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Roubo de celular, pedido ao papai do céu e até mimimi: A trajetória de Pedro Cavalieri até o prêmio de mais de US$ 100 mil
Jogador revelou curiosidades e fez agradecimento especial após conquistar premiação histórica
Os domingos sempre trazem grande expectativa aos jogadores de poker. Todos sabem que é o dia mais importante da semana e deve se estar totalmente focado para conseguir o desempenho máximo nessa data. Para Pedro Cavalieri, vice-campeão do GGMasters High Rollers, onde ganhou um prêmio de mais de US$ 100 mil, no entanto, as coisas não foram tão fáceis.
Não pelo próprio domingo em si, que começou como todos os outros. Ele acordou, almoçou com sua mãe, tomou um café e partiu para o grind. Porém, os dias anteriores haviam sido bastante complicados. Na noite da sexta-feira que antecedeu seu big hit, Pedro teve seu celular furtado na Zona Sul do Rio de Janeiro. No dia seguinte, somente preocupações: comprar outro celular, recuperar aplicativos, contatos e, principalmente, o medo de que o ladrão pudesse conseguir informações pessoais.
Profissional, o jogador do 4bet Poker Team sabia que teria que superar todos esses fatores para poder se concentrar na sessão de domingo. Ainda assim, ele aproveitou a situação para fazer um pedido em seu story do Instagram antes de começar a jogar: “devolve meu celular, papai do céu”. Depois disso, Cavalieri sentou pra jogar e esqueceu todo o resto.
Ele fez uma sessão consistente e chegou na reta final do GGMasters High Rollers, torneio de US$ 1.050 de buy-in e que conta com jogadores bastante renomados. Quando estava com aproximadamente 30 jogadores restantes, o jogador relembra de um spot: “eu perdi um QQ pra AJ pré-flop (um pote de uns 50bbs) e sobrei meio morto, com uns 5bbs. Nessa hora eu já resmunguei e pensei ‘GG, mais uma reta perdida’. Mas depois tudo foi dando certo e consegui voltar”. Como ele mesmo classificou, foi um mimimi dos justos para que a conta regulasse.
A tática deu certo. Depois de ter voltado, e bem, para o torneio, Pedro conseguiu chegar na FT. Ele não escondeu que se sentiu ansioso nesse momento, mas conseguiu fazer o seu melhor mesmo assim: “ahhhh! Queria poder falar que não fiquei nervoso, mas estaria mentindo pesado. Muita grana, né? Fiquei um pouco ansioso mas acho que não me atrapalhou in-game”. Ele também falou que fez um começo sólido e, como havia dois caras bem curtos, ajudou a aliviar a ansiedade.
Pedro fez todo o possível para chegar ao topo do torneio, mas acabou sendo parado pelo rival Guillaume Nolet, que já tinha estado em mesas anteriores com ele e que, segundo o próprio jogador, jogou muito bem e matou a mesa final. O brasileiro ficou com US$ 106.023 pela segunda posição, seu maior prêmio da carreira.

Pedro e sua mãe, uma das responsáveis pelo sucesso
Mesmo tendo ganhado o maior valor financeiro até hoje, ele afirma que o resultado não vai alterar seus planos: “só quero recuperar meu ritmo de grind, manter o Bedias Team voando e cuidar bem da minha saúde”. Além disso, ele fala sobre outro resultado que considera até mais importante: “um terceiro lugar num Thursday Thrill do WCOOP há uns anos representou mais pra mim, tava mais no início da carreira e aquele torneio sim mudou meus planos”.
Já com muito dinheiro no bolso no dia seguinte, ele explicou como se sentiu e mostrou humildade nas comemorações: “acordar tendo arrumado US$ 100 mil é lindo, né? Mas como minha mãe não tá podendo sair por conta do corona, minha comemoração com ela se resumiu a um almoço do local que ela gosta de comer”. Pedro também disse que vai encher a mãe de presente, pois ela merece. Ele conta que, com os amigos, rolou uma cervejinha, mas que acredita que um feito desse terá mais comemorações.
Consciente do que o time representa nesse momento, o jogador também dedicou a conquista ao 4bet: “os caras são f*** no que fazem e, o melhor de tudo, são muito parceiros dos players e instrutores. Ambiente de trabalho nota 1000, sem brigas”. De bem com a vida pelo resultado e com uma história triste que teve um final feliz, Cavalieri até brincou com a situação: “tô cogitando até ir toda sexta-feira para esse bar com um bolso largo, fazer uma oferenda de Iphone, pra arrumar US$100 mil domingo (risos)”.
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KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Jesus Mejia, da Venezuela, derrota Dennis Magaldi no heads-up e fica com título do High Roller
O venezuelano puxou R$ 61 mil

