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Da Bahia para o mundo: Francisco Correia fala sobre ídolos, início de carreira e sina nos heads-ups do SCOOP
O player trocou o Direito pelo esporte da mente desde 2013
Nesse últimos meses, você deve ter ficado impressionado com os resultados do Francisco Correia, comandando a conta “chicalltreta”, no SCOOP. O baiano foi três vezes vice-campeão na série, sendo duas em torneios na versão High e uma no Medium, a última delas na edição 2020.
Como ele mesmo descreveu na bio do Instagram: “da Bahia para o mundo”, foi assim que “chicalltreta” alcançou o melhor momento da vida como profissional do esporte da mente na série mais importante do online.
“A sensação é bem difícil de explicar, no momento a adrenalina é tão grande que demora um pouco para cair a ficha. Mas eu diria que é um misto de felicidade e sensação de dever cumprido, é realmente uma sensação única”, contou.
“Fui vencedor logo de início e passei a pagar todos os meus custos sem ajuda de meus pais”, Francisco Correa
Chico – permita-me a ousadia de chamá-lo assim – trocou o Direito para mergulhar no jogo de cartas em 2013 e desde sempre se considerou um profissional. “Fui vencedor logo de início e passei a pagar todos os meus custos sem ajuda de meus pais”, disse.
A visão do craque logo se intensificou quando começou a fazer parte do time Copo de Neve que, na época, estava sob o comando Hélio Neves e João Sydens. “Subi de stakes e jogava praticamente os jogos mais caros que existiam no PokerStars na época, e já enfrentava nomes de grande calibre no poker mundial. Me sentia confiante (às vezes até demais) e feliz por poder estar competindo em alto nível com alguns dos melhores jogadores do mundo”, lembrou.
Tudo isso certamente foi fundamental para Francisco Correia ter um ótimo desempenho na maratona de séries online durante a pandemia, que exige bastante de qualquer jogador. Inclusive, segundo o nordestino, a rotina está insana há dois meses pois o grinder tem jogado de cinco a sete dias da semana para aproveitar ao máximo as premiações gigantescas.
“Sou muito abençoado de poder estar runnando bem nesse período e conseguir alcançar meu melhor momento na carreira agora, mas não acho que seja por acaso. Meu principal problema no poker é a falta de disciplina e foco, e esse período de isolamento diminuiu as distrações e me incentivou a trabalhar mais, e com mais qualidade e aliado com a sorte é o que está gerando todos esses resultados”, explicou.
O Nordeste e o poker

“chicalltreta” tem como inspirações Hélio Neves, Eder Murata, Arie Bahia entre outros craques (Foto: Reprodução Instagram)
Francisco foi o segundo melhor brasileiro no Main Event High de US$ 10.300 nesta edição, ficando atrás apenas do conterrâneo Pablo Brito. Será que rolou algum papo entre os dois?
“Não houve nenhuma conversa com o ‘Pabritz’. Eu o conheço pessoalmente mas não temos muita amizade, não tem essa relação muito próxima. Já com outros grandes nomes da Bahia tenho bem mais contato”, revelou.
Aliás, Hélio Neves, Eder Murata e Ariel Bahia são alguns desses nomes importantes que têm uma relação mais próxima com o Francisco. “Além disso, tenho um grupo de amigos e jogadores aqui de Salvador que é bem unido, que nós batizamos de Bahia Teile – fazendo uma brincadeira com o recém criado Ninetails. Nesse grupo tem bastante jogadores promissores e que jogam para os maiores times do Brasil como 4bet e Samba”, comentou.
Outro nome baiano de destaque é sem dúvidas Gabriel Bonfim, que em uma conversa com o Mundo Poker, falou do crescimento do Nordeste no esporte da mente. “O Gabriel é bastante amigo meu, uma pessoa muito legal e um cara muito vencedor no poker live brasileiro. Acho que o Nordeste e a Bahia incluída tiveram um grande boom nos últimos anos por conta dos bons resultados dos players da região, que incentivam os mais jovens a tentarem o sucesso no poker”, analisou.
Mas as considerações sobre os jogadores nordestinos não pararam por aí. “O Ariel foi durante muito tempo o maior nome do poker brasileiro e acumulou diversas premiações gigantescas, e também o Bruno Foster, que é cearense, fez história ao ser o primeiro brasileiro a fazer a mesa final do Main Event da WSOP. Com certeza esses fatores influíram muito para o crescimento do esporte na região. Com todos os resultados que o Pabritz está tendo agora, esse processo tende a se intensificar mais ainda”, falou.
