KSOP
Tales Alcântara recorda sobre a conquista do KSOP Special em 2019 e fala sobre retorno do evento: “adrenalina”
O cearense obteve o maior prêmio da carreira naquela oportunidade
O KSOP Special em 2019 foi um marco gigantesco para a Kings Eventos, para o poker nacional e certamente para um jogador especificamente: Tales Alcântara. O médico foi o grande vencedor do Main Event da última vez que o evento foi realizado, pois não houve nos últimos dois anos em função da pandemia. O cearense lembra com muito carinho sobre o título.
“Pensar no título do KSOP Special é lembrar da maior conquista que já tive dentro do poker. Ser o vencedor daquele título foi poder mostrar a todos q estão ao meu redor que o poker não é só “jogo de baralho”. Ao contrário: requer estratégia e habilidade”, explica Tales, que ganhou uma premiação incrível de R$ 720.000 naquela oportunidade.
Três anos se passaram e o que mudou no Tales nesse período? O regular responde: “atualmente eu sou bem mais de boa com relação a ser vencedor no jogo. Claro que todo mundo gosta de ganhar, não posso negar isso. E estamos falando de uma atividade que gosto de praticar, que me faz bem. Hoje encaro cada evento do qual participo como uma oportunidade de socializar e de me divertir”.
As memórias daquele dia inesquecível seguem frescas na cabeça de Tales. “Eu nunca tinha participado de uma mesa final tão grande. Lembro-me de que estava muito ansioso. A toda hora era proposto um deal, mas sempre tinha algum jogador que não concordava”, lembra o médico sobre os momentos apreensivos.

Tales com o bracelete e o troféu conquistados em 2019
“Como eu era o short stack, tive que ser muito paciente pra me manter vivo na FT, cheguei a ficar com 3bb. A memória mais marcante foi a sensação de ver os adversários caindo enquanto eu me segurava pra garantir os pay jumps e chegava cada vez mais perto do topo”, conta.
Outro detalhe da participação foi o apoio tranquilizador que recebeu pelo telefone durante a longa jornada da mesa final. “Lembro também que a cada break (normal ou para tentativa de deal) ligava pra minha namorada. Ela passou a FT toda torcendo, me acalmando e desejando sorte”, diz Tales.
O atual campeão está presente já no primeiro do dia KSOP Special 2022. Ele engatou no High Roller Light e falou sobre como é estar de volta no palco que o consagrou. “A expectativa de participar de novo do KSOP Special é sentir a adrenalina de poder disputar um dos maiores torneios de poker da América Latina, me divertir e reencontrar velhos amigos e conhecidos”, finaliza.

Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:
KSOP
KSOP SA: Com excelente desempenho na etapa, Kaio Camargo valoriza resultados: “é uma maratona”
São cinco mesas finais desde o início da etapa

