KSOP
Presente no KSOP RJ, Leonardo Duarte fala sobre início da carreira, importância do Step Team e metas: “abri mão de muitas coisas”
O paulista contou detalhes sobre a sua jornada no poker
As etapas do KSOP costumam receber nomes conhecidos do poker online. Tirando a famosa “folguinha” dos feltros virtuais, esses jogadores unem a oportunidade de jogar um grande evento ao vivo com a possibilidade de encontrar os amigos pessoalmente. O paulista Leonardo Duarte, o “leoduarte13” do PokerStars, é um dos presentes na cidade maravilhosa.
Vivendo um momento especial, com ótimos resultados no poker online, incluindo o big hit no WCOOP em 2021, o craque do Step Team viajou até a capital carioca e aproveitou para contar em entrevista ao Mundo Poker fatos interessantes sobre a sua jornada até o atual momento na carreira e também objetivos.
“Eu comecei no poker live, jogava de forma recreativa e trabalhava. Porém, chegou um momento onde eu estava ganhando dinheiro com o poker e não estava rendendo mais no trabalho, aí me mandaram embora. Isso foi há uns cinco anos atrás. Ai resolvi buscar um time e encontrei o Step Team, que me abriu as portas”, conta.

Após entrar no time, Leonardo sabia que seria necessário muito foco para evoluir na carreira e, claro, a paciência necessária para conseguir alcançar um dos seus principais objetivos, que foi o big hit no Evento #14-L do WCOOP 2021.
“Os primeiros anos são bem difíceis e de muito aprendizado. Antes do meu big hit em 2021, eu já ganhava dinheiro, com resultados menores e também dando aula de poker. A cravada foi consequência de um grande trabalho, pois já estava chegando em vários torneios, fazendo várias mesas finais. O título veio pra coroar”, fala.
O momento na carreira também conta com uma grande mudança em sua vida pessoal. Natural de Guarulhos/SP, Léo recebeu a oportunidade de ouro: mudar para o QG (Quartel General) do Step Team em Tatuí e Sorocaba. Hoje, vivendo só de poker, ele disse como isso aconteceu e quais foram os benefícios.
“Eu já tinha vontade de sair de casa, mas não tinha condições. Eu tinha ido conhecer QG, passei uma semana e gostei muito. Ai recebi a oportunidade de morar lá. Era uma oportunidade de ouro para a minha carreira. Ajustei muitas coisas na minha rotina, a parte física, de estudo e mental. O Step sempre proporcionou várias ferramentas para a evolução do jogador”, relata.
Ele também lembrou um fator importante: ficar afastado do seu filho. “Quando passei a morar no QG, precisei abrir mão de várias coisas, uma delas é ficar longe do meu filho e da família. Eu via ele duas ou três vezes na semana, é difícil, mas eu precisava ir atrás do meu sonho. Faço tudo isso por ele e tento ser mais presente na vida dele. Espero que um dia ele possa compreender. É pra dar um futuro melhor pra ele e realizar meus sonhos”.