Inspiração e objetivo

Para Francisco Correa, o mais importante é continuar no ritmo bom e garantir boas premiações (Foto: Reprodução Instagram)
É claro que para chegar até aqui o grinder “chicalltreta” teve de estudar bastante e superar limitações. No entanto, para além disso, é essencial ter uma referência no poker e na vida dele essa pessoa foi Hélio Neves. “Ele que me puxou para o Copo de Neve, que mais tarde se fundiu ao Samba, e me ensinou muito mais que qualquer outra pessoa de longe”, disse.
Como o Brasil é gigante e o que não faltam são nomes reconhecidos no esporte da mente, Chico também comentou sobre suas outras inspirações. “Em questão de inspiração acho que o Ariel foi a maior. Ficava o assistindo jogar os grandes torneios do SCOOP e WCOOP, e comentando com meus amigos como seria um sonho viver essa vida, jogar os maiores torneios do mundo e viver em Balneário Camboriú. Passos que eu mal sabia, mas seguiria num futuro mais próximo do que poderia imaginar. Acompanhava bastante também o Yuri e o Akkari que destruíam nos torneios online e sonhava em ser como eles”, revelou.
Se espelhando nos exemplos acima, Francisco está trilhando um ótimo caminho na vida como profissional, isso é fato. Porém, depois de bater três vezes na trave, ele tem o topo do pódio como o grande objetivo atual?
“É um pouco frustrante, eu tenho um histórico bem ruim em heads-up e é algo que tenho tentado trabalhar bastante e tenho sentido uma melhora no meu jogo. O título seria importante como uma realização pessoal, mas o que realmente importa para mim é continuar chegando nas retas e ganhando dinheiro seja em segundo ou primeiro”, explicou.
Bom, mas a verdade é que não importa o lugar que Francisco Correia conquistará, a comunidade do poker sempre ficará orgulhosa de ver a bandeira do Brasil na reta final dos principais eventos online.
ONLINE
Raoni Kohatsu crava o Evento #71 da OSS no ACR e beira os seis dígitos de premiação
O brasileiro levou US$ 98.098 com a vitória no torneio da série
O grind de domingo trouxe bons resultados para os jogadores brasileiros nas mesas do ACR. O grande destaque do dia por lá ficou nas mãos de Raoni Kohatsu, que conseguiu um belo hit com uma cravada de respeito em um dos eventos da Online Super Series, a OSS.
Raoni Kohatsu foi o campeão do Evento #71, o US$ 630 NL Hold’em, onde enfrentou um field de 1.060 entradas. O regular , que no ACR utiliza o nick “SuperUserMDA”, acertou um acordo no 5-handed da competição e embolsou o maior prêmio em jogo, faturando US$ 98.098.
Outros brasileiros também brilharam nos eventos da plataforma durante o dia. No The Sunday MoneyMaker, de US$ 109, Felipe Ketzer “kerzerfelipe” também alcançou o primeiro lugar, faturando US$ 44.484 ao bater o field de 2.861 entradas. Já Felipe Boianovsky, o “MsChanandlerBong”, recebeu US$ 41.300 pela cravada no US$ 2.650 Mini Phil’s Thrill, de 59 entradas.
Mesmo sem ser brasileiro, quem também merece uma citação é o jogador que dá nome ao torneio conquistado por Felipe Ketzer. O lendário Chris Moneymaker brilhou no dia de ontem e foi campeão do US$ 10.000 Phil’s Thrill PKO. Ele levou US$ 191.228. O torneio ainda teve Pedro Padilha na FT. O brasileiro ficou em sétimo e recebeu US$ 18.520.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:
WSOP
Com novas regras sobre patrocínio, Patrick Leonard tem pedido negado pela WSOP e põe em xeque participação na série
O britânico teve seu pedido recusado para usar itens patrocinados
A WSOP de 2026 ainda não começou, mas as primeiras polêmicas já estão surgindo no Twitter. Para esta temporada, a organização anunciou algumas novidades e uma das regras sofreu alteração. Agora, jogadores patrocinados terão de pedir licença para utilizar seus patches ou itens em torneios com transmissão.
Esse pedido precisa ser feito com pelo menos 24 horas de antecedência e, caso não seja feito e o jogador use qualquer item patrocinado, ele passa a correr risco de desclassificação. Essa nova diretriz, no entanto, já está dando o que falar. O britânico Patrick Leonard compartilhou seu caso no Twitter e acendeu um grande debate.
O “Pads”, embaixador da Coin Poker, contou que fez seu pedido para a direção, mas não obteve aprovação. Ele enviou o email para a WSOP e a resposta foi de que o pedido estava sendo negado porque não ia de encontro as diretrizes da WSOP, sem especificar qual o ponto que estaria sendo violado.