Desde o início da etapa, Kaio Camargo está dando o que falar no KSOP South America. O regular brasileiro, com muitos bons resultados no circuito, não está passando longe das forras. Até esta quinta-feira (16), já são cinco mesas finais em Balneário Camboriú e contando.
Kaio, que está dividindo seu tempo no salão com o poker online, é um jogador experiente e de ótimo desempenho nas duas modalidades. Ainda assim, o “Kaiotex” sabe a dificuldade que é atingir esse patamar. Por isso, em entrevista ao Mundo Poker, ele valorizou o excelente momento.
“No geral, estou bem feliz. A gente trabalha pra ter esses resultados, mas obviamente a gente não espera, não sabe quando vai acabar runnando bem, pegando essas mesas finais consecutivas. Estou bem contente, preparado para os próximos dias. É uma maratona, ainda tem vários dias, tranquilo também, com a cabeça tranquila, tentando tomar as melhores decisões o tempo todo.”
Quem assiste ao Kaiotex nas mesas percebe que a simpatia fica apenas nas palavras. Com muito sorriso e falinhas para os adversários, ele combina a personalidade com um desempenho brutal nas mesas. Os ótimos resultados estão chegando nas mesas do KSOP, mas o regular reconhece que nem sempre as coisas foram assim no live.
“Talvez hoje seja uma qualidade legal, mas eu demorei um pouco para me adaptar, para entender. O field do live tem algumas diferenças, com o tempo você vai pegando. Acho que eu consigo trazer um pouco dessa parte teórica, também fazer algumas adaptações. Acabei jogando uma quantidade grande [de live] nos últimos três anos. E eu também conheço muita gente do field, também é outra qualidade que eu trago.”
Por fim, Kaio, que atualmente reside em Florianópolis com Saymon Dias e Vinicius Gonçalves, amigos de poker, também contou um pouco sobre como está sua vida junto de dois outros grandes jogadores, dizendo que foi preciso uma “adaptação” para o novo estilo de vida.
“A gente tenta se ajudar o tempo todo. O lado bom é que você acaba vendo conteúdo toda hora. O lado ruim, pra mim, é que eu não funcionava assim. Agora eu tô tentando me adaptar. De vez em quando eu também preciso dar uma apagada. A gente vem de três escolas bem diferentes, um tenta acrescentar de um lado, o outro do outro. Eu acho que é bem bom pra todo mundo”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
KSOP
Kelvin Kerber marca presença no KSOP SA, fala sobre protagonismo em documentário lançado e revela nova participação na Triton Series
O jogador também comentou sobre a participação na transmissão do GGMillion$

A região de Balneário Camboriú é a casa de muitos dos principais jogadores do poker brasileiro e, durante o KSOP South America, vários deles aproveitam a série para disputar alguns torneios. No Ultra High Roller, quem marcou presença foi Kelvin Kerber, sócio do Samba Poker Team.
Em boa fase, o profissional, embalado por resultados tanto no live quanto no online, deixou o conforto de casa para se inscrever no torneio de R$ 100.000. Em conversa com o Mundo Poker, Kelvin comentou sobre a decisão de participar e a relação com a série.
“É isso, né? Pertinho de casa. O evento é sempre muito legal, muito bacana. Na verdade, sempre que tem KSOP aqui eu venho e jogo alguma coisa. E dessa vez teve o Ultra High Roller, não ia perder, né?”, falou.
Nesta quarta-feira, enquanto Kelvin Kerber se preparava para engatar no Ultra High Roller do KSOP South America, a GGPoker anunciou o documentário da série Online Poker Millionaires, tendo o brasileiro como protagonista. O lançamento marcou um momento especial para o profissional, ampliando sua visibilidade entre fãs do poker ao redor do mundo.
“Eles fizeram no ano passado e deu bastante certo com o Alexiologis. E eles estavam procurando um brasileiro. O mercado brasileiro no poker é incrível, é um país que engaja muito também. Então estavam buscando alguém que fizesse sentido com o que tinham planejado. Lá no Paradise, no fim do ano, me conectaram com eles.
Começamos a conversar, falei um pouco da minha rotina, da minha vida, eles gostaram e fechamos. Em fevereiro vieram gravar, ficaram lá em casa ou melhor, passaram alguns dias por lá. Foram quatro dias no total, e teve de tudo ali. É até louco porque o episódio tem 20 minutos, mas eu nem sei quantas horas de gravação foram. Muita coisa aconteceu para chegar naquele resultado. Fiquei bem satisfeito. Acho que deu para mostrar a essência da minha vida, da minha rotina, da minha história, que era a ideia. E com certeza quem já assistiu e quem ainda vai assistir, no Brasil e no mundo, vai curtir, porque ficou muito bem feito”, comentou.