O KSOP Circuit Amazônia foi encerrado com grande sucesso após sete dias intensos de poker em Manaus. E o último torneio a conhecer seu campeão foi o tradicional High Roller, que reuniu um excelente público neste domingo. No fim das contas, a vitória ficou com Jesus Mejia.
O venezuelano de Cumaná, que viajou até Manaus para disputar o KSOP pela primeira vez ao lado dos amigos, não deu chances ao field de 26 entradas no torneio de R$ 7.500 e foi recompensado com uma premiação de R$ 61.300. “São muitos anos de trajetória. São 25 anos viajando. Panamá, República Dominicana, Colômbia, Brasil”, comentou o campeão.
Jesus também destacou sua relação antiga com o país e elogiou a estrutura do evento. “Eu venho ao Brasil muitas vezes, porque conhecemos ele há 15 anos, quando ele fazia o torneio em Margarita, e nos tornamos grandes amigos. Aqui, a organização do KSOP é perfeita. Toda a estrutura é muito boa. Você pode jogar poker tranquilo. Os diretores, os dealers… tudo muito organizado”, completou o venezuelano.

A mesa final do torneio foi bastante disputada e contou com várias horas de jogo até Jesus sair campeão. No 3-handed, por exemplo, ele despachou Murad Abdelaziz e Dennis Magaldi, esse último, amargou o terceiro vice-campeonato na etapa.
O High Roller ainda teve uma paralisação durante a mesa final por conta de uma falta de energia. Assim que o jogo foi retomado, porém, o desfecho aconteceu rapidamente. Jesus garantiu a vitória ao acertar top pair e flush draw com contra de Dennis Magaldi, no board , sacramentando o título do High Roller.
Perguntado sobre disputar outras etapas do circuito, o venezuelano confirmou presença na etapa de Iguazú. “Sim, pelo que eu vejo, eu vou descer. Não vou para a Venezuela, vou para a Argentina. Quando vêm os bons torneios, tem que aproveitar”, comentou o campeão.
Confira a premiação completa:
1º – Jesus Rafael Mejia Borges (Venezuela) – R$ 61.300
2º – Dennis Magaldi – R$ 42.400
3º – Murad Abdelaziz – R$ 28.600
4º – Rafael Urias Wagenfuhr – R$ 19.020

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Alexsandro Nogueira, Cristian Ribeiro e Eduardo Moura vencem no último dia da etapa
O último dia foi bastante movimentado

O último dia do KSOP Circuit Amazônia foi recheado de torneios e contou com ótimo movimento no salão do Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Entre os campeões da reta final da etapa, um dos destaques foi o jogador Alexsandro Nogueira, vencedor do High Roller Hyper.
O torneio, que não fazia parte da grade oficial, acabou sendo realizado após pedidos dos próprios jogadores e teve buy-in de R$ 4.000. Ao todo, 14 entradas foram registradas e Alexsandro Nogueira ficou com o título, faturando R$ 21.000 pela conquista.
Confira a premiação:
1º- Alexsandro Nogueira – R$ 21.000
2º – Bento de Souza – R$ 13.750
3º – Felipe Pedrosa – R$ 8.700

Quem também se deu bem no KSOP Circuit Amazônia foi Cristian Ribeiro. O jogador, que na noite anterior acabou sofrendo dois duros coolers na mesa final do Main Event, deu a volta por cima ao conquistar o título do Last Chance.
Demonstrando muita resiliência após o ocorrido no principal torneio da grade, Cristian bateu com autoridade o field de 56 entradas no evento de buy-in R$ 750. Pela conquista, ele faturou R$ 10.000.
Confira a premiação:
1º – Cristian Ribeiro – R$ 10.000
2º – Gabriel Lima de Oliveira – R$ 6.000
3º – Anna Alice Bezerra de Oliveira – R$ 4.550
4º – Nabil Lelis de Oliveira Abdel Aziz – R$ 3.440
5º – Eibar Coa Monteverde – R$ 2.600
6º – Cesar Gustavo Camurça Ferreira – R$ 2.000
7º – Anderson Augusto Gadelha Cavalcante – R$ 1.600
8º – Cleiton Mauricio Sierpinksi – R$ 1.300
9º – Cleber Coldmir Sierpinski – R$ 1.100