Na regra, está escrito que não serão permitidos: alegações falsas; propagandas de remédios, tabaco, armas de fogo e munição; material sobre loterias ou concursos; jogos de azar; linguagem controversa ou obscena; pornografia; propriedade intelectual; material difamatório; e qualquer coisa que possa impactar negativamente a WSOP.
Uma das possibilidades da recusa é o fato da Coin Poker não ser um site regulamentado nos Estados Unidos. Ainda assim, esse fato coloca em xeque a participação de Patrick Leonard – e de possíveis outros jogadores patrocinados – na WSOP em 2026. Segundo o britânico, isso vai complicar as coisas. Confira o relato abaixo:
“Re: @25kfantasy não tenho certeza se vou jogar ou não. Atualmente, fui impedido de usar um patch, o que acredito que pode levar à desqualificação a critério dos diretores do torneio.
Imagino que, como acontece com muitos outros jogadores, isso vai complicar as coisas. Eu entendo e respeito que o WSOP é mais GGlive agora e não vai quebrar as regras. As regras são as regras, vou respeitá-las mesmo que discorde delas.
Eu acho que os sites ficam extremamente desmotivados para investir em jogadores do nosso universo quando a principal série restringe investimentos externos. Provavelmente vou jogar o $200 diário com o Brad Owen em New Orleans.
Boa sorte a todos no draft e na série”
Re: @25kfantasy not sure what/if I’ll play. Currently been denied to wear a patch, which I believe can lead to disqualification at the tournament directors discretion.
I imagine, as with a lot of other players, this will complicate things. I understand and respect WSOP is more… pic.twitter.com/GrkEXEF83I
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
ONLINE
Luigi Soncin é campeão no Evento #41-M US$ 215 da Anniversary Series do PokerStars
Grind de domingo contou com ótimo retornos aos brasileiros.
Os jogadores brasileiros seguem conquistando boas premiações na grade de torneios da Anniversary Series do PokerStars. Sendo campeão do Evento #41-M US$ 215, o player Luigi Soncin garantiu um ótimo prêmio e liderou a lista na plataforma, que contou com outros destaques nacionais.
Foram 812 inscritos no Evento #41-M US$ 215 da Anniversary Series, em dois dias de ações nas mesas. Pilotando a conta “Gofaziin26”, Luigi Soncin contou com grande atuação e alcançou o primeiro lugar no pódio, garantindo a quantia de US$ 27.543. Em quinto, “The1WhoKnocksss” ficou com US$ 7.179. Gabriel Barbosa, o “FirsThanYou”, foi o sexto e levou US$ 6.046.
Outro destaque do dia na plataforma foi registrado no Evento #41-L US$ 55 da Anniversary Series, que contou com 2.903 grinders, em dois dias de duração. O jogador não identificado que comanda a conta “lferreira13” deixou seus rivais para trás e foi o campeão, embolsando o valor de US$ 20.808.
Felipe Infante, o “tchozen666”, finaliza o boletim do PokerStars. O regular nacional atuou no Evento #49-L US$ 55 da Anniversary Series, junto a outros 2.905 jogadores, em nove horas de jogo. Infante chegou até ao heads-up, porém acabou sendo superado e ficou com o segundo lugar, ganhando US$ 19.546. Em quarto, “ThalleSx” adicionou US$ 7.894 ao seu bankroll.
Confira outros prêmios na plataforma:
| Evento | Jogador | Posição | Prêmio |
| Anniversary Series 52-M: US$ 109 NLHE | Rafael Eltz “ratitoBR” |
1º | US$ 18.735 |
| Anniversary Series 45-M: US$ 109 NLHE | Vinicius Trindade “diamondsir” |
2º | US$ 16.602 |
| Anniversary Series 51-H: US$ 530 NLHE | Paulo Brombim “paulinhoo00” |
1º | US$ 16.301 |
| Anniversary Series 52-H: US$ 530 NLHE | “hahuaha” | 1º | US$ 15.284 |
| Anniversary Series 52-L: US$ 22 NLHE | “b0tAAto” | 1º | US$ 10.266 |
| Anniversary Series 51-H: US$ 55 NLHE | Túlio Dutra “tuliodutra96” |
1º | US$ 10.114 |
| Anniversary Series 41-H: US$ 1.050 NLHE | Francisco Correia “chicalltreta” |
6º | US$ 9.153 |
| Anniversary Series 45-L: US$ 22 NLHE | “pkuva” | 2º | US$ 8.681 |
| Anniversary Series 52-L: US$ 22 NLHE | “oculosescuro” | 2º | US$ 7.151 |
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patricio:
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