Simão com seu terceiro bracelete e o troféu da Triton
Se terminasse aí, a edição da WSOP Paradise já entraria nos livros. Mas teve mais. Na reta final, Belarmino de Souza decidiu ir por ainda mais. No maior torneio da série, o Super Main Event de US$ 25.000, Belarmino também cravou seu nome entre os principais da história do poker nacional.
Belarmino de Souza fez uma campanha sensacional no Super Main Event e, assim como no último ano, colocou a bandeira verde e amarela na decisão. O jovem e talentoso jogador encerrou sua participação com um belíssimo terceiro lugar, feito que lhe rendeu incríveis US$ 4.000.000.
Esta premiação se tornou a segunda maior da história do poker brasileiro – ultrapassando a de Padilha, dias antes – e fica atrás apenas da de Marcelo Aziz. Coincidentemente, foi também na WSOP Paradise que Aziz conquistou o topo da lista, com o vice-campeonato do Super Main Event de 2024, que lhe rendeu US$ 4.600.000

Belarmino de Souza
Não bastasse os cinco prêmios milionários e o bracelete de João Simão, ainda teve mais. Felipe Mojave, por exemplo, chegou muito próximo do sonho de levar seu primeiro título na WSOP. O brasileiro contou com a torcida de milhares de pessoas pelo Brasil, mas ficou no quase. Ele foi vice no Evento #12 US$ 10.000 8-Game e ficou com US$ 188.900.
Iago Botelho foi outro a ficar com um quase valioso. O grinder, que garantiu seu primeiro bracelete ao longo de 2025, fez mesa final no GGMillion$, também de US$ 25.000, e ficou perto do bicampeonato. Ele terminou no quarto lugar da disputa e faturou US$ 512.800 com o desempenho.
A edição de 2025 da WSOP Paradise ainda trouxe o big hit da carreira de Kelvin Kerber (US$ 415.000), outros dois prêmios de meio milhão para João Simão, uma outra mesa final de Yuri Martins e até mesmo nos paralelos o Brasil brilhou. Kelvin Kerber, Larissa Hauagge e Roger Ruivo, por exemplo, se deram bem nas competições extraoficiais.
Por fim, o palco nas Bahamas é tão bom para o Brasil que até o online deu certo. Jogando diretamente do salão da WSOP Paradise, Gustavo Campos conquistou o título do tradicional US$ 10.300 GGMillion$ na GGPoker, levando US$ 223.824. No mesmo dia, Gustavo ainda alcançou a 53ª posição e levou mais US$ 180.000.
A edição de 2025 foi histórica. Que a de 2026 seja ainda mais!
Confira o Poker de Boteco #121 com Alexandre “Bigorna”:
Paradise
Bernhard Binder vira heads-up contra Jean-Noel Thorel e se consagra campeão do Super Main Event da WSOP Paradise
O austríaco levou US$ 10 milhões pela cravada

O Super Main Event da WSOP Paradise chegou ao fim. O torneio com o maior garantido da história do poker foi encerrado nesta quinta-feira com uma mesa final de altíssimo nível e um longo heads-up, que acabou encerrado com a vitória do austríaco Bernhard Binder sobre o francês Jean-Noel Thorel.
Binder superou um field de 2.891 entradas, composto pelos melhores jogadores do mundo, para ficar com o título. A recompensa foi a bolada de US$ 10.000.000 garantida na conta no que foi, de longe, o melhor resultado de sua carreira. De acordo com o Hendon Mob, seu melhor resultado anterior no live era de apenas US$ 64.500 numa edição recente da Triton Series.
Binder jogou com inteligência. Mostrando um desempenho sólido desde o início da mesa final, ele evitou grandes colisões com o chip leader Jean-Noel Thorel enquanto os payjumps se acumulavam. No 3-handed, esteve também o brasileiro Belarmino de Souza, que acabou por se envolver num spot impossível de escapar contra o veterano Thorel. Belarmino acabou eliminado e levou US$ 4.000.000.
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O que se desenhou foi um heads-up longo e imprevisível. Com duas formas de jogar completamente diferentes, Binder não conseguiu encontrar a fórmula para disparar contra Thorel durante boas horas da disputa. Ele aplicou também um blefe histórico sobre o francês em um spot de missed straight draw que, caso Jean-Noel tivesse dado o call, se sagraria o campeão do torneio.
Mas a experiência de Thorel acabou por entrar em desvantagem depois de algumas horas e Binder obteve a liderança do heads-up, abrindo boa vantagem na contagem de fichas. Na mão final, um all in pré-flop de de Binder se sobressaiu sobre o de Thorel no board e deu o primeiro bracelete e uma forra imensa para o austríaco.
“Thorel é um adversário especial, e jogar heads-up contra ele é desafiador porque acontecem mais coisas inesperadas do que com muitos outros oponentes. Foi um grande desafio”, disse Binder, em entrevista à PokerNews após o título. Cercado de amigos na comemoração, o austríaco também falou sobre esse ponto:
“Isso é o melhor. O melhor de tudo. Se eu estivesse aqui sozinho e ganhasse, não significaria nem um pouco do que significa agora comemorar com tantas pessoas. E também ter um impacto para elas, porque muitas delas também tiveram sua parcela de vitória”, completou Binder.
Confira a premiação final:
1º – Bernhard Binder (Áustria) – US$ 10.000.000
2º – Jean-Noel Thorel (França) – US$ 6.000.000
3º – Belarmino De Souza (Brasil) – US$ 4.000.000
4º – Terrance Reid (EUA) – US$ 3.000.000
5º – Eric Wasserson (EUA) -US$ 2.350.000
6º – Natasha Mercier (Líbano) -US$ 1.800.000
7º – Peter Chien (Canadá) – US$ 1.400.000
8º – Franco Spitale (Argentina) – US$ 1.100.000
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