Por fim, o último torneio iniciado no KSOP Circuit Amazônia foi o Manaus Turbo Finale, competição que virou sensação durante as noites da etapa. Na edição derradeira do torneio, melhor para Eduardo Moura.
O jogador, que veio de Boa Vista para disputar o KSOP, superou o field de 28 entradas e, de forma especial, derrotou a própria mãe, Dyanna Vieira, no heads-up para ficar com o título. Pela conquista, Eduardo embolsou R$ 4.600, enquanto a mãe levou R$ 3.000 pelo vice-campeonato.
Confira a premiação completa:
1º – Eduardo Oliveira Moura – R$ 4.600
2º – Dyanna Vieira de Oliveira – R$ 3.000
3º – Jamily Lopes Rossete Moraes – R$ 2.000
4º – Alexandra Amenaida Villoria Alvarez – R$ 1.260
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
“É um sonho realizado”: Ademilson Costa exalta sucesso do KSOP Circuit Amazônia e exalta parceria com o circuito
O empresário sócio da UniEventos se mostrou muito realizado com a etapa

O KSOP pisou pela primeira vez no Norte do Brasil com um grande evento, arrecadando mais de R$ 1 milhão em sete dias de muito poker em Manaus, capital do Amazonas. E tudo isso só se tornou possível graças à parceria entre a Kings Eventos, que tem Moisés Moraes como CEO, e a UniEventos, empresa que conta com Ademilson Costa como sócio.
Frequentador assíduo do circuito pelo Brasil e também no exterior, Dedé sonhava há muitos anos em ver uma etapa do KSOP sendo realizada em Manaus e trabalhou para transformar esse desejo em realidade. Agora, com o encerramento da etapa, ele demonstrou toda a gratidão pelos dias vividos em sua terra natal:
“Cara, a primeira coisa é agradecer a Deus e toda a organização, na pessoa do Moisés, ao Mundo Poker, à transmissão maravilhosa de vocês, com informações em tempo real. Aos amigos do poker amazonense, aos amigos de Roraima, de Boa Vista, e a todos aqueles que vieram fazer parte, que vieram de longe. Vieram jogadores de Camboriú, tem um cara que está na mesa final do High Roller que é do Paraná, entendeu? Então, só tenho a agradecer. É um sonho realizado como pessoa. Isso é um sonho realizado meu e do meu amigo Arlindo Júnior, que já se foi, mas sonhava com isso”, falou.
Além da emoção de ver o sonho sair do papel, Ademilson Costa também teve motivos para comemorar dentro das mesas. O empresário alcançou duas mesas finais importantes na etapa, no High Roller e no Main Event. Realizado com o resultado do evento, Dedé destacou a gratidão pela repercussão positiva do KSOP em Manaus e afirmou que espera voltar ainda mais preparado para uma possível edição em 2027.
“Eu espero passar para as pessoas apenas coisas boas, falar coisas boas, e espero que no ano que vem a gente possa planejar com mais calma, acertar ainda mais algumas coisas. Mas, para mim, superou tudo, estou realizado mesmo, com louvor. Foram duas mesas finais, High Roller e Main Event, como jogador, além de trazer para cá o campeão do Manaus Turbo, logo no primeiro dia. Então, como jogador e como empresário, estou muito realizado e muito grato.”

Mesmo já possuindo experiência na realização de eventos em Manaus através da Liga de Poker Caribenha, com a Uni Eventos, Ademilson Costa destacou que a grandiosidade de uma etapa do KSOP trouxe novos aprendizados para toda a equipe envolvida.
O empresário fez questão de elogiar a parceria com a organização do circuito, ressaltando o trabalho coletivo e a reciprocidade entre funcionários e participantes durante os sete dias de festival na capital amazonense:
“É, a gente já tem uma experiência, já trabalha com eventos em Manaus e também realiza alguns torneios menores, como a LPC, que é da nossa organização, a LPC Uni Eventos. Mas, nessa magnitude, a gente espera poder ser parceiro e seguir aprendendo. A gente aprende a cada dia como empresário, e foi tudo muito maravilhoso, muito gratificante. Nossos funcionários, vocês, como um todo, foi algo muito recíproco, houve reciprocidade de todos nós, entendeu? Essa é a minha ideia”, disse.
Por fim, Ademilson Costa garantiu que a parceria com o KSOP deve continuar nos próximos anos. Presença frequente nas etapas do circuito pelo país, o empresário e jogador afirmou que seguirá acompanhando o calendário do circuito e reforçou o carinho pelo trabalho de todos.
“Vamos continuar. A gente segue no KSOP, que é algo que fazemos juntos. Participamos do circuito inteiro, das etapas, e vamos continuar assim. A gente se fala, se encontra pelo Mundo Poker, acompanhando essa cobertura maravilhosa que vocês fazem. Obrigado”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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