Construindo a carreira de forma linear, Leonardo Duarte tem algumas metas, assim como outros profissionais. Porém, elas não possuem relação a subir os valores dos seus buy-ins, como outros jogadores sonham em jogar torneios high stakes: “em relação aos valores, não defino para não me frustrar. Eu quero cravar um torneio live grande, me preparei bastante. Quero jogar a WSOP em Las Vegas, se Deus quiser. Quem sabe, ganhar algo lá, jogar já é sinal que as coisas fluíram”, contempla.
Leonardo Duarte ainda complementa: “é uma coisa que sonhamos, mas não é impossível. A evolução traz essa possibilidade. Hoje em dia eu tenho certeza que vou chegar lá, se não for ano que vem, será no outro. Não vou parar de jogar e minha meta é essa. Trabalho muito para conseguir isso e vou continuar nessa pegada”, comenta.
Pra finalizar, ele deixa um agradecimento a toda a galera do Step Team que faz parte da sua vida diariamente: “sou muito grato ao Gui Moura, Grigolleti. Leocir e Eduardo Fay “Safada1”, além dos outras pessoas que me ajudam diariamente, eu devo muito pra esses caras”.
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Confira o episódio #10 do Poker de Boteco:
KSOP
Eduardo Gravronski acaba com hegemonia argentina e conquista o Main Event do KSOP GGPoker Iguazú: “um sonho”
O brasileiro teve uma bela campanha na mesa final após começar 5º em fichas
O KSOP GGPoker tem uma história marcada por conquistas estrangeiras no Main Event. Em Iguazú, as duas edições anteriores terminaram com títulos argentinos. Nesta terça-feira (26), porém, o brasileiro Eduardo Gravonski mudou o roteiro. Após uma atuação impecável na mesa final, ele encerrou a sequência dos hermanos e eternizou seu nome na história do circuito.
Gravonski não tomou conhecimento do field de 314 entradas e, depois de uma longa maratona, embolsou a forra de R$ 170.000 depois de um acordo no 3-handed. “É um sonho realizado. Muita batalha, muita luta. Graças a Deus aconteceu. Agora no KSOP concretizamos campeão do Main Event. É um sonho de muito tempo”, falou o felicíssimo Eduardo.
O dedicado recreativo falou sobre os ingredientes que o tornaram campeão do Main Event do KSOP GGPoker. “Eu acho que é um somatório de muita coisa. É mais um hobby, mas sempre estudando, correndo atrás, jogando muito, jogando torneios deep stack. Saí um pouco dos turbos. Eu tava correndo atrás disso há muito tempo”, completou.
Gavronski chegou na mesa final com o quinto maior stack e, com sabedoria, soube esperar os momentos certos para agir. Viu de camarote alguns embates, ganhou saltos na premiação sem correr tantos riscos e, quando conseguiu fazer fichas, foi cirúrgico para surfar a onda até o 3-handed com Felipe Boracchia e Renan Revinthis.
“Eu acho que evitei muitos showdowns. A variância pega mais no final, mas tentei jogar o máximo que eu pude o pós-flop. Num torneio deep stack, se você for flipar três, quatro dias seguidos, você vai cair”, considerou Gavronski.
Renan buscava a façanha do bicampeonato, feito realizado apenas por Wender Oliveira na história do KSOP GGPoker. Depois do acordo entre os últimos três finalistas, um coin flip entre ele e Gavronski com stacks praticamente idênticos formou o heads-up. O 66 de Eduardo segurou contra o AQ do carioca para chegar em vantagem no HU.

O terceiro Main Event da etapa de Iguazú teve a possibilidade do terceiro título de um argentino, mas Eduardo não deu chance para Felipe Boracchia no duelo final. Com paciência, ele conduziu o heads-up até deixar o rival com seis blinds e decidir em outro coin flip. A derradeira foi de 55 contra K8. Um 5 apareceu no flop e no turn ele já pôde fazer a festa.
55 com 5 no flop. Curiosamente, Eduardo tem cinco filhos. “Tava escrito! Um abraço para a piazada. Estão sempre torcendo por mim. Estão estudando, se formando, correndo atrás e eu e minha esposa estamos aqui”, finalizou o mais novo membro do hall de campeões do Main Event do KSOP GGPoker.

Confira a premiação e como foi a eliminação de cada um na mesa final:
1º – Eduardo Gavronski (Brasil) – R$ 170.000*
2º – Felipe Boracchia (Argentina) – R$ 127.500*
3º – Renan Revinthis (Brasil) – R$ 127.500
4º – Ivan Rego (Brasil) – R$ 66.000
5º – Matheus Pimentel (Brasil) – R$ 48.000
6º – Juan Klas (Argentina) – R$ 37.000
7º – Martin Briones (Argentina) – R$ 28.000
8º – Adir Bottin (Brasil) – R$ 22.000
9º – Diego dos Santos (Brasil) – R$ 18.600
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP GGPoker Iguazú: Cristian Quiñones vence Munhoz no heads-up e encerra etapa com o título do Turbo Finale
O argentino embolsou R$ 10.000
O KSOP GGPoker Iguazú foi encerrado nesta terça-feira em grande estilo, com vários campeões sendo coroados no último dia da etapa. No Turbo Finale, último torneio da programação, a vitória ficou com Cristian Quiñones.
Regular do circuito, o argentino, que já possui diversos troféus do evento, levará mais um para sua casa, na região de Buenos Aires, após superar o field de 41 entradas do torneio de R$ 1.000. Pela conquista, ele recebeu um prêmio de R$ 10.000.
“Acho que este é o meu décimo troféu. Estou muito contente, muito feliz. Também estou feliz pelo meu amigo, que chegou ao heads-up do Main Event, mostrando que as expectativas são muito boas. Nesta etapa, eu já tinha outras mesas finais, mas o título só veio agora”, disse.