Paralelamente ao documentário, Kelvin Kerber também foi convidado de honra de Jeff Gross na mesa final do GGMillion$. Com comentários técnicos, o brasileiro foi bastante elogiado pelos telespectadores durante a vitória de Pascal Lefrançois, demonstrando a visão de um profissional acostumado ao high stakes.
“O documentário também é em inglês, né? Então, quando não é a nossa língua principal, fazer conteúdos tão longos assim é bem desafiador. Não é só uma questão de saber falar a língua, mas da fluidez, do flow, das pronúncias e, às vezes, até da falta de vocabulário para expressar exatamente o que você quer dizer ali.
Mas foi bacana também nesse sentido, de me colocar nessa posição. Comentar a mesa final foi muito legal. É um programa grande do poker, semanal, né? E me convidaram justamente para promover o episódio que ia sair. Então foi meio que um dois em um: deu para divulgar bem o episódio e também participar de uma mesa final que foi muito bacana, bem grande mesmo. E foi bem divertido de comentar”, ressaltou.
O mês de março foi um divisor de águas na carreira do profissional. Pela primeira vez, ele viajou para um evento exclusivo da Triton Series ao lado dos amigos Pedro Padilha, Alisson Piekazewicz e Gabriel Tavares. Foram horas de voo até Jeju, na Coreia do Sul, e a experiência terminou com três bons resultados, incluindo mesas finais.
“A Triton Poker Series é uma experiência muito gostosa. É aquele tipo de evento que você vai e já sai com vontade de jogar o próximo. A gente até fica mal acostumado. Eles realmente conseguiram pegar boa parte dos problemas que existem no poker live, aquelas dificuldades naturais que a gente sabe que fazem parte, e melhorar ou resolver várias delas.
Então, quando você vai pra lá, mesmo com os percalços normais do poker ao vivo, que você já está acostumado, você praticamente não sente no dia a dia. A experiência acaba ficando incrível. Claro, é muito longe, as etapas são muito caras… mas a experiência também é única”, contou.
Por fim, Kelvin Kerber já adiantou para os fãs brasileiros que estará presente em Montenegro, no próximo mês, para a disputa da série na região europeia. Ele pontuou os motivos que o fazem pegar gosto pelos torneios da Triton:
“E a ideia é continuar indo. Eu já fechei a próxima, já garanti o buy-in, então vou de novo. Enquanto estiver fazendo sentido pro ABI que eu estou jogando e pro que eu quero pra minha vida, eu pretendo continuar participando e competindo. Porque é gostoso competir nesse nível, e fica ainda melhor quando os resultados acompanham”, finalizou.

Kelvin em ação na Triton Series
Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
KSOP
KSOP SA: Gaspar Fernandez acerta sequência runner runner, quebra KK e elimina Léo Rizzo no Main Event
O argentino mostrou que o baralho estava do seu lado

O Main Event do KSOP South America está em curso e vários nomes importantes estão no field do torneio de R$ 3 milhões garantidos. As mãos dos dias classificatórios, naturalmente, estão dando o que falar no salão do Expocentro, e um all in triplo no Dia 1B acabou com uma bad beat em favor do argentino Gaspar Fernandez, o “Gaspy”.
A mão aconteceu nos blinds 500 / 1.000 e começou com Léo Rizzo, recém-chegado no torneio, dando all in no escuro com o stack inicial de R$ 40.000. Do MP, Cauê Martins anunciou o call, e do button, o argentino optou por anunciar o all in com um stack um pouco maior que o de Rizzo. Cauê, muito seguro, novamente anunciou o call.
O jogador do Insight Team possuía larga vantagem, já que segurava e se deparava contra o de Rizzo e o do argentino. No flop , a situação ficou ainda mais favorável para o brasileiro.
Só que o turn manteve Gaspar vivo na mão, com o aparecendo e dando a possibilidade de sequência para o argentino. E o river completou a mão maluca, com o dando as caras e completando a sequência runner runner, que gerou a triplicada para Gaspy. Ao fim, ele avançou para o Dia 2 com um stack de 141.000.
Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
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