Os jogadores Daniel Noronha, Cleide Sobrinho, Miriam Balen, Rodrigo Guimarães, Yamil Szumik e Raphael Munhoz estiveram na disputa pelo título. Cristian comentou sobre a amizade criada na mesa:
“Foi bastante divertido. Fizemos amizade ali. São pessoas com quem jogo sempre que vou ao Brasil. É muito agradável; todos são muito legais, e isso torna o torneio ainda mais atrativo”, contou.
A mão decisiva do torneio contra Raphael Munhoz foi um cooler. Com 84, eles disputaram um grande pote em um flop 843. O cantor e embaixador brasileiro do KSOP tinha 43. A jogada garantiu o título ao argentino.
Ele encerrou a entrevista agradecendo aos embaixadores Richard Dubini e Christian Sare: “eles são meus amigos. É muito bom estudar com eles; revisamos mãos e discutimos novas ideias de jogo. Isso me ajuda muito. Sou muito grato pelo tempo que dedicam ao Lify Coaching”, finalizou.
Confira a premiação dos finalistas:
1º – Cristian Quiñones – R$ 10.000
2º – Raphael Munhoz – R$ 8.000
3º – Yamil Szumik – R$ 4.800
4º – Rodrigo Guimarães – R$ 3.560
5º – Miriam Balen – R$ 2.700
6º – Cleide Sobrinho – R$ 2.100

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP GGPoker Iguazú: Ramon Pessoa crava o HR Last Chance e termina etapa com quatro troféus na bagagem
O cearense encostou na liderança de Marcos Grassi na disputa pelo ranking
A cada etapa do KSOP GGPoker, Ramon Pessoa vai ampliando recordes e colecionando conquistas. O estrago foi grande no City Center Iguazú na etapa da fronteira argentina que se encerra nesta terça-feira (09). O cearense fechou com chave de ouro uma sequência de belíssimos resultados e foi campeão do High Roller Last Chance.
Com buy-in de R$ 10.000 e field de 12 entradas, Pessoa não perdoou a concorrência, arrancou para a cravada e embolsou R$ 48.000. Ele fechou a etapa com quatro troféus. Foi vice-campeão do Welcome High Roler, do High Roller PKO e terceiro colocado no High Roller Championship.
“Não sei nem explicar a sensação na verdade. Vim para esse KSOP bem focado. A meta era bem essa. Queria sair em primeiro nos dois rankings. No de High Roller estou benzão e no geral chegamos e estou bem encostado no primeiro. Tá só começando o esquenta para Vegas. Quatro troféus não pode ser ruim, né?” comentou.
O craque já projetou a disputa ponto a ponto com Marcos Grassi na disputa pelo ranking geral. O hermano vai chegar para a etapa de Fortaleza, cidade de Ramon, na ponta. “Markito é meu parceirão, mas jogando em casa é outra pegada, né? Jogando em casa o bicho vai pegar, vou para cima e se Deus quiser vou sair de lá líder dos dois rankings”, lançou Ramon.
O campeão do High Roller Last Chance lembrou a boa energia que tem quando joga no país vizinho. “Geralmente no KSOP eu sempre me dou bem. Aqui na Argentina, nas terras argentinas, eu me dou muito, muito bem. Já rolou cravada no High Roller em 2023 na primeira vez que eu vim para cá e agora não foi diferente. Uma cravada, dois segundos e um terceiro”, finalizou.

Ramon Pessoa
Confira a premiação dos finalistas:
1º – Ramon Pessoa – R$ 48.000
2º – Bruno Zeizer – R$ 29.500
3º – José Humberto Souza – R$ 19.400